Blog do Bruno Voloch

10/10/2009

Pinheiros não teve "time" para ganhar o paulista, que dirá a Superliga.

Quem acompanha o blog, quase um milhão de acessos, sabe que alertamos desde o início da formação da equipe do Pinheiros que as coisas não seriam tão simples como pareciam.

Não basta no papel ter Giba, Marcelo, Gustavo, Rodrigão e Kid.

O desafio é fazer esse time se transformar em equipe de fato.

E que desafio.

Não coloquei o Pinheiros entre os favoritos e continuo achando que a "equipe" não vai chegar também na Superliga.

Ainda mais na Superliga.

Se não chegou nem na final do paulista, que tinha obrigação, que dirá na Superliga onde além de Sesi e São Bernardo, o Pinheiros vai enfrentar Cimed, Minas e Cruzeiro por exemplo.

Não dá. Vai ser feio.

Giba foi muito feliz no comentário após o jogo afirmando que o Pinheiros com o time que montou não pode perder os dois últimos sets da maneira como perdeu.

Giba ainda foi categórico ao afirmar que existe algo de errado internamente.

É óbvio que existe algo de errado, meu caro Giba.

Mas você como de hábito teve coragem de dizer isso após o jogo sem a menor cerimônia.

Sem dúvida e com o devido respeito que o Sesi merece, perder dois sets por 25/17 e 25/16 é dose.

No papel a diferença técnica não é tão grande, mas na prática ela é enorme.

Fui criticado por algumas pessoas do clube quando disse que o Pinheiros não chegaria nem mesmo no paulista.

Direito deles, como direito meu.

Mas a experiência, o passado e presente no esporte ainda contam na hora da gente escrever.

Ao invés de se preocupar em ficar criticando, os dirigentes do clube deveriam sim correr e arrumar a casa enquanto dá tempo. 

Talvez quem sabe admitir o erro em algumas peças e se espelhar no feminino, "patinho feio" que lidera o paulista sem 20% do que foi investido no masculino.

Se realmente acontecer o que disse Giba, cobranças internas, deveremos ter novidades e mudanças em breve.

De postura e de nomes.

Não posso e não vou deixar de enaltecer o trabalho de Giovane Gávio no Sesi.

Afinal, temos que saber valorizar quem ganha, é nossa obrigação.

O Sesi não era e segue não sendo o favorito ao título na minha opinião.

Mas tem "time" para derrotar São Bernardo.

Murilo e Sidão foram os destaques do Sesi nas duas semifinais.

Mas no segundo jogo especificamente fizeram também a diferença.

A diferença esteve em Murilo, Sidão, na disposição, na tática, no físico, no banco e no "time" que o Pinheiros ainda não tem.

Giba disse que vai resolver isso.

Boa sorte.

   

 

    

Por Bruno Voloch às 09h13

08/10/2009

Osasco reforça comissão técnica com revelação carioca

O Sollys/Osasco está mesmo disposto a quebrar a sequência de titulos nacionais do Unilever, ex Rexona.

Após formar uma grande equipe com várias estrelas de seleção, o time segue se reforçando e agora fora de quadra.

O clube confirmou a contratação de Maurício Thomas para auxiliar técnico de Luizomar de Moura.

O ex-treinador da extinta equipe do Brasil/Telecom e Luizomar de Moura já se conhecem há muito tempo e a parceria tem tudo para dar certo.

Os dois trabalham juntos na seleção infanto-juvenil feminina desde 2004, onde Thomas exerce essa função.

Gosto demais do trabalho de Maurício Thomas.

É um cara jovem, de personalidade, cabeça aberta, fácil identificação com as jogadoras e de linguagem moderna.

Diferente de muita gente, não costuma se esconder atrás do técnico e faz questão de ter seu espaço respeitando a hierarquia.  

Tenho certeza que se o mercado fosse diferente, com mais equipes, certamente Maurício estaria atuando como treinador ainda.

Porém, numa atitude humilde aceitou o convite para ser novamente assistente técnico, voltando aos tempos de Vasco da Gama onde trabalhou com Isabel.

Não é demérito nenhum.

Trabalhar num grande time e de estrutura como Osasco deve ser motivo de orgulho para qualquer profissional.

O time estará muito bem entregue. 

Por Bruno Voloch às 15h02

Iskra Odintsovo da Rússia contrata outro brasileiro para o lugar de Giba

Léo Mineiro foi o jogador escolhido pelo Iskra Odintsovo da Rússia para substituir Giba.

Giba ainda tinha mais um ano de contrato com o clube russo, mas optou em voltar para o vôlei brasileiro onde está jogando pelo Pinheiros.

Léo Mineiro é de Juiz de Fora (MG), está com 27 anos, tem 1,98m e passou pelo São Caetano, Santo André, UCS e Cimed.

O jogador estava no Sada/Cruzeiro desde a temporada 2007/2008.

Léo Mineiro participou ainda da primeira fase da Liga Mundial com a seleção brasileira e está se recuprando de uma cirurgia no cotovelo.

 

Por Bruno Voloch às 14h37

07/10/2009

Coréia e Egito são convidados pela FIVB e jogarão a Copa dos Campeões no Japão

A Federação Internacional de vôlei divulgou as seleções convidadas para disputar a Copa dos Campeões no Japão.

A Coréia foi a escolhida no feminino e o Egito no masculino.

A sexta vaga normalmente fica em aberto e a Federação Internacional junto com a NTV, televisão japonesa que transmitirá o evento, decidem os convidados.

Com isso, a Coréia vai se juntar ao Brasil representante sul-americano, a Tailândia campeã da Ásia, Itália campeã européia, República Domincana da Norceca e o Japão, sede do torneio.

No masculino o Brasil enfrentará além de Egito e Japão, a Polônia que venceu o europeu e o Irã ganhador da Ásia.

O torneio da Norceca acontecerá entre os dias 10 e 18 de Outubro em Porto Rico.

O campeão estará classificado.

O Brasil ganhou a última Copa dos Campeões tanto no feminino quanto no masculino.

Em 2001, a China venceu no feminino e Cuba no masculino.   

 

Por Bruno Voloch às 09h20

06/10/2009

Treinador brasileiro campeão com a República Dominicana desconfia de “rodízio” na escolha de técnicos nos clubes

Recentemente a República Dominicana eliminou seleções poderosas como os Estados Unidos e Cuba e se classificou como campeã da Norceca para a Copa dos Campeões. seleção dominicana é treinada pelo brasileiro Marcos Kwiek de 42 anos de idade. Kwiek foi assistente técnico de José Roberto Guimarães na seleção feminina de 2004 até 2007. Em entrevista exclusiva ao blog, ele revela que poderia ter sido aproveitado no Pinheiros, fala da seleção brasileira, do atual grupo, e de um suposto esquema de rodízio de treinadores nos clubes no País. Fora isso, não se arrepende de ter aceitado o convite para dirigir a República Dominicana e fala da craque Brenda Castillo. Kwiek já classificou a seleção para o mundial do Japão em 2010 e será novamente adversário do Brasil em Novembro na Copa dos Campeões.          

 

Blog : Como está sendo o ano de 2009 para a República Dominicana ?

Falando das quatro competições desse ano atingimos quase tudo que planejamos.

Desde a classificação para o mundial até o título da Norceca. No Grand Prix é que a coisa não saiu como gostaríamos. Mas a meta foi atingida. 

Quais eram esses objetivos ?

Olha, ganhar a vaga para o mundial de 2010 era obrigação nossa diante da fragilidade dos adversários. Fizemos o nosso papel. Na Copa Pan Americana ganhamos do Brasil um jogo na fase de classificação e depois perdemos na decisão. No Grand Prix é que de fato fomos mal. Tivemos algumas jogadoras contundidas e outras longe do estado físico ideal. A gente poderia ter chegado mais longe ainda mais porque o nível técnico do Grand Prix foi dos piores. Poucas vezes vi algo parecido. E finalmente o título da Norceca, que para nós era a competição mais importante, que nos deu a vaga para a Copa dos Campeões. 

E como foi conquistar a Norceca em cima dos Estados Unidos e Cuba ?

Foi um título suado e merecido. Porto Rico cresceu muito, no estilo cubano de jogar. Cuba vai voltar a dar muito trabalho em breve. A Carrilo, meio de rede, está numa forma exuberante e bloqueando demais, além do saque fortíssimo. Elas jogaram sem a Calderón que está grávida e fez falta. E tem duas meninas novas de 18 anos, que vão dar o que falar. Sílie e Salas. Cuba é sempre Cuba. 

A seleção norte-americana decepcionou ...

Muito mal. Sem a Haneef grávida e a Logan Tom, o time fica mais fraco. Mas o que me impressionou foi a péssima forma das meios de rede. A Dani Scott e a Bown. As duas estão fora de forma, mal fisicamente e erraram demais. 

Você leva vantagem em jogar contra o Brasil  ?

O Brasil ainda é referência. Acho que meu time respeita demais a seleção brasileira, mas como conheço muito as jogadoras do Brasil isso facilita as coisas. Eu posso montar um time taticamente em função de como joga a seleção, antecipar as coisas para meu time, mas acontece que as peças de reposição mudam o jogo e dessa maneira me quebra. Foi assim na Copa Pan Americana. Mas sem dúvida ajuda conhecer as meninas e o Zé Roberto.  

E o que você espera da Copa dos Campeões ?

Vejo o Brasil e a Itália favoritos destacados. Será a final. Entre nós, a Tailândia, o Japão tudo pode acontecer. E ainda tem uma seleção convidada que acho que será a China. Do terceiro ao sexto não tem favorito. 

A Itália vem sendo muito comentada. É isso tudo mesmo ?

A Itália está muito forte e foi inteligente deixando de jogar o Grand Prix. Ganhou com sobras o europeu e com a Gioli, Barazza, Del Core, Picci e a Aguero torna-se uma seleção candidata ao primeiro lugar sempre. 

Vejo muita gente falando da Rússia inclusive o Zé Roberto. Ele tem razão ?

Sim, claro. A Rússia é aquilo. Não muda nunca. Bola alta nas pontas, bolão pra cá e pra lá e já surgiram mais duas gigantes por lá de quase 2 metros. São fortes e agüentam jogar 5 sets da mesma maneira. É uma seleção perigosa demais mesmo não tendo chegado a decisão do europeu.  

E da seleção brasileira atual que ganhou o sul-americano. O que dizer ? 

Gostei demais da Adenízia, ela amadureceu, aproveitou a chance que recebeu e merece estar na seleção. A Natália também achou seu espaço e será complicado sair agora. Penso que a Joycinha corre risco no futuro ainda mais se a Lia fizer uma boa Superliga. A Fabi precisa ser mais regular e não foi bem no Grand Prix, mas tem liderança e histórico. Com duas líberos, a Camila é a outra sem dúvida nenhuma.  

Pode falar da Paula Pequeno e da Jaqueline ?

A Paula é guerreira demais e vai lutar, conheço ela. Se tiver que treinar 4 vezes por dia, vai fazer. Ela vai remar até chegar onde deseja porque não desiste nunca. Mas o esporte é momento e hoje é da Natália. A Jaqueline vai ter que esperar a vez. Tem bola para voltar, sem dúvida, mas não é certeza. Diria que para o mundial de 2010 ela tem alguma chance, mas para 2012 acho muito difícil ela estar entre as 12 ou 14.     

Quem é a melhor jogadora do Brasil na atualidade ?

Para mim, a Mari é a melhor jogadora do Brasil. E olha que pela Superliga que ela fez não esperava que ela jogasse tão bem. Mas está num momento espetacular e sobra em quadra.     

O que você pode falar da Dani Lins que ainda não é uma unanimidade ?

Sempre gostei da Dani Lins. Ela vem mostrando personalidade e deu sorte porque a base foi mantida e isso ajuda demais. Fora isso, a seleção está ganhando o que dá mais tranqüilidade para ela seguir trabalhando. Fiquei surpreso. Achei que o Zé fosse manter a Carol e dando espaço aos poucos para a Dani Lins. Mas respeito a decisão dele e se ele achava que era o momento de tirar a Carol, sabe o que faz. Optou em antecipar o ciclo com a Ana Tiemi. 

Você deixou o Pinheiros magoado ?

Não. Sou grato a eles, mas até agora não entendi o pessoal do Pinheiros. Fizemos uma campanha brilhante e terminamos em terceiro lugar a Superliga de 2007/2008 . Disseram que gostariam que eu ficasse, mas teria que ser em tempo integral. Disse que tinha essa proposta da República Dominicana e que me interessava demais. Então eles me liberaram. O engraçado é que contrataram o Paulo Cocco e ele fica mais na seleção do que no clube, vai entender ... 

O que você quer dizer com isso ?

Aqui é curioso e as coisas não mudam. São sempre os mesmos treinadores nos clubes. Existe um rodízio que parece planejado. Não sei se é panela, mas funciona dessa forma. 

E como você está em um novo País ?

Estou muito feliz, porque tenho liberdade para trabalhar, trabalho sem pressão e se fosse no Brasil não estaria confortável porque o desemprego é grande. Tenho meu trabalho reconhecido pelos dirigentes. Moro em Santo Domingo e a federação paga tudo ,desde a comida até o aluguel. É uma cidade boa de se viver, aparentemente segura, mas temos muita pobreza junto com gente milionária e como fazemos fronteira com o Haiti a pobreza aumenta a cada dia. 

E como funciona as categorias de base no País ?

Nossa seleção juvenil foi vice-campeã mundial, mas nenhuma jogadora chama tanta atenção quanto a Brenda Castillo. É uma líbero fora do comum, craque. Tem 16 anos e é espetacular em termos técnicos. Nunca vi nada igual na minha vida de treinador. Ela é completa, passa e defende e tem idade de jogar ainda outro mundial juvenil. É titular absoluta da seleção adulta e tão o mais importante que a Milagros, Rivera, Lisvel ou a De La Cruz. 

Você pensa em voltar a trabalhar no Brasil ? 

Penso sim. Tenho contrato até o fim de 2012 , mas antes quero disputar uma Olimpíada e um mundial. Quando voltar quero dirigir um time grande, estarei mais valorizado e ainda sim conseguiria conciliar aqui com o trabalho de treinador da República Dominicana.  

O campeonato paulista está recheado de craques.  Quem será campeão ?

Assisti Pinheiros e Sesi e pelo que vi acho que o Sesi vai chegar. O Pinheiros tem um time muito envelhecido e isso faz diferença. A molecada está vindo forte demais e se não houver um planejamento bem feito, corre o risco de não vingar. O físico conta muito hoje em dia. Aposto no time do Sesi contra São Bernardo na final. No feminino acho difícil fugir de Osasco e São Caetano, mas se o Pinheiros for regular pode beliscar uma final. 

Como você reagiu ao saber que o Rio será sede as Olimpíadas ?

O Nuzman merece demais, foi uma vitória dele principalmente. O cara é um batalhador e precisa apenas cumprir com as obrigações a partir de agora. As denúncias do Pan vão ficar no esquecimento e o povo não perdoaria outra situação como essa de superfaturamento. Achei maravilhoso e abre uma vaga para a América do Sul. A Argentina tem tudo para estar na Olimpíada de 2016. São 7 anos, mas do jeito que o Peru está jogando, a Argentina será a maior beneficiada. 

Você consegue prever o que acontecerá até lá com as nossas seleções ?

Não mudará nada, duvido. Ainda mais com os jogos no Rio de Janeiro. Ninguém vai largar o osso ...         

 

           

 

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 14h08

05/10/2009

Piacenza é o líder isolado após duas rodadas do campeonato italiano

Mesmo sem contar com a presença do brasileiro João Paulo Bravo, o Piacenza conseguiu mais um ótimo resultado pela segunda rodada do campeonato italiano.

A equipe venceu sem muitas dificuldades o Loreto do também brasileiro Digão por 3 sets a 0.

Com isso o Piacenza chegou aos 6 pontos.

Treviso e Macerata estão com 5 pontos em segundo lugar.

O Treviso de Ricardinho, atropelou o Perugia por 3 a 0, parciais de 25/17, 25/20 e 25/22.

O oposto Fei com 13 pontos foi o nome da partida.

O Macerata do brasileiro Dentinho marcou 3 a 0 no Pineto, onde joga o levantador Royal.

O Modena está com 4 pontos e nessa rodada ganhou fora de casa do Verona também por 3 a 0.

Vibo Valentia, Taranto, Cuneo, Verona, Trentino estão empatados com 3 pontos e uma vitória.

O Vibo Valentia que é comandado pelo argentino Jon Uriarte surpreendeu o Trentino de Leandro Vissoto em mais um 3 a 0 da rodada.

Leandro Vissotto marcou apenas quatro pontos e o levantador Rapha fez um.

Na primeira vitória do Taranto no campeonato, os brasileiros foram muito bem.

Fora de casa, o Taranto ganhou de 3 a 0 do Latina com 26/24, 25/19 e 25/22.

Rivaldo terminou o jogo com 15 pontos, o ponta Manius 13 e Cléber 9.  
 
O Perugia soma 2 pontos.

Monza e Loreto um ponto e Latina, Pineto e Forli ainda não pontuaram.

Por Bruno Voloch às 14h04

Pinheiros está sob pressão e desconfiança logo na primeira competição

Será que o Pinheiros vai fracassar logo de cara ?

O time foi montado para ganhar todas as competições, incluíndo e começando pelo paulista até a Superliga.

A ausência de Giba e Rodrigão, não serve como desculpa para o time ter ficado apenas com a terceira colocação na primeira fase do paulista.

Foi e está sendo decepcionante.

No esporte temos vários exemplos de times fortes no papel e na teoria, mas na prática é diferente.

O Pinheiros não pode mais perder.

Depois da derrota no Sábado para o Sesi por 3 a 2 na semifinal, o time joga por duas vitórias para tentar ser finalista do paulista.

Seria de fato um resultado catastrófico ser eliminado ainda na semifinal logo de cara.

Um cartão de visitas e tanto para a parceria e o sócio do clube.

Mas o time tem elenco para reverter a situação.

Elenco sim e forças ?

Só o tempo vai dizer.

Gostei e como de ver o ginásio Marcelo de Castro Leite lotado.

Tinha que ser assim.

Quando se investe, o público responde.

Quem não quer ver em ação Anderson, Murilo, Sidão e Tiago Barth, Marcelinho, Rodrigão, Gustavo e Giba ?

Gostei da definição de Giovane Gávio após o jogo.

Ele disse que a diferença, pelo menos no primeiro jogo, foi que o Pinheiros jogou baseado na qualidade individual dos jogadores enquanto o Sesi jogou como grupo.

Isso faz mesmo muita diferença.  

Ainda dá tempo do Pinheiros entender que o esporte é coletivo. 

Só um detalhe importante.

O time feminino, o "primo pobre" da história, é lider do campeonato na frente de Osasco e São Caetano.

Esses dirigentes do Pinheiros não aprendem mesmo.
       

Por Bruno Voloch às 09h18

O título sul-americano sempre foi uma certeza e cada jogadora aproveitou a competição de forma diferente

Gosto assim.

O Brasil assumiu o favoritismo desde o início do sul-americano e ganhou com méritos a competição.

E não poderia ser de outra maneira. Tinha que ser assim.

Venceu sem perder nenhum set.

Respeitou sempre os adversários com declarações de humildade antes de cada jogo, mas na hora da partida atropelou as demais seleções e com a autoridade habitual levou mais um sul-americano.

Quem conhece vôlei sabe que fica difícil, ou quase impossível analisar taticamente as partidas devido a fragiliade de Argentina, Peru, Colômbia, Uruguai e Paraguai.

A gente se esforça, mas não tem como.

A seriedade tão cobrada por Zé Roberto, não passa de obrigação e postura de uma equipe campeã olímpica.

Ainda mais jogando no Brasil.

Pois a seleção feminina segue ganhando tudo depois que conquistou o Ouro olímpico em Pequim 2008.

A Montreux Volley Masters, o Grand Prix, a Copa Pan-Americana, o Torneio Classificatório para o Mundial 2010 e agora o sul-americano.

Sem as jogadoras de meio titulares, Fabiana e Thaísa, era a oportunidade que Adenízia tinha para mostrar serviço.

E fez, independente do nível dos adversários.

Conta muito, não só o rendimento em quadra nos jogos e sim nos treinos, o convívio com o grupo e a postura com a comissão técnica.

Adenízia aprovou, mas sabe que no momento é a quarta opção.

Carol Gattaz manteve o nível de suas atuações e sabe também seu lugar.

É a primeira opção no banco.

Thaísa e Fabiana são titulares com sobra, mas é sempre importante ter alguém que faça "sombra".

Foi bom ver Paula novamente no grupo, embora os jogos não tenham sifo suficientes para saber as reais condições da jogadora no momento.

Natália ainda é titular e será assim na Copa dos Campeões.

Sheilla e Mari mantiveram a regularidade habitual.

Dani Lins jogou bem solta e sem pressão nenhuma.

A líbero Fabi parece estar voltando a boa fase. Tomara. Livre das contusões, para ela foi importante ganhar a premiação individual depois do Grand Prix.

Ana Tiemi, Joycinha e Sassá certamente estarão no grupo que vai jogar a Copa dos Campeões.

Zé gosta do comportamento de Ana, e ela de fato tem estilo completamente diferente de Dani Lins.

As jogadoras voltam para os clubes, jogam as finais do paulista e retornam para a seleção.

Desse grupo que jogou o sul-americano ?

Todas voltam, mas talvez uma ou duas fiquem de fora da Copa dos Campeões.        

  

 

Por Bruno Voloch às 08h58

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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