Blog do Bruno Voloch

14/11/2009

É preciso entender que a experiência ajuda mas não ganha jogo

Ainda na série "é preciso".

É inegável que o caminho para o título ficou mais complicado após a derrota para a Itália.   

Mas precisamos ter cuidado com as declarações após os jogos.

Zé como sempre foi feliz e mesmo de cabeça quente, não era para menos, elogiou a levantadora Lo Bianco e o time italiano.

Disse que o grupo ainda precisa de experiência e bagagem internacional.

É e não é.

Mari, Sheilla, Thaísa, Paula, Fabi estavam em quadra, todas campeãs olímpicas.

Concordo quando a gente se refere a levantadora, até porque Carol Gattaz que não citei, já está muito acostumada com jogos desse nível e decisões.

Então que raio de bagagem é essa ?

Que grupo novo ?

Sim, Natália pode ser incluída nessa. Concordo plenamente nesse caso, essa precisa jogar cada vez mais e adquirir experiência.

O problema do Brasil é a posição de levantadora.

Ainda não encontramos uma jogadora capaz de substituir Fofão, verdade seja dita.

E nem sei se vamos encontrar.

Dani, Ana, Fabíola, Fernandinha, sei lá, Zé vai ter que se virar.

Mas uma derrota não pode apagar o ano de 2009 que foi positivo de uma maneira geral.

Dani mostrou evolução, mas caiu muito de jogo nesse fim de ano.

Quando é pressionada, não rende.

Ana tem qualidades, é alta, mão boa e precisa muito jogar.

Sinto que essa é a maior aposta de Zé Roberto. 

Mas Zé sabia que 2009 seria assim. Um ano para fazer experiências e com possibilidades de derrotas no caminho.

Essa foi apenas a segunda, porém a mais dolorosa de todas.

É necessário tira lições das derrotas, sem se apegar a falta de experiência. 

Ela não é a única culpada.

  

   

Por Bruno Voloch às 10h39

É preciso reconhecer a superioridade da Itália de Lo Bianco

Concordo plenamente com Zé Roberto. É preciso enaltecer a Itália que fez um ótima partida contra o Brasil e ganhou com méritos o jogo.

Existe uma grande diferença quando se diz que o Brasil perdeu para a Itália e quando se fala que a Itália ganhou do Brasil.

O significado teoricamente é o mesmo, mas nesse caso a Itália derrotou o Brasil.

Zé escalou Ana Tiemi e Sheilla, Carol e Thaísa e Mari e Paula. Foi coerente e não se pode atribuir a ausência de a, b, ou c, a derrota de hoje.

Sinceramente falando a única mudança que faria seria a entrada de Adenízia na vaga de Carol, mas não sei dizer se faria grande diferença.

A Itália sem Aguero melhorou muito, acreditem. Ortolani subiu de produção, me parece mais confiante e muito bem fisicamente. Ela foi o destaque da partida.

Mas a levantadora Lo Bianco também fez um belo jogo usando com perfeição suas atacantes driblando o bloqueio do Brasil. Para se ter uma idéia, Carol e Thaísa deixaram o jogo zeradas nesse fundamento.

A Itália fez 9 pontos de bloqueio contra 5 do Brasil. 

Convenhamos que não dá e não tem cabimento, especialmente Thaísa. Mas ela tem muito crédito ainda pois está ainda fora de suas condições ideais.

Mas então porque escalar Thaísa ?

Zé está correto. Questão de respeito, questão de ser campeã olímpica e questão de superação. O erro foi deixar Adenízia fora.

Del Core e Giolli foram extremamente seguras e efetivas. Cumpriram à risca o que taticamente foi proposto.

Picci fez seu papel de sempre e quando o time está na frente no placar é outra jogadora. 

Bosetti entrou e foi importante no saque.

A líbero Cardullo defendeu muito. Aliás, a Itália defendeu bem mais que o Brasil especialmente no terceiro set.

Pela seleção brasileira, sinceramente só dá para livrar a cara de Sheilla. 15 pontos e ainda sim com 3 a 0 nas costas foi a maior pontuadora do Brasil.

Não podemos crucificar Natália e Mari que renderam pouco, mas não fugiram do jogo.

Nosso meio não existiu com Thaísa, Carol e depois Adenízia.

E Ana Tiemi ?

Bem não seria justo colocar nela a responsabilidade pela derrota. Aliás, Ana pode até ter sentido a responsabilidade de uma decisão, mas Dani entrou e também não resolveu nada.

Zé Roberto parece, posso até estar enganado, ter perdido a paciência com a jogadora chegando ao ponto de gritar no ginásio para quem desejasse ouvir que tiraria ela de quadra se não melhorasse.

E fez.

Dani perdeu a confiança depois de ter sido barrada para o jogo contra a Coréia. Mas não pode ser assim, pois demonstrou fragilidade na primeira adversidade que encontrou pela frente.

A Itália hoje foi mais time e teve levantadora.

Eleonora Lo Bianco. 

 

Por Bruno Voloch às 09h56

Japão é derrotado e fica fora da briga pelo titulo

Apesar da derrota de 3 a 0 para a Itália nem tudo foi ruim para o Brasil na quarta rodada da Copa dos Campeões.

A seleção do Japão perdeu por 3 sets a 1 para a República Dominicana ficando agora sem chances de ganhar a Copa dos Campeões.

As parciais foram de 24/26, 25/22, 25/16 e 25/18.

Milagros Cabral fez 27 pontos e foi o nome da República Dominicana no jogo.

Sakashita se salvou do lado japonês marcando 20 pontos.

Se vencesse o jogo, o Japão assumiria a segunda colocação deixando o Brasil em terceiro lugar.

Essa foi a segunda derrota do Japão no campeonato, que no entanto continua em terceiro lugar com 6 pontos.

Mas a vitória do Japão poderia até ser interessante para a seleção brasileira, porque as japonesas entrariam em quadra neste domingo contra a Itália com alguma possibilidade de título, mesmo que remota.

Nesse caso 3 seleções ( Japão, Brasil e Itália) poderiam conquistar o título, o que certamente aumentaria a motivação das japonesas para o confronto contra a Itália.

O Brasil depende de uma vitória do Japão contra a Itália para ser campeão, desde que vença a Tailândia.

Agora as japonesas entram em quadra teoricamente descompromissadas diante da Itália no jogo que fecha a copa amanhã em Fukuoka.  

Mas a derrota também deixou as japonesas com risco de perder até a terceira colocação. Se forem derrotadas pela Itália e a República Dominicana vencer a Coréia, as dominicanas acabam com a medalha de bronze no torneio e o Japão em quarto lugar. 

Em compensação, se vencer a Tailândia a seleção brasileira espera o jogo entre Japão e Itália com pelo menos a medalha de prata garantida. 

Portanto os 3 jogos de amanhã, Brasil e Tailândia, República Domincana e Coréia e Japão e Itália serão decisivos. 

 

Por Bruno Voloch às 09h19

13/11/2009

Para os blogueiros Ana Tiemi seria titular contra a Itália

Daqui a pouco o Brasil decide a Copa dos Campeões contra a Itália.

Mais cedo, perguntamos aos nossos blogueiros quem deveria ser a levantadora titular para o jogo decisivo.

Ana Tiemi teve mais votos, quase 90% e se dependesse dos leitores seria a titular logo mais.

Paula Pequeno ganhou apertado de Natália e ao lado de Thaísa, completaria o time titular com Sheilla, Mari e Adenízia.  

À conferir a opção de José Roberto Guimarães. 

Por Bruno Voloch às 23h44

CBV não resiste pressão e altera local das finais da superliga 2009/2010

Pressionada pelas equipes paulistas, maioria na próxima edição da Superliga, a CBV deve mudar o local das finais da competição.

O certo é que o Rio de Janeiro está aparentemente descartado. 

O estado de São Paulo deve receber a decisão do feminino e do masculino da temporada 2009/2010.      

A TV Globo detentora dos direitos já deu o sinal positivo para a mudança.

Sollys e Blausiegel estavam insatisfeitos com a decisão anterior de manter as finais do Rio de Janeiro.

As presenças pela primeira vez na competição do Sesi e do Pinheiros no masculino também foram determinantes e a CBV desistiu da cidade maravilhosa.

Após a Copa dos Campeões masculina, a entidade vai confirmar oficialmente a mudança do Rio para São Paulo.

Os clubes querem mais mudanças no regulamento.

As finais de turno estão com os dias contados e o sistema de pontos corridos deverá ser usado na próxima edição.

30 times envolvendo feminino e masculino estão inscritos, mas ainda não confirmados para a Superliga 2009/2010.      

Por Bruno Voloch às 15h42

Com ou sem Ana Tiemi e Paula Pequeno, Brasil é favorito contra a Itália

Chegou a hora.

Brasil e Itália entram em quadra amanhã para decidir a Copa dos Campeões.

Verdade que existe uma possibilidade remota do Japão ainda ser campeão, mas para isso teria que torcer para a Itália derrotar o Brasil e o Japão ganhar seus dois jogos, sendo que o último contra a Itália.

Nesse caso Brasil, Itália e Japão terminariam com 4 vitórias e uma derrota e o campeão seria definido nos critérios de desempate.

Campeão de fato e de direito só no domingo, mas quem vencer amanhã, podem apostar que fica com a taça.

A Itália ganhou poucas vezes do Brasil na história e o jogo italiano não encaixa com o brasileiro.

A vida inteira a Itáliae teve dificuldades de jogar contra o Brasil. O jogo não combina e normalmente o Brasil leva vantagem. Foi assim em Pequim 2008, um 3 a 0 tranquilo.

Mas estamos sem Fabi no meio e sem Fofão de levantadora. Fofão não volta mais e Fabi não estará presente. Thaísa não está 100% o mesmo acontecendo com Paula Pequeno.

Mesmo assim o Brasil é favorito. Simples assim. Temos mais valores individuais e nossa equipe técnicamente é mais forte.

Zé Roberto conhece como poucos o vôlei italiano pois trabalhou algum tempo por lá, portanto sabe os pontos fortes e fracos da Itália.

Alias que Itália será essa ?

Será a mesma que terminou o jogo contra a República Dominicana ?

Para nós seria bom ver Del Core no banco. Bosetti é mais baixa, mas tem mais velocidade e passe, porém dúvido muito que Barbolini deixa Del Core de fora. À conferir.

De resto elas deverão ter Lo Bianco, Ortollani, Barazza, Picci e Gioli de titulares.

No nosso caso é que fica a dúvida. Já fiquei surpreso quando Zé barrou Dani contra a Coréia. O termo pode ser contestado, considerado forte por muita gente, mas foi uma barração sim.

Então para a partida contra a Itália acho que Zé Roberto deve colocar Ana Tiemi e Sheilla, Carol e Adenízia e Paula e Mari.

Ana e Paula precisam ser titulares. Ana tem um tempo de bola muito mais preciso para as ponteiras e para Sheilla também.

Isso é nítido. Tenho uma leve dúvida no meio, mas se Thaísa estivesse com 75% das condições seria titular ao lado de Adenízia.

Mas isso quem precisa saber é a comissão técnica. Não dá para abrir mão do talento e da experiência de Thaísa nessa hora de decisão.

Mas 2009 está nos revelando um novo Zé Roberto.

Então, tudo é possível.

Mas com Thaísa inteira, o time teria que ser Ana e Sheilla, Thaísa e Adenízia e Paula e Mari nas pontas.    

Independente da escalação, o Brasil é favorito contra a Itália.       

 

Por Bruno Voloch às 13h42

Quem deve ser titular contra a Itália : Dani Lins ou Ana Tiemi ?

Neste sábado em Fukuoka, Brasil e Itália decidem a Copa dos Campeões.

Era o que se esperava desde o início da competição.

As duas seleções invictas, 3 vitórias e que se conhecem bastante.

O treinador José Roberto Guimarães usou formações diferentes nos 3 jogos realizados pelo Brasil até agora.

Contra a República Dominicana na estréia entraram em quadra Dani Lins e Sheilla, Mari e Natália e Carol e Adenizia. Zé usou ainda Ana Tiemi, Sassá, Thaísa e Joycinha.

No jogo contra o Japão o time titular foi o mesmo. Mas a partir do segundo set, Zé mudou radicalmente a equipe com as entradas de Ana Tiemi, paula Pequeno e Thaísa. Sassá entrou em algumas passagens.

Veio a partida contra a Coréia e mudanças significativas. Zé escalou Ana Tiemi e Sheilla, Paula e Mari, Adenízia e Carol. Dani Lins entrou rapidamente no segundo set e Thaisa terminou como titular o jogo.

Portanto existem algumas alternativas para o duelo contra a Itália.

O blog pergunta : Qual deve ser o time titular contra as italianas ?

Ana ou Dani Lins, Paula ou Natália, Carol ou Thaísa ?

Mais tarde, divulgo o resultado da enquete.

          

Por Bruno Voloch às 13h19

12/11/2009

José Roberto Guimarães está disposto a "bancar" Ana Tiemi como titular da seleção

Fiquei surpreso, confesso.

Não esperava essa atitude do treinador José Roberto Guimarães.

Mas calma, uma coisa é não esperar, outra é não concordar.

Concordar, eu concordo, aliás eu e muita gente.

Escrevi ontem que achava improvável que o treinador tirasse do time titular Dani Lins e colocasse Ana Tiemi de cara como levantadora para o jogo contra a Coréia.

Não achei também que Zé fosse colocar Paula de cara na vaga de Natália. E ele fez também.

Sinceramente, não são atitudes normais ou pelo menos fogem um pouco da filosofia dele de trabalho. Mas essa filosofia pode ter mudado após Pequim 2008 e acho que a coisa funciona hoje de uma maneira mesmo diferente.

Uma coisa é mudar a situação de jogo que Paula e Ana fizeram contra o Japão, outra é saírem jogando de titulares.

A questão de Paula é diferente já disse isso antes. É campeã olímpica, tem moral junto ao grupo e qualidade técnica indiscutível.

Natália, a suposta barrada, tem futuro, já mostrou talento e atitude e estará no grupo sempre. É uma espécie de curinga e pode jogar tanto na ponta como na saída. Mas o fato de ter ficado na reserva contra a Coréia, não diminui em nada o que Natália fez em 2009 .        

A discussão está na posição de levantadora, que diga-se de passagem, Zé sempre fez questão de dizer qie a vaga estava em aberto. Estava não, está.

Dani fez um ano muito regular em 2009, mas essa atitude do técnico em colocar Ana para ser titular contra a Coréia é um claro sinal de que as coisas podem estar mudando.

Repito, achei estranho ele ter colocado Ana de cara. Normal seria dar continuidade com Dani e se fosse o caso mexer novamente.

Mas Zé achou melhor "barrar" ela de cara.

A pergunta que fica é a seguinte :

Diante da fragilidade da Coréia, que roubou dois sets da Itália, Zé quis apenas observar Ana Tiemi ?

Não. Acho que não. Até porque a copa não é uma competição que dê tempo ao técnico de observar.

É tiro curto e uma semaninha apenas. Zé acha que ela merece estar no time titular. 

Com isso a tendência, é que Ana e Paula sejam titulares contra a Itália. Seria o natural depois do que vi contra a Coréia.

Dani entrou rapidamente no segundo set e só.

Fico feliz que Zé tenha mudado sua postura de arriscar mais. Joga quem estiver melhor e hoje Ana estaria melhor na opinião dele e da comissão.

Mas o jogo contra a Itália será bem diferente do jogo que foi contra a Coréia.

E como vai reagir Dani Lins após ser barrada ?

Ou ela não foi barrada ?

Será que ela joga contra a Itália ?

Sei não. Mas se terminar a copa no banco, Dani Lins terá que ter muita personalidade para superar sua primeira adversidade vestindo a camisa da seleção.

Dani está perdendo ou perdeu a posição para uma jogadora que curiosamente não é titular nem na equipe em que atua.

Como todos sabem, Carol que foi Ouro em Pequim 2008 é titular do Osasco e Ana Tiemi é banco.

Pelo que senti, José Roberto Guimarães está disposto a "bancar" Ana Tiemi como titular da seleção 

       

Por Bruno Voloch às 13h04

Japão ganha fácil e ainda sonha com o título

A seleção japonesa se recuperou bem da derrota para o Brasil na véspera.

Contanto com o apoio da torcida, o Japão liquidou a Tailândia em 3 sets 0 com parciais de 25/21, 25/18 e 25/12.

Saori Kimura foi o destaque com 20 pontos. Yamaguchi marcou 10 e Inoue terminou com 9 pontos.

O resultado coloca o Japão ainda com chances de ser campeão. A seleção não pode mais perder e precisa derrotar a República Dominicana no sábado e a Itália no domingo.

Com apenas uma derrota e não tendo mais confronto direto com o Brasil, o Japão vai torcer ainda por uma vitória da Itália contra o Brasil no sábado. 

Nesse caso poderia acontecer um tríplice empate na primeira colocação.  

 

Por Bruno Voloch às 09h31

Del Core é barrada e Itália faz melhor partida na Copa dos Campeões

O técnico Massimo Barbolini parece seguir a mesma linha de raciocínio do companheiro de profissão José Roberto Guimarães.

Na preliminar, Barbolini viu Zé Roberto barrar Dani Lins e colocar a levantadora Ana Tiemi como titular.

Na vitória contra a Coréia por 3 sets a 2, Barcellini e Bosetti mudaram a cara da Itália a partir do terceiro set.

Bosetti ganhou oportunidade e saiu como titular contra a República Dominicana.

A experiente Antonella Del Core foi para o banco.

Lucia Bosetti que atua pelo Bergamo, tem apenas 1,76 de altura e é considerada baixa para os padrões do vôlei mundial atual.

Mas se virou bem, tanto que terminou o jogo como maior pontuadora com 12 acertos.

Piccinini e Barazza fizeram 11 cada.

Del Core entrou em algumas passagens no primeiro e também no terceiro set.

Curiosamente, a Itália acabou fazendo seu melhor jogo no campeonato e em pouco mais de uma hora fez 25/19, 25/18 e 25/20.

Itália e Brasil jogam no Sábado e mesmo o campeonato sendo por pontos corridos, o ganhador deverá ficar com o título.    

Por Bruno Voloch às 09h18

11/11/2009

A surpresa foi a postura e a coragem de Ana Tiemi

Zé Roberto sempre fez questão de bater nessa tecla dizendo que o Brasil é um grupo e não existem titulares absolutas.

Discordo. Mari e Sheilla por exemplo são titulares absolutas.

Zé disse que na seleção todas podem ser titulares, as jogadoras hoje na reserva precisam estar preparadas e que confia no grupo todo.

Nada mais natural.

Porém não vejo com nenhuma supresa a entrada de Paula e Thaísa. As duas só deixaram o time titular por motivo de contusão.

No caso de Paula, ela ainda briga contra a forma física que deve ser aprimorada com os jogos em sequência.

Na prática são duas titulares da seleção. Contra o Japão entraram bem, Paula no ataque e Thaísa no bloqueio e foram determinantes ao lado de Ana Tiemi.

Mas o banco é para ser usado quando necessário. Afinal, as "reservas" entram com a expectativa de melhorar o time e suprir a deficiência vista pelo treinador.

Thaísa e Paula são rodadas, experientes e jogaram o básico, mas o suficiente para "mudar" a cara da partida.

Não foi supresa nenhuma pois conhecemos as qualidades técnicas das duas atletas.

Novidade sim foi ver Ana Tiemi.

Muitos vão dizer que Dani Lins não pode ser titular da seleção, que Fofão deixou saudades e muito mais.       

Dani está longe de ser unanimidade e talvez lute tanto para mostrar seu valor jogo a jogo. E terá mesmo que ser assim.

Mas tem dia que a levantadora não está bem e nesse caso, entra a reserva .

O que Dani fez não pode ser jogado fora e nem será, mas serve de alerta.

Ana entrou muito bem, deu outro ritmo para o ataque, teve personalidade nos momentos complicados e o detalhe mais importante é que bloqueou com extrema regularidade fazendo 4 pontos em dois sets jogados.

Ana teve postura e aproveitou o momento. Mostrou estar atenta e lendo o jogo quando o Brasil estava sendo derrotado pelo Japão.

Isso significa dizer que ela será titular contra a Coréia ?

Pelo que conheço de Zé Roberto, a resposta é não.

Aliás, acho que o time deverá ser o mesmo com Paula e Thaísa no banco como boas opções. Digo ótimas.

Cansei de ver no vôlei times ou seleções virarem partidas com alterações efetuadas por seus treinadores.

A levantadora é uma peça que pode ser mudada. Digo, muitas vezes é a peça.

Dessa vez Ana foi muito feliz e deu finalmente seu cartão de visitas.     

      

Por Bruno Voloch às 13h56

Bloqueio foi o diferencial na vitória do Brasil

Assim como a Itália, o Brasil teve dificuldades em conseguir a segunda vitória na Copa dos Campeões.

O Japão valorizou muito o resultado e provou que está mesmo evoluindo. Acho apenas que as japonesas sentem demais a pressão quando enfrentam as seleções mais fortes como Brasil, Itália, Rússia por exemplo. Precisam acostumar a vencer esses adversários também, mas que bom para nós que ainda não foi dessa vez.

Falando do jogo especificamente, a seleção brasileira deu a impressão que ganharia com tranquilidade a partida. Lembro que abrimos 12 a 4 com uma facilidade impressionante. 

Mas o Brasil passou a errar demais no passe e também em ataques. Fora isso, Dani Lins estava mal e com grandes dificuldades para distribuir as jogadas. Kimura apareceu bem e virou quase tudo pelo Japão. Mari era a mais regular do Brasil.

O Brasil deu 5 pontos de graça para o Japão e o set ficou apertado. Acabamos perdendo de 26/24.

O jogo estava equilibrado no segundo set até que Zé Roberto com maestria resolveru mexer na seleção. As entradas de Paula, Thaísa e principalmente Ana Tiemi mudaram a cara da seleção.

O Brasil ganhou o set mesmo errando mais que o Japão. 

No terceiro set, o Brasil voltou à quadra com o time que terminou o segundo set e Paula foi determinante com 3 pontos no fim dando a vitória e a vantagem para a seleção. 25/22.

No quarto set o Brasil de novo deu a impressão que ganharia com mais folga. Nada disso. O Japão sempre ia buscar o placar exigindo da seleção o máximo de capricho e dedicação.

A maior experiência da seleção prevaleceo nos momentos decisivos e ganhamos por 25/21 numa bola de meio de Thaísa.

Diria que nosso bloqueio foi determinante na vitória. Fizemos mais 10 pontos do que o Japão no jogo todo uma vantagem significativa.

23 a 13. Desses 23 pontos Mari, Thaísa e Ana Tiemi marcaram 4 pontos cada. Méritos para Mari pela regularidade e Thaísa e Ana que jogaram dois sets e meio.  

Mas erramos muito o que pode ser fatal contra a Itália. Foram 19 no total, bem acima da média.

   

 

   

Por Bruno Voloch às 13h34

Técnico argentino pode assumir comando do Sada/Cruzeiro

Marcelo Mendéz que foi o treinador do Montes Claros na campanha do título mineiro de 2009 é o nome mais forte para assumir o time do Sada/Cruzeiro que recentemente demitiu Talmo.

Marcelo inclusive já se desligou do Montes Claros e deve ser anunciado nas próximas horas como novo técnico do Sada/Cruzeiro.

O jovem treinador se destacou desde que assumiu Montes Claros conquistando 3 títulos em apenas 4 meses de trabalho. 

O Montes ganhou o circuito internacional de vôlei, realizado em agosto, em Montes Claros. A equipe venceu as 3 partidas disputadas com o Sada/ Cruzeiro e a Seleção da Argentina Sub-23.

Depois o Montes Claros Funadem participou do Desafio Globo Minas, em Belo Horizonte (MG), vencendo na decisão novamente o Sada/Cruzeiro por 3 a 1. 

E recentemente levantou o campeonato mineiro, derrotando o Minas e em Belo Horizonte na final após ter eliminado o "freguês" Sada nas semifinais.

 

Por Bruno Voloch às 11h25

Itália mostra força, vira o jogo e vence a Coréia por 3 sets a 2

Quem esperava facilidade e jogo fácil para a Itália se enganou.

A Coréia resistiu e muito. Mas não foi dessa vez que conseguiu derrotar a Itália.

A estrela italiana Francesca Piccinini brilhou e fez 22 pontos nos 5 sets.

Kim Yeon-Koung da Coréia anotou 29 pontos.

Com uma vitória por 3 sets a 2, a Itália segue invicta na Copa dos Campeões e favorita ao lado do Brasil para conquistar o título.

As italianas sofreram com a velocidade do jogo da Coréia. O bloqueio da Itália tinha muitas dificuldades contra as atacantes coreanas.

O primeiro set terminou 26/24 para a Coréia com um ponto de ataque de Kim.

O segundo set poderia ter sido mais tranquilo para a Coréia que chegou a fazer 19 a 14.

A Itália se recuperou com boa participação de Giolli. O jogo ficou empatado em 23 a 23 e a própria Giolli errou dando dois pontos para a Coréia vencer o set novamente por 26/24.

A Coréia começou no mesmo ritmo o terceiro set com 3 pontos de bloqueio de Kim Young em cima de Barazza.         

Ortolani estava mal e foi substituída na Itália que estava perdendo por 8 a 4 na primeira parada técnica.

Com as entradas de Barcellini e Bosetti a Itália melhorou, equilibrou o set e chegou a fazer 23 a 20. A Coréia buscou o placar em 23 a 23.

Cristina Barcellini apareceu muito bem e a Itália fechou com 28 a 26.

Gioli e Barazza que estavam sumidas, assumiram a responsabilidade ao lado de Picci, e comandaram o empate da Itália no quarto set com a parcial de 25/19.

No quinto set a Itália ganhou com tranquilidade. Num ritmo alucinante as italianas fizeram 11 a 3 sem que a Coréia conseguisse força para reagir.

Barazza fez o décimo quarto ponto e num erro de saque de Lee Bo, a Itália fechou com 15 a 9 em duas horas de partida.

Vitória suada, mas que deixa a Itália viva para brigar pelo título.    

Por Bruno Voloch às 09h52

República Dominicana joga mal e sofre para derrotar Tailândia

A República Dominicana sofreu, mas conseguiu a primeira vitória na Copa dos Campeões.

Depois de um primeiro set desastroso onde perdeu por 25/14, a República Dominicana se recuperou e virou o jogo.

As parciais seguintes foram de 25/20, 25/21 e 28/26.

Priscilla Rivera foi a maior pontuadora do jogo com 19 acertos seguida de Milagros Cabral com 16.

Onuma também marcou 19 pela Tailândia sendo que 4 pontos de saque.

A derrota deixou a Tailândia sem chances de brigar pelo título e a República Dominicana depois da derrota na estréia não pode mais perder se ainda desejar sonhar com o primeiro lugar.

Nesta quinta-feira a Tailândia enfrenta o Japão e as dominicanas jogam contra a Itália.     

Por Bruno Voloch às 09h22

10/11/2009

Japão e Coréia foi o melhor da primeira rodada da Copa dos Campeões

A primeira rodada da Copa dos Campeões não teve nenhuma surpresa.

Tudo como manda o figurino.

A Itália começou ganhando da Tailândia que ofereceu alguma resistência apenas no primeiro set.

Aliás, a seleção asiática estava vencendo por 19/14 mas não soube segurar o resultado.

A derrota de 27/25 acabou com as pretensões da Tailândia no jogo.

Nos sets seguintes, a Itália dominou as ações, encarou com seriedade o jogo e fez um duplo 25/22 ganhando por 3 sets a 0. 

Gostei de Barazza, Ortolani e Gioli.

De quem muito se esperava, aconteceu pouca coisa.

Piccinini esteve apagada e pontuou somente 8 vezes.

O Brasil teve as mesmas diculdades que a Itália no primeiro set contra a República Dominicana.

A seleção está visivelmente sem ritmo de jogo e isso quase nos custou a derrota no set inicial.

O bloqueio do Brasil demorou para se acertar. Vi Natália com a disposição de sempre e muito regular.

Mari também manteve a média e Sheilla foi pouco acionada por Dani Lins.

Não entendi. Carol no meio se virou bem.

É cedo, primeiro jogo, mas o Brasil pode e deve jogar mais na Copa.

O último jogo foi entre Japão e Coréia.

Na prática foi o melhor jogo da primeira rodada.

Kim Yeon da Coréia virou todas as bolas no primeiro set e foi peça importante na vitória por 25/22.

A Coréia continuou exigindo muito do Japão no segundo set, mas Yamaguchi e Kurihara entraram na partida.

No melhor set da copa até agora o Japão fez 27/25. Digo que esse set foi fundamental na recuperação do Japão no jogo.

As coreanas passaram a jogar pressionadas e econtraram Araki pela frente.

A ponteira japonesa fez 14 pontos, sendo que 6 de bloqueio.

Com 25/16 e 25/10 o Japão virou com 3 sets a 1 e confirmou o favoritismo.  

    

 

Por Bruno Voloch às 13h01

Vôlei mundial está de luto. Morre Antônio Perdomo de Cuba

O vôlei mundial está de luto.

Morreu em Havana, capital de Cuba, o lendário treinador Antônio Perdomo, vítima de um ataque cardíaco.

Perdomo estava com 66 anos e se preparava para ir à Guatemala ministrar um curso como instrutor da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Ele dirigiu a seleção cubana feminina que ficou com o quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Perdomo fez parte da comissão técnica de Cuba que ganhou a medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1992,1996 e 2000.

Além disso, colaborou com a conquista de de três campeonatos mundiais nos anos de 1978 e 1994 .

Perdomo também conquistou quatro copas do mundo.

Ele iniciou no vôlei como assistente de Eugênio George no ano de 1966 mas com a seleção masculina cubana.

Por Bruno Voloch às 11h53

09/11/2009

Mesmo sem Leandro Vissoto, Trentino domina premiação do mundial de clubes

O Trentino dominou a premiação dos melhores jogadores do mundial de clubes.

Foram 3 jogadores indicados pela FIVB.

O búlgaro Matey Kaziyski foi eleito melhor atacante e também o MVP do mundial.

O maior pontuador foi Kurek do Belchatow da Polônia.

O cubano Juantonera do Trentino levou o prêmio de melhor saque do torneio.

Mozdzonek ficou como principal bloqueador da competição.

O brasileiro Raphael acabou como melhor levantador e Verbov do Zenit Kazan líbero mais efetivo. 

Pela conquista do título mundial, o Trentino faturou 250 mil euros, cerca de R$ 630 mil. O Belchatow ganhou 170 mil euros e o Zenit Kazan da Rússia 120 mil.

Por Bruno Voloch às 09h52

Com a regra nova ou antiga, Trentino ganharia o mundial de clubes

O equilíbrio que tanta gente esperava ou imaginava não aconteceu.

Ficou longe disso. Aliás, sendo mais preciso, tivemos um certo equilíbrio somente no primeiro set.

Depois disso o Trentino da Itália ganhou como quis o mundial de clubes.

Uma campanha irretocável do time campeão europeu e que sobrou no mundial.

Ganhou o mundial invicto e só encontrou resistência no jogo da primeira fase contra o Zenit Kazan da Rússia.

Se tivemos a frustração de ver a Cimed eliminada na fase inicial, tivemos o prazer de ver os brasileiro Leandro Vissoto e Rapha campeões.

Elenco por elenco, a final teria de ser entre Trentino e Zenit, mas não é assim que funciona.

Que prazer poder ver Leandro Vissoto novamente maior pontuador de um jogo e de uma final de campeonato.

Leandro vive a melhor fase de sua carreira e merece passar por esse momento.

Mas o Trentino teve também no búlgaro Kaziyski outro ponto forte.

Jogador muito forte tecnicamente e regular ao extremo.

Não posso deixar de citar o cubano Juantonera que sacou muito bem durante todo o campeonato e foi ponto forte no bloqueio italiano.

O levantador Rapha fez o básico. Não inventa, joga simples e com segurança, como manda o figurino. Mas também fez muito bem sua parte.

Não dá para dizer que o Trentino ganhou o mundial porque se adaptou melhor a nova regra. Bobagem.

Ganhou porque tem mais time que os outros concorrentes e ganharia também na regra antiga.

A verdade é que o Trentino ganhou com sobras a competição.

Pelo que vi, com a regra nova ou antiga, o Trentino ganharia o mundial de clubes.

Incrível a supremacia italiana nesse tipo de competição.

Aliás parabéns para FIVB.

A nova regra será sempre discutida, especialmente pelos eliminados.

Mas foi uma baita bola dentro da entidade a volta do mundial de clubes e estava fazendo falta no calendário.

Os italianos que o digam ...    

Por Bruno Voloch às 09h35

08/11/2009

Bartosz Kurek pode se consagrar na final do mundial. Mas para isso, Belchatow terá que superar Trentino da Itália

Será a final.

Belchatow e Trentino chegam para decidir o mundial de clubes de forma merecida.

São os dois únicos times ainda sem perder no campeonato com 4 vitórias em 4 jogos.

O Trentino como era de se esperar não teve a menor dificuldade para derrotar o Paykan na semifinal e entra em quadra mais inteiro que o Belchatow.

O time da Polônia cortou um dobrado para ganhar do Zenit por 3 a 1. Já havia precisado jogar 4 sets na última quinta-feira para elimionar a Cimed.

Independente do resultado de hoje, o jogador Kurek merece ganhar o prêmio de melhor jogador do mundial. É claro que esse prêmio tem um pouco de política e pode acontecer de um jogador arrebentar com a partida logo mais, chamar atenção e levar o prêmio.

Mas por tudo que fez até agora, Kurek é o nome do mundial, e pode se consagrar se vier o título.

É o maior pontuador do torneio até agora com 95 pontos e não perderá mais essa condição porque Leandro Vissoto está com 75 pontos.

E as chances do Belchatow ganhar o mundial passam por ele.

Claro que o time tem também Antiga, Bakiewicz e Mozdzonek, mas Kurek é o motor e o pulmão do time.

O levantador espanahol Falasca joga fácil, com inteligência, explora sem esconder de ninguém ao máximo Kurek, além de estar sacando com extrema eficiência.

Se Kurek, que tem uma média de 23 pontos por jogo, não for bem marcado pelo bloqueio do Trentino, dificilmente a Itália ganhará o mundial pela quinta vez seguida.

O Trentino teve o caminho teoricamente mais tranquilo e óbvio facilitado pelo fracasso da Cimed. Vi a equipe italiana jogar um jogo complicado que foi justamente contra o Zenit ainda na fase de classificação.

Depois disso, só treinos de luxo.

O cubano Juantonera pode ser decisivo. Vem sacando muito bem e bloqueia como poucos. Anotem. 

Será muito interessante o duelo de Juantonera contra Kurek na rede. Andrea Sala é outro jogador que chama atenção na rede e estará de olho em todos os movimentos de Kurek.     

Mas o poder ofensivo do Trentino está ligado aos jogadores Leandro Vissoto e búlgaro Kaziyski.

Não penso duas vezes em afirmar que estão no nível de Kurek. A diferença é que o Blechatow não possui dois jogadorer de força como tem o Trentino e por isso Kurek pontua mais que os dois citados.

Gacek e Bari são líberos do mesmo nível, mas Bari defende mais que Gacek.

O levantador brasileiro Raphael pode ser decisivo. Precisa distribuir com cautela as jogadas, mas sem medo de arriscar. Com essa regra nova e sem usar a primeira bola é óbvio que 80% dos ataques ficam o Leandro e Kaziyski.

Será um belo jogo para uma super bola dentro da FIVB.

Podem dizer o que bem desejarem da regra nova, ela é discutida, desagradou a maioria, mas a FIVB acertou em cheio ao decidir voltar com esse evento.

E mais uma vez com a Itália na final.  

       

Por Bruno Voloch às 08h04

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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