Blog do Bruno Voloch

09/02/2010

Time do Rio de Janeiro vive novo drama após as duas derrotas seguidas

Como se não bastasse a perda da invencibilidade, as duas derrotas seguidas e a queda para a terceira colocação, o time do Rio de Janeiro vive um novo drama.

Após perder Carol Gattaz que sofreu ruptura plantar no pé esquerdo, a equipe carioca não contará mais na competição com a central Dani Oliveira.

Dani se contundiu no jogo contra Osasco no último sábado. Examinada no início da semana, ficou constatado uma lesão grave no tornozelo com ruptura no tendão. Com isso, Dani vai passar por uma cirurgia nos próximos dias e não jogará mais o campeonato.

O prazo de recuperação é de 5 mêses. A jovem Mara de apenas 18 anos entra no lugar de Dani na partida desta noite contra o Mackenzie em Belo Horizonte.

Carol Gattaz só deve voltar ao time após o carnaval.     

Por Bruno Voloch às 14h11

Cruzeiro sobrou em quadra contra a Cimed

Fiquei surpreso com o que assisti na vitória do Cruzeiro sobre a Cimed.

Surpreso não com o voleibol apresentado pelo time mineiro e sim pelo jogo ruim que fez a equipe catarinense. Não é essa a verdadeira Cimed, podem ter certeza.

Nada porém que tire os méritos do Cruzeiro. Hoje é disparado o melhor time do campeonato e um dos favoritos ao título. A inexperiência e o fato de nunca ter decidido uma superliga podem pesar mais para frente. Mas até agora o Cruzeiro está ignorando a tudo e a todos.

São 3 os principais responsáveis por essa excelente campanha. O treinador Marcelo Mendez, o levantador Sandro e o atacante Wallace. Seria injusto de minha parte não citar os demais atletas que também são muito importantes, mas esses 3 são fundamentais.

O argentino Marcelo Mendez pode ser mais um treinador estrangeiro a conquistar o título. É um sujeito simples, escolhe a maneira correta de se comunicar com o grupo e está sempre com os pés no chão. Não admite oba-oba e trata com a mesma seriedade o primeiro e o último colocado.       

Sandro é ousado, rápido, e merece novamente ser lembrado por Bernardinho. Se isso não acontecer será uma tremenda injustiça. O levantador está jogando uma bola redonda, deixando seus atacantes muitas vezes com bllqueio simples e maduro para jogar na seleção.

Wallace é uma promessa, mas está mantendo uma regularidade impressionante na competição. Não tem medo de errar, pede bola nos momentos decisivos e tem a confiança dos companheiros. É cedo, mas precisa e também pode ser observado para a seleção.

Falando do jogo, acho que só o bloqueio funcionou na Cimed. O saque do Cruzeiro foi bem mais agressivo fazendo com que o levantador Bruno não conseguisse jogar com o meio. Éder e Lucão fizeram somente 10 pontos em 3 sets. Renato Felizardo fez quase isso sozinho. 9 no total.  

A Cimed esteve mal na recepção e também no ataque. Mas não me iludo. Acho que taticamente, o Cruzeiro "matou" a Cimed, jogou com inteligência e muita velocidade. Errou pouco.

Mas se engana quem acha que a Cimed está morta. A comissão técnica do time catarinense é muito experiente, o elenco fortíssimo e o grupo tem tudo para dar a volta por cima. É uma derrota que deixa o time abalado, que dificulta a briga pelo primeiro lugar, mas que não tira de forma alguma a Cimed da relação dos favoritos ao titulo.       

Por Bruno Voloch às 08h41

08/02/2010

Dante ganha na Rússia. Paula Pequeno e Walewska sofrem outra derrota

A campeã olímpica Walewska fez bonito. Marcou 11 pontos, teve boa atuação, mas não o suficiente para evitar nova derrota do Odintsovo no campeonato russo.

O time dessa vez perdeu fora de casa para o Dínamo Yantar por 3 sets 2 com parciais de 25/23, 24/26, 27/25, 21/25 e 15/11. Tatiana Kosheleva mais uma vez foi a melhor jogadora do Odintsovo com 27 pontos. 

Essa foi a quarta derrota da equipe na competição. Em 14 jogos, o Odintsovo soma 24 pontos e está em terceiro lugar.

O líder isolado é o Dínamo Moscou com 28.

E por falar em Dínamo Moscou, o time da central brasileira enfrenta nesta terça o Dínamo em partida válida pela Champions League. 

Em compensação, Dante segue brilhando. Pela 15º rodada, o Dínamo Moscou fez 3 a 2 contra Dínamo Yantar.

Dante esteve em quadra apenas nos dois primeiros sets. Essa foi a oitava vitória do Dínamo Moscou que chega aos 23 pontos e a alcança a sexta colocação.

Por Bruno Voloch às 20h21

Natália não admite "vibrar na cara" e diz que resolve na bola

 

Destaque de Osasco na vitória sobre o Rio de Janeiro com 34 pontos, a jogadora Natália está de bem com a vida. Com exclusividade, ela conta no blog como repercutiu a vitória, elogia Luizomar de Moura e diz que não se importa em ver seus ataques comparados aos do masculino. Com apenas 20 anos de idade, Natália mostra personalidade e fala de sua melhor amiga, seleção brasileira, da vida pessoal e diz que não gosta de briga. Mas não ouse gritar na cara dela ...

    

  Como você se sentiu após a partida contra o Rio ?  Eu me senti bem, assim como o time todo. É sempre bom ganhar do Rio, ate porque já é nosso rival de muitos anos. A gente treinou forte a semana inteira para esse jogo e o resultado foi o que valeu.

   A sensação foi de alívio após a vitória ?  Com certeza. Meio que uma sensação meio dever cumprido né, até porque foi só um jogo e nao podemos relaxar porque essa semana ja começa o segundo turno. Então é ter a cabeça no lugar para fazer uma boa sequência no campeonato.

   Você tem noção do que fez na partida ? 34 pontos. Na verdade o que me deixa feliz foi ter ajuda o grupo. Então, se fui eu ou se outra jogadora tivesse sido a maior pontuadora do jogo, acho que o mais importante foi o resultado final. Quem venceu foi o grupo junto com a comissão técnica.

   O que representa o Luizomar de Moura na sua carreira ? Ele abriu as portas no vôlei profissional para mim. Primeiro jogo de superliga foi com ele e estamos juntos até hoje. Serei eternamente grata a todas oportunidade e confiança que ele depositou em mim durante todos esses anos.

   Como foi a comemoração após a vitória contra o Rio ? Comemoramos num restaurante japonês com algumas meninas do time e até mesmo com algumas integrantes do Rio e do time de Brusque. Apesar da rivalidade dentro da quadra todas nós temos um bom relacionamento fora e tenho grandes amigas do outro lado.

   Quem é o favorito para ganhar essa superliga ? Nesse campeonato não tem favorito. O próprio campeonato já mostrou isso no primeiro turno. 

   Dizem que seu ataque pode ser comparado ao vôlei masculino. Isso deixa você chateada ? Não mesmo, de maneira alguma. Até porque é meu ponto forte. Como eu nao sou muito habilidosa, tenho que usar meus golpes de força. Eu costumo sempre levar as coisas pelo lado positivo.

   A Natália será mais marcada após esse estrago todo ? Sim. Acho que no decorrer do campeonato, a cada jogo todos nosso movimentos são marcados. Cada equipe vai tentar neutralizar os ataques da nossa equipe, então no meu caso tenho que nos treinamentos tentar coisas diferentes para na hora do jogo ter como surpreender o adversario. 

  Jogar de oposta no clube e ponta na seleção atrapalha você ? Acho que um pouco sim, até porque mesmo treinando aqui no clube o passe nao é a mesma coisa que jogar. Então chegando na seleção eu vou ter que fazer intensivos para entrar no ritmo.

  Quem é sua melhor amiga no esporte ? Camila Brait. Eu a conheci fazem alguns anos na seleção de base e na temporada passada tive o privilégio de ter ela aqui no time em Osasco. Ela é uma pessoa maravilhosa, tem um coração imensurável e independente se jogarmos na mesma equipe ou não, tenho certeza que ganhei uma amiga para o resto da vida. 

   Você pode falar um pouco da Natália fora de quadra ? Lógico que sim. Eu me considero uma moleca que adora dar risada, sou um pouco escandalosa nesse ponto porque eu não disfarço minha felicidade. Sempre que tenho oportunidade gosto de estar do lado dos meus amigos e odeio ficar sozinha. Prefiro sempre de ter as pessoas que eu gosto do meu lado. Curto shopping e compras também. Adoro fazer compras.

   O que mais irrita a Natália em uma partida ? As vezes em partidas decisivas alguns erros da arbitragem que comprometem o resultado do jogo, mas isso pode ser normal porque todos erram. E as vezes uma vibraçao excessiva da jogadora adversária. Mas como sou uma pessoa tranquila e nao gosto de briga, então prefiro resolver na bola. 

  Como assim ? Quer me ver louca é vibrar na minha cara. Eu fico possessa, mas eu não costumo confrontar.

   Qual foi a pior bloqueadora que você enfrentou ? Olha, não digo que foi a pior, mas uma que eu detestei pegar na minha frente foi a japonesa Takeshita. É impossivel ver a mãozinha dela no bloqueio e quando você menos espera, ela está lá . Então você fica meio sem referência. Já tomei algumas amortecidas dela nos jogos. 

   E a seleção brasileira ideal ? Eu acho que não cheguei ainda em um nível de saber bem o que seria bom para uma seleção brasileira. Prefiro deixar essa para o Zé Roberto.

   A Natália será convocada para a seleção ? Eu estou trabalhando para isso. Mas para mim primeiro tem o clube e quero fazer uma boa superliga pelo Osasco. Se eu fizer bem o meu trabalho aqui posso ter uma chance na seleção. Tudo é consequência.

Por Bruno Voloch às 15h49

07/02/2010

Levantadora do Pinheiros sonha com seleção e diz que Rio ainda é o favorito ao título

O Pinheiros terminou o primeiro turno da superliga feminina na segunda colocação. O time sofreu apenas uma derrota, justamente para Osasco que ficou em primeiro lugar após derrotar o Rio de Janeiro por 3 sets a 2.

Sem encontrar diculdades, o Pinheiros venceu na última rodada o Macaé por 3 a 0.

A levantadora Fabiola aproveitou a folga deste domingo para curtir a família, mas gentilmente atendeu ao blog. Fabíola disse que não assistiu a vitória do Osasco sobre o Rio de Janeiro e que pouca coisa mudou após o resultado positivo diante do mesmo Rio na quinta passada:

"Na verdade a repercussão foi muito positiva, mas sabemos que cada jogo é uma final e contra elas ou contra qualquer outro adversário temos que encarar dessa forma. Derrotar uma equipe como o Rio é uma grande conquista, mas todos nós temos o pé no chão porque o campeonato é longo".

Sensação da temporada 2009/2010, Fabíola fala de um dos segredos do Pinheiros:

“Primeiro eu acredito que é a confiança em Deus, segundo o grupo é muito forte e determinado sem jogadoras de destaque, mas com atletas determinadas e a força de todas juntas está fazendo a diferença”.

Osasco e Rio de Janeiro são os favoritos para chegar novamente a decisão. Foi assim nas últimas edições da superliga, mas Fabíola diz que a história pode mudar:

“Acredito na força da equipe e todos nós acreditamos sim, que podemos chegar a esse titulo. Mas também sabemos que existem grandes equipes na nossa frente como Osasco e Rio. Porém, nada é impossivel”.

Apesar do episódio envolvendo Bernardinho em um dos pedidos de tempo no jogo contra o Pinheiros, Fabíola fez questão de elogiar o técnico da seleção brasileira masculina:

“Admiro muito o Bernardo, foi ele que me fez levantadora. Devo muita coisa da minha carreira como levantadora ao treinador do Rio. Respeito e sei que ele tem esse mesmo respeito não só por mim, mas por todas as jogadoras da nossa equipe”.

O Rio de Janeiro sofre duas derrotas consecutivas para o Pinheiros e para Osasco. Mas as derrotas não iludem Fabíola. A levantadora diz que o time vai se recuperar, não vai se abalar e ainda é o favorito ao título:

”Eu teho certeza que não. Elas são fortes e já mostraram isso. Portanto essas derrotas não vão abalar elas. O time é excelente e o favorito para ganhar o campeonato".

Seleção brasileira é um assunto que não poderia faltar. Fabíola admite a boa fase e confessa que sonha em jogar uma Olimpíada:

 

“Seleção é um sonho na minha vida, pois um dia eu quero jogar uma Olimpíada. Esse é o meu sonho. Estar lá na seleção depende de tudo que eu fizer durante essa superliga e eu sei que existem grandes levantadoras na minha frente. Por isso estou tranquila e pensando só na superliga, o que vier é consequência do meu trabalho”.

 

Humilde, ela reconhece que Dani Lins e Ana Tiemi estão ainda na frente pela vaga na seleção:

“Não penso no amanhã, penso no hoje, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Acho que a Dani e Ana são ótimas levantadoras e se estão hoje na seleção estão na minha frente”.

 

Religiosa, Fabíola não se esquece de agradecer a Deus o atual momento de sua vida profissional e pessoal:

 

“O que digo é que tudo que acontece na minha vida é permissão de Deus. Seja os bons momentos e os maus momentos. Por isso em tudo que faço como atleta e como pessoa é para honrar e glorificar o nome do meu Deus”.

 

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 19h46

Os bastidores de Osasco e Rio de Janeiro

Osasco e Rio de Janeiro é o principal clássico do vôlei brasileiro. Disso ninguém tem dúvida.

Um jogo que mexe com as jogadoras da seleção, treinadores e merece mesmo um tratamento diferente por parte da mídia. Mas vamos calma, muita calma nessa hora.

Chamar esse jogo de principal clássico do vôlei mundial é demais. Demais não, mas precisamos ter cautela antes de fazer certas afirmações.

Na Rússia e principalmente na Itália existem clássicos espetaculares, de muita rivalidade e que aqui no Brasil, não por parte do blog, não são tão divulgados.      

Entendo a obrigação de certos profissionais de valorizar os eventos e os atletas que estão envolvidos. Mas não existe a menor necessidade de dizer que essa jogadora é a melhor do mundo na posição ou aquela outra é insuperável no que faz.

Todos nós sabemos das qualidades das nossas jogadoras, do nosso vôlei , sei que dá prazer em enaltecer essa situação, mas fazer isso descompromissado é bem mais natural.

É preciso deixar as amizades de lado, ser isento, imparcial, sempre. Não ser conivente.

O público e os especialistas por exemplo, ficaram privados na partida de ontem, no "maior clássico do vôlei mundial" de ouvir, aí sim, as instruções do melhor técnico do mundo. Bernardinho.

Após dar um tapa no microfone, Bernardinho exigiu que o mesmo não fosse mais colocado nos tempos e paradas técnicas.

Isso não existe. Ouvir os treinadores faz parte do espetáculo e Bernardinho sabe disso. Uma coisa é respeitar uma ou outra parada ou um pedido de tempo, outra bem diferente é exigir a distância. Experiente, Bernardinho sabe que isso só funciona na superliga. Dúvido que tomasse a mesma atitude dirigindo a seleção em uma Olimpíada ou mundial. Chance zero.

Uma pena. Ouvir suas orientações na maior parte das vezes é sinal de aprendizado. Ganhando ou perdendo, calmo ou irritado, Bernardinho na maioria das vezes tem alternativas interessantes. Aquela conversinha ao pé do ouvido com a levantadora nas horas decisivas, cantar de que maneira a oposta precisa atacar, enfim, tudo isso faz parte do espetáculo e ele sabe disso.

Como seria também importante poder ouvir alguma atleta do Rio após o jogo. Inexplicavelmente todas foram rápido para o vestiário após o décimo quinto de Osasco. Dizem que estavam atrasadas para e poderiam perder o vôo, mas insisto que alguém tinha que falar pelo grupo.

Falta bom senso ou sei lá o que dos profissionais de arrancar da craque Natália no auge da comemoração que o Rio estava engasgado ...

Minutos depois ela confessaria para alguns jornalistas.

Bernardinho sabe que é referência. Mas deveria saber que seu papel vai muito além disso. Deveria saber como é importante ouvir suas exlicações ou considerações após as vitórias e principalmente depois de duas derrrotas seguidas.   

Concordar ou não faz parte do jogo, mas ouvi-lo deveria ser obrigação.                    

Por Bruno Voloch às 09h48

Derrota no quarto set foi decisiva na vitória do Osasco

O mais pessimista torcedor carioca não poderia imaginar que o Rio voltasse de São Paulo na terceira colocação. O time embarcou na quarta-feira líder e invicto e desembarca com duas derrotas na bagagem.

Verdade que o time enfrentou duas das 3 melhores equipes do campeonato, mas uma hora isso teria que acontecer.

Não acho que a ausência de Carol Gattaz e muito menos a contusão de Dani Oliveira tenham sido decisivas na derrota contra Osasco.

O Rio de Janeiro teve em quadra uma levantadora muito pressionada, uma recepção ruim com Regiane e as centrais pouco eficientes no ataque.

Osasco teve mais coragem e mais banco para vencer.

Não gosto de falar individualmente de cada jogadora, mas o jogo entre Osasco e Rio merece uma avaliação neste aspecto.

Achei que faltou paciência da comissão técnica do Rio com a levantadora Dani Lins que de fato não estava em dia inspirado.

Carol por sua vez entrou muito bem, usou mais as centrais e ajudou Osasco em várias situações de bloqueio. Ana Tiemi me pareceu sentir emocionalmente o jogo, mas fez um segundo set razoável.

A central Fabi foi pouco acionada. Curiosamente melhorou no ataque quando Camila entrou, bloqueou como de hábito, mas poderia ter sido mais efetiva na frente. Porém tem muito crédito e não comprometeu para a derrota.

Dani Oliveira tinha 5 pontos quando deixou o jogo, ou seja, tanto faz como tanto fez.

Seria injusto de minha parte fazer qualquer comentário sobre a participação da jovem Mara. Só acho que entrou com personalidade, o que é um bom sinal para o futuro.  

Érika foi a melhor jogadora do time carioca. Corajosa, assumiu a responsabilidade quando foi preciso e se virou na rede junto com a central Dani. Ficou nitidamente sobrecarregada, mas teve talento para superar as adversidades.

Regiane foi muito mal. Péssima na recepção, foi caçada pelas jogadoras do Osasco dando um enorme prejuízo ao passe. Marcou somente 7 pontos, números irrisórios em um clássico como esse.

Joycinha começou bem, caiu de produção, mas assim como Fabiana, jogou com segurança no fim da partida. Já vi Joycinha jogar melhor e pontuar mais, tem talento de sobra para isso, mas diria que fez a parte dela.

Fabi também fez, jogou com a disposição habitual, comandou, defendeu, mas achei Camila melhor especificamente na partida de ontem.

A líbero do Osasco defendeu muito, errou apenas dois passes em 5 sets, esteve muito presente nas coberturas e muito bem posicionada nos ataques do Rio. Fez defesas espetaculares.   

Thaísa, assim como Fabi, cresceu a partir da metade do jogo e também com a entrada de Carol no lugar de Ana Tiemi. 

Adenízia atuou com a garra e a determinação de sempre. É impressionante a maneira como ela contagia a equipe e a própria torcida do Osasco. Adenízia esteve melhor no bloqueio do que no ataque, mas anotou 14 pontos, números consideráveis para o clássico. Me parece afobada em algmas situações. Mas isso siginifica vontade de vencer.

Sassá esteve apagada e tem capacidade para fazer bem mais do que os 3 pontos que marcou.

Não achei sinceramente Thaís tão melhor assim. Porém rodou algumas bolas importantes, foi mais agressiva no bloqueio, mesmo não tendo a mesma segurança no passe.

Jaqueline fez um ótima partida. Deu consistência a defesa e o passe e no ataque foi precisa e segura quando acionada.  

Mas ninguém esteve tão birlhante como Natália. Não sou de dar notas, mas ela merece 10. Como dizem os locutores de carnaval, nota 10. Macar 34 pontos em uma decisão é impressionante. Natália ataca com uma força que de fato lembra em alguns momentos o masculino, com todo o respeito. Fisicamente ela está perfeita, ataca em todas as posições e encontra espaço na quadra as vezes inimagináveis.

Luizomar acertou tirando Sassá e colocando Thaís. Fez certo trocar Ana Timei por Carol. Não sei se Ana aguentaria até o fim da partida pois passou mal devido ao forte calor, mais Carol foi corajosa, tem mais bagagem para esse tipo de jogo, e como disse bloqueou em algumas passagens muito importantes.

Mas Luizomar sabe que o comportamento do time no quarto set foi inaceitável. Ganhando de 21 a 17, o time de Osasco simplesmente parou  em quadra como se de outro lado não tivesse adversário. Perder de uma forma bisonha e quase complica um jogo que estava ganho por 3 a 1. 

Bernardinho teve méritos de "achar" aternativa quando o jogo parecia perdido. Michele entrou sem tanta cobrança porque qualquer uma faria melhor que Regiane. Atrás se vira bem, mas é baixa para os padrões atuais do vôlei mundial. Porém, longe de ser responsabilizada pela derrota no quinto set.

Alias, levar o jogo para o tie-break talvez tenha sido o maior mérito do Rio de Janeiro.  

Mas achar que ganharia com Camila seria demais. Acho até que Camila ajudou o time no quarto set, especialmente quando esteve no saque. No quinto set porém, Osasco usou e abusou dela na rede. Sejamos justos, Camila até pontou nesse fundamento, mas as atacantes do Osasco passaram por cima na maioria das vezes de Camila e não tomaram conhecimento dela na rede. Defesas possíveis acabaram virando bolas impossíveis de serem defendidas, devido a baixa estatura dela.

Infelizmente, por mais que exista amizade e carinho, o vôlei profissional não comporta mais atletas dessa altura. Isso óbvio sem falar das incansáveis líberos Camila e Fabi. Mas o Rio não tinha alternativa e pagou o preço.

Osasco e Rio fizeram novamente uma partida que se não foi brilhante tecnicamente, sobrou em termos de emoção.

Osasco poderia ter ganho de 3 a 1, mas não teve competência para isso. Mas foi até bom, porque Osasco e Rio tem a cara de 3 a 2.                      

Por Bruno Voloch às 09h15

06/02/2010

Saber perder é tão importante como vencer

Esse Giba é mesmo fora de série.

Um cara diferenciado tanto dentro como fora de quadra.

O jogo entre Pinheiros e Caxias foi muito disputado e decidido somente no quinto set com 30 a 28 para os gaúchos.

Era de se imaginar que com mais um resultado negativo, os jogadores do Pinheios ficassem abalados e irritados ao término da partida.

A derrota, quinta na superliga, deixou o time paulista muito longe da primeira colocação.

No fim da jogo, Giba demonstra mesmo ser um jogador diferente dos demais. Deixa de lado o mau humor e brinca reconhecendo que qualquer uma das equipes poderia ter ganho o tie-break. Verdade.

Giba ainda lembrou dos desfalques: "Perdemos um jogo em casa e precisamos assimilar isso o mais rápido possível. Começamos a jogar apenas no terceiro set e não conseguimos vencer. Sei que não é desculpa, mas precisamos ter paciência. Quando o time estiver com todas as suas peças, a situação vai melhorar. Estamos torcendo muito para chegar logo o dia disso acontecer”.

O jogador, ainda sorrindo, disse que está pegando ritmo de jogo "na marra".

Giba entende que saber perder é tão importante como vencer e mesmo na derrota consegue descobrir algo positivo.

Não é necessário dar desculpas, jogar a responsabilidade em cima de treinador, jogador ou arbitragem ou desmerecer o adversário como muita gente faz. Até porque na partida entre Pinheiros e Caxias, o Pinheiros desperdiçou 11 match points, e o time que tem 11 chances de fechar o jogo e não fecha, não pode reclamar da sorte.

É preciso enaltecer e dar méritos ao adversário.

Como faz bem ter um profissional como Giba ainda em atividade.  

 

  

Por Bruno Voloch às 09h00

05/02/2010

Derrota para o Pinheiros tira Bernardinho do sério

Quem acompanhou o jogo de ontem não poderia jamais imaginar que depois de um primeiro set tão ruim e abaixo da média o time do Pinheiros pudesse virar a partida.

Aquele primeiro set de fato foi horroroso, só comparado ao início do segundo. E olha que o Rio de Janeiro nem estava jogando essa bola toda, errando mais saques do que o normal, por exemplo. Mas era mais eficiente no ataque e no bloqueio.

A história do jogo mudou na metade do segundo set e no tempo de Bernardinho no quarto set.

Acho uma grande bobagem essa história de que Paulo Coco ganhou de Bernardinho e vice-versa. Ganhou o Pinheiros e pronto. 

Um time é composto por 12 atletas e se estão no elenco possuem qualidades para entrar no jogo e atuar. Cabe ao treinador saber usar melhor as peças, nessa caso, as jogadoras. Foi o que fez Paulo Coco quando colocou Thais na partida.

O Rio ganhava por 18/8 e fechou com 25/22. Para qualquer um, estava na cara que o Pinheiros tinha se acertado e entrado definitivamente no jogo.

Naquela altura, o Pinheiros já dominava a partida e mostrava alguns lampejos do time campeão paulista. Era um time mais seguro e consciente em quadra.

O Rio não tinha uma oposta de confiança, Dani Lins abusava do meio e inexplicavelmente abandonou Érika na ponta. 

Mas penso que o Pinheiros garantiu a vitória no quarto set. Nessa parcial o Rio começou bem dando sinais de que poderia se recupear no jogo. Na primeira parada, Paulo Coco arrumou time que voltou com saque melhor. O bloqueio carioca suava para achar Thais e Bernardinho parou a partida. 

As jogadoras foram para o tempo dispostas a ouvir alternativas para superar o momento ruim na partida. O que elas encontraram foi um Bernardinho nervoso e irritado com a virada do Pinheiros.

Tão irritado, que lamentavelmente, o microfone ambiente conseguiu captar Bernardinho usando o "adjetivo" imbecil para duas jogadoras do Pinheiros.

Segundo Bernardinho, elas pareciam estar rindo dele, debochando talvez. 

Cheguei a pensar que ele estivesse se referindo a arbitragem, mas quando ouvi "elas", não tive dúvida. 

Foi o que vi e está gravado. Eu e todos que assistiram a partida. Alguns podem comentar, outros por questões profissionais e comprometimento interno, ainda não. Tanto é que no ar, simplesmente omitiram o fato.  

Acho perdoável para um cara ganhador como ele, mas desnecessário, convenhamos.

Quais jogadoras foram essas que tiraram ele literalmente do sério ?

Lígia, Fernanda Garay, Lia ou Fabíola ?

Mistério que só o passado deve saber. Fabíola e Lígia já trabalharam com ele.        

Desequilibrado o Rio acabou perdendo o quarto set e teve aquele início de quinto set tão ruim quanto o início de jogo do Pinherios.

Mas não havia tempo recuperação. E olha que Fernanda Garay sentiu a pressão e foi muito mal no ataque. Curiosamente foi regular e importante no saque no início do quinto set.

Mas sem passe e sem oposta ficaria mesmo complicado virar. Não se pode e nem se cogita atribuir a derrota a ausência de Carol. Dani jogou muito bem e esteve firme no meio. Regiane e Fabi não estiveram bem, mas Fabi tem crédito. O mesmo posso dizer de Joyce que cansou de tirar o Rio do buraco. Ontem não era o dia dela. Fabiana no meio, rodou as bolas que tinha que rodar e é longe a jogadora mais importante deste time.

No Pinheiros é mais fácil falar do conjunto e do grupo. Fernanda Garay como disse, foi mal, mas se salvou pela sequência de saques no quinto set. Lia e Bárbara com altos e baixos. E por falar em baixo, não tem como negar que a baixinha Thaís acabou com a partida.

Foi determinante quando entrou, até bloqueou e no ataque decidiu o jogo. Usou e abusou das jogadoras do Rio no bloqueio. 

O campeonato segue tendo o Rio como favorito, seguido do Osasco e com o Pinheiros como forte azarão.

Essa vitória foi ótima para a superliga e coloca mais ingredientes para o clássico entre Osasco e Rio.           

  

    

       

Por Bruno Voloch às 10h26

Rodada comprova evolução do Sport e ótima fase de Tandara

Caiu o último invicto na superliga feminina, São Caeatano perdeu novamente e segue longe dos líderes e Osasco voltou a vencer.

Todos fatos marcantes na última rodada da superliga feminina.

Mas faço questão de enaltecer a boa campanha do time do Sport nesse primeiro turno da superliga. Dentro das limitações, o Sport termina a penúltima rodada na oitava colocação, ou seja, dentro da zona de classificação.

Uma lição para os clubes de menor investimento. Uma campanha digna com 5 vitórias e 6 derrotas, com direito a vitória histórica contra Osasco na semana passada em Recife.

E a quinta vitória não foi contra qualquer adversário. O Sport venceu o bm time do Vôlei Futuro por 3 a2 com 16/14 no tie-break e em quase 3 horas de partida.

O time de Araçatuba sacou bem e marcou incríveis nove aces na partida. Neneca, ponta do time paulista fez 21 pontos no jogo.

Pelo Sport, a ponteira Nikolle marcou 19 pontos, Fernanda Berti e Flávia fizeram 15 pontos cada. A experiência de Fabiana Berto, Macelinha e Paula Barros está sendo decisiva para o sucesso de um time que poucos acreditavam que pudesse chegar entre os 8 primeiros.

Talvez ainda falte um pouco mais de regularidade ao Sport. A equipe é capaz de derrotar times como Osasco e Vôlei Futuro, fazr 3 a 2 contra o Minas, derrotar Brusque fora e perder para São Bernardo. Mas verdade seja dita. O jogo contra São Bernardo foi no início da superliga.

Portanto, todo cuidado é pouco contra o não menos imprevisível Praia Clube no sábado.

E a bola que está jogando essa tal de Tandara. Estou encantado, confesso.

Na vitória diante de São Bernardo, Tandara fez mais 20 pontos, chegou aos 188 pontos na atual superliga, sendo a maior pontuadora até agora do torneio.

Tandara está carregando o time de Brusque "nas costas". Essa menina está numa fase impressionante, talvez a melhor da curta carreira.

Seria injusto não citar no time de Bruque, a regularidade de Suelle e o bom aproveitamento de Flúvia no meio. As 3 são dignas de registro.

Mas Tandara é a responsável pelo honroso sétimo lugar ocupado pelo time catarinense.

 

Por Bruno Voloch às 09h25

Sada/Cruzeiro já pode preparar a festa do título

Os torcedores de Betim podem preparar a festa.

Nesta sábado o time mineiro vai conquistar o título do primeiro turno da superliga. O adversário será o time do Vitória, último colocado e que perdeu mais um jogo neste meio de semana. A derrota foi para o Minas em Belo Horizonte.

O Sada/Cruzeiro cumpriu bem seu papel e não tomou conhecimento do Volta Redonda fazendo 3 a 0 sem muito esforço. O líder da superliga chega na última rodada dependendo apenas de um novo 3 a 0 para ser campeão.

E será. Posso afirmar. 

No jogo contra o Volta Redonda destaco a boa atuação do levantador Sandre que transformou os centrais Douglas e Renato Felizardo nos maiores pontuadores da partida.

Sandro deu um descanço e poupou Wallace. A boa notícia para o torcedor foi poder ver novamente, mesmo que por pouco tempo, Bruno Zanuto de volta. 

Foi a décima quinta vitória seguida do Sada/Cruzeiro.

Se a CBV não fizer nenhuma alteração de hoje para amanhã, a partida acontecerá às 5 e meia da tarde no ginásio Divino Braga . Os ingressos estão sendo trocados por um pacote de biscoitos e todos os alimentos arrecadados serão enviados para as vítimas do Haiti.

Por Bruno Voloch às 08h32

CBV segue passando por cima do estatuto do torcedor e muda 15 jogos de uma vez só

A CBV bateu seu próprio recorde. 

A unidade técnica da entidade divulgou numa tacada só 15 alterações na tabela da superliga. 5 na superliga feminina e 10 na masculina.

Já são mais de 30 no total e nem chegamos ao fim do primeiro turno.

A CBV argumenta que as solicitações partiram da TV Bandeirantes e do canal Sportv, mas novamente o estatuto do torcedor não foi respeitado.

Ninguém na CBV quis comentar o assunto.

O Sesi foi o time mais atingido com 4 alterações.

       

Por Bruno Voloch às 08h22

03/02/2010

Adenízia garante Osasco forte mesmo após derrota em Recife

Se engana quem pensa que a derrota para o Sport em Recife na semana passada abalou ou desanimou o time do Osasco.

A jogadora Adenízia, melhor em quadra apesar do resultado negativo, reconheceu a superioridade das pernambucanas:

"Elas mereceram sim. Nós vacilamos e cometemos muitos erros. O Sport acreditou até o fim e acabou ganhando".

Humilde como de hábito, Adenízia acredita que o jogo contra o Macaé nesta quinta-feira vai servir para Osasco recuperar a confiança e mostrar a força da equipe.

Aliás, no mesmo dia jogarão Pinheiros e Rio de Janeiro. Adenízia fala da partida:

"Será um ótimo jogo. Duas boas equipe, uma atual campeã brasileira e outra campeã paulista. Não será um jogo fácil e é complicado fazer alguma previsão. O Pinheiros vem muito forte e quer mudar a história da superliga. Fora isso o Paulo Coco já mostrou quem tem elenco. Mas não tenho favorito".

Por falar em Rio de Janeiro, o principal clássico do vôlei feminino brasileiro acontece no sábado em Osasco. Adenízia não esconde a ansiedade pela partida que é cercada de muita rivalidade.

Antes porém é preciso respeitar o Macaé, adversário desta quinta-feira:

"Todos querem ganhar e ninguém vai entregar fácil".

A pressão por resultados e títulos não assusta Adenízia que garante estar acostumada com a exigência dos torcedores.    

Preocupada com a temperatura alta e o forte calor que vem fazendo na região sudeste do País, a comissão técnica do Osasco mudou os horários dos treinamentos que estão acontecendo mais cedo. A idéia é fazer com que as jogadoras se acostumem o quanto antes. Adenízia prefere jogar mesmo no calor. No frio, ela diz que é bem mais complicado.

Osasco está em segundo lugar na superliga com 19 pontos e 9 vitórias. O Rio é o líder invicto com 20 pontos.

  

 

     

Por Bruno Voloch às 15h49

Realizada, amadurecida e de bem com a vida, Érika fala da vida pessoal, do clássico contra Osasco e seleção brasileira

  A mineira Érika Kelly Pereira Coimbra está perto de completar 30 anos de vida. De presente, ganhou recentemente o título de maior pontuadora da história da superliga em todos os tempos. Ela guarda com carinho o prêmio simbólico e mostra nesta entrevista ao blog que está mais madura, consciente que hoje serve de exemplo para as mais jovens, fala dos valores, da vida fora das quadras, gostos, predileções e seleção brasileira.  

    

 

 Fale do atual momento da sua carreira ? Como um momento tranquilo, consciente e feliz. Sou realizada.

 Como é a Érika de hoje em dia ?  Hoje aprendi que poupar energia é tão importante como treinar muito. Tenho muita disposição, sim. Estava brincando que no meu aniversário vou colocar uma vela de 23 anos, porque as vezes as pessoas esquecem que eu já tenho 30. Fisicamente estou bem e me fazem treinar até mais que as meninas de 20.

 Você sabe que é exemplo para o time ? Isso na minha vida faz parte desde o começo. Sempre fui cobrada. Desde nova existem as cobranças e elas fazem parte da minha carreira. Então o exemplo é natural, tento passar e mostrar como tenho uma boa cabeça. Assim consegui me manter sempre no topo. Sei que tenho o respeito delas.  

 Como foi esse amadurecimento ? A vida. Acho que tive a grande oportunidade de viver, mesmo que muito cedo, a vida. Quando somos adolescentes achamos e somos dono do mundo. Damos cabeçadas. Passe uma fase muito difícil nesse último ano e talvez o mais complicado da minha vida. Precisei ter a cabeça no lugar e consegui. Hoje amadureci muito.

 O fato de ter começado cedo atrapalhou na seleção ? Não. Foi uma opção minha pedir para ficar fora em 2005. Estava com a cabeça cansada e precisando cuidar da minha vida pessoal e depois voltei em 2007 ainda mais madura e mostrei isso lá tecnicamente. Sei que poderia estar, mas o Zé Roberto não me convocou mais, opção dele. Mas não me arrependo porque voltei e mostrei que era forte e que estava melhor ainda como pessoa. Eu sempre digo que lá é minha casa e sempre será porque amei representar o Brasil. Se algum dia precisarem de mim estou aqui com toda disposição que mostrei na última superliga. Mas quem decide é o técnico e não eu. 

A seleção perdeu da Itália recentemente. A Itália é mais forte ? Não acho. O Brasil está acima de todos e é bem mais forte. As outras seleções caíram muito de nível.

Qual o maior adversário então da seleção ? Nós mesmas. Não acredito nesse papo de salto alto porque não temos ninguém que pense assim. Digo por momentos ou situações que acontecem muito com nós mulheres. Falo do psicológico porque no vôlei em quadra o Brasil é bem superior.

  Quem é a melhor jogadora em atividade no Brasil ? Vejo tudo muito igual. Não destaco nenhuma. 

   Sua vida pessoal como está ?  Não tenho muito para falar. Estou solteira, amando morar no Rio de Janeiro e muito feliz com tudo que tenho conquistado na minha vida. 

   E a Érika como mulher ? Não trocaria nada em mim, gosto de tudo. Queria me cobrar um pouco menos, mas estou trabalhando esse lado. Passar por uma separação é muito difícil, mas estou reconstruindo minha vida. Adoro ir ao salão, pintar a unha de laranja rosa e vermelho. Amo meus pais eles são meu chão e ainda nesses últimos meses me mostraram ainda mais isso. Depois da separação voltei pra casa deles por opção e comecei a fazer terapia. Estou amando, sempre ouvia falar mas nunca tinha feito. Quero fazer faculdade de administração em um futuro breve, quero um filho também e bem até casar novamente, quem sabe. 

  Terapia porque ? Está sendo bom porque tento aprender a chorar. Tenho um pouco de dificuldade de chorar e isso não faz bem para meu organismo.

  A Érika é uma unanimidade ? Acho que sou uma identificação para as pessoas. Tenho e vivo muito em todos os meios sociais e percebo que sou referência do vôlei. Mas não me acho unanimidade.      

  O que falar do jogo contra o Pinheiros ? É uma grande equipe, tem um elenco muito forte que merece respeito. Não somos favoritas e será um jogo duríssimo.

    No fim de semana tem clássico contra Osasco. Quem é favorito ? Osasco gastou muito mais que a gente para montar o   elenco. Acho que temos um grande elenco que também que merece respeito, fora uma comissão muito competente. Osasco contratou 12 jogadoras caras para tentar ganhar o campeonato mais uma vez. Então são os favoritos e nós , São Caetano e Pinheiros temos condições também de chegar lá. A obrigação é de Osasco.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 11h19

02/02/2010

Dirceu avisa: "Time do Pinheiros é formado por homens e ninguém treina mais que a gente"

Maior pontuador e destaque do Pinheiros na vitória contra o Sesi, o jogador Dirceu conversou com o blog. No bate-papo, Dirceu que é um dos mais experientes do grupo, fala das dificuldades com as contusões no time, do relacionamento com as estrelas e da pressão por resultados e títulos. Aos 35 anos, afirma que o time vai chegar, que é formado por homens e que ninguém treina mais que o Pinheiros na atualidade.     

 

Como foi a partida contra o Sesi ?

Foi muito bom. O jogo teve pegada mas o time estava num dia bom. 

A vitória deixou o grupo mais aliviado ?

Para falar a verdade acho que o grupo está mais aliviado com a recuperação dos atletas que estava machucados. Nós tínhamos vindo de uma partida muito boa contra Araraquara, que tinha ganhado do Sesi antes do nosso jogo, então demos um valor grande a essa vitória. O time estava motivado pra jogar contra o Sesi e o que mais preocupa o time são as contusões. Desde que começou a temporada no paulista a gente não consegue treinar com todo mundo.Quando não era pela falta do Giba e do Rodrigão que estavam na seleção era porque alguém estava machucado. 

E agora as coisas estão melhores ?

É brincadeira. Ainda tem o Rocca com conjutivite, acho que é essa falta de sorte entre aspas que preocupa o grupo. O Gustavo está com uma virose forte e de cama já tem alguns dias. No paulista teve jogo que o Rocca jogou de líbero. 

Isso pode ser "olho grande" ?

Acredito que as coisas acontecem, não acho que a causa seja olho grande, é do esporte mesmo. Ano passado quando eu estava na Cimed ninguém se machucou e o time estava na vitrine tanto quanto esse. Fico triste porque ainda não conseguimos treinar com todo mundo 100%. Na minha opinião foi por isso que não fomos bem no paulista. Parece até que estou dando desculpa, mas é só olhar os fatos e mesmo assim estamos em quarto lugar. 

Sem essas contusões o Pinheiros poderia estar melhor classificado ?

Olha, difícil falar mas acho que estaríamos com muito mais volume, com muito mais conjunto e poderiamos sem dúvida estar melhores. O grupo é bom, por exemplo tem o Felipe que está de líbero e é juvenil. Seria o terceiro líbero e até agora jogou a Superliga e está indo muito bem. 

O que dizer desses times mineiros, como Sada e Montes Claros ?

Sem dúvida, eles estam jogando muito bem e em casa melhor ainda. Esse ano está muito disputado e há muitos anos não vejo uma superliga tão equilibrada. E olha que só não joguei uma foi quando fui para a Grécia. Todas desde que começou. 

Mas eles são favoritos ao lado da Cimed ?

Acho que todos estão equilibrados, alguns jogando melhor agora e outros crescendo como o nosso time. Vai ser decidido no fim mesmo e times como o Minas e o Sesi com certeza vão crescer na reta final. A favor dos atuais líderes acho que é a facilidade que eles têm quando jogam em casa e contra é o crescimento dos times no decorrer do campeonato. Penso muito no nosso time acho que esta crescendo. 

O Sada/Cruzeiro ganha o primeiro turno ?

Olha, pelo momento que eles estão é provavel que sim. Mas o campeonato é longo e muita coisa vai rolar até as finais. 

Um time com muita estrelas dá certo ?

Joguei em Suzano com muitas estrelas também. Teve um time que era eu e o Giba, Max, Olikver e Mauricio. Deu certo. Graças a Deus joguei em equipes de estrelas sempre. Olha, ter estrelas no time não significa vitória certa e tem que trabalhar as vezes mais do que as outras porque todo mundo quer ganhar das estrelas. Então um time menos expressivo, contra time que tem estrelas cresce muito. Mas aqui no Pinheiros são todos jogadores rodados que sabem conviver com essa situação e o Cebola também trabalha essa lado. Ele faz com que cada jogo seja uma final.  

E como está sendo esse time de estrelas no clube ?

O legal que independente de ser estrela ou um juvenil todo mundo rala. Vou te falar que esse é o time que mais treina.

O Cebola é um cara que cobra isso. Ele quer que independente do adversário o time entre sempre como se fosse uma final.

Realmente o time treina bastante e isso é legal. Porque por mais rodado que seja o cara ele rala igual ao juvenil. E sem reclamar.

A convivência é tranquila ?

Mas em um time como o nosso o controle talvez seja mais fácil porque todo mundo sabe o que tem que fazer. Já joguei em times que realmente o controle era mais difícil por ter muitos jovens. Joguei em Suzano em um time que tinha muitos jovens, não lembro o ano, mas o time era muito jovem e o controle era muito difícil pela falta de experiência. Aqui não. O Cebola fala, a galera escuta e tenta fazer. As vezes nao sai, mas isso é do jogo. 

Você e o Giba discutiram no jogo contra o Sesi. Porque ?

Foi coisa de armação de passe. É que pela tv pareceu que aconteceu um desentendimento, mas não. O Giba é um dos caras mais tranquilos que eu conheci e olha que conheço ele desde a seleção juvenil que ficamos em segundo no mundial. Esse tipo de lance acontece sempre. 

A tal "lavagem de roupa suja" aconteceu mesmo ?

Sim. Acho que pelas dificuldades que tivemos isso acabou acontecendo. Como te falei ainda não conseguimos colocar o time todo em quadra, então quando não alcançamos nosso objetivo no paulista, sobrou pra todo mundo. Do juveil ao Gustavo. Isso é uma coisa que será eterna. Podem chamar de roupa suja, outros de acertar os ponteiros e acho que foi válida a reuniao sim. Até porque quem fica lamentando não chega a lugar nenhum. Seria fácil ficar culpando as contusões, mas antes de tudo somos homens e tínhamos que reagir e mudar o foco. Não colocar a culpa nisso e sim treinar mais, se dedicar mais. o Giba mesmo foi 24 hs de dedicação e as vezes ele chegava antes e era o último a sair.  

Por Bruno Voloch às 14h16

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a rádio Terê/ Fm do Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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