Blog do Bruno Voloch

11/12/2009

São Caetano passa sufoco mas vence e superliga começa com resultados previsíveis

Os favoritos começaram bem a temporada 2009/2010 da superliga feminina.

Logo na primera rodada deu para sentir que os favoritos deverão ter pouco trabalho com as equipes de menor investimento. A diferença técnica entre os times é muito grande e a maioria fez 3 a 0 sem problemas.

Jogando no ginásio do Tijuca, o Rio de Janeiro em ritmo de treino não encontrou resistência e passou com tranquilidade pelo Mackenzie por 3 a 0.

Os paulistas Osasco e Pinheiros também ganharam com muita facilidade. Os dois jogaram fora de casa e mesmo assim não foram exigidos.

Na cidade de São José em Santa Catarina o time de Osasco aplicou 3 a 0 no São José. O treinador Luizomar de Moura poupou algumas titulares como Carol, Adenízia e Jaqueline. Natália fez 19 pontos e foi o destaque de Osasco

Em Brusque, o Pinheiros bateu o Cativa pelo mesmo placar, 3 a 0. Paulo Cocco usou o time base que conquistou o paulista e Fernanda Garay com 14 pontos foi a maior pontuadora do jogo.

O time de Macaé não resistiu e mesmo auando em casa levou de 3 a 0 do Minas. Destaque para a norte-americana Nancy Metcalf que marcou 13 pontos.

Quem passou sufoco foi o time de São Caetano. Em Araçatuba, o time abriu 2 a 0 contra o Vôlei Futuro, mas relaxou e permitiu o empate do jovem time dirigido pelo experiente William Carvalho. Depois de mais de duas horas de partida e com 15/8 no quinto set, São Caetano fechou em 3 sets a 2 a partida.

Sheilla, Juciely e Mari juntas marcaram juntas 46 pontos no jogo e Clarisse de Araçatuba anotou 19 pontos despertando atenção.

No outro jogo da rodada, o Praia Clube derrotou São Bernardo por 3 a 1 em Uberlândia.

 

 

Por Bruno Voloch às 08h54

Trentino de Leandro Vissoto segue 100% na Copa dos Campeões

Diferente do feminino, o Brasil segue bem representado no masculino na Copa dos Campeões.

Atuando em casa com o apoio dos fanáticos torcedores, o Trentino de Leandro Vissoto venceu o Ceske Budejovice, da República Tcheca, por 3 sets a 0. As parciais foram de 25/14, 25/19 e 25/20.

O Trentino, atual campeão mundial e eurpoeu, alcançou a segunda vitória consecutiva.

O destaque do Trentino foi o búlgaro Matey Kaziyski que fechou o jogo com 18 pontos. Leandro marcou 9. 

Por Bruno Voloch às 08h15

Paula Pequeno perde mais uma partida com a camisa do Odintsovo

O início de temporada na Rússia não está sendo dos melhores para Paula Pequeno.

O Zarechie Odintsovo perdeu mais uma partida pela Copa dos Campeões da Europa. Dessa vez a derrota foi para o frágil Muszynianka da Polônia por 3 a 0 com parciais de 25/20, 25/19 e 25/22.

Foi a segunda derrota seguida do Odinstovo que segue como lanterna do grupo D.

Paula jogou mal e conseguiu fazer apenas 4 pontos em 3 sets. Walewska também marcou 4 pontos.

Outro resultado ruim para o Brasil veio através do Pesaro da Itália. 

O time comandado por Ângelo Vercesi caiu diante do Istambul da Turquia no tie-break com 22/25, 22/25, 25/19, 25/17 e 15/13.

O Pesaro é o segundo colocado do grupo B, com uma vitória e uma derrota.

Por Bruno Voloch às 08h08

10/12/2009

Regulamento da superliga está ainda longe do ideal, afinal quem joga não opina

O regulamento foi alterado mas segue sendo longe do ideal.

13 times e pouca inspiracão dos dirigentes para tornar o campeonato mais atratativo.

Aquele regulamento absurdo e horroroso dos 4 turnos morreu e está enterrado. Já foi tarde e era claro que não daria certo, uma vez que o campeão de qualquer um dos turnos não tinha privilégio algum. Era apenas para favorecer a TV Globo que sugeriu transmitir as finais de turno mas não teve grade e nem interesse em botar no ar.

Então voltamos ao regulamento de classificar os 8 primeiros e turno e returno. Interessante, mas ultrapassado e usado ainda quando Nuzman era o Presidente. Mas os clubes pediram mais tempo para exibir a marca dos patrocinadores, portanto a alternativa foi esticar a primeira fase.

Classificar os 8 primeiros é uma forma também de incentivar os times pequenos, uma vez que Unilever, Osasco, São Caetano, Pinheiros e Minas ficarão com 5 das 8 vagas.

8 times então estarão brigando por 3 vagas num campeonato entre eles o que teoricamente os mantém vivos até o fim da fase classificação.

Mas imaginem só se os dirigentes tivesses um pouco mais de ousadia. Imaginem.

Turno e returno dá para engolir e ao invés de 8, somente os 4 primeiros se classificando para as finais. Essas equipes fariam então um quadrangular em turno e returno, sendo o campeão aquele que somasse o maior número de pontos.

Osasco, Unilever, São Caetano e Pinheiros jogando em sistema de ida e volta.

Posso garantir que iria atrair muito mais mídia e a televisão teria maior interesse em transmitir a fase final.

Mas o jogo de interesses e político é superior a isso tudo.   

Então, seremos obrigados a assitir a decisão da superliga em um jogo só, em SãoPaulo, o que desagrada a maioria dos treinadores.

Porém no vôlei atual quem faz parte ou dá o espetáculo não tem voz ativa. Leia-se atletas e técnicos.   

Por Bruno Voloch às 12h37

Apesar dos 13 times, superliga feminina repete o cenário da temporada passada

A superliga feminina começa hoje com um cenário semelhante da temporada passada.

Na verdade serão 13 times participando do campeonato. Repito, participando.

Os favoritos são Unilever e Osasco na ordem. O time carioca manteve a base campeã, segue com estrutura de primeira e o principal treinador. Fabiana é o destaque do time.

Osasco precisa superar o trauma da perda do título paulista para o Pinheiros e entra para a superliga pressionado para ser campeão. Embora não admitam abertamente ninguém aceita um novo insucesso numa eventual final contra o Unilever.

São Caetano confia no trio Mari-Sheilla- Fofão e agora sob comando de Mauro Grasso. O time é bom e pode surpreender, ainda mais se Mauro conseguir fazer Mari jogar como na seleção. Regla Bell é uma incógnita. Fofão pode desequilibar e acho São Caetano carente no meio de rede.

Pinheiros e Minas são forças intermediárias e devem brigar pelo quarto lugar. O Pinheiros chega bem credenciado especialmente após vencer o paulista. Mas a superliga é um torneio totalmente diferente, desgastante e os times precisam ter peças de reposição. Não me parece ser nem o caso do Pinheiros , muito menos do Minas. 

Fabiola será observada de perto pela comissão da seleção e Fernanda Garay e Lia precisam manter o nível das atuações no paulista. A central Bárbara me chamou a atencão nas finais do paulista também e me parece promissora.

No Minas o título é um sonho distante. Chegar entre os 4 primeiros ou na frete do Pinheiros seria o principal objetivo. O time é razoável e mesmo com a americana Metclaf e a dominicana Annerys não tem cacife para enfrentar os grandes. Fico feliz em poder ver Ivna de volta, essa sim, ponto de desequilíbrio e craque de bola.

Os demais times jogarão o torneio sem muitas pretensões e para ganhar experiência. Vale registrar o esforço da prefeitura de Macaé em voltar com o time.

Mas Macaé será mero coadjuvante ao lado de Cativa, Mackenzie, São José, Praia Clube, São Bernardo, Sport e Vôlei Futuro.

Em um dia inspirado jogando em casa podem roubar um set dos grandes, mas fora deverão ser facilmente batidos. 

Entendo as dificuldades de todos esses clubes, o esforço em jogar a superliga e não podemos simplesmente ignorar as partidas envolvendo essas equipes.

Muitas vezes os novos talentos, futuras promessas, aparecem exatamente de onde não se espera.   

 

Por Bruno Voloch às 12h02

09/12/2009

Porto Rico será sede da Copa Pan-Americana em 2010

A Copa Pan-Americana masculina de 2010 será disputada em Porto Rico.

A competição vai acontecer entre os dias 20 e 29 de maio e diferente dos anos anteriores, a quinta edição terá a participação de Brasil, Venezuela e Argentina.

Durante a reunião anual da Organzação Deportiva da Norceca, o presidente da Federação de Porto Rico, Nelson Pérez Cruz, confirmou que a copa será a partir de agora um qualificatório para a liga mundial. Com isso, a copa pan-americana passa a classificar uma equipe para a disputa da liga.

Como o Brasil já está na liga mundial de 2010, se conquistar a copa, a vaga ficará para a equipe vice-campeã.
 

Por Bruno Voloch às 16h16

08/12/2009

Técnico de Osasco faz alerta e avisa que "diferença de estar ou não na seleção é pequena"

A derrota mexeu com o treinador Luizomar de Moura de Osasco. Mas não há tempo de ficar pensando no resultado negativo e sim olhar para frente, pensando na superliga que começa essa semana para o time paulista.

Em conversa com o blog, o técnico do Osasco ainda abalado pela derrota na decisão fez questão de dizer que o Pinheiros mereceu o título:

"O time do Pinheiros foi mais regular e soube virar as bolas nos momentos decisivos. Nós tivemos a oportunidade de ganhar o terceiro e o quarto sets mas não fechamos. O Pinheiros ganhou com todos os méritos o campeonato."

Luizomar disse ainda que a vitória no primeiro jogo acabou "prejudicando" Osasco que achou que teria vida fácil nos jogos seguintes:

"Quando viramos o jogo em São Paulo para 3 a 2 a sensação que deu foi que poderíamos fazer isso novamente, quando a gente desejasse e no vôlei não é bem assim. O Pinheiros estava como mais vontade de vencer do que a gente".

Perguntado sobre a questão do favoritismo, ele não fugiu da responsabilidade:

"Claro que a gente era o favorito, mas o jogo se ganha em quadra. Temos várias atletas da seleção brasileira, mas o que as meninas precisam entender é que a diferença de estar ou não na seleção é pequena demais, bem diferente de alguns anos atrás. Hoje é tudo muito nivelado, todas estão mostrando que podem e têm potencial para estar no grupo e nome não ganha mais jogo. Quem não estiver bem no clube pode ficar fora da seleção".

Luizomar foi além quando fala do favoritismo de Osasco:

"Essa história tem os dois lados. Quando dirigia Macaé e Campos cansei de chegar nas semifinais e era muito mais fácil de jogar sem esse peso do favoritismo. Mas precisamos aprender a conviver com essa situação que é inevitável." 

Luizomar fez questão de elogiar a ponta Fernanda Garay do Pinheiros:

"Ela foi a melhor jogadora do campeonato. Desequilibrou em algunas situações e está muito mais amadurecida. Trabalhei com ela na seleção nas categorias de base e a Fernanda está jogando muito bem".

Perguntado sobre sua equipe Luizomar evitou falar de cada atleta individualmente:

"É um grupo e todas estão juntos. Disseram que a Carol fez cara feia ao sair, mentira. Ela ficou no banco incentivando as meninas e ela se dá super bem com a Aninha ( Ana Tiemi ). Deve ser duro para uma menina como a Natália terminar o jogo na reserva mas acontece que muita gente não sabe que essa menina mal teve tempo de descansar desde que chegou da seleção. O corpo não aguenta".

O blog perguntou se isso siginifca dizer que foi o diferencial e ele diz que sim:

"As meninas chegaram na terça do Japão e já no fim de semana tivemos uma semifinal duríssima contra o São Caetano. Uma semifinal de 3 jogos e o Pinheiros fazendo 2 a 0 e só esperando com o time completo. Treinamos pouco com todas as jogadoras e vôlei é conjunto, não tivemos esse conjunto. O que preciso e vou fazer é dar um trabalho especial para essas jogadoras que estavam na seleção pois meu grupo está "dividido" no que diz respeito a parte física".

Luizomar citou o caso de Adenízia:

"Ela sempre jogou dessa maneira, não é novidade. Ela tem um potencial fora do comum, "cubana" mesmo. Salta demais, bloqueia muito e tem uma velocidade incrível. Mas as vezes ela exagera na dose se querer definir logo tudo. É quando entra a experïência e a bagagem. Ela no quarto set deu uma cravada impressionante, sem defesa, mas para a fora. As vezes é jeito e não força".

Com a superliga começando ele admite que Osasco não é o favorito e sim um dos:

"5 times estão brigando para ser campeão. Nós, Rio, Pinheiros, São Caetano e o Minas. Será uma superliga muito longa, desgastante por causa das viagens e o elenco será fundamental. Precisamos estar inteiros na hora certa e o trabalho físico será prioridade pois preciso recuperar muitas jogadoras".      

Por Bruno Voloch às 15h26

O segredo é fazer a escolha certa e jogar seja onde for

Todo ano é a mesma coisa. Muitas mudanças nos times, troca de patrocinadores, jogadoras e muitas vezes de treinadores também.

Naquela época, Maio e Junho a jogadora precisa fazer a escolha certa, deixar a vida pessoal muitas vezes de lado e seguir a carreira. Jogar é fundamental, muito embora tenha atleta que não pense dessa forma.

Aliás, muitas atletas não pensam dessa maneira e jogam uma temporada no lixo. Tem jogadora que prefere ser banco e pouco usada nos times grandes ao invés de jogar e aparacer em times de menor investimento.

Lógico que o fator financeiro conta muito nessa ocasião, mas para crescer profissionalmente as vezes somos obrigados a abrir mão de certas coisas.

Onde quero chegar ?

No time do Pinheiros e boa parte do elenco. Dúvido muito que a oposta Lia não tenha tido proposta de times como Unilever, São Caetano, renovar com Osasco ou até do exterior.

O que ela fez ?

Apostou no projeto do Pinheiros onde sabia que iria jogar de verdade, ser referência em quadra e jogadora de decisão. Isso tudo em um ano após a Olimpíada onde as portas da seleção estão abertas para todas as jogadoras.

Lia fez certo, ganha menos grana, mas tem um crescimento profissional e valorização que talvez não tivesse em outras equipes.

Fernanda Garay é outro exemplo. Já jogou em time grande e nunca se destacou como agora. Leia-se, ganhando título e estando em quadra.

Dinheiro é bom demais, mas para muitas dessas jogadoras a carreira deve vir em primeiro plano. Lia e Fernanda fizeram certo. 

Fabíola pode se juntar também a esse grupo junto com Jú Costa que brilhou ano passado por Brusque.

A acomodação seja em qualquer profissão é um perigo. Pegamos os elencos de Unilever, Osasco e São Caetano e quanta gente de qualidade está na reserva, mas ganhando bem e o pior, consciente de estar dando um passo para trás.

Mas existem as exceções. Jogar uma temporada no banco e convivendo com jogadoras da seleção e treinadores famosos pode até valer a pena e conta muito para a experiência. Mas não pode passar de uma temporada.

Tem também aquela jogadora  que se "esconde" no banco porque não pode e nem tem qualidade para ser titular em lugar algum. É preciso se contentar em ser banco e não reclamar. Entra, saca, passa ou bloqueia e volta para a reserva.

Cada um tem o direito de escolher onde e com quem vai jogar. Resta saber fazer a escolha certa e lógico ter coragem.

  

Por Bruno Voloch às 13h43

Fabíola merece curtir o título e não pode se acomodar

As jogadoras do Pinheiros e a comissão técnica devem mesmo tirar o dia para comemorações.

O grupo atual conseguiu quebrar um tabu que já durava 9 anos sem ganhar nenhum título de expressão. O paulista desse ano fica para a história.

E algumas jogadoras resolveram fazer parte desta história. A levantadora Fabíola já rodou por vários times e estados do Brasil e foi peça fundamental nesta conquista.

Fabíola teve personalidade, coragem nos momentos de decisão e foi muito ousada quando o time precisou.

Por ter sido atacante no início de carreira, talvez tenha uma leitura privilegiada do jogo diferente de outras levantadoras. Fabíola é talentosa, alta, gosta de arriscar e faz parte dos planos da seleção para 2010.

Mas é necessário ter calma. Fabíola se destacou no campeonato paulista, bem diferente de uma superliga. Mas não tenho dúvid que se Fabíola mativer os pés no chão, a humildade e insistir em contiuar aprendendo e ouvindo Paulo Cocco irá longe. Vai mesmo brigar por uma vaga na seleção brasileira.

Fabíola me parece ser muito bem orientada na vida profissional, pensa duas vezes antes de dar entrevista e nunca entra em polêmica. É politicamente a jogadora dos sonhos de qualquer treinador.

Na superliga que começa essa semana, sem a sombra de Fofão que não quer mais saber de seleção, Fabíola terá seu verdadeiro teste. Jogar e comandar um time que corre por fora na superliga é completamente diferente do que atuar no paulista contra 70% dos times muito fracos tecnicamente.

É o momento dela, ainda mais porque Dani Lins não foi bem na Copa do Mundo e Ana Tiemi não sabe nem se será titular no Osasco.

Fabíola não pode se acomodar e nem precisa mudar, basta ser a mesma jogadora das finais do paulista.

Por Bruno Voloch às 13h22

Dividir a responsabilidade pela derrota é prioridade no Osasco

Osasco precisa ter cautela nessa hora. Lógico que a não conquista do paulista irá trazer problemas internos para o time.

A pressão por títulos é enorme e sempre nessas horas o trabalho de Luizomar de Moura é questionado. Mas não acho justo, sinceramente.

Luizomar tem sua parcela de responsabilidade na derrota, claro, mas não é unico. Das titulares do time de Osasco a mais regular nessa fase final foi Jaqueline.

Mas Carol, Natália, Thaísa, Adenízia e Sassá poderiam ter feito a diferença. Era isso que se esperava dessas jogadoras, experientes e acostumadas a decidir títulos.

Do outro lado porém existia um adversário que soube reverter uma situação adversa após o resultado negativo no primeiro jogo.

Não acho que só o fato do time não estar entrosado tenha sido determinante para Osasco perder o campeonato. Existe algo mais.

Pinheiros teve mais vontade e isso foi nítido, curiosamente após a vitória de Osasco por 3 a 2 na primeira partida.

Méritos ao Pinheiros. Penso que Luizomar precisa definir de uma vez por todas quem é sua levantadora tituar. Ana Tiemi ou Carol ?

Isso será fundamental para o sucesso na superliga que começa essa semana. Achei Carol abalada no terceiro jogo quando foi substituída por Ana.

Thaísa pode render muito mais do que rendeu e foi pouco acionada no segundo e especialmente no terceiro jogo. Vi Thaísa sendo bola de segurança no Rexona e ela precisa recuperar a confiança e a motivação. Tem muito potencial e personalidade.

Natália viveu altos e baixos, mas os 20 anos de idade ainda "pesam" em determinados momentos.

Sassá foi instável e Osasco precisa demais de seu fundo de quadra e saque. Adenízia foi "contagiada" pela pouca vibração e se viu obrigada a fugir de suas características habituais. Ela gosta de jogar feliz, sorrindo e o ambiente não era propício para tal.

Os torcedores não devem ter engolido a derrota que deve trazer duras consequências no futuro.

Osasco precisa recuperar a confiança e a forma física de suas principais que não podem ter desaprendido a jogar vôlei em uma semana.

As jogadoras precisam se reunir, cobrar umas das outras e tirar as lições da derrota o mais rápido possível.

A superliga está na porta.

Por Bruno Voloch às 11h34

Osasco foi o retrato do Pinheiros no passado

Nem sempre ganha o favorito no esporte. Esse ainda é o diferencial do vôlei também, assim como o futebol.

Mas o Pinheiros nesta decisão do campeonato paulista teve muitos méritos.

O principal foi jogar como time grande. Muita gente pode ligada ao clube pode dizer que trata-se de um time grande, que eu estaria desrespeitando as tradições do clube, mas não.

Acontece que no Brasil, Unilever e Osasco são os times grandes do momento e ganharam recentemente a companhia do São Caetano.

Grandes pelos títulos no presente e no passado e pelo elenco que possuem. O Pinheiros sempre foi um time mediano mas que deu muito trabalho aos adversários.

Há anos a história se repetia no paulista. O Pinheiros liderando a fase de clasificação e quando as feras da seleção chegam, o Pinheiros perdia o título.

Era assim. Esse ano o tabu foi finalmente quebrado.

Essa é a discussão, mas nesse caso pouca coisa mudou até porque o Pinheiros não era o favorito.

Mas não está escrito que o favorito é que vai conquistar o campeonato.

O Pinheiros ganhou o título justamente por não ser o favorito e jogar sem pressão. É so ver o "preço" do elenco de Osasco comparado ao do Pinheiros.

Osasco tinha a obrigação se ganhar e foi montado para isso. O título sul-americano ganho em cima da Unilever deu a impressão de que o time estava no caminho certo.

Mas Paulo Cocco preparou bem sua equipe e a derrota no primeiro jogo fez bem ao time, especialmente da maneira como foi. Uma virada depois do Pinheiros ter o jogo nas mãos.

Pouca gente acreditava, incusive eu, que o Pinheiros pudesse vencer em Osasco ainda por cima por 3 a 0. Um resultado que trouxe a confiança de volta as jogadoras e voltou a colocar Osasco em pressão.

No terceiro jogo Osasco foi o Pinheiros de antigamente especialmente nos 3 últimos sets. Jogo nas mãos, domínio completo, mas nos momentos decisivos o time se perdeu e acabou derrotado.

Não dá para um equipe tão rodada como Osasco estar ganhando por 20/15 e perder o set como perdeu.

O Pinheiros foi extremamente agressivo e arriscou muito mais que Osasco. Por isso ganhou. Ganhou porque arriscou e não teve medo de vencer.

O Pinheiros aprendeu com os erros e derrotas do passado, preferiu investir em atletas que não estavam na seleção, trabalhou bem a parte emocional das jogadoras e com uma base sólida e conjunto forte conquistou merecidamente o título de 2009.

Tomara que o título ajude o time na superliga.

 

   

Por Bruno Voloch às 11h13

07/12/2009

De hoje não passa e mais tarde vamos conhecer o campeão paulista de 2009

É hoje, é daqui a pouco.

Pinheiros e Osasco decidem o campeonato paulista feminino de 2009 no ginásio do Pinheiros.

O time da capital perdeu em casa o primeiro jogo por 3 a 2 e se recuperou fazendo 3 a 0 no último sábado em Osasco.

Na teoria Osasco é favorito. O time tem mais experiência, rodado e acostumado com decisão. Fora isso conta com várias campeãs olímpicas e jogadoras da atual seleção brasileira.

O Pinheiros luta para quebrar um jejum que dura exatos 10 anos. Em 1999 o clube conquistou pela última vez o paulista feminino.

Osasco quer faturar pela nona vez seguida o título.

A rivalidade é grande e Osasco entra em quadra pressionado para ser campeão novamente.

Dono da melhor campanha na primeira fase, o Pinheiros espera ter o apoio da torcida em seu ginásio. Improvável.

Do outro lado sim, vai estar uma torcida exigente que hostilizou algumas atletas do time do Osasco após a derrota de sábado e não admite outro resultado que não seja a vitória.

O blog pergunta: Quem fica com o título ?

Pinheiros ou Osasco ?

 

Por Bruno Voloch às 12h24

Jogadora da seleção russa está internada em estado grave em Moscou

O vôlei mundial vive um drama. A jogadora Natalya Safronova do Dínamo de Moscou e da seleção está internada em estado grave na cidade de Moscou.

A jogadora está no Hospital do Instituto Sklifosofsky, um dos mais conceituados na Rússia.

Segundo os médicos do Dínamo, Safranova desmaiou durante um treino do Dínamo e foi prontamente atentida. Depois acabou levada para um centro médico onde recuperou a consciência.

Mas para supresa geral a atleta piorou, foi internada no Instituto e está no departamento de neurocirurgia, inconsciente e em estado crítico.

No início da temporada, o Dínamo atesta que Safranova fez todos os exames de rotina. Ela sofreu uma lesão no tendão de aquiles e vinha atuando pouco ainda se recuperando da contusão.

No primeiro jogo do Dínamo Moscou na Champions League, Safronova atuou no segundo set e ajudou na vitória Bielsko-Biala da Polônia.

Natalya Safranova está com 30 anos, jogou as duas últimas olimpíadas e é atual campeã do mundo com a Rússia, título ganho em cima do Brasil em 2006.

A jogadora começou a carreira no Uralochka e passou tambem pelo Odintsovo. Safranova está perto de completar 200 jogos pela seleção.

Por Bruno Voloch às 08h57

Com 24 pontos de Fei e ótima atuação de Ricardinho, Sisley Treviso derruba líder Trentino na Itália

O levantador Ricardinho foi destaque na vitória do Sisley Treviso sobre o líder Trentino pela décima quarta rodada do campeonato italiano.

Jogando em casa o Sisley Treviso perdeu o primeiro set por 25/21. Virou a partida com 25/19 e 25/23. O Treviso empatou com 25/21 e no quinto set o Sisley ganhou por 15/11.

Ricardinho fez 3 pontos no jogo e foi eleito o melhor jogador em quadra. O Sisley fez 14 pontos de bloqueio contra apenas 7 do Trentino.

Alessandro Fei marcou 24 pontos pelo Sisley e ganhou o duelo contra Leandro Vissoto que fez 20 pelo Trentino. O levantador brasileiro Raphael começou no banco e entrou na metade do segundo set.

Nos demais jogos o Macerata de Dentinho fez o dever de casa e bateu por 3 sets a 1 o Verona. O Monza passou fácil pelo Vibo Vallentia do treinador Jon Uriarte por 3 a 0. com

Jogando em casa o Cuneo aplicou 3 a 0 no Latina e segue na cola do Treintino. O Taranto de Cléber, Manius e Rivaldo perdeu mais uma. Dessa vez o time visitou o Perugia e foi derrotado por 3 a 1. Os brasileiros tiveram boa participação com Rivaldo marcando 21 pontos, Manius 12 e Cléber 11. O Taranto é o décimo primeiro com 16 pontos.

No tie-break, o Pineto do levantador Royal, finalmente ganhou um jogo ao passar pelo Loreto mas segue em último lugar.

Em Forli o Modena bateu o time da casa também no quinto set.

Apesar da derrota o Trentino segue líder isolado com 33 pontos. O Cuneo é o segundo colocado com 30, seguido do Modena com 29. Com a vitória o Sisley Treviso assume o quarto lugar com 27 pontos e o Macerata segue em quinto com 25. O Piacenza está em sexto com 25, Monza em sétimo com 22 e o Peugia também com 22 fecha os 8 primeiros. 

Por Bruno Voloch às 08h35

Ainda sem Lo Bianco, Bergamo derrota Jesi e assume liderança do campeonato italiano

Mesmo desfalcado da levantadora Eleonora Lo Bianco, o Bergamo conseguiu uma importante vitória no campeonato italiano.

Jogando contra o até então líder Jesi fora de casa, o Bergamo ganhou com autoridade por 3 sets a 0 com parciais de 26/24, 25/20 e 25/22.

A ponta Antonella Del Core foi a maior pontuadora da partida com 16 acertos, com 14 pontos de ataque e 2 bloqueios. Lucia Bosetti substituiu Piccinini e fez 12. O time do Bergamo ainda está sem a levantadora Lo Bianco contundida.

Pelo Jesi a russa Sokolova teve atuação apenas regular e anotou 9 pontos. A central norte-americana Heather Bown marcou 12 pontos de ataque.

Com 24 pontos da holandesa Manon Flier, o Novara bateu o Busto Arsizio da levantadora brasileira Fernandinha por 3 a 2.

Apesar de jogar em casa o Piacenza perdeu de 3 a 1 para o Perugia.

A brasileira Soninha fez 12 pontos mas não evitou a derrota do Castellana Grotte para o Pavia por 3 a 1.

O Pesaro dirigido pelo brasileiro Ângelo Vercesi foi supreendido em casa e caiu diante do Villa Cortese por 3 a 2. O jogo foi marcado pelo duelo entre Carolina Costagrande do Pesaro e a dominicana Cruz do Villa. As duas fizeram 25 pontos.

Fechando a rodada o Urbino ganhou de 3 a 1 do Conegliano com direito a 30/28 no quarto set.

Após a oitava rodada o Bergamo é líder com 18 pontos e uma vitória a mais que o Jesi também com 18.

O Villa Cortese assumiu a terceira colocação com 17 pontos, 1 a mais que o Pesaro quarto colocado.

Urbino é o quinto com 14, Busto Arsizio está em sexto com 11 pontos, mesma pontuação de Pavia e Perugia.

O Novara é apenas o nono colocado com 10 pontos. O Piacenza tem 7, Castellana Grotte 6 e o Conegliano o último com 5 pontos ganhos.

 

 

Por Bruno Voloch às 08h09

06/12/2009

Coração de Lia do Pinheiros bate no mesmo ritmo de Fred do Fluminense

Fim de jogo e uma cena me chama atenção.

As jogadoras do Pinheiros em festa, vibrando, mandando beijos para os pais, namorados, maridos e filhos.

Em êxtase total. Menos uma delas, Lia.

Lia estava com a cara amarrada e com uma frieza impressionante para aquele momento. Feliz pela vitória, mas sem um sorriso que pudesse confirmar o que estou escrevendo.

Descobri.

Lembram quando Fred do Fluminense não vibrou depois de marcar dois gols em cima do Cruzeiro no Mineirão durante o brasieiro ?

Disse ele que era questão de respeito porque o Cruzeiro era seu time de coração e foi onde apareceu para o futebol. Carinho e respeito com a torcida.

Tema para discusão durante aquela semana toda.

Lia jogou em Osasco mas nunca foi uma unanimidade. Ela foi hostilizada por alguns torcedores também nessa segunda partida, assim como no ginásio do Pinheiros. 

Fria ela diz que segue tendo carinho pela torcida de Osasco, ainda mora por lá, e tem certeza que muita gente na torcida não gosta dela e não aprovou sua passagem pelo clube.

Por isso ela vibrou tão pouco. Respeito e entendo a mágoa de Lia.

Mas Lia, você tem muito potencial, está sendo observada pela comissão técnica da seleção e com um futuro promissor.

Sua atitude foi das mais dignas compatível com seu caráter e sua humildade como ser humano e atleta.

Não se sinta constrangida. 

Por Bruno Voloch às 09h05

Pinheiros não pode achar que é favorito contra Osasco

O Pinheiros fez um jogo quase perfeito e ganhou com méritos o direito de jogar a terceira partida da decisão do campeonato paulista.

Confesso que fiquei surpreendido com tamanha disposição do time do Pinheiros que atuou com muita personalidade, bem diferente dos últimos 3 sets jogados em seu ginásio no primeiro jogo.

Não concordo com o termo "vergonha" usado por Carol para explicar a derrota de Osasco, que segue tendo a obrigação de conquistar o título, agora mais do que nunca.

Uma nova derrota nesta segunda-feira pode gerar um crise interna grande no Osasco que montou time para ser campeão paulista e vencer também a superliga.

Prefiro ficar com o depoimento de Adenízia. A meio de rede do Osasco disse que o time não teve postura e foi pouco agressivo achando que poderia vencer a hora que desejasse. Tem até algum sentido porque foi dessa forma que Osasco venceu a primeira partida.

Coragem de Adenízia nesse entrevista, não é fácil admitir abertamente que o time em que atua não teve postura e não encarou a decisão como deveria. 

Ela própria ficou devendo e muito. Não tem nada haver com gritos e berros e quando disse que ela só sabe jogar assim é verdade, mas nesse segundo jogo o fato é que Adenízia nem teve chance de berrrar ou gritar em bloqueios.

O passe de Osasco foi terrível e as centrais, Thaísa e Adenízia, não conseguiam atacar. O resultado é que Carol não tinha alternativa e jogou com Sassá, Natália e Jaqueline.

Luizomar de Moura fez de tudo, inversão, troca simples, mas não teve jeito. O treinador não pode ser culpado pela derrota mas precisa encontrar ma maneira de motivar seu time para o terceiro jogo e buscar uma solução em termos táticos.

Jogar uma final já seria por si só um motivo para motivar qualquer atleta, mas não foi assim no segundo jogo.

Fabíola, levantadora do Pinheiros, jogou com muita inteligência e leitura. Sabia exatamente o que estava acontecendo do outro lado da rede. Ela foi importante, mas Fernanda Garay também jogou muito bem.

Com a recepção bem postada e o passe na mão, Fabíola usou Ligia e Bábara, diferente da primeira partida.

Lia foi segura nas horas em que foi acionada. Jú achei a mais inconstate das titulares, mas não deu prejuízo e pode jogar mais.

O curioso é que Osasco vai para a decisão com mesma pressão das semifinais onde abriu 1 a 0 fora, perdeu em casa e garantiu a classificação fora de casa.

A diferença é que contra São Caetano o favoritismo não era tão gritante como agora, afinal do outro lado estavam Sheilla, Mari e Fofão.

Osasco segue tendo a obrigação de ganhar o campeonato e não costuma falhar duas vezes seguidas. Essa por sinal deve ser a grande preocupação de Paulo Cocco. Como ganhar duas vezes consecutivas de Osasco ?

Osasco pode se agarrar a experiência, superstição e tradição que sem dúvida contam demais nesse momento.

O Pinheiros deve jogar solto, sem responsabilidade que segue toda ainda em cima de Osasco. Se entrar achando que pode jogar de igual para igual, perde a final. O segredo talvez tenha sido o fato de jogar sem pressão, consciente de que deixar de fora um dos favoritos ao título já foi um grande feito.

Mas quem disse que as jogadoras vão se contentar apenas com o segundo lugar ?

Pedir apoio da torcida ?

Não seria necessário. Os associados são obrigados a prestigiar o time feminino, muito embora torçam de uma forma que não assusta ninguém, ainda mais um time tão rodado como o de Osasco. 

Que exemplo de dedicacão deram essas jogadoras. O time milionário masculino morreu na semifinal e elas seguem firme na batalha por um título que o clube não enxerga desde 1999.

Então meninas, façam o jogo e esqueçam os dirigentes que jamais imaginaram que vocês pudessem ir tão longe.

 

 

 

Por Bruno Voloch às 08h44

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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