Blog do Bruno Voloch

06/02/2010

Saber perder é tão importante como vencer

Esse Giba é mesmo fora de série.

Um cara diferenciado tanto dentro como fora de quadra.

O jogo entre Pinheiros e Caxias foi muito disputado e decidido somente no quinto set com 30 a 28 para os gaúchos.

Era de se imaginar que com mais um resultado negativo, os jogadores do Pinheios ficassem abalados e irritados ao término da partida.

A derrota, quinta na superliga, deixou o time paulista muito longe da primeira colocação.

No fim da jogo, Giba demonstra mesmo ser um jogador diferente dos demais. Deixa de lado o mau humor e brinca reconhecendo que qualquer uma das equipes poderia ter ganho o tie-break. Verdade.

Giba ainda lembrou dos desfalques: "Perdemos um jogo em casa e precisamos assimilar isso o mais rápido possível. Começamos a jogar apenas no terceiro set e não conseguimos vencer. Sei que não é desculpa, mas precisamos ter paciência. Quando o time estiver com todas as suas peças, a situação vai melhorar. Estamos torcendo muito para chegar logo o dia disso acontecer”.

O jogador, ainda sorrindo, disse que está pegando ritmo de jogo "na marra".

Giba entende que saber perder é tão importante como vencer e mesmo na derrota consegue descobrir algo positivo.

Não é necessário dar desculpas, jogar a responsabilidade em cima de treinador, jogador ou arbitragem ou desmerecer o adversário como muita gente faz. Até porque na partida entre Pinheiros e Caxias, o Pinheiros desperdiçou 11 match points, e o time que tem 11 chances de fechar o jogo e não fecha, não pode reclamar da sorte.

É preciso enaltecer e dar méritos ao adversário.

Como faz bem ter um profissional como Giba ainda em atividade.  

 

  

Por Bruno Voloch às 09h00

05/02/2010

Derrota para o Pinheiros tira Bernardinho do sério

Quem acompanhou o jogo de ontem não poderia jamais imaginar que depois de um primeiro set tão ruim e abaixo da média o time do Pinheiros pudesse virar a partida.

Aquele primeiro set de fato foi horroroso, só comparado ao início do segundo. E olha que o Rio de Janeiro nem estava jogando essa bola toda, errando mais saques do que o normal, por exemplo. Mas era mais eficiente no ataque e no bloqueio.

A história do jogo mudou na metade do segundo set e no tempo de Bernardinho no quarto set.

Acho uma grande bobagem essa história de que Paulo Coco ganhou de Bernardinho e vice-versa. Ganhou o Pinheiros e pronto. 

Um time é composto por 12 atletas e se estão no elenco possuem qualidades para entrar no jogo e atuar. Cabe ao treinador saber usar melhor as peças, nessa caso, as jogadoras. Foi o que fez Paulo Coco quando colocou Thais na partida.

O Rio ganhava por 18/8 e fechou com 25/22. Para qualquer um, estava na cara que o Pinheiros tinha se acertado e entrado definitivamente no jogo.

Naquela altura, o Pinheiros já dominava a partida e mostrava alguns lampejos do time campeão paulista. Era um time mais seguro e consciente em quadra.

O Rio não tinha uma oposta de confiança, Dani Lins abusava do meio e inexplicavelmente abandonou Érika na ponta. 

Mas penso que o Pinheiros garantiu a vitória no quarto set. Nessa parcial o Rio começou bem dando sinais de que poderia se recupear no jogo. Na primeira parada, Paulo Coco arrumou time que voltou com saque melhor. O bloqueio carioca suava para achar Thais e Bernardinho parou a partida. 

As jogadoras foram para o tempo dispostas a ouvir alternativas para superar o momento ruim na partida. O que elas encontraram foi um Bernardinho nervoso e irritado com a virada do Pinheiros.

Tão irritado, que lamentavelmente, o microfone ambiente conseguiu captar Bernardinho usando o "adjetivo" imbecil para duas jogadoras do Pinheiros.

Segundo Bernardinho, elas pareciam estar rindo dele, debochando talvez. 

Cheguei a pensar que ele estivesse se referindo a arbitragem, mas quando ouvi "elas", não tive dúvida. 

Foi o que vi e está gravado. Eu e todos que assistiram a partida. Alguns podem comentar, outros por questões profissionais e comprometimento interno, ainda não. Tanto é que no ar, simplesmente omitiram o fato.  

Acho perdoável para um cara ganhador como ele, mas desnecessário, convenhamos.

Quais jogadoras foram essas que tiraram ele literalmente do sério ?

Lígia, Fernanda Garay, Lia ou Fabíola ?

Mistério que só o passado deve saber. Fabíola e Lígia já trabalharam com ele.        

Desequilibrado o Rio acabou perdendo o quarto set e teve aquele início de quinto set tão ruim quanto o início de jogo do Pinherios.

Mas não havia tempo recuperação. E olha que Fernanda Garay sentiu a pressão e foi muito mal no ataque. Curiosamente foi regular e importante no saque no início do quinto set.

Mas sem passe e sem oposta ficaria mesmo complicado virar. Não se pode e nem se cogita atribuir a derrota a ausência de Carol. Dani jogou muito bem e esteve firme no meio. Regiane e Fabi não estiveram bem, mas Fabi tem crédito. O mesmo posso dizer de Joyce que cansou de tirar o Rio do buraco. Ontem não era o dia dela. Fabiana no meio, rodou as bolas que tinha que rodar e é longe a jogadora mais importante deste time.

No Pinheiros é mais fácil falar do conjunto e do grupo. Fernanda Garay como disse, foi mal, mas se salvou pela sequência de saques no quinto set. Lia e Bárbara com altos e baixos. E por falar em baixo, não tem como negar que a baixinha Thaís acabou com a partida.

Foi determinante quando entrou, até bloqueou e no ataque decidiu o jogo. Usou e abusou das jogadoras do Rio no bloqueio. 

O campeonato segue tendo o Rio como favorito, seguido do Osasco e com o Pinheiros como forte azarão.

Essa vitória foi ótima para a superliga e coloca mais ingredientes para o clássico entre Osasco e Rio.           

  

    

       

Por Bruno Voloch às 10h26

Rodada comprova evolução do Sport e ótima fase de Tandara

Caiu o último invicto na superliga feminina, São Caeatano perdeu novamente e segue longe dos líderes e Osasco voltou a vencer.

Todos fatos marcantes na última rodada da superliga feminina.

Mas faço questão de enaltecer a boa campanha do time do Sport nesse primeiro turno da superliga. Dentro das limitações, o Sport termina a penúltima rodada na oitava colocação, ou seja, dentro da zona de classificação.

Uma lição para os clubes de menor investimento. Uma campanha digna com 5 vitórias e 6 derrotas, com direito a vitória histórica contra Osasco na semana passada em Recife.

E a quinta vitória não foi contra qualquer adversário. O Sport venceu o bm time do Vôlei Futuro por 3 a2 com 16/14 no tie-break e em quase 3 horas de partida.

O time de Araçatuba sacou bem e marcou incríveis nove aces na partida. Neneca, ponta do time paulista fez 21 pontos no jogo.

Pelo Sport, a ponteira Nikolle marcou 19 pontos, Fernanda Berti e Flávia fizeram 15 pontos cada. A experiência de Fabiana Berto, Macelinha e Paula Barros está sendo decisiva para o sucesso de um time que poucos acreditavam que pudesse chegar entre os 8 primeiros.

Talvez ainda falte um pouco mais de regularidade ao Sport. A equipe é capaz de derrotar times como Osasco e Vôlei Futuro, fazr 3 a 2 contra o Minas, derrotar Brusque fora e perder para São Bernardo. Mas verdade seja dita. O jogo contra São Bernardo foi no início da superliga.

Portanto, todo cuidado é pouco contra o não menos imprevisível Praia Clube no sábado.

E a bola que está jogando essa tal de Tandara. Estou encantado, confesso.

Na vitória diante de São Bernardo, Tandara fez mais 20 pontos, chegou aos 188 pontos na atual superliga, sendo a maior pontuadora até agora do torneio.

Tandara está carregando o time de Brusque "nas costas". Essa menina está numa fase impressionante, talvez a melhor da curta carreira.

Seria injusto não citar no time de Bruque, a regularidade de Suelle e o bom aproveitamento de Flúvia no meio. As 3 são dignas de registro.

Mas Tandara é a responsável pelo honroso sétimo lugar ocupado pelo time catarinense.

 

Por Bruno Voloch às 09h25

Sada/Cruzeiro já pode preparar a festa do título

Os torcedores de Betim podem preparar a festa.

Nesta sábado o time mineiro vai conquistar o título do primeiro turno da superliga. O adversário será o time do Vitória, último colocado e que perdeu mais um jogo neste meio de semana. A derrota foi para o Minas em Belo Horizonte.

O Sada/Cruzeiro cumpriu bem seu papel e não tomou conhecimento do Volta Redonda fazendo 3 a 0 sem muito esforço. O líder da superliga chega na última rodada dependendo apenas de um novo 3 a 0 para ser campeão.

E será. Posso afirmar. 

No jogo contra o Volta Redonda destaco a boa atuação do levantador Sandre que transformou os centrais Douglas e Renato Felizardo nos maiores pontuadores da partida.

Sandro deu um descanço e poupou Wallace. A boa notícia para o torcedor foi poder ver novamente, mesmo que por pouco tempo, Bruno Zanuto de volta. 

Foi a décima quinta vitória seguida do Sada/Cruzeiro.

Se a CBV não fizer nenhuma alteração de hoje para amanhã, a partida acontecerá às 5 e meia da tarde no ginásio Divino Braga . Os ingressos estão sendo trocados por um pacote de biscoitos e todos os alimentos arrecadados serão enviados para as vítimas do Haiti.

Por Bruno Voloch às 08h32

CBV segue passando por cima do estatuto do torcedor e muda 15 jogos de uma vez só

A CBV bateu seu próprio recorde. 

A unidade técnica da entidade divulgou numa tacada só 15 alterações na tabela da superliga. 5 na superliga feminina e 10 na masculina.

Já são mais de 30 no total e nem chegamos ao fim do primeiro turno.

A CBV argumenta que as solicitações partiram da TV Bandeirantes e do canal Sportv, mas novamente o estatuto do torcedor não foi respeitado.

Ninguém na CBV quis comentar o assunto.

O Sesi foi o time mais atingido com 4 alterações.

       

Por Bruno Voloch às 08h22

03/02/2010

Adenízia garante Osasco forte mesmo após derrota em Recife

Se engana quem pensa que a derrota para o Sport em Recife na semana passada abalou ou desanimou o time do Osasco.

A jogadora Adenízia, melhor em quadra apesar do resultado negativo, reconheceu a superioridade das pernambucanas:

"Elas mereceram sim. Nós vacilamos e cometemos muitos erros. O Sport acreditou até o fim e acabou ganhando".

Humilde como de hábito, Adenízia acredita que o jogo contra o Macaé nesta quinta-feira vai servir para Osasco recuperar a confiança e mostrar a força da equipe.

Aliás, no mesmo dia jogarão Pinheiros e Rio de Janeiro. Adenízia fala da partida:

"Será um ótimo jogo. Duas boas equipe, uma atual campeã brasileira e outra campeã paulista. Não será um jogo fácil e é complicado fazer alguma previsão. O Pinheiros vem muito forte e quer mudar a história da superliga. Fora isso o Paulo Coco já mostrou quem tem elenco. Mas não tenho favorito".

Por falar em Rio de Janeiro, o principal clássico do vôlei feminino brasileiro acontece no sábado em Osasco. Adenízia não esconde a ansiedade pela partida que é cercada de muita rivalidade.

Antes porém é preciso respeitar o Macaé, adversário desta quinta-feira:

"Todos querem ganhar e ninguém vai entregar fácil".

A pressão por resultados e títulos não assusta Adenízia que garante estar acostumada com a exigência dos torcedores.    

Preocupada com a temperatura alta e o forte calor que vem fazendo na região sudeste do País, a comissão técnica do Osasco mudou os horários dos treinamentos que estão acontecendo mais cedo. A idéia é fazer com que as jogadoras se acostumem o quanto antes. Adenízia prefere jogar mesmo no calor. No frio, ela diz que é bem mais complicado.

Osasco está em segundo lugar na superliga com 19 pontos e 9 vitórias. O Rio é o líder invicto com 20 pontos.

  

 

     

Por Bruno Voloch às 15h49

Realizada, amadurecida e de bem com a vida, Érika fala da vida pessoal, do clássico contra Osasco e seleção brasileira

  A mineira Érika Kelly Pereira Coimbra está perto de completar 30 anos de vida. De presente, ganhou recentemente o título de maior pontuadora da história da superliga em todos os tempos. Ela guarda com carinho o prêmio simbólico e mostra nesta entrevista ao blog que está mais madura, consciente que hoje serve de exemplo para as mais jovens, fala dos valores, da vida fora das quadras, gostos, predileções e seleção brasileira.  

    

 

 Fale do atual momento da sua carreira ? Como um momento tranquilo, consciente e feliz. Sou realizada.

 Como é a Érika de hoje em dia ?  Hoje aprendi que poupar energia é tão importante como treinar muito. Tenho muita disposição, sim. Estava brincando que no meu aniversário vou colocar uma vela de 23 anos, porque as vezes as pessoas esquecem que eu já tenho 30. Fisicamente estou bem e me fazem treinar até mais que as meninas de 20.

 Você sabe que é exemplo para o time ? Isso na minha vida faz parte desde o começo. Sempre fui cobrada. Desde nova existem as cobranças e elas fazem parte da minha carreira. Então o exemplo é natural, tento passar e mostrar como tenho uma boa cabeça. Assim consegui me manter sempre no topo. Sei que tenho o respeito delas.  

 Como foi esse amadurecimento ? A vida. Acho que tive a grande oportunidade de viver, mesmo que muito cedo, a vida. Quando somos adolescentes achamos e somos dono do mundo. Damos cabeçadas. Passe uma fase muito difícil nesse último ano e talvez o mais complicado da minha vida. Precisei ter a cabeça no lugar e consegui. Hoje amadureci muito.

 O fato de ter começado cedo atrapalhou na seleção ? Não. Foi uma opção minha pedir para ficar fora em 2005. Estava com a cabeça cansada e precisando cuidar da minha vida pessoal e depois voltei em 2007 ainda mais madura e mostrei isso lá tecnicamente. Sei que poderia estar, mas o Zé Roberto não me convocou mais, opção dele. Mas não me arrependo porque voltei e mostrei que era forte e que estava melhor ainda como pessoa. Eu sempre digo que lá é minha casa e sempre será porque amei representar o Brasil. Se algum dia precisarem de mim estou aqui com toda disposição que mostrei na última superliga. Mas quem decide é o técnico e não eu. 

A seleção perdeu da Itália recentemente. A Itália é mais forte ? Não acho. O Brasil está acima de todos e é bem mais forte. As outras seleções caíram muito de nível.

Qual o maior adversário então da seleção ? Nós mesmas. Não acredito nesse papo de salto alto porque não temos ninguém que pense assim. Digo por momentos ou situações que acontecem muito com nós mulheres. Falo do psicológico porque no vôlei em quadra o Brasil é bem superior.

  Quem é a melhor jogadora em atividade no Brasil ? Vejo tudo muito igual. Não destaco nenhuma. 

   Sua vida pessoal como está ?  Não tenho muito para falar. Estou solteira, amando morar no Rio de Janeiro e muito feliz com tudo que tenho conquistado na minha vida. 

   E a Érika como mulher ? Não trocaria nada em mim, gosto de tudo. Queria me cobrar um pouco menos, mas estou trabalhando esse lado. Passar por uma separação é muito difícil, mas estou reconstruindo minha vida. Adoro ir ao salão, pintar a unha de laranja rosa e vermelho. Amo meus pais eles são meu chão e ainda nesses últimos meses me mostraram ainda mais isso. Depois da separação voltei pra casa deles por opção e comecei a fazer terapia. Estou amando, sempre ouvia falar mas nunca tinha feito. Quero fazer faculdade de administração em um futuro breve, quero um filho também e bem até casar novamente, quem sabe. 

  Terapia porque ? Está sendo bom porque tento aprender a chorar. Tenho um pouco de dificuldade de chorar e isso não faz bem para meu organismo.

  A Érika é uma unanimidade ? Acho que sou uma identificação para as pessoas. Tenho e vivo muito em todos os meios sociais e percebo que sou referência do vôlei. Mas não me acho unanimidade.      

  O que falar do jogo contra o Pinheiros ? É uma grande equipe, tem um elenco muito forte que merece respeito. Não somos favoritas e será um jogo duríssimo.

    No fim de semana tem clássico contra Osasco. Quem é favorito ? Osasco gastou muito mais que a gente para montar o   elenco. Acho que temos um grande elenco que também que merece respeito, fora uma comissão muito competente. Osasco contratou 12 jogadoras caras para tentar ganhar o campeonato mais uma vez. Então são os favoritos e nós , São Caetano e Pinheiros temos condições também de chegar lá. A obrigação é de Osasco.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 11h19

02/02/2010

Dirceu avisa: "Time do Pinheiros é formado por homens e ninguém treina mais que a gente"

Maior pontuador e destaque do Pinheiros na vitória contra o Sesi, o jogador Dirceu conversou com o blog. No bate-papo, Dirceu que é um dos mais experientes do grupo, fala das dificuldades com as contusões no time, do relacionamento com as estrelas e da pressão por resultados e títulos. Aos 35 anos, afirma que o time vai chegar, que é formado por homens e que ninguém treina mais que o Pinheiros na atualidade.     

 

Como foi a partida contra o Sesi ?

Foi muito bom. O jogo teve pegada mas o time estava num dia bom. 

A vitória deixou o grupo mais aliviado ?

Para falar a verdade acho que o grupo está mais aliviado com a recuperação dos atletas que estava machucados. Nós tínhamos vindo de uma partida muito boa contra Araraquara, que tinha ganhado do Sesi antes do nosso jogo, então demos um valor grande a essa vitória. O time estava motivado pra jogar contra o Sesi e o que mais preocupa o time são as contusões. Desde que começou a temporada no paulista a gente não consegue treinar com todo mundo.Quando não era pela falta do Giba e do Rodrigão que estavam na seleção era porque alguém estava machucado. 

E agora as coisas estão melhores ?

É brincadeira. Ainda tem o Rocca com conjutivite, acho que é essa falta de sorte entre aspas que preocupa o grupo. O Gustavo está com uma virose forte e de cama já tem alguns dias. No paulista teve jogo que o Rocca jogou de líbero. 

Isso pode ser "olho grande" ?

Acredito que as coisas acontecem, não acho que a causa seja olho grande, é do esporte mesmo. Ano passado quando eu estava na Cimed ninguém se machucou e o time estava na vitrine tanto quanto esse. Fico triste porque ainda não conseguimos treinar com todo mundo 100%. Na minha opinião foi por isso que não fomos bem no paulista. Parece até que estou dando desculpa, mas é só olhar os fatos e mesmo assim estamos em quarto lugar. 

Sem essas contusões o Pinheiros poderia estar melhor classificado ?

Olha, difícil falar mas acho que estaríamos com muito mais volume, com muito mais conjunto e poderiamos sem dúvida estar melhores. O grupo é bom, por exemplo tem o Felipe que está de líbero e é juvenil. Seria o terceiro líbero e até agora jogou a Superliga e está indo muito bem. 

O que dizer desses times mineiros, como Sada e Montes Claros ?

Sem dúvida, eles estam jogando muito bem e em casa melhor ainda. Esse ano está muito disputado e há muitos anos não vejo uma superliga tão equilibrada. E olha que só não joguei uma foi quando fui para a Grécia. Todas desde que começou. 

Mas eles são favoritos ao lado da Cimed ?

Acho que todos estão equilibrados, alguns jogando melhor agora e outros crescendo como o nosso time. Vai ser decidido no fim mesmo e times como o Minas e o Sesi com certeza vão crescer na reta final. A favor dos atuais líderes acho que é a facilidade que eles têm quando jogam em casa e contra é o crescimento dos times no decorrer do campeonato. Penso muito no nosso time acho que esta crescendo. 

O Sada/Cruzeiro ganha o primeiro turno ?

Olha, pelo momento que eles estão é provavel que sim. Mas o campeonato é longo e muita coisa vai rolar até as finais. 

Um time com muita estrelas dá certo ?

Joguei em Suzano com muitas estrelas também. Teve um time que era eu e o Giba, Max, Olikver e Mauricio. Deu certo. Graças a Deus joguei em equipes de estrelas sempre. Olha, ter estrelas no time não significa vitória certa e tem que trabalhar as vezes mais do que as outras porque todo mundo quer ganhar das estrelas. Então um time menos expressivo, contra time que tem estrelas cresce muito. Mas aqui no Pinheiros são todos jogadores rodados que sabem conviver com essa situação e o Cebola também trabalha essa lado. Ele faz com que cada jogo seja uma final.  

E como está sendo esse time de estrelas no clube ?

O legal que independente de ser estrela ou um juvenil todo mundo rala. Vou te falar que esse é o time que mais treina.

O Cebola é um cara que cobra isso. Ele quer que independente do adversário o time entre sempre como se fosse uma final.

Realmente o time treina bastante e isso é legal. Porque por mais rodado que seja o cara ele rala igual ao juvenil. E sem reclamar.

A convivência é tranquila ?

Mas em um time como o nosso o controle talvez seja mais fácil porque todo mundo sabe o que tem que fazer. Já joguei em times que realmente o controle era mais difícil por ter muitos jovens. Joguei em Suzano em um time que tinha muitos jovens, não lembro o ano, mas o time era muito jovem e o controle era muito difícil pela falta de experiência. Aqui não. O Cebola fala, a galera escuta e tenta fazer. As vezes nao sai, mas isso é do jogo. 

Você e o Giba discutiram no jogo contra o Sesi. Porque ?

Foi coisa de armação de passe. É que pela tv pareceu que aconteceu um desentendimento, mas não. O Giba é um dos caras mais tranquilos que eu conheci e olha que conheço ele desde a seleção juvenil que ficamos em segundo no mundial. Esse tipo de lance acontece sempre. 

A tal "lavagem de roupa suja" aconteceu mesmo ?

Sim. Acho que pelas dificuldades que tivemos isso acabou acontecendo. Como te falei ainda não conseguimos colocar o time todo em quadra, então quando não alcançamos nosso objetivo no paulista, sobrou pra todo mundo. Do juveil ao Gustavo. Isso é uma coisa que será eterna. Podem chamar de roupa suja, outros de acertar os ponteiros e acho que foi válida a reuniao sim. Até porque quem fica lamentando não chega a lugar nenhum. Seria fácil ficar culpando as contusões, mas antes de tudo somos homens e tínhamos que reagir e mudar o foco. Não colocar a culpa nisso e sim treinar mais, se dedicar mais. o Giba mesmo foi 24 hs de dedicação e as vezes ele chegava antes e era o último a sair.  

Por Bruno Voloch às 14h16

Dínamo Moscou segue invicto no feminino. Paula e Walewska perdem mais uma na Rússia.

O Dínamo Moscou segue mais líder do que nunca no campeonato russo feminino.

No último fim de semana, mesmo jogando fora de casa, o time derrotou a Universitiet Tekhnolog Belgorod por 3 sets a 1.

O Dínamo, classificado para a segunda fase da Champions League, soma agora 26 pontos com 13 vitórias e continua invicto.

Omichka Omsk está com 24 pontos e se manteve na segunda colocação mesmo com a derrota por 3 a 2 para o Avtodor-Metar Chelyabinsk.

Zarechie Odintsovo de Paula Pequeno perdeu outra partida, a terceira no campeonato. Dessa vez o resultado negativo veio em casa diante do fraco Samorodok Khabarovsk que tinha somente duas vitórias em todo o torneio. O time caiu com 3 sets a 1 e segue na terceira colocação com 23 pontos. 
    

Por Bruno Voloch às 08h50

Sem Dante, estrangeiros vencem seleção da Rússia no All Star Game

Após quatro edições, finalmente a seleção do resto do mundo conseguiu derrotar a Rússia.

O All Star Game na Rússia aconteceu na cidade de Ekaterinburg e terminou com o placar de 3 sets a 2 para o time dos estrangeiros. As parciais foram de 22/25, 25/19, 27/29, 25/20 e 15/13.

A seleção do resto do mundo contou com o levantador Lloy Ball do Zenit Kazan, Stanley também do Zenit Kazan, Priddy e Lee que atuam pelo Novosibirsk, Kadziewicz do Belgorod, o búlgaro Tzvetanov do Ekaterinburg. Dante não aceitou o convite do treinador Alekno.

A Rússia foi forte e participaram da partida Khamouttskikh, Mikhaylov, Tetyukhin, Musersky, Kazakov, Khtey, Verbov, Sokolov, Yakovlev e Grankin. Daniele Bagnoli comandou a equipe russa.

Por Bruno Voloch às 08h40

01/02/2010

Talita fala pela primeira vez da vida pessoal, da possível falta de ética na praia e elogia Maria Elisa

"Ganhamos o circuito brasileiro e fomos vice campeãs do mundo. Isso com apenas uma ano jogando juntas, ou seja, estamos no caminho certo"

A frase otimista é da sul-mato-grossense Talita. 

Quarta colocada na olimpíada de Pequim com Renata, Talita disse ao blog está muito feliz e animada para a temporada de 2010. Ela mesmo admite que ficou surpresa com o resultado de 2009:

"Não esperávamos que o time fosse se acertar tão rápido, os objetivos foram mudando ao longo do ano. Quando vimos a gente era finalista de um lado e do outro".

Talita diz que encontrou na atual parceira, a fluminense Maria Elisa, uma pessoa guerreira, corajosa e com um potencial enorme.

Falar de Renata é mais complicado muito embora Talita confesse que ela mesmo procurou a separação. Disse que o ciclo estava encerrado e que precisava respirar novos ares.

Talita diz que fez o possível na Olimpíada de Pequim, mas que Walsh e May eram quase imbatíveis. Ela guarda com carinho as lembranças da parceria com Renata e diz que tem muito carinho pela amiga, mas que o divórcio era inevitável.

O quarto lugar em Pequim deixou lições para Talita:

"Quando acaba qualquer jogo e o resultado não é a vitoria sempre ficamos pensando que poderíamos ter feito algo diferente. Esse é o grande lance, conseguir enxergar o mais rápido possivel uma solução para as dificuldades dentro de um jogo".

Apenas uma etapa foi jogada esse ano, em Caxias do Sul, e Talita e Maria Elisa perderam a decisão para Juliana e Larissa. Talita acha o momento atual mais nivelado, embora faça questão de dizer que Juliana e Larissa ainda formam a dupla número 1 não só do Brasil como no mundo.

Shelda é a referência para Talita. 

Talita conta que é uma mulher, feliz, determinada e cheia de amigos. Amigos e namorado, mas Talita só diz que é do meio do esporte, sem entrar em detalhes. Morando sozinha em Ipanema na zona sul do Rio de Janeio, Talita se sente mais madura aos 27 de idade e curte os raros momentos de folga indo ao cinema e quando consegue, visita os parentes no Mato Grosso. Ela não se acha vaidosa, mas não dispensa os habituais cremes e os cuidado com o corpo. 

O ambiente no vôlei de praia, muitos dizem ser pesado de rivalidade, mas Talita explica os motivos da possível falta de ética:

"É normal como em qualquer lugar onde existe uma competição. Diferente da quadra que os jogadores sao contratados, na praia cada um escolhe o seu parceiro e isso pode gerar um conflito. Você vai chamar alguém para jogar e lógico essa pessoa tinha um parceiro, que pode se sentir traido, mas eu costumo ver como oportunidades e cada um sabe o que é melhor para si".

Talita elogiou Maria Elisa, mas não deixa de lembrar da primeira parceira, a eterna Jaqueline:

"O mais bacana de jogar com ela foi poder ter a oportunidade de conhecer a pessoa Jackie. Ela é muito engraçada e acho que poucas pessoas conhecem esse lado dela. Sobre a jogadora, realmente mereceu tudo que conquistou e aprendi muita coisa com ela. Costumo dizer que peguei um atalho e uma uma campeã precisa ter atitude de campeã".

Muitas jogadoras que fizeram sucesso no vôlei de quadra fracassaram na areia e Talita explica que o vôlei de praia é outro esporte e que deve ser mesmo muito duro para atletas consagradas perderem para duplas que nunca ouviram falar.

Talita ainda não sabe se vai desfilar no carnaval, aguarda a chegada dos primos que passarão o carnaval no Rio, mas espera em 2010 dar mais um passo rumo à Olimpíada de Londres em 2012. 

Uma frase jamais será esquecida: Uma campeã precisa ter atitude de campeã.

Talita já está atrás desse ideal.  

 

Por Bruno Voloch às 09h14

Rio de Janeiro finalmente aparece em primeiro lugar

Demorou um pouco, mas o Rio de Janeiro chegou lá.

Olhando a tabela de classificação, a gente encontra o time de Bernardinho na primeira colocação com o mesmo número de jogos que Osasco, Pinheiros e São Caeatano, os 4 pretendentes ao título dessa temporada.

O Rio é o único invicto, enquanto Osasco e Pinheiros estão com uma derrota cada e São Caetano já soma 3.

Porém, bem diferente do masculino onde o Sada/Cruzeiro já garantiu o título do primeiro turno, o Rio de Janeiro ainda não pode comemorar nada.

Essa semana o time enfrenta justamente Pinheiros na quinta-feira e Osasco no sábado ambos em São Paulo. 

O jogo contra o Pinheiros talvez seja um dos mais esperados da competição. Vai reunir o campeão paulista contra o melhor time do Brasil na atualidade.

Se for o Rio do jogo contra Bruque, o Pinheiros vence a partida. Mas acho muito difícil que o Rio de Janeiro volte a jogar tão mal como aconteceu na semana passada.

Uma vitória nessas duas partidas partidas garante ao time carioca a primeira colocação.

O clássico contra Osasco é cercado de muita expectativa. Osasco esperava chegar nesta partida também invicto, mas caiu na semana passada em Recife para o Sport.

Favorito ao título da superliga, o Rio de Janeiro vive sua semana decisiva, mas finalmente em primeiro lugar. Ainda ...

Por Bruno Voloch às 08h45

Sada/Cruzeiro ganha título simbólico do primeiro turno

A vitória sobre o time de Brasília no fim de semana garantiu ao Sada/Cruzeiro o título de campeão do primeiro turno da superliga masculina.

Ainda restam duas rodadas para terminar o turno, acontece que o Cruzeiro irá receber Volta Redonda e Vitória, times muito fracos que lutam pelas últimas posições. O Volta Redonda é apenas décimo terceiro colocado e conseguiu perder em casa na última rodada para Blumenau que abriu 3 pontos.

Vitória está em último lugar com uma vitória em 14 partidas. No fim de semana, roubou até um set da Cimed, mas caiu com 3 a 1 também em seus domínios.   

É lógico que o esporte nos reserva supresas, mas nesse caso se fizer o dever de casa e ganhar por 3 a 0 os dois jogos, o Sada/Cruzeiro fica com o primeiro lugar. E vai fazer, não tenho dúvida disso.

Hoje Sada e Cimed estão empatados com 29 pontos em 15 jogos com 14 vitórias e uma derrota. O Cruzeiro ganhou 44 sets e perdeu 10, enquanto a Cimed fez 43 contra 11. Pelos números, ganhando os dois jogos de 3 a 0, o Cruzeiro não perde a primeira colocação.

Com isso, torcedor mineiro, sua obrigação é lotar o ginásio na quinta-feira dia 4 contra o Volta Redonda e no sábado dia 6 diante do Vitória.

São 14 jogos de invencibilidade e nenhuma derrota em casa. É difícil imaginar que o Cruzeiro deixe o título escapar ...  

Por Bruno Voloch às 08h30

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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