Blog do Bruno Voloch

28/08/2009

Em votação apertada, blogueiros dizem "sim" para Dani Lins

O blog esperou quase uma semana.

Afinal foram mais de 200 comentários em 5 dias.

Dani Lins jogou como titular as 14 partidas da seleção brasileira no Grand Prix.

Algumas críticas, muitos elogios, palavras de amadurecimento e experiência.

Mas na opinião de 55% dos blogueiros, Dani Lins aprovou como levantadora no Grand Prix.

Eleição apertada.

 

 

Por Bruno Voloch às 12h51

27/08/2009

Melhor jogadora do Grand Prix, Sheilla diz que Dani Lins precisa evoluir e que Natália será a melhor jogadora do mundo em pouco tempo

Sheilla Tavares de Castro, ou simplesmente Sheilla, acaba de ser eleita mais uma vez a melhor jogadora de uma competição internacional. Na volta ao Brasil, a jogadora fala com exclusividade ao blog sobre a conquista brasileira, diz que o Brasil não é imbatível, afirma que Dani Lins precisa evoluir e admite abertamente que Natália será em breve a melhor jogadora do mundo.     

blog: Como você se sentiu sendo eleita a melhor jogadora do Grand Prix ? 

Sheilla: Fico feliz é claro, mas minha vida não vai mudar por causa desse prêmio. Claro que é importante para a minha carreira mas se não ganhasse seria o mesmo para mim. Bom que ganhei.

Como foi o convívio com essa nova geraçao ? 

Foi muito bom o convívio. As meninas mais jovens colaboram demais com a gente. São todas dispostas a aprender numa humildade incrível e sempre de bom humor o que mais nos contagia.

Existe muito diferença daquele grupo de 2008 ?

Foi diferente porque sem a Wal e a Fofão, eu a Mari e a Fabizona ( Fabiana ) acabamos nos tornando as líderes da seleção, as mais experientes e foi uma sensação diferente, mas confesso que gostei. É bom saber que somos olhadas dessa forma.

O Brasil ganhou fácil esse Grand Prix e invicto. Qual foi o segredo ? 

Não foi bem assim. Não foi fácil não. A gente ganhou merecidamente mas tivemos que ralar muito.

Dizem os especialistas que o Brasil hoje não tem adversários. Somos de fato os melhores ? 

Não acho. O Brasil assim como outras seleções está passando por uma renovação. O Brasil ganhou como poderia ter ficado com a medalha de prata, não seria nada anormal perder para a Rússia. A gente foi mais competente na hora de decidir. Mas existem outras seleções crescendo, evoluindo e que vão dar muito trabalho na frente, pode ter certeza.

Quais seleções ?

A Rússia é forte demais. A China vai incomodar e a Holanda tem uma seleção muito bem arrumada. Não jogamos contra a Itália e contra Cuba que sempre serão seleções fortes e jogos complicados para o Brasil. Mas não tem essa, o Brasil é um dos e não apenas o mais forte. A gente não pode cair nessa armaldilha de achar que está tudo certo. Seria um erro e não podemos deixar isso acontecer.

Qual foi o momento mais difícil da campanha brasileira ? 

Sem dúvida foi o jogo contra a Rússia. Ganhamos na moral e de virada e esse jogo nos deu muita moral e força. Mas tivemos muitas dificuldades nos três últimos jogos porque o time estava exausto. Quase a gente não conseguia mexer as pernas e fazer deslocamentos , tava muito complicado. Como o Zé disse foi na base da superação que levamos essa. De todos os Grand Prixs que joguei esse sem dúvida foi o mais difícil e complicado de conquistar.

Quais as jogadoras que chamaram sua atenção no Grand Prix ? 

Olha a China tem uma jogadora muito habilidosa a Xue Ming. Vi a Gamova em grande fase, fora a Tatiana Kosheleva que foi uma grata revelação. Pega alto e pesado. Isso sem falar na Manon Flier da Holanda que já é uma realidade. Destacaria essas jogadoras.

E o Zé Roberto. É o mesmo de um ano atrás ?

O Zé não muda. Olha que no início da temporada cheguei a ter esperança, confesso. Mas lá na Suíça ele estava tão tranquilo, calmo que achei estranho demais. Porém aos poucos ele e a comissão foram voltando ao normal. A gente estava sentindo falta. No fim do Grand Prix ele já estava berrando, chamando a atenção como sempre, nervoso e xingando. Mas esse é o verdadeiro Zé Roberto.

O que você pode falar sobre a Dani Lins. Ela está pronta ?   

Pronta não. Esse processo é longo e demorado ainda mais se comparado com a Fofão. A Dani pode melhorar muito ainda. Ela tem uma velocidade de perna incrível, se desloca bem, mas falta maturidade e poder de decisão. Porém tudo isso que falta é normal para a idade dela e a experiência só vai vir com o tempo. Ela tem uma coisa legal que é saber pedir ajuda quando precisa. Quando ela não sabe o que fazer, pede conselhos e acho muito importante.

Ela passou no teste então ?

Não sei dizer. Ela foi a escolhida para ao Grand Prix e jogou como titular. Mas existem outras jogadoras capacitadas como a Aninha Tiemi e a Fabíola. São altas e interessantes, pois é um estilo diferente da Dani. A vaga vejo em aberto, mas a Dani saiu na frente. Precisa ter a competência de ser manter lá e não se acomodar. Aliás não pode e não deve.

E faz sentido tantos elogios a Natália ?

Essa é craque. A Natália jogou muito, porém tem uma deficiência no passe, mas ela deve passar pelo mesmo esquema da Mari que virou ponta passadora. Treino, muita dedicação e os resultados vão aparecer. A Natália treinando muito passe será completa.  Ela tem uma força física impressionante que nunca vi igual, chega a assustar. Mão pesada demais e um ataque fortíssimo. A Natália posso garantir que será a melhor do mundo em pouco tempo.

Será que não é cedo para afirmar isso ?

Não. Essa menina é diferenciada. Conhecia ela muito pouco do Finasa. Mas a evolução dela é algo assustador. Em boas mãos e ela está em boas mãos, a Natália será peça imprescindível na seleção, podem anotar isso.

A Paula e a Jaqueline fizeram falta a seleção ?

Não sei dizer. Se estivessem lá certamente nos ajudariam, mas as meninas que lá estiveram também mandaram bem demais e fizeram o dever de casa com louvor.

Quais são os próximos objetivos ?

O mundial sem dúvida é um sonho, mas precisamos ter os pés no chão. Não chega a ser uma obsessão. Em um anos muita coisa acontece, surgem novas jogadoras e revelações. Mas temos sim esse objetivo e vamos correr atrás não só do mundial como também novamente do Ouro em Londres em 2012. Tudo tem seu tempo e sua hora.

Você tem "prazo de validade " na seleção ?

Vou até onde der e sentir prazer. Não jogo por outra coisa. Jogo por puro prazer e faço o que gosto. Quando sentir que meu período acabou deixo a seleção naturalmente. Mas ainda vou rodar bem, fique tranquilo.

Você diferente de muita gente, ganha prêmios, títulos, melhora a cada dia e não muda seu jeito de ser. Porque ?

Sou assim mesmo. Não tenho porque mudar. Minha educação foi essa. Não existe ninguém melhor do que ninguém e continuarei sempre sendo a Sheilla natural.

Já matou as saudades ?

Aos poucos. Olha senti saudades da família, dos amigos e da comida de casa. Hoje lavei meu carro e fiquei à toa. Estava sentindo falta de ficar à toa. É muito bom, mas a moleza acaba na Terça que vem.                      

                

Por Bruno Voloch às 16h48

26/08/2009

Novara anuncia Irina Kirilova e Logam Tom

O Novara parece mesmo disposto a brigar pelo título italiano da temporada 2009/2010.

A diretoria do clube anunciou a contratação de mais duas jogadoras.

A russa Irina Kirilova e a norte-americana Logam Tom.

Irina vai substituir a chinesa Kun Feng.

Feng tem um problema sério no joelho e não tem prazo para voltar.

A levantadora chinesa pode ficar até uma ano parada.

Irina está com 44 anos de idade.

A jogadora estava no Dínamo de Moscou onde foi campeã nacional e vice da Champions League.

Logam Tom fez parte e era titular da equipe dos Estados Unidos, medlaha de prata na Olimpíada de Pequim em 2008. 

Além de Logam e Irina, o Novara terá a holandesa Manon Flier e a alemã Margareth Kozuch.

Com as contratações, o Novara espera brigar de igual para igual com Pesaro, Bergamo e Jesi pelo título dde 2009/2010.

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 22h52

No fim de semana, Argentina deve garantir vaga no mundial da Itália

A Argentina de Javier Weber, pode conseguir nesse fim de semana a vaga para jogar o campeonato mundial da Itália em 2010.

18 seleções já estão garantidas.

Na América do Sul, a Argentina vai enfrentar Bolívia e Chile, entre os dias 28 e 30 de agosto.

O vencedor do triangular fica com a classificação.

Na África, falta apenas um vaga. 

Camarões, África do Sul, Zimbábue e Ilhas Maurício se enfrentarão e o primeiro colocado vai estar no mundial.

Já na Ásia, duas vagas vão sair da competição entre Japão, Coreia, Irã e Cazaquistão.

Existem ainda mais duas vagas das Américas do Norte e Central.

República Dominicana, México, Canadá e Panamá vão se enfrentar.

Brasil, atual campeão, Venezuela, Cuba, Estados Unidos, Itália, Rússia, Alemanha, Bulgária, República Tcheca, Polônia, França, Sérvia, Espanha, Austrália, China, Egito e Tunísia são as seleções já classificadas. 
                                                        

Por Bruno Voloch às 16h46

Macerata "troca" Murilo por Dentinho

O Macerata da Itália anunciou o substituto do jogador Murilo.

Murilo assinou contrato mas nem chegou a jogar pelo novo time.

Pediu a liberação aos dirigentes para voltar ao Brasil por causa da noiva Jaqueline.

Murilo acertou com o SESI dirigido por Giovane Gávio.

A equipe italiana fechou a contratação de Dentinho.

Rafael Fantin, o Dentinho, está com 31 anos e vai jogar a quarta temporada seguida na Itália.

Dentinho ficou 2 anos no Vibo Valentia e ano passado atuou pelo Pallavolo Pineto.

No Superliga de 2005/2006, Dentinho defendeu o Minas.

Por Bruno Voloch às 16h28

24/08/2009

Sheilla. A "MVP" é uma legítima campeã dentro e fora de quadra

Os bloqueios de Thaísa e Fabiana ao longo do Grand Prix foram importantes.

Assim como os atacantes nas pontas de Mari e Natália.

Sassá na maior parte do tempo quando acionada, deu conta do recado.

Fabi foi instável. Sinal de alerta está ligado e talvez seja preciso correr em outra líbero.

Dani Lins ainda está sendo "investigada".

Mas ninguém é capaz de discutir a jogadora Sheilla.

Assim como em 2006, Sheilla foi eleita a MVP do Grand Pirx.

Foi o quarto título no Grand Prix (2005,2006,2008 e 2009) da carreira dela.

Além de ter sido escolhida a melhor jogadora, Sheilla apareceu entre as melhores em alguns fundamentos.

Foi a terceira maior pontuadora com 92 pontos, a quarta melhor atacante com 44,17% de eficiência e ainda a segunda melhor no saque.  

Mas uma campeã se faz também nas palavras.

Sheilla tem a exata noção de que a seleção ainda está longe do ideal e que precisa evoluir.

A dferença dela para algumas jogadoras é essa.

Consciência nas palavras e no que representa hoje em dia.

" Precisamos controlar a euforia. Não somos imbatíveis. Estamos iniciando um trabalho a longo prazo, com foco em mais um ciclo olímpico e ainda temos muito a melhorar para chegar lá em igualdade de condições com as outras seleções ".

Impressionante a maturidade dessa jogadora.

Acostumada a ser eleita a melhor por onde passa e joga, Sheilla é a mesma.

Sheilla não muda.

Humilde, sensata, dedicada e acima de tudo buscando sempre aprimorar as deficiências.

Sheilla, uma verdadeira campeã se faz também nas palavras, em cada declaração e você prova a cada título que é de fato uma jogadora diferenciada.

Não por ser a melhor do Grand Prix, mas por ser a Sheilla.   

Por Bruno Voloch às 09h06

Sem Fofão, Dani Lins passou no primeiro teste ?

A maior preocupação da comissão técnica da seleção era com relação a renovação.

Mas os títulos continuam aparecendo e o Brasil segue no topo.

Zé Roberto porém sabe que terá muito trabalho pela frente para sonhar com o título inédito mundial em 2010.

Com a saída de Fofão, a prioridade era "descobrir" uma nova levantadora.

O blog aproveita e pergunta após o primeiro título "oficial" sem a presença de Fofão.

Você acha que Dani Lins aprovou como levantadora titular ?

Por Bruno Voloch às 01h13

Essa seleção tem uma "cara" diferente

O Brasil segue 100% em 2009.

Aliás, segue 100% desde a medalha de Ouro ganha em Pequim em 2008.

A seleção conquistou esse ano a Montreux Volley Masters, na Suíça; a Copa Pan-Americana, em Miami, nos Estados Unidos; e o Torneio Classificatório para o Mundial de 2010.

Ou seja, 4 títulos em 4 torneios disputados.

Mas o Grand Prix de fato tem um valor diferente com o devido respeito as demais competições.

O Grand Prix, mesmo sem Itália e Cuba, jogamos " teoricamente " contra as melhores seleções do mundo.

Em 14 jogos notamos que Sheilla e Mari são hoje peças imprescindíveis nessa seleção.

Thaísa e Fabiana são regulares ao extremo.

Natália foi a revelação.

Não sei se deveria ser chamada assim, mas disse ao que veio e provou seu valor.

Dani Lins acho ainda uma incerteza.

Alternou partidas boas, regulares e momentos ruins.

Mas ainda é cedo.

O problema seria comparar com Fofão e aí dá muita saudade.

Dani precisa ainda evoluir e não acho que a posição esteja definida.

Zé deveria testar outras jogadoras.

Fabi esteve muito longe do que estamos acostumados.

Das titulares, foi a que teve pior desempenho individual.

Zé Roberto sabe disso e Camila tem apenas 20 anos mas já deveria ser preparada ou ganhar experiência.

Do banco, Sassá mudou algumas partidas.

Passa e saca como poucas e merece estar ainda no grupo.

A gente sente que Sassá joga no coletivo sem direito a individualidade.

Joycinha e Ana Tiemi viveram do 5 em 1.

Mas admito que Ana Tiemi deu uma mudada em algumas situações de jogo.

Vi uma seleção muita disciplinada técnicamente e voando fisicamente.

Senti na seleção uma séria dificuldade em jogar contra as asiáticas, onde sempre ou quase sempre deixamos um set.

Mas vi nesse grupo, um sorriso diferente.

De quem jogava e de quem incentivava no banco.

Um grupo sem diferenças, diferente daquele campeão olímpico em 2008.    

Essa seleção tem uma "cara" diferente

     

Por Bruno Voloch às 01h08

14 jogos em 3 jogos

14 jogos e 14 vitórias.

Uma campanha espetacular que entra para a história da competição.

Tudo começou naquele fim de semana no Rio de Janeiro, onde o Brasil ganhou como quis de Estados Unidos, Porto Rico e Alemanha.

A primeira viagem e paramos em Macau.

Lá de fato começava o Grand Prix.

Lembor do jogo irregular que fizemos contra a Polônia onde deixamos o primeiro set.

No último jogo do fim de semana, uma vitória no sufoco sobre a China por 3 sets a 2.

Na Coréia, outra fase interessante.

Chegamos mais fortes, porém fisicamente desgastados.

3 a 1 no Japão, um 3 a 2 difícil e disputado contra a Alemanha novamente e a vitória de 3 a 1 sobre a Coréia.

Em Tóquio na fase final ganhamos da Rússia de forma incrível no nosso jogo mais complicado no campeonato e que acabaria sendo a decisão antecipada do Grand Prix.

No dia seguinte, um 3 a 0 mais do que convincente sobre a China.

Outro 3 a 0, na melhor partida do Brasil no Grand Prix, contra a Alemanha.

Um jogo estranho contra a Holanda.

3 sets a 1.

E nos restava vencer o Japão.

Novamente 3 a 1.

Três jogos marcaram esse Grand Prix.

A vitória contra a China no segundo fim de semana.

A virada contra a Rússia.

E claro os 3 a 0 impecáveis sobre a Alemanha.      

  

      

Por Bruno Voloch às 00h52

Manon Flier deixa o Grand Prix com dois prêmios individuais

Justos e coerentes os demais prêmios individuais do Grand Prix. 

A Holanda, quarta colocada no Grand Prix, ficou com dois prêmios.

Manon Flier foi a melhor sacadora e maior pontuadora da competição.

Já a russa Tatiana Kosheleva foi a melhor atacante.

Kerstin Tzscherlich, da Alemanha, foi a líbero mais eficiente.

A sempre regular japonesa Yoshie Takeshita, ganhou o troféu de melhor levantadora do torneio. 

Por Bruno Voloch às 00h39

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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