Blog do Bruno Voloch

21/11/2009

Com 25 pontos de Shimizu, Japão derrota o Irã e entra de vez na briga pelo título

Em mais um jogo empolgante, a seleção japonesa conseguiu a terceira vitória seguida na copa dos campeões e manteve a invencibilidade na competição.

A camanha é semelhante a da seleção brasileira e o Japão está em segundo lugar com o mesmo número de pontos e vitórias que o Brasil.

São 6 pontos e 3 vitórias.

O Irã deu trabalho e valorizou a vitória dos japoneses. O Japão suou para fezer 27/25 no primeiro set.

Os iranianos, que jogavam as chances nesses jogo, empataram o jogo com 25/18. No terceiro set o Japão perdia, mas reagiu com a entrada de Yoneyama no lugar do capitão Usami e fez 2 a 1 com 25/23.

O Irã não desistiu e empatou novamente com 25/20 levando o jogo para o quinto set.

Shimizu, atacante do Japão, chamou a responsabilidade, assumiu a postura de líder e comandou o Japão na dramática parcial de 16/14.

Shimizu fez 25 pontos nos 5 sets, sendo que 23 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque.

O Japão sofreu com o bloqueio do Irã que marcou 19 pontos, mas na base da velocidade e com uma defesa segura e bem colocada mereceu a vitória.

O próximo jogo será contra Cuba. Se vencer Cuba, o Japão decide a copa dos campeões em igualdade de condições contra o Brasil.         

  

Por Bruno Voloch às 09h52

Seriedade e uma mãozinha de Castellani na vitória contra a Polônia

Concordo com a maioria.

Foi de fato o melhor jogo do Brasil na copa dos campeões. Mas mesmo assim, a seleção esteve ainda longe de apresentar o vôlei que estamos acostumados. Deu para o gasto. O importante foi a vitória e não está escrito em nenhum lugar que é preciso ganhar dando espetáculo. 

Quando vi a escalação inicial da seleção sabia que a seleção iria encarar o jogo com mais seriedade. O susto contra o Irã serviu para alguma coisa.

Bernardinho acertou e colocou Giba e Lucas de cara, mesmo time que havia derrotado Cuba no primeiro jogo. Não se poderia esperar outra atitude dele.

Mas ganhamos uma mãozinha do argentino Daniel Castellani treinador da Polônia. O time não é lá essas coisas e Castellani começou o jogo com Kurek, craque do time, no banco.

Verdade, podem acreditar. Um tiro no pé. Kurek pode estar mal, vivendo um momento ruim, mas ainda é capaz de desequilibrar. Era, porque depois dessa, não sei como vai funcionar a cabeça do jogador.

Mas isso é um problema deles.

Falando da seleção, o ponto alto foi a concetração, até porque não fomos ameaçados pela Polônia em nenhum momento da partida.

Ganhar de 3 a 0 também foi importante porque nos dá alguma margem de erro para frente.

Hoje foram 10 pontos de bloqueio, com desatque para Leandro Vissoto que marcou 4.

Destaco ainda Rodrigão e Lucas que rodaram a maioria das bolas no meio, Giba regular e Murilo com ótimo aproveitamento de ataque.

A Polônia é a decepção da copa. 3 jogos e 3 derrotas e amarga a última colocação.

    

  

Por Bruno Voloch às 09h30

Cuba garante pódio com vitória sobre Egito

A seleção de Cuba conseguiu mais uma vitória na copa dos campeões.

Cuba derrotou o Egito por 3 sets a 2 em quase duas horas de jogo com parciais de 25/17, 23/25, 25/14, 23/25 e 15/7.

Os cubanos fizeram 16 pontos de bloqueio nos 5 sets com destaque para Símon que fez 6 pontos nesse fundamento e ainda 4 de saque.

O capitão de cuba ao lado do companheiro Sánchez foram os maiores pontuadores da partida com 18 pontos.

O jovem Leon anotou 17 pontos.

Com a derrota da Polônia para o Brasil e com uma campanha de duas vitórias e uma derrota, Cuba garantiu pelo menos o terceiro lugar na copa.

Neste domingo, Cuba enfrenta o Japão. 

Por Bruno Voloch às 09h01

19/11/2009

Brasil esteve longe do ideal contra o Irã

Que jogo ruim esse entre Brasil e Irã.

 

Como profissional tinha a obrigação de assistir, mas confesso que perdi boas horas de sono.

 

Tenho a leve impressão que a atual seleção joga de acordo com o adversário. Isso é perigoso.

 

No jogo contra Cuba a seleção teve um comportamento completamente diferente. Estava mais concentrada, vibrante, atenta e interessada na partida.

 

Hoje o que vi foi uma seleção “cozinhando” o jogo, consciente de que ganharia a partida na hora que bem entendesse.

 

E de fato foi assim. Uma vitória "magra" como se diz na gíria.

 

Primeiro não entendi porque Giba foi poupado.

 

Já no segundo jogo ?

 

E até agora ninguém explicou nada. Estranho. Discordo daqueles que insistem em dizer que Giba não tem mais bola para jogar na seleção.

 

Bobagem. Se estiver bem fisicamente e motivado, joga tranqüilo. Mas a comissão fica devendo uma explicação coerente para o jogador ter sido poupado.

 

Thiago entrou bem e fez sua parte.

 

E Lucas, porque não atuou ?

 

Sidão fez 12 pontos e manteve o nível de Lucas no dia anterior contra Cuba.   

 

Mas quem anda sobrando na turma é Leandro Vissoto. O cara joga como uma seriedade impressionante. Não alivia em bola nenhuma e mais corre atrás, pede bola e chama a responsabilidade.

 

Gosto de jogador assim. André e Anderson não deixam saudades nenhuma.

 

Murilo mantém a regularidade de sempre. Esteve mal no terceiro set, mas foi importante no quarto set.

 

No geral, o ataque brasileiro foi decisivo. Estamos bloqueando bem abaixo do esperado e nosso saque segue devendo.

 

Quem vibrou mesmo com a vitória foi Bruno. Uma espécie de vingança da derrota no mundial de clubes para os iranianos. 

Pode ser. Cada um encontra uma maneira de se motivar, Bruno encontrou a dele

Por Bruno Voloch às 10h27

Japão faz mais uma vítima na Copa dos Campeões

Casa cheia, empolgaçao total e uma nova vítima.

Dessa vez foi o Egito.

Depois de bater a Polônia na estréia, o Japão conseguiu a segunda vitória na copa dos campeões.

Com o resultado, chegou aos 4 pontos, manteve a invencibilidade na competição e a liderança ao lado do Brasil.

Em uma hora e vinte minutos de jogo, o Japão fez 3 sets a 1 com parciais de 25/15, 22/25, 25/21 e 25/17.

Shimizu novamente foi o destaque do Japão marcando 23 pontos na partida. 21 pontos de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque.

Fukuzawa segue segue atrás de Shimizu. O ponta fez 17 pontos de ataque e 2 aces.

Vi o jogo inteiro, o melhor da rodada, diga-se de passagem.

O que chama atenção nesse time do Japão é que a seleção erra muito pouco. Hoje por exemplo, foram 16 pontos em erros contra 32 do Egito.

Aliás essa foi a diferença do jogo.

Sinceramente falando, ou melhor escrevendo, não sei até onde pode ir esse time do Japão.

Vem jogando com muita velocidade, defendendo com eficiência e atacando com inteligência.

Shimizu vem comendo a bola, jogando fino e driblando com facilidade o bloqueio.

Se vencer o Irã passa a ser canditado, porque não, ao título.

Restarão Cuba e Brasil.

Confrontos diretos com seleções que estarão na mesma situação.

Ou seja, se esses caras continuarem jogando sem responsabilidade, de forma natural e leve, podem sim surpreender.

À conferir.

Por Bruno Voloch às 10h19

Cuba vence Polônia e segue viva na Copa dos Campeões

A seleção cubana conseguiu importante vitória na segunda rodada da copa dos campeões.

Cuba derrotou a Polônia por 3 sets a 1 e se recuperou da derrota para o Brasil por 3 a 2.

A Polônia sofreu a segunda derrota consecutiva e não tem mais chances de conquistar o título.

Na partida jogada em Osaka, a Polônia abriu 1 a 0 com 25/22, mas ficou nisso.

Com relativa facilidade os cubanos viraram e fizeram 25/18, 25/18 e 25/22.

O bloqueio e o saque de Cuba foram os pontos fortes da seleção. Foram 16 pontos de bloqueio e 9 pontos de saque nos 4 sets.

O capitão Simón Aties marcou 21 pontos, sendo 6 de bloqueio e 5 aces. Leal Hidalgo fez 16.

Cuba folga amanhã e enfrenta o Egito no sábado. A Polônia encara a seleção brasileira.   

Por Bruno Voloch às 08h55

18/11/2009

Bruno volta a ser o Bruno com as regras normais

A decepção pela péssima campanha da Cimed no mundial de clubes durou pouco.

Críticado por parte da mídia, Bruno e seus companheiros de Cimed começaram a dar a volta por cima.

Bruno em especial. Foi nítida a dificuldade que o levantador teve em se adaptar as novas regras no mundial de clubes. Ele e toda a equipe da Cimed, diga-se de passagem.

Até porque não seria justo jogar em seus ombros toda a responsabilidade pelo fracasso no Qatar. Mas passou.  

Mas insisto em dizer que a nova regra foi o motivo da campanha tão ruim. Isso seria desculpa. A Cimed jogou mal mesmo e perdeu, simples.

Estava confesso curioso para ver como os jogadores da Cimed e Vissoto, se comportariam após treinarem e jogarem na nova regra no início do mês.

Passaram no teste e que teste. Bruno em especial.

Senti que o levantador estava querendo jogo, meio que engasgado com o que aconteceu no mundial de clubes onde ele e os companheiros não conseguiram jogar.

Foi ótimo poder começar jogando contra Cuba onde a motivação chega pelo fato de estar enfrentando um adversário tradicional e em evolução.

Bruno foi bem demais. Se soltou, estava alegre, concentrado ao extremo e distribuindo o jogo com maestria sem a preocupação do primeiro ataque ser do fundo.    

Como se não bastasse, esteve perfeito no bloqueio. Desempenho digno de um central.

3 pontos no jogo, mais do que Rodrigão e Lucas.   

Brasil e Cuba fizeram um jogo equilibrado e nosso ataque foi o fundamento que desequilibrou.

Cuba sacou melhor que o Brasil em especial com o jovem Leon.

Fomos iguais no bloqueio e no ataque fomos superiores, mesmo desperdiçando alguns contra-ataques.

Para Vissoto e Lucas, que também jogaram no Qatar, a readaptação foi mais fácil.

Bruno voltou em grande estilo.    

 

Por Bruno Voloch às 15h11

Jogador dominicano é pego pela polícia e expulso da Itália

A experiência do dominicano Elvis Contreras na Itália terminou da pior maneira possível.

 

O jogador do Vibo Valentia da séria A1, foi expulso da cidade e já está deixando o País.

 

O atacante Contreras conseguiu o visto de entrada na Itália usando os documentos de seu irmão mais novo. O caso foi descoberto pelas autoridades de imigração italianas.

Elvis Daverson Contreras De Los Santos, de 25 anos, usou os documentos do irmão Elvi Dalsires Contreras De Los Santos, 5 anos mais novo.

Logo após a descoberta, a polícia de Vibo Valentia expediu um comunicado de expulsão do jogador, concedido pelo prefeito da cidade.

 

O "verdadeiro" Elvis estava sendo investigado desde o ano passado. Essa era a terceira temporada dele na Itália.

 

Elvis teve rápida passagem pelo Brasil atuando pelo Sada/Betim em 2006. 

 

 

Por Bruno Voloch às 14h35

Fernanda Isís do Cativa/Oppnus sofre acidente e será operada

Uma má notícia para os amantes do vôlei.

A jovem Fernanda Ísis, meio de rede do Cativa/Oppnus de Santa Catarina, foi atropelada e sofreu uma séria lesão no pulso.

A jogadoras foi atropelada por um moto quando estava descendo do ônibus e fraturou o pulso.

Fernanda, que jogou nas extintas equipes da Brasil Telecom e do Rexona, será operada e só após a cirurgia os médicos poderão falar sobre o futuro da atleta.

Ela está com 25 anos e ajudou o Cativa a conquistar recentemente a liga nacional, segunda divisão, classificando o time para a superliga. 

Cativa vai participar da próxima superliga que tem início previsto para 3 de Dezembro.

 

Por Bruno Voloch às 14h16

Primeira rodada da copa dos campeões foi ótima para o Brasil

Essa copa dos campeões masculina promete. 

Que rodada de abertura equilibrada, disputada e supreendente.

3 jogos e todos terminaram no tie-break. Maravilha para quem gosta de vôlei e quem estava no ginásio.

Confesso que posso falar pouco da vitória do Irã sobre o Egito.

Vi o jogo do Japão inteiro através da internet. O Japão deu trabalho e será um adversário complicado de ser batido.

Na liga mundial eles ganharam jogos importantes, incluindo Cuba que está na copa dos campeões.

A Polônia perdeu na bola mas também no condicionamento físico.

Essa vitória japonesa vai dar aos donos da casa ainda mais motivação. Se o Japão tiver principalmente regularidade, pode e tem direito de sonhar. 

Fato é que a primeira rodada foi ótima para o Brasil.

A seleção é favorita para ganhar a copa. Aliás, sempre foi e agora o favoritismo é ainda maior.

Primeiro porque derrotamos um adversário direto na luta pelo título, segundo porque a Polônia perdeu para o Japão e terceiro porque Cuba e Polônia jogam amanhã e o derrotado já fica fora da luta pelo título.

Respeito Egito e Irã, mas não me parecem com possibildades de conquista.

Podem roubar um set ou outro de Brasil, Cuba e Polônia. E só.   

Portando o saldo foi muito positivo para a seleção já na primeira rodada.

         

Por Bruno Voloch às 13h34

Com ginásio lotado, Japão reage e de virada derrota a Polônia

O Japão protagonizou a primeira surpresa da copa dos campeões ao ganhar de virada da Polônia por 3 sets a 2.

A Polônia, atual campeã européia, ganhou o primeiro set por 25 a 22.

Os japonenses empurrados pela torcida empataram o jogo até com tranquilidade fazendo 25/15.

A Polônia voltou a comandar o placar ao fechar o terceiro set em 25/21. O Japão devolveu a parcial no quarto set levando o jogo para o tie-break.

Num set perfeito e com destaques para Shimizu e Fukuzawa, o Japão marcou 15/10 e fechou a partida em 3 a 2.

Shimizu fez 24 pontos, com incríveis 5 pontos de saque nos momentos decisivos do jogo.

Fukuzawa anotou 23 pontos, curiosamente todos de ataque.

Kurek foi o maior pontuador da Polônia com 23 também.

O bloqueio, normalmente ponto forte da Polônia, foi uma das armas do Japão que marcou 14 pontos nesse fundamento contra 11 da Polônia.

Nesta quinta o Japão enfrenta o Egito e a Polônia faz um jogo decisivo contra Cuba. Brasil e Irã completam a rodada.       

Por Bruno Voloch às 13h15

17/11/2009

Sada/Cruzeiro e Montes Claros confirmam troca-troca de técnicos

Essa é inédita. Pelo menos num período tão curto.

Depois de anunciar a demissão de Talmo Oliveira após a perda do campeonato mineiro para Montes Claros, o Sada/Cruzeiro confirmou a contratação justamente do técnico Marcelo Mendez que dirigia Montes Claros.

Montes Claros não satisfeito foi atrás e acertou com Talmo Oliveira que comandou o Sada/Cruzeiro.

Argentino de Buenos Aires, Marcelo Rodolfo Mendez está com 44 anos e tem passagem pela seleção espanhola masculina onde foi finalista do pré-olímpico na Turquia e ficou em quinto lugar na Copa do Mundo no Japão.

Marcelo também já esteve na vôlei da Itália e passou pelo River Plate.

O ex-levantador Talmo, campeão olímpico em 1992, ficou quase 3 anos como treinador do Sada/Cruzeiro.

Conquistou o título mineiro de 2008 e foi terceiro colocado na Superliga 2008/2009. 
  

Por Bruno Voloch às 08h07

16/11/2009

O sobe e desce das jogadoras em 2009

A seleção desembarca amanhã em São Paulo e traz na bagagem a medalha de prata conquistada na copa dos campeões.

2009 foi um ano de intensas observações e testes para Zé Roberto e sua comissão técnica.

Algumas conclusões conseguimos chegar nessas horas de vôo, viagens, treinamentos e competições.

A vaga de levantadora está em aberto.

Ana Tiemi terminou o ano como titular e é dessa forma que Zé Roberto pretende trabalhar em 2010. Dani e Fabíola serão observadas na Superliga, Carol pode correr por fora e Fernandinha tem poucas chances.

O fato de estar na reserva de Carol em Osasco atrapalha e muito Ana Tiemi, deixa Zé descontente mas não vai influenciar na decisão do treinador em apostar na japonesa como titular em 2010.

Mas lembro que uma vez o treinador disse que só convocaria quem fosse titular nos seus respectivos clubes.

E agora José ?

O certo é que Sheilla segue intocável como oposta.

Fabiana fez muita falta na copa dos campeões e tem vaga cativa como titular da seleção. O mesmo se pode dizer de Thaísa que precisa logo recuperar a forma física.

Carol teve altos e baixos, é convocável, mas longe de estar garantida.

Adenízia passou no teste no primeiro ano de seleção adulta e leva vantagem sobre Carol no caso de 3 meios.

Natália do São Caetano é promissora, precisa ser avaliada e a comissão não teve tempo para avaliar.

Paula Pequeno se esforçou, tem a confiança do treinador mas será observada no campeonato russo. Zé se preocupa com a distância, o condicionamento físico da atleta e o joelho operado.

Mari é outra garantida. Sassá luta contra a sombra das mais jovens. Mas o saque e o passe deixam a ponta do Osasco ainda bem na fita.

Natália aprovou inteiramente. É uma espécie de sétima jogadora, se não for titular. É só manter a regularidade que estará permanentemente na lista. 

Uma segunda oposta estaria ainda em observação. Regiane dificilmente volta para o grupo e Joycinha rendeu abaixo do esperado.

Jaqueline será também observada. Tem um passado forte, é campeã olímpica e boa passadora.

Ivna do Minas  é um nome cotado para pelo menos treinar com o grupo.       

Fabi e Camila serão as duas líberos. Camila jogou pouco mas aprovou e Fabi segue como “intocável”.

No sobe e desce da seleção, Sheilla, Mari, Thaísa, Fabiana e Fabi seguem no andar de cima. Ana Tiemi e Natália subiram muitos degraus. Adenízia e Camila Brait subiram também, mas não no mesmo ritmo de Ana e Natália.

Sassá, Paula, Carol e Fabíola digamos que pararam no mesmo andar. Paula não corre risco de descer.

Joyce e Dani Lins desceram no fim do ano e Regiane despencou.                

      

  

Por Bruno Voloch às 09h07

No vestibular das levantadoras, Ana Tiemi parece ter sido aprovada

Termina mais uma competição, termina 2009 para a seleção e não termina o problema de Zé Roberto com as levantadoras.

Diria que está só começando, porque ainda temos 3 anos de trabalho pela frente até os jogos de Londres em 2012.

Aliás, temos uma parada no Japão em 2010 para o mundial.

Então temos pressa, pois se 2009 foi laboratório, 2010 não será possível fazer tantos testes.

No primeiro semestre sim, mas depois a coisa é séria.

Mas a comissão técnica está buscando uma substituta para Fofão e os componentes quebrando a cabeça.

Será que eles acharam que depois das conquistas do sul-americano, copa pan-americana e final four tinham resolvido a questão ?

Pode ser, não duvido, até porque Dani Lins se saiu muito bem no Grand Prix.

Mas é preciso de tempo para lapidar uma levantadora. Fofão ficou anos na reserva e aprendeu do lado de fora. Mas era muito mais talentosa que as duas em questão. Era não, é ainda.

Mas Fofão, diz ela, não volta mais.

Não é justo jogar nas costas de Dani Lins a derrota para a Itália. Ela foi mal no jogo e na copa, mas não se pode apagar o que Dani realizou até hoje.

Confesso que existem jogos e jogos e que Dani aparece em alguns e some em outros.

Mas isso faz parte também, acreditem.

Dani soube reconhecer no fim da copa que está perdendo espaço para Ana Tiemi, após suas declarações depois dos jogos contra Itália e Tailândia.

Pode até ser um sinal positivo de recomeçar e correr atrás novamente, minha cara Dani Lins.

Saiba ouvir as críticas sempre como construtivas, esse é o primeiro passo.                   

Você saberia dizer quem é hoje a titular da seleção ?

Ana Tiemi ou Dani Lins ?

Bem, da maneira como terminou o campeonato para o Brasil, acho que a japonesinha está na frente.

Mas Ana também não está pronta, longe disso. Mas soube aproveitar as oportunidades que teve na copa dos campeões.

Jogou como gente grande e acabou botando Dani no banco.

Zé Roberto é inteligente, tem malícia e não vai queimar ninguém.

Mas quem viu a Copa dos Campeões, sabe que Ana Tiemi ganhou pontos com o treinador.

Foi nítido o descontentamento de Zé Roberto com Dani Lins no jogo contra a Itália.   

Quando Fofão se despediu da seleção, Zé Roberto sabia que iria encontrar esse problema de difícil solução.

Sabia que precisaria de tempo, paciência e resultados positivos ao mesmo tempo, pois a cobrança é inevitável.

3 levantadoras foram testadas após o Ouro olímpico.

Dani, Ana Tiemi e Fabiola. Fabiola que por sinal vem jogando uma bola redonda no clube.

A situação se caminhava para Dani Lins. Dizer que voltamos à estaca zero é pesado, mas existe um sentimento parecido no ar.

2009 acaba para a seleção feminina, com muitos títulos e vitórias, mas sem solucionarmos nosso maior problema. 

Por Bruno Voloch às 09h03

Dizem que os números não mentem jamais

Os números da seleção brasileira feminina de fato são impressionantes.

 

Mas é preciso ter cautela e frieza, deixar o lado torcedor de lado e analisar sem patriotismo os títulos.

 

Ganhamos a Montreux Volley Masters, na Suíça. Bom título e era apenas início de temporada.

 

Vejo a medalha de Ouro na copa pan-americana nos Estados Unidos como nossa obrigação diante dos adversários.

 

O Grand Prix, sim, grande campeonato conquistado. Fomos exigidos, enfrentamos seleções fortes na reta final, credenciadas e a virada marcante sobre a Rússia.

 

Temos que contabilizar os títulos do torneio classificatório para o mundial 2010, em Minas Gerais, o sul-americano, em Porto Alegre, e ainda o bicampeonato do torneio final four no Peru. Mas todos estavam dentro do script.

 

Zé Roberto e a comissão sabem disso e não estou querendo desmerecer ninguém. 

 

Verdade, fizemos mais do que nossa obrigação, vão dizer os mais críticos.

 

Prefiro então valorizar o Grand Prix, mesmo sem a Itália e alguns números.

45 jogos disputados e apenas duas derrotas. Isso mesmo, só duas derrotas.

A primeira para a República Dominicana ainda na fase inicial da copa pan-americana e a outra para a Itália na copa dos campeões.

Dessas 43 vitórias conquistadas, 28 foram por 3 sets a 0, 11 vitórias por 3 a 1, e quatro delas no tie-break.

Poderíamos ter ganho o décimo título consecutivo se a Itália não tivesse aparecido no nosso caminho.

Vejam que desde o dia 13 de julho de 2008 o Brasil vinha ocupando o lugar mais alto do pódio.

No ano passado, além da medalha de Ouro em Pequim, conquistamos um mês antes o heptacampeonato do Grand Prix e no fim do ano a primeira edição do Final Four que não conta muito.

Não me lembro de uma seqüência tão positiva de uma seleção feminina. 

2010 será o ano do mundial no Japão. Único título que falta para o vôlei feminino brasileiro.

Nunca se pronunciou tanto a palavra título no feminino. Ganhar é bom demais, mas as vezes uma simples derrota não nos deixa achar que somos insuperáveis.

 

Por Bruno Voloch às 08h54

15/11/2009

Patrocinador ajuda a ofuscar beleza brasileira no pódio

Claro que não se podia esperar sorrisos e pulos de alegria no pódio após a conquista da medalha de prata.

Mas vamos com calma, meninas. O segundo lugar na Copa dos Campeões não é o fim do mundo.

Achei algumas jogadoras do Brasil muito abaladas no pódio como se a gente tivesse feito uma campanha ruim ou coisa do gênero.

Nada disso, perdemos para uma grande seleção que simplesmente foi melhor que a gente na "final" de sábado.

Ninguém gosta de perder, o sentimento é ruim, mas não era para tanto.

Nessa hora tinha que aparecer Sheilla e me surpreender novamente.

Cada um reage de uma maneira, entendo, mas Sheilla mostra um amadurecimento impressionante.

Que menina suave, transparente, tranquila, e que encontra espaço para um sorriso até nessas horas, com direito a aplausos aos ganhadores e pausa para distribuir autógrafos.

Fabi tinha que estar orgulhosa do prêmio que ganhou, mas parecia estar recebendo uma carta de demissão.

Custou a sorrir. Só mesmo na fotinha oficial da FIVB.

As duas coreanas e a levantadora Takeshita estavam eufóricas.

Mas a CBV bem que poderia ter colaborado.

Que coisa horrorosa foi essa de exigir que as meninas entrassem para a premiação oficial de boné, como se um sol  escaldante brilhasse no ginásio.

Isso é o fim do mundo, um absurdo.

Uma "ação de marketing" desnecessária, desprovida e que deixou todas as jogadoras desconfortáveis.

Italianas e dominicanas estavam no pódio com o agasalho oficial que mostrava os nomes dos patrocinadores à vontade para quem desejasse ver.  

Zé Roberto deve cuidar da cabeça de algumas jogadoras que estavam muito pra baixo após a premiação e se tiver um tempinho sugerir uma estilista para a CBV. 

Por Bruno Voloch às 15h17

Fora a força da Itália, Copa dos Campeões apresentou poucas novidades

A Copa dos Campeões foi a última competição oficial do calendário da FIVB para o feminino.

Termina com a Itália campeã, o Brasil vice a República Dominicana em terceiro lugar.

Decepção foi a Tailândia.

Era de se esperar muito mais de uma seleção que chegou credenciada como campeã asiática e deixou de fora poderosa China.

Isso nos leva a concluir que o título asiático foi vencido mais pela fragilidade de Japão, Coréia e China do que pela competência da Tailândia.

Resumo. É uma seleção fraca e que não vai incomodar ninguém em 2010.

A Coréia jogou como nunca, perdeu como sempre e revelou a gigante Yang.

O Japão tem um bom time, lutador, que não desiste nunca da partida, mas que segue extremamente inconstante. Abre frente, mas nos momentos decisivos do jogo não consegue segurar a vantagem.

Yamaguchi e Araki levam o time nas costas. É sempre muito prazeroso ver a levantadora Takeshita em quadra. Com 1,59 de altura sobrevive no vôlei atual com muita habilidade e uma "mão" de dar inveja as mais altas. 

A República Dominicana segue imprevisível. Capaz de ganhar dos grandes e perder dos pequenos. Milagros Cabral e Priscila Rivera fizeram uma ótima Copa dos Campeões. Lisvel e Vargas são centrais pouco efetivas e que bloquearam abaixo da média. A levantadora Karla é previsível e pouco ousada. 

Mas no estilo cubano de jogo, supera até com certa facilidade os times asiáticos. Contra os europeus sofrerá para ganhar.

E a Itália ?

Quem diria, sem Aguero o time ficou melhor.

Está na cara que o ambiente entre as jogadoras é outro desde a saída da jogadora. Não existem brigas internas como antigamente quando atpe briga por número de camisa acontecia.

Não sei se concordo com Zé Roberto se a Itália é a melhor seleção da atualidade. Mas respeito demais a opinião dele, que durante muito tempo trabalhou no melhor campeonato do mundo.

Repito, melhor campeonato do mundo e isso faz uma enorme diferença.

Mas o time está jogando bem, longe de ser imbatível. Conquistou com méritos a Copa.

É uma seleção mais equilibrada e que não se apavora quando está atrás no placar. Diversas vezes a Itália viveu essa situação e conseguiu se superar 

A levantadora Lo Bianco esteve brilhante dentro de suas limitações. Joga simples, mas é precisa nos levantamentos. Leia-se precisa, ok ?

Gioli e Picci formam o ponto forte da seleção italiana. Nas dificuldades, elas viram. Ou melhor, se viram.

Del Core e Barazza regulares. Barazza foi melhor, Del Core viveu altos e baixos.

Ortolani teve um bom início de torneio mas caiu de produção.

Lucia Bosetti é uma oposta baixa, mas com braço rápido e veloz no ataque. 

A líbero Cardullo deu segurança no passe e defendeu muito, especialmente no último jogo, no último ponto do campeonato.

Aliás no último jogo, o treinador Barbolini foi inteligente. Não pensou duas vezes quando viu Ortolani fora de jogo. Bosetti entrou e acertou a equipe ainda no primeiro set.

No mais, todas estiverem bem. Mas o trio formado por Picci , Gioli e Del Core foi decisivo.

Juntas fizeram 56 pontos.

Diferente de 2008 quando decepcionou na Olimpíada de Pequim, a Itália termina 2009 muito forte e com moral.

Campeã européia e campeã da Copa dos Campeões.

 

     

Por Bruno Voloch às 14h07

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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