Blog do Bruno Voloch

27/11/2009

No Pinheiros, sucesso do time feminino faz aumentar pressão por resultados no masculino

Com justiça e méritos o Pinheiros é o primeiro finalista do campeonato paulista.

Como é bom a gente poder ver numa decisão, um time que investiu pouco, mas tem no conjunto o ponto forte.

Isso quebra de uma maneira geral a idéia de que somente com jogadoras de seleção se pode pensar em título. Aliás, o Pinheiros faz isso há anos no feminino e sempre com resultados positivos, especialmente no campeonato paulista.

Gosto da maneira como trabalha o treinador Paulo Cocco. É uma cara muito sério e que evoluiu demais nos útlimos anos. Paulinho mantém sua linha de trabalho independente das atletas que tenha no elenco.

Só o fato de estar na decisão merece reconhecimento, afinal Osasco e São Caetano investiram muito mais e teoricamente deveriam fazer a final.

Não me venham com a desculpa de que as jogadoras principais estavam na seleção, o que é verdade. Mas Osasco e São Caetano tinham que estar na decisão mesmo sem suas estrelas.

Onde fica a força do elenco nessas horas ?

O sucesso do time feminino do Pinheiros serve também de exemplo para os próprios dirigentes do clube que "venderam" o time masculino para a o patrocinador, no caso a SKY.

Nada contra essa tipo de parceria, apenas acho que os dirigentes do clube deveriam ter o direito de opinar, o que não acontece por força de contrato. 

Uma pena e os resultados seguem sendo mais positivos no feminino.

Giba, Marcelo, Gustavo e Rodrigão terão muito trabalho para tornar o time masculino competitivo, podem anotar. E eles também não são culpados, pois são jogadores experimentados e com qualidades técnicas invejáveis.

A cobrança a partir de agora será ainda maior em cima de Cebola e seus comandados.

Imaginem só se o feminino pudesse usar 20% da verba do masculino que o clube vendeu ?

Nossa, a história seria outra. Não me atrevo a dizer que o Pinheiros será favorito na superliga feminina, até porque nem no paulista o time é favorito.

Mas Fabíola, Lígia, Bárbara, Fernanda Garay, Ju Costa, Verê, Thais, Cibele e Roberta e principalmente Lia estão de parabéns.

Até onde pode ir o Pinheiros ?

Não saberia dizer, porque seja Osasco ou São Caetano o outro finalista, o Pinheiros não será favorito.

Mas é aí que mora o perigo para o adversário.       

Por Bruno Voloch às 13h37

26/11/2009

Bloqueio foi decisivo na vitória do São Caetano

O segundo jogo entre São Caetano e Osasco foi bem melhor.

É importante a gente ressaltar que ainda não dá para exigir que as meninas que estavam na seleção decidam a série. O entrosamento ainda está longe do ideal e nesse aspecto acho que São Caetano sofre mais.

Foi uma vitória com o dedo do treinador Mauro Graso. O time do Osasco estava na cabeça das jogadoras do São Caetano e as jogadas quase todas marcadas.

O passe foi um fundamento que esteve ruim dos dois lados. Mas achei São Caetano mais agressivo e disposto a apagar a péssima impressão deixada nos 3 a 0 do primeiro jogo.

Fofão atuou com segurança, Mari não rendeu o esperado e Sheilla, sempre ela, foi fundamental nos momentos de dificuldade.

Mas essa menina Juciely entrou com tudo. Bloqueou demais, sempre muito atenta e com o tempo de bloqueio formidável. Dayse que entrou no,ougar de Mari apareceu muito bem também.

A líbero Suellen definitivamente não me agrada.

São Caetano ganhou no bloqueio.

Osasco teve altos e baixos. Esteve inconstante a maior parte do tempo e Jaqueline a mais regular.

Sem passe, Carol não conseguiu dar ritmo ao jogo e as meios do time muito abaixo do que podem render.

Natália e Sassá estavav numa noite ruim. Acontece.

A série está completamente aberta e sem favorito. Jogar em São Caetano poderia ser um bom sinal para o time da casa, mas o fator quadra não está sendo decisivo como mostram os números.

         

Por Bruno Voloch às 13h55

Em alta, Itália ganha o direito de sediar mundial feminino adulto em 2014

A Itália anda mesmo em alta e com ótimo prestígio na FIVB.

 

Durante o sorteio dos grupos para o mundial do ano que vem no Japão realizado em Tóquio, Federação Internacional de Vôlei anunciou que a Itália será sede do campeonato mundial feminino adulto em 2014.

 

Em 2010 a Itália vai receber o campeonato mundial masculino.

 

Em 2011 serão os mundiais masculino e feminino de vôlei de praia. Também em 2001, os italianos receberão em parceria com a Sérvia o campeonato europeu feminino.

 

A seleção feminina da Itália conquistou recentemente a copa dos campoeões no Japão.  

 

Por Bruno Voloch às 13h32

25/11/2009

Paula Pequeno faz 11 pontos na estreia pelo Odintsovo

Paula Pequeno estreou com o pé direito no seu novo time, o Zarechie Odintsovo da Rússia.

O time derrotou o Dínamo Yantar por 3 sets 0 com parciais de 25/16, 25/19 e 25/15. 

Apesar de ter chegado na semana passada e ter treinando pouco tempo, Paula foi titular e marcou 11 pontos, todos de ataque.

A companheira de Paula, Walewska, fez 9 pontos, 3 de bloqueio e 6 ataques.

O próximo compromisso do Odintsovo será pela Copa da Rússia, no dia 27, contra o Ufimochka.

Por Bruno Voloch às 09h08

24/11/2009

Após mais um título, vôlei brasileiro enfrenta crise e revolta de clubes

A semana era ideal para comemorações, afinal a seleção masculina ganhou pela terceira vez seguida a copa dos campeões.

 

Mas nem tudo é festa. Aliás, longe disso. Quando chegar do Japão, o Presidente Ary Graça terá que enfrentar a revolta de algumas equipes.

 

A Superliga, maior campeonato do País, está em crise mesmo antes de começar.  

 

Algumas equipes podem desistir de jogar a competição, tudo porque o contrato com a CVC Turismo, que subsidiava passagens e hospedagens, não foi renovado.

 

A entidade por sua vez, afirmou que não vai arcar com esses custos.

 

Os clubes foram avisados via e mail  pela entidade o que causou indignação.

 

O clima é ruim e a revolta é grande, especialmente nas equipes de menor investimento.   

Em Minas, o Mackenzie através do Presidente Durval Guimarães confirmou que o clube não poderá bancar mais essa despesa, fora os salários, e que a CBV precisa dar uma solução para o caso. 

 

O acerto, segundo ele, é que a CBV pagaria hospedagem e passagens aéreas para todas as equipes.

 

Aliás, em Abril desse ano o Presidente da CBV disse que a entidade havia renovado o contrato com a CVC por mais uma temporada .

 

Na época ele declarou: “A empresa arcará com todo o custo de passagens terrestres, aéreas e hospedagens, desonerando os clubes”.

 

A CBV tem contrato com a TV Globo até 2016 e segundo Guimarães, poderia usar essa verba para pagar essas despesas extras.

 

O até então aliado de Ary Graça, Sérgio Bruno Zech Coelho, Presidente do Minas declarou que a situação é revoltante.

 

Sérgio disse que tentou falar com Ary mas não conseguiu e não há como cumprir de ônibus viagens ao Mato Grosso, Pernambuco e Goiás.

 

O aumento do custo da competição para os clubes, em caso de não haver subsídio, é enorme e todos já estavam com orçamento fechado.

Uma fonte de dentro da CBV disse ao blog, que a confederação está fazendo contatos com empresas aéreas para tentar solucionar o problema das viagens. Depois disso eles tentarão fechar com redes hoteleiras.

 

Existe ainda a possibilidade da CBV ajudar somente os “times pequenos” o que certamente aumentaria a crise porque nem mesmo os “grandes” deixaram verba destinada as viagens.    

   

O Sport de Recife já anunciou que sem custeio de passagem e hospedagem, ficará de fora da Superliga.

 

O Brasil Vôlei de São Paulo que recentemente perdeu Dante para a Rússia, vai precisar rever os custos, até porque antes era patrocinado por um banco.

 

Macaé, Álvares Cabral-ES, Upis-DF, Funvic-MT e a Cyclus-SC ainda não sabem o que fazer para jogar a superliga.

 

O Presidente do Clube Álvares Cabral de Vitória-ES, Afonso Deorce, em nota oficial para a imprensa, disse que o clube vai esperar um pronunciamento oficial da CBV sobre o assunto.

 

Segundo o dirigente, muitas equipes contavam em seu planejamento com o custeio das passagens e hospedagem pela CVC.

 

Hoje, Afonso avisa que o clube não tem como bancar esses custos, uma vez que a confirmação na competição foi feita quando ainda existia a parceria com a empresa.

 

Como se não bastasse, a fórmula de disputa não agradou a maioria dos clubes.

 

A decisão em uma única partida foi a principal reclamação, mas essa é uma exigência da TV Globo que somente dessa forma garante a transmissão das finais.

 

O Rio de Janeiro não será mais a sede das finas e sim São Paulo.     

 

No início do mês, a CBV chegou a anunciar a maior edição de todos os tempos, com 30 equipes: 17 masculinas e 13 femininas.

 

 

Por Bruno Voloch às 09h14

Luizomar mesmo "pressionado" mantém Carol de titular

A curiosidade era grande, muito embora sabia desde o início que Luizomar não mudaria a base da equipe.

Como Ana Tiemi terminou o ano como titular da seleção, poderia se esperar que o mesmo fosse acontecer no clube.

Ou seja, ela chegar da seleção e assumir a condição de titular no lugar de Carol. Nada disso aconteceu.

Carol foi mantida e acho que Luizomar fez certo. Seria uma tremenda injustiça e um desprestígio terrível tirar Carol do time em função do que Ana fez na seleção. Fez e bem, deixando Dani Lins no banco no fim da temporada.

Mas Carol jogou todo o campeonato paulista e lembro que trata-se de uma campeã olímpica.

Pode até ser que Ana corra atrás e ganhe na bola a posição, mas Luizomar foi ético ao extremo mantendo Carol.

Confesso que durante a temporada a situação será pior e Luizomar será pressionado para escalar Ana de início, mas por enquanto, aparentemente está tudo sob controle.

Pior ou melhor ?

Quem não quer ter duas levantadoras do mesmo nível no time ?

A semifinal foi decepcionante. Esperava um jogo brigado, equilibrado e de bom nível técnico. Vi somente Osasco jogar e passear em quadra.

O que será que aconteceu com São Caetano ?

O time tem muito mais bola do que apresentou e não rendeu nada. As dificuldades de entrosamente são as mesmas nas duas equipes, mas Osasco foi muito superior em todos os sentidos.

O problema é que o segundo jogo já acontecerá amanhã em Osasco e o tempo de recuperação é pequeno.

A tal "pressão" está toda em cima de São Caetano. Com a qualidade das jogadoras é dificil imaginar que jogue tão mal novamente.

Não posso e não vou esquecer.

Para um time jogar tão mal o outro jogou bem e foi superior. Então, méritos do time de Osasco que taticamente fez um ótimo jogo.

     

     

Por Bruno Voloch às 08h35

Adriana Samuel comemora 5 anos de projeto social

Medalhista de prata em 1996 e bronze em 2000, Adriana Samuel anda radiante.

Ela está comemorando cinco anos de sucesso da sua escolinha de vôlei de praia para crianças carentes, em Copacabana.

Cerca de 150 crianças, de 8 a 14 anos, das escolas municipais Cócio Barcelos, Cícero Pena, Roma, Pendeo, Dom Aquino Correa e Castelnuovo  têm a oportunidade de aprender o esporte.

A festa contou com a presença da velocista Bárbara Leôncio que foi campeã dos 200 metros rasos com apenas 15 anos. De origem humilde, Barbara mostrou para as crianças atendidas pelo projeto que é possível acreditar no seu sonho.

Bárbara é esperança do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e representou os atletas brasileiros em Copenhague na escolha da sede, em Outubro.

Outros medalhistas também estiveram na festa como Ricardo, Emanuel, Tande, Adriana Behar e Shelda.

Certa de quem ainda terá muito trabalho pela frente, Adriana disse ao blog: “ Estou muito feliz em poder estar comemorando cinco anos do projeto. As vezes fico pensando como conseguimos chegar até aqui. Tudo começou lá trás, de um sonho e hoje olho para essas crianças e me encho de orgulho. Certamente estamos na nossa melhor fase, temos uma escolinha madura e consistente e viramos referência para todas as comunidades abrangidas."

Por Bruno Voloch às 08h03

23/11/2009

Diferente do habitual, Brasil ganhou o título no primeiro jogo

O Brasil entrou como favorito e fez sua parte na Copa dos Campeões.

Não importa a posição no ranking, desfalques e problemas extra quadra. A seleção joga sempre com o peso de ter que vencer e se acostumou com essa cobrança.

Muitos julgam até fundamental para o sucesso dessa e de gerações passadas. 

Foi um torneio de um jogo só como o feminino. As meninas só tinham que brigar com a Itália e os homens derrotar Cuba.

O Brasil alternou boas partidas com jogos apenas razoáveis cheio de erros.

Mas essa competição é propícia para o relaxamento e a acomodação.

O Brasil tem um time rodado, apesar de muita gente insistir que é um time em renovação.

Nesse caso, Giba, Serginho, Murilo, Rodrigão e companhia apenas administraram os momentos e jogos desfavoráveis.

A decisão foi contra Cuba no primeiro jogo e esse foi nosso maior mérito.

Jogar a decisão logo de cara não é fácil e a pressão enorme.

Jogamos, ganhamos e depois foi preciso apenas não se descuidar nos jogos seguintes.     

Muita gente defende a tese de que o Brasil não é mais aquela seleção que dava show e espetáculos nas vitórias.

Como bem disse Giba, hoje o ideal é jogar para o gasto. E faz todo sentido mesmo.

Tirando o jogo contra Cuba, o Brasil não foi ameaçado em mais nenhuma partida.

Individualmente falando a copa foi importante para trazer a confiança de volta ao levantador Bruno, arrasado depois do papelão da Cimed no mundial de clubes.

Bruno não foi brilhante, mas foi eficaz e seguro como de hábito. Ganhou o prêmio de melhor levantador, mas ele sabe no íntimo que não teve adversários.

Achei justo o prêmio e Bruno precisava também desse incentivo na carreira.

Leandro Vissoto jogou bem quase todos os jogos, tirando a partida contra o Egito. Joga com uma motivação impressionante e está evoluindo a cada torneio. Fisicamente está voando e não foge da responsabilidade.

Giba fez o básico, mas sua presença é importante para o grupo e impõe respeito ao adversário. Giba não me parece 100% fisicamente, mas disposto a continuar com o grupo. Fez defesas importantes durante a copa.

Murilo mais uma vez se destacou no bloqueio e no passe. Quando está atrás o Brasil roda com tranquilidade. Na frente, Murilo se vira bem. 

A competição mostrou Lucas sacando pesado e virando uma das armas do Brasil. Nesse fundamento, Lucas esteve pefeito.

Rodrigão pode crescer. Dos titulares foi o mais apagado no geral. Vi todos os jogos do Brasil e ainda acho que Rodrigão está longe de ser o cara de 2008. Contra o Japão fez seu melhor jogo.

Serginho é insuperável. Afirmo sem sustos que nenhuma seleção do mundo tem um jogador semelhante a ele, nem perto.

Com ele o Brasil joga com mais alegria, segurança e tem um volume de jogo muito grande.

No mais gostaria muito, mas não me sinto à vontade e não acho justo falar de Sidão, Théo, Thiago Alves e João Paulo.

Jogaram pouco e achei que seriam mais aproveitados. Marlon, já foi testado anteriormente e não precisa provar mais nada. 

A final de um torneio normalmente acontece na última rodada ou nas últimas.

Para esse grupo a maior novidade foi ter feito a final logo na estreia.    

Foi nosso maior mérito e passamos em mais este teste contra Cuba.

A copa valeu por esse jogo.

    

Por Bruno Voloch às 14h20

Cuba é uma realidade e Japão mostra evolução na Copa dos Campeões

O Japão foi a grande surpresa da copa dos campeões.

A seleção de Cuba mostrou que vai realmente incomodar nos próximos anos. Tem um time muito forte fisicamente e grande.

O líbero é fraco e o sistema defensivo ainda é deficiente. O bloqueio é pesado e o ataque, quando o passe sai na mão do levantador, é difícil de ser marcado.

Quando o saque entra, pode ganhar de qualquer um.

Roberlandy Símon ganhou com justiça o prêmio de melhor jogador, sacador e bloqueador da copa.

Mas Cuba não é só Símon.

Leal Hidalgo e Sánchez fizeram uma ótima copa e são jogadores de ótimo nível.

Isso sem falar no jovem Wilfredo Leon. O levantador Hierrezuelo é apenas razoável, longe de ser encantador.

O treinador Orlando Samuels conhece Cuba como poucos, sabe trabalhar uma equipe e não tenho dúvida em afirmar que Cuba pode ser medalista no mundial da Itália em 2010.

Falo do Japão com alegria, porque quem acompanha vôlei sabe que o time japonês fez parte da história desse esporte.

E quer voltar a fazer história. Está longe disso, se levarmos em conta que existem outras seleções no mundial que ainda são mais fortes que o Japão em termos técnicos. Mas o primeiro passo foi dado.

Pelo que conheço do pensamento japonês, esse bronze tem sabor de Ouro. O bronze era para ser da Polônia, teoricamente.

O Japão segue defendendo muito, melhorou no ataque e tem dois jogadores brilhantes :

Fukuzawa e Shimizu do Panasonic Panthers.

Eles não são muito altos, mas pegam a bola numa altura interesante e se viram literalmente no ataque.     

O treinador tem dois levantadores de bom nível e que se alternam o tempo inteiro. Usami e Abe.

Para o futuro seria interessante definir um deles para ser o titular. O bloqueio é fraco e dá prejuízo.

A Polônia foi horrível. Nem parece ser a atual campeã da europa. Os jogadores pareciam desinteressados no torneio e o time foi presa fácil para Brasil e Cuba. A derrota para o Japão no primeiro jogo desmotivou o time polonês.

Kurek jogou abaixo do que podia e livro um pouco a cara do ponta Jarosz. O levantador Lomacz não é ousado e erra demais.

Fico imaginando como deve estar o nível de Rússia, Itália e Sérvia para a Polônia ter ganho o europeu.

O Irã é uma seleção alta e de bom bloqueio. O camisa 7 Zarini tem alguma técnica e facilidade em atacar em algumas posições.

Devo também elogiar o Mohammad Kazem que se vira razoavelmente no ataque. Mousavi e Nadi chegam junto no bloqueio, mas precisam de mais agilidade.   

O Irã foi até onde poderia e se esperava.

Já a seleção do Egito ganhou mais experiência com o torneio. E só. Aliás, foi para isso que o Egito disputou a copa dos campeões. 

 

       

Por Bruno Voloch às 13h37

Cuba faz seu papel, derrota o Irã e veste a camisa do Japão

Cuba confirmou o favoritismo e venceu o quarto jogo na copa dos campeões.

A vitória contra o Irã garantiu aos cubanos a medalha de prata. Cuba agora fica na torcida por um derrota do Brasil para o Japão.

Nesse caso, dependendo dos números, Cuba poderia até ganhar o título.

Cuba abriu com tranquilidade 1 a 0 fazendo 25/14. O Irã lutou, jogou melhor o segundo set, mas Cuba fez 25/22.

Relexados, os cubanos perderam o terceiro set por 25/15 e depois do susto devolveram a parcial no quarto set dando números finais no jogo.

Cuba fez 14 pontos de bloqueio na partida e o maior pontuador foi Hidalgo Leal com 18 acertos.

A seleção cubana encerra sua participação com apenas uma derrota, justamente para o Brasil no primeiro jogo.

Por Bruno Voloch às 08h59

Polônia supera Egito e termina em quarto lugar

A Polônia, decepção da competição, se despediu com vitória na copa dos campeões.

A seleção derrotou o Egito por 3 sets a 0 e garantiu o quarto lugar no torneio.

As parciais foram de 25/19, 25/18 e 25/19. O jogo durou apenas uma hora.

Bartosz Kurek finalmente teve uma atuação convincente e marcou 14 pontos sendo o destaque polonês.

Foi a segunda vitória da Polônia na copa. A outra foi em cima do Irã por 3 a 1.  

O Egito acabou em último lugar sem vencer nenhum jogo mas mostrando alguma evolução. A seleção chegou tirou um set do Japão e dois de Cuba.

 

Por Bruno Voloch às 08h52

22/11/2009

Estrela alemã Angelina Grün troca quadra pela praia

Boa notícia para os amantes do vôlei.

A ótima jogadora Angelina Grün não vai abandonar o esporte.

Grün pediu para não ser mais convocada para a seleção e ficou de fora durante todo o ano de 2009.

A atleta chegou a rescindir o contrato com o Vakifbank Istambul da Turquia, mas agora mudou de idéia.

Vai apostar no vôlei de praia.

Grün vai jogar o circuito mundial de 2010 ao lado de Rieke Brink.

Essa será a primeira experiência de Grün na praia.

Ela foi capitã da seleção durante muitos anos e completa 30 anos no próximo dia 2 de dezembro.      

Por Bruno Voloch às 11h47

Fernanda Isis não joga mais em 2009

Acabou a temporada 2009 para a jogadora Fernanda Isis do Cativa/Opnnus.

A jogadora que foi atropelada na última quinta-feira em Chapecó, Santa Catarina, será operada no próximo dia 24 em Joinville.

Fernanda sofreu uma forte luxação na mão direita e ficará pelo menos 1 mês engessada. 

Somente depois de retirar o gesso é que o médico Marco Antônio Schueda poderá dizer quando Fernanda estará liberada para os treinamentos com bola.

Fernanda precisa esperar a cirurgia para saber exatamente a gravidade da lesão. Ela ainda corre risco de não jogar a Superliga.

 

 

Por Bruno Voloch às 11h34

Hoje foi dia da seleção brasileira jogar mal

O importante é ganhar, sempre.

É dessa forma que o time brasileiro pensa, joga e se mantém invicto na copa dos campeões.

Não está escrito no regulamento que é preciso dar espetáculo para conseguir as vitórias e o título.

O Brasil está jogando conforme as necessidades e o adversário.

Entendo e não tiro a razão do sempre consciente Serginho, que não esconde sua insatisfação pela maneira como a seleção está atuando. 

Contra o Egito como bem disse Giba, " jogamos para o gasto ".

E foi mesmo assim. Jogo ruim, de baixo nível técnico que não foi capaz de inspirar nem os mais jovens como Leandro Vissoto, por exemplo.

Leandro foi "contagiado" pela apatia geral e saiu para Theo "brincar" um pouco.

Giba por sinal fez sua melhor partida no torneio. 

A questão tão falada da falta de concentração contra os "pequenos" é um argumento plausível. Prefiro esse do que o do cansaço ou falta de tempo de treinamento.

Fato é que a seleção está muito próxima de conquistar o tri da copa dos campeões.

O jogo contra o Japão é perigoso. Mas no ritmo que anda a nossa seleção, joga mal um dia e bem o outro, contra o Japão é dia de jogar bem novamente.  

    

Por Bruno Voloch às 11h21

No bloqueio, Cuba arrasa o Japão e agora torce pelos japoneses contra o Brasil

Cuba fez seu papel. Do Japão se esperava mais resistência.

8 mil torcedores lotaram o ginásio de Nagoya e esperavam ver mais uma vitória do Japão na copa dos campeões.

Se vencesse a partida o Japão jogaria por uma vitória simples contra o Brasil para ficar com o título, fora isso teria garantido a medalha de prata.

Mas Cuba confirmou o favoritismo e ganhou com autoridade por 3 sets a 0 com parciais de 25/19, 25/20 e 25/22.

O capitão Símon foi novamente o destaque cubano com 16 pontos. 7 pontos de ataque, 5 de bloqueio e 4 aces.

Sanchez fez 10 e o jovem Leon marcou 8.

Shimizu até então nome do Japão foi muito bem marcado e só fez 6 pontos. Fukuzawa anotiou 13 pontos.

O bloqueio foi o grande diferencial do jogo. Cuba marcou 12 pontos contra 1 de Usami do Japão. 

Cuba agora precisa fazer 3 a 0 no Irã e torcer para o Japão derrotar o Brasil.

Se isso acontecer o título poderá ser decidido no "ponto average" , a divisão entre os pontos marcados e os perdidos.

Até a penúltima rodada o Brasil tem 1192 pontos average, contra 1116 de Cuba e 1030 do Japão.

A derrota tirou o Japão da luta pelo primeiro lugar.

Com o bronze garantido, o Japão torce por um tropeço de Cuba contra o Irã para ganhar a medalha de prata.

 

Por Bruno Voloch às 09h35

Polônia derrota Irã e consegue a primeira vitória no Japão

A Polônia, grande decepção da copa dos campeões, finalmente desencantou em Nagoya no Japão.

A seleção derrotou o Irã por 3 sets a 1 e deixou a última colocação do torneio.

As parciais foram de 25/23, 18/25, 28/26 e 25/23 em quase duas horas de jogo.

O resultado deixa a Polônia apenas na quinta colocação e o Irã ainda em quarto lugar.

Jakub Jarosz foi o maior pontuador da partida com 27 acertos. Kurek, dessa vez titular, marcou 19 pontos em ataque.

Curiosamente a seleção do Irã bloqueou mais que a Polônia. Foram 15 pontos nesse fundamento contra 11.

Destaque para Mousavi Eraghi que fez 6. Nas estatísticas ele aparece como segundo melhor bloqueador da copa dos campeões.

A Polônia encerra a participação nesta segunda contra o Egito. O Irã pega Cuba que ainda sonha com o título.  

    

Por Bruno Voloch às 09h08

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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