Blog do Bruno Voloch

12/02/2010

Mackenzie demite técnico após derrota para Macaé

O futebol segue fazendo escola. O vôlei aprendendo bem a lição. 

O técnico André Scotti do Mackenzie, não resistiu a mais uma derrota na superliga feminina e foi demitido. Ele não é mais o treinador do clube.

O time mineiro faz uma campanha muito ruim na competição com apenas 3 vitórias em 14 jogos.

Após mais um resultado negativo, dessa vez diante do Macaé, a direção do clube achou melhor dispensar André Scotti. Jogando em casa, o Mackenzie perdeu de virada para o Macaé por 3 sets a 2. Foi a quarta derrota consecutiva da equipe, sendo que o Macaé só tinha conquistado uma vitória em toda a superliga.

O assistente técnico Henrique Furtado vai comandar o time no domingo de carnaval diante de Brusque.   


Por Bruno Voloch às 13h01

Rio de Janeiro deveria repensar sobre o carnaval

E não foi por falta de aviso. 

"O Minas fez seu papel diante dos pequenos e não assusta os grandes. Mas em casa, com o apoio da torcida pode até roubar um set do Rio e criar mais problemas. A norte-americana Nancy Metcalf precisa ter um tratamento especial por parte do Rio. Todo cuidado é pouco".

Escrevi no blog poucas horas antes da partida entre Minas e Rio.

Pois foi quase isso que aconteceu. Pior que isso, para ser mais exato. O Minas não só roubou um set, como venceu a partida. Nancy Metcalf jogou solta, absoluta e fez 25 pontos. Ela não teve o tratamento que merecia.  

Érika e Fabiana pontuaram como de hábito e até Regiane jogou direitinho. Quem não está bem é Joycinha, talvez longe de suas condições físicas ideais.

Michele entrou no time, fez sua parte, porém o Rio não conseguiu reverter a situação. Difícil cobrar alguma coisa da central Mara que marcou 4 pontos.

Nos últimos 4 jogos foram 3 derrotas para uma equipe que estava invicta. Não, definitivamente não é normal. Nos últimos 4 jogos, o Rio enfrentou Osasco que é canditado ao título, Pinheiros que é a revelação da temporada e o Minas que tem tradição, mas está longe de ser um dos favoritos. A única vitória foi em cima do frágil Mackenzie que ontem conseguiu perder para Macaé.

Ou seja, existe mesmo algo de errado nesse time.

A ausência de Carol Gattaz pode estar influenciando na queda de produção da equipe, mas custo a acreditar que esteja sendo decisiva. 

Não sou especialista, mas a impressão que dá de fora é que o Rio alcançou o ápice da forma física antes da hora. E mais, faltam peças de reposição.

Essa situação que vive hoje Joycinha talvez seja o maior exemplo. A menina estava jogando um bola redondinha, arrebentando no início da superliga e de repente caiu de jogo assustadoramente.

Não é a culpada, claro, tem talento de sobra, mas que existe algo de errado, existe. Insisto nessa tese.

Não lembro de uma campanha tão "ruim" do Rio de Janeiro na história da superliga. 3 derrotas apenas na segunda rodada do segundo turno. Tá estranho.

Ninguém esquece de jogar bola e a qualidade não some de uma hora para a outra. Acho mesmo que o problema é físico no Rio de Janeiro e Bernardinho sofre com a falta de peças de reposição.

Agora vejo que algumas jogadoras estão se programando para desfilar no carnaval do Rio de Janeiro. Na avenida mesmo, sambando, cada uma na escola de preferência. Direito delas, nada mais justo.

"Não dá para cair na gandaia no Carnaval. É preciso ter a cabeça profissional e postura fora de quadra", diz uma ex-jogadora do time carioca, jogando essa superliga, mas que prefere não se identificar.

No futebol não aconteceria. Jamais.

Imagina só se os jogadores de qualquer equipe grande iriam se expor após tantas derrotas no campeonato brasileiro ?

Nunca. Claro que a comparação pode ser pesada demais, mas o bom senso não indicaria mais treino, repouso e menos exposição ?

A cobrança certamente será grande daqui em diante. A comissão técnica precisa repensar, encontrar alternativas e principalmente mexer com o emocional de um grupo abalado e no momento sem a confiança necessária.

Soube que o fim de semana será de folga e as jogadoras voltam a treinar na segunda-feira.

Folga, com 3 derrotas nos últimos 4 jogos e com Bernardinho de técnico.   

O Rio deveria repensar essa sobre essa programação do carnaval. E as meninas ...

 

  

       

Por Bruno Voloch às 12h06

11/02/2010

Osasco não corre risco. Rio e São Caetano terão jogos perigosos

Diferente do que muita gente está dizendo, sinceramente não acho que Osasco corra nenhum tipo de risco no jogo contra Brusque. Desculpe. Depois de derrotar o Rio de Janeiro e assumir a liderança, confirmada após os 3 a 0 contra São José, Osasco precisa assumir a postura de líder e jogar como tal diante de Brusque.

Em um campeonato tão equilibrado, não existe margem para erros, como foi no caso da derrota para o Sport. Não vencer por 3 a 0 Brusque, seria ruim para Osasco. Bursque ganhou somente 5 partidas e está no limite para a classificação. Joga em função da ótima e habilidosa Tandara, tem a boa Flúvia no meio, gosto de Suelle também e Cláudia tem feitos partidas interessantes. Acontece que quando a coisa "aperta", Tandara é obrigada a resolver a situação e não me parece que terá vida fácil logo mais. Uma jogadora somente para definição, é pouco.

Reconheço os bons jogos deste time de Brusque contra Rio e Pinheiros, mas ainda não será dessa vezque derrubará um dos grandes.

Em Belo Horizonte, o Minas encara o Rio. Tipo do jogo perigoso e arriscado para as cariocas. Entram como favoritas, não podem perder em hipótese alguma e o time me parece desgastado fisicamente. No atual momento, penso que Érika e Fabiana são peças fundamentais ao Rio. Se uma delas não fincionar, a coisa aperta de vez. O Minas fez seu papel diante dos pequenos e não assusta os grandes. Mas em casa, com o apoio da torcida pode até roubar um set do Rio e criar mais problemas. A norte-americana Nancy Metcalf precisa ter um "tratamento especial" por parte do Rio. Todo cuidado é pouco.

Para o time do Pinheiros fazer 3 a 0 no São José é obrigação. Para quem pensa em título, perder sets para essas equipes pequenas, pode ser fatal lá na frente. 3 a 0, só esse resultado serve para o Pinheiros.

O São Caetano luta contra a a irregularidade e instabilidade emocional. Hoje contra o Praia Clube será mais um teste para São Caetano. Precisa dar as cartas, ser agressivo e não dar chances ao Praia Clube. Por sinal, esse time do Praia Clube não é bobo e cabe ao São Caetano não deixar o Praia "gostar" da partida. Se não, a conta pode sair cara.

O Vôlei Futuro de William, joga diante de São Bernardo. Ganhando, como normalmente deve acontecer, pode até terminar a rodada em quarto lugar se o Rio vencer o Minas em Belo Horizonte. Passar o carnaval em quarto lugar, seria uma vitória para o Vôlei Futuro.                             

Por Bruno Voloch às 16h02

Pinheiros e Cimed precisam da vitória e São Bernardo luta pela afirmação

Boa e interessante essa rodada de hoje da superliga masculina.

O Pinheiros continua fazendo um campeonato irregular e com resultados decepcionantes. Respeito demais o time de São Bernardo, reconheço que o time de Rubinho cresceu com a chegada de Tuba, mas levar de 3 a 0 em casa foi demais para o Pinheiros.

Logo mais o desafio será ainda mais complicado. O bom e surpreedente Montes Claros do técnico Talmo, perdeu na última rodada por 3 a 2 para o Sesi em uma partida de alto nível. Foi a terceira derrota de Montes Claros na superliga e como ainda sonha com a primeira colocação, vencer em São Paulo o Pinheiros será fundamental. Sei não, o Pinheiros que abra o olho, se não pode sofrer outra derrota dentro de casa.

O motivado São Bernardo encara o Sesi no clássico paulista. Não tenho dúvida em afirmar, que São Bernardo vive seu melhor momento dentro da superliga. O Sesi tirou um enorme peso das costas depois de vencer Montes Claros. O time é melhor em termos técnicos e Giovane tem mais peças de reposição. Deve ser um jogo equilibrado, mas teoricamente, dá Sesi. Puro palpite.

O Sada/Cruzeiro recebe Blumenau e pode contabilizar mais dois pontos. Vai passar o carnaval mais líder do que nunca.

Nos demais jogos, Vôlei Futuro, Lupo, e principalmente Santo André e Ulbra, precisam vencer suas partidas. Ganhando, Ulbra e Santo André seguem vivos na luta pela oitava colocação. Uma derrota de São Bernardo seria um ótimo resultado para os dois.

Nesta sexta-feira, o Minas joga contra a Cimed. A favor do Minas, as 5 vitórias seguidas e a experiência dos jogadores. Como se não bastasse, Sesi e Pinheiros perderam jogos inesperados o que facilitou a vida dos mineiros, hoje na quarta colocação.

A Cimed sempre teve como virtude nesses anos todos a regularidade. Pensando assim, é difícil acreditar que volte a jogar tão mal como aconteceu diante do Sada. Perder, poderia significar uma diferença de 4 pontos para o líder Sada. E para quem ainda pensa na primeira colocação, a vitória seria importantíssima.

               

 

Por Bruno Voloch às 15h13

09/02/2010

Time do Rio de Janeiro vive novo drama após as duas derrotas seguidas

Como se não bastasse a perda da invencibilidade, as duas derrotas seguidas e a queda para a terceira colocação, o time do Rio de Janeiro vive um novo drama.

Após perder Carol Gattaz que sofreu ruptura plantar no pé esquerdo, a equipe carioca não contará mais na competição com a central Dani Oliveira.

Dani se contundiu no jogo contra Osasco no último sábado. Examinada no início da semana, ficou constatado uma lesão grave no tornozelo com ruptura no tendão. Com isso, Dani vai passar por uma cirurgia nos próximos dias e não jogará mais o campeonato.

O prazo de recuperação é de 5 mêses. A jovem Mara de apenas 18 anos entra no lugar de Dani na partida desta noite contra o Mackenzie em Belo Horizonte.

Carol Gattaz só deve voltar ao time após o carnaval.     

Por Bruno Voloch às 14h11

Cruzeiro sobrou em quadra contra a Cimed

Fiquei surpreso com o que assisti na vitória do Cruzeiro sobre a Cimed.

Surpreso não com o voleibol apresentado pelo time mineiro e sim pelo jogo ruim que fez a equipe catarinense. Não é essa a verdadeira Cimed, podem ter certeza.

Nada porém que tire os méritos do Cruzeiro. Hoje é disparado o melhor time do campeonato e um dos favoritos ao título. A inexperiência e o fato de nunca ter decidido uma superliga podem pesar mais para frente. Mas até agora o Cruzeiro está ignorando a tudo e a todos.

São 3 os principais responsáveis por essa excelente campanha. O treinador Marcelo Mendez, o levantador Sandro e o atacante Wallace. Seria injusto de minha parte não citar os demais atletas que também são muito importantes, mas esses 3 são fundamentais.

O argentino Marcelo Mendez pode ser mais um treinador estrangeiro a conquistar o título. É um sujeito simples, escolhe a maneira correta de se comunicar com o grupo e está sempre com os pés no chão. Não admite oba-oba e trata com a mesma seriedade o primeiro e o último colocado.       

Sandro é ousado, rápido, e merece novamente ser lembrado por Bernardinho. Se isso não acontecer será uma tremenda injustiça. O levantador está jogando uma bola redonda, deixando seus atacantes muitas vezes com bllqueio simples e maduro para jogar na seleção.

Wallace é uma promessa, mas está mantendo uma regularidade impressionante na competição. Não tem medo de errar, pede bola nos momentos decisivos e tem a confiança dos companheiros. É cedo, mas precisa e também pode ser observado para a seleção.

Falando do jogo, acho que só o bloqueio funcionou na Cimed. O saque do Cruzeiro foi bem mais agressivo fazendo com que o levantador Bruno não conseguisse jogar com o meio. Éder e Lucão fizeram somente 10 pontos em 3 sets. Renato Felizardo fez quase isso sozinho. 9 no total.  

A Cimed esteve mal na recepção e também no ataque. Mas não me iludo. Acho que taticamente, o Cruzeiro "matou" a Cimed, jogou com inteligência e muita velocidade. Errou pouco.

Mas se engana quem acha que a Cimed está morta. A comissão técnica do time catarinense é muito experiente, o elenco fortíssimo e o grupo tem tudo para dar a volta por cima. É uma derrota que deixa o time abalado, que dificulta a briga pelo primeiro lugar, mas que não tira de forma alguma a Cimed da relação dos favoritos ao titulo.       

Por Bruno Voloch às 08h41

08/02/2010

Dante ganha na Rússia. Paula Pequeno e Walewska sofrem outra derrota

A campeã olímpica Walewska fez bonito. Marcou 11 pontos, teve boa atuação, mas não o suficiente para evitar nova derrota do Odintsovo no campeonato russo.

O time dessa vez perdeu fora de casa para o Dínamo Yantar por 3 sets 2 com parciais de 25/23, 24/26, 27/25, 21/25 e 15/11. Tatiana Kosheleva mais uma vez foi a melhor jogadora do Odintsovo com 27 pontos. 

Essa foi a quarta derrota da equipe na competição. Em 14 jogos, o Odintsovo soma 24 pontos e está em terceiro lugar.

O líder isolado é o Dínamo Moscou com 28.

E por falar em Dínamo Moscou, o time da central brasileira enfrenta nesta terça o Dínamo em partida válida pela Champions League. 

Em compensação, Dante segue brilhando. Pela 15º rodada, o Dínamo Moscou fez 3 a 2 contra Dínamo Yantar.

Dante esteve em quadra apenas nos dois primeiros sets. Essa foi a oitava vitória do Dínamo Moscou que chega aos 23 pontos e a alcança a sexta colocação.

Por Bruno Voloch às 20h21

Natália não admite "vibrar na cara" e diz que resolve na bola

 

Destaque de Osasco na vitória sobre o Rio de Janeiro com 34 pontos, a jogadora Natália está de bem com a vida. Com exclusividade, ela conta no blog como repercutiu a vitória, elogia Luizomar de Moura e diz que não se importa em ver seus ataques comparados aos do masculino. Com apenas 20 anos de idade, Natália mostra personalidade e fala de sua melhor amiga, seleção brasileira, da vida pessoal e diz que não gosta de briga. Mas não ouse gritar na cara dela ...

    

  Como você se sentiu após a partida contra o Rio ?  Eu me senti bem, assim como o time todo. É sempre bom ganhar do Rio, ate porque já é nosso rival de muitos anos. A gente treinou forte a semana inteira para esse jogo e o resultado foi o que valeu.

   A sensação foi de alívio após a vitória ?  Com certeza. Meio que uma sensação meio dever cumprido né, até porque foi só um jogo e nao podemos relaxar porque essa semana ja começa o segundo turno. Então é ter a cabeça no lugar para fazer uma boa sequência no campeonato.

   Você tem noção do que fez na partida ? 34 pontos. Na verdade o que me deixa feliz foi ter ajuda o grupo. Então, se fui eu ou se outra jogadora tivesse sido a maior pontuadora do jogo, acho que o mais importante foi o resultado final. Quem venceu foi o grupo junto com a comissão técnica.

   O que representa o Luizomar de Moura na sua carreira ? Ele abriu as portas no vôlei profissional para mim. Primeiro jogo de superliga foi com ele e estamos juntos até hoje. Serei eternamente grata a todas oportunidade e confiança que ele depositou em mim durante todos esses anos.

   Como foi a comemoração após a vitória contra o Rio ? Comemoramos num restaurante japonês com algumas meninas do time e até mesmo com algumas integrantes do Rio e do time de Brusque. Apesar da rivalidade dentro da quadra todas nós temos um bom relacionamento fora e tenho grandes amigas do outro lado.

   Quem é o favorito para ganhar essa superliga ? Nesse campeonato não tem favorito. O próprio campeonato já mostrou isso no primeiro turno. 

   Dizem que seu ataque pode ser comparado ao vôlei masculino. Isso deixa você chateada ? Não mesmo, de maneira alguma. Até porque é meu ponto forte. Como eu nao sou muito habilidosa, tenho que usar meus golpes de força. Eu costumo sempre levar as coisas pelo lado positivo.

   A Natália será mais marcada após esse estrago todo ? Sim. Acho que no decorrer do campeonato, a cada jogo todos nosso movimentos são marcados. Cada equipe vai tentar neutralizar os ataques da nossa equipe, então no meu caso tenho que nos treinamentos tentar coisas diferentes para na hora do jogo ter como surpreender o adversario. 

  Jogar de oposta no clube e ponta na seleção atrapalha você ? Acho que um pouco sim, até porque mesmo treinando aqui no clube o passe nao é a mesma coisa que jogar. Então chegando na seleção eu vou ter que fazer intensivos para entrar no ritmo.

  Quem é sua melhor amiga no esporte ? Camila Brait. Eu a conheci fazem alguns anos na seleção de base e na temporada passada tive o privilégio de ter ela aqui no time em Osasco. Ela é uma pessoa maravilhosa, tem um coração imensurável e independente se jogarmos na mesma equipe ou não, tenho certeza que ganhei uma amiga para o resto da vida. 

   Você pode falar um pouco da Natália fora de quadra ? Lógico que sim. Eu me considero uma moleca que adora dar risada, sou um pouco escandalosa nesse ponto porque eu não disfarço minha felicidade. Sempre que tenho oportunidade gosto de estar do lado dos meus amigos e odeio ficar sozinha. Prefiro sempre de ter as pessoas que eu gosto do meu lado. Curto shopping e compras também. Adoro fazer compras.

   O que mais irrita a Natália em uma partida ? As vezes em partidas decisivas alguns erros da arbitragem que comprometem o resultado do jogo, mas isso pode ser normal porque todos erram. E as vezes uma vibraçao excessiva da jogadora adversária. Mas como sou uma pessoa tranquila e nao gosto de briga, então prefiro resolver na bola. 

  Como assim ? Quer me ver louca é vibrar na minha cara. Eu fico possessa, mas eu não costumo confrontar.

   Qual foi a pior bloqueadora que você enfrentou ? Olha, não digo que foi a pior, mas uma que eu detestei pegar na minha frente foi a japonesa Takeshita. É impossivel ver a mãozinha dela no bloqueio e quando você menos espera, ela está lá . Então você fica meio sem referência. Já tomei algumas amortecidas dela nos jogos. 

   E a seleção brasileira ideal ? Eu acho que não cheguei ainda em um nível de saber bem o que seria bom para uma seleção brasileira. Prefiro deixar essa para o Zé Roberto.

   A Natália será convocada para a seleção ? Eu estou trabalhando para isso. Mas para mim primeiro tem o clube e quero fazer uma boa superliga pelo Osasco. Se eu fizer bem o meu trabalho aqui posso ter uma chance na seleção. Tudo é consequência.

Por Bruno Voloch às 15h49

07/02/2010

Levantadora do Pinheiros sonha com seleção e diz que Rio ainda é o favorito ao título

O Pinheiros terminou o primeiro turno da superliga feminina na segunda colocação. O time sofreu apenas uma derrota, justamente para Osasco que ficou em primeiro lugar após derrotar o Rio de Janeiro por 3 sets a 2.

Sem encontrar diculdades, o Pinheiros venceu na última rodada o Macaé por 3 a 0.

A levantadora Fabiola aproveitou a folga deste domingo para curtir a família, mas gentilmente atendeu ao blog. Fabíola disse que não assistiu a vitória do Osasco sobre o Rio de Janeiro e que pouca coisa mudou após o resultado positivo diante do mesmo Rio na quinta passada:

"Na verdade a repercussão foi muito positiva, mas sabemos que cada jogo é uma final e contra elas ou contra qualquer outro adversário temos que encarar dessa forma. Derrotar uma equipe como o Rio é uma grande conquista, mas todos nós temos o pé no chão porque o campeonato é longo".

Sensação da temporada 2009/2010, Fabíola fala de um dos segredos do Pinheiros:

“Primeiro eu acredito que é a confiança em Deus, segundo o grupo é muito forte e determinado sem jogadoras de destaque, mas com atletas determinadas e a força de todas juntas está fazendo a diferença”.

Osasco e Rio de Janeiro são os favoritos para chegar novamente a decisão. Foi assim nas últimas edições da superliga, mas Fabíola diz que a história pode mudar:

“Acredito na força da equipe e todos nós acreditamos sim, que podemos chegar a esse titulo. Mas também sabemos que existem grandes equipes na nossa frente como Osasco e Rio. Porém, nada é impossivel”.

Apesar do episódio envolvendo Bernardinho em um dos pedidos de tempo no jogo contra o Pinheiros, Fabíola fez questão de elogiar o técnico da seleção brasileira masculina:

“Admiro muito o Bernardo, foi ele que me fez levantadora. Devo muita coisa da minha carreira como levantadora ao treinador do Rio. Respeito e sei que ele tem esse mesmo respeito não só por mim, mas por todas as jogadoras da nossa equipe”.

O Rio de Janeiro sofre duas derrotas consecutivas para o Pinheiros e para Osasco. Mas as derrotas não iludem Fabíola. A levantadora diz que o time vai se recuperar, não vai se abalar e ainda é o favorito ao título:

”Eu teho certeza que não. Elas são fortes e já mostraram isso. Portanto essas derrotas não vão abalar elas. O time é excelente e o favorito para ganhar o campeonato".

Seleção brasileira é um assunto que não poderia faltar. Fabíola admite a boa fase e confessa que sonha em jogar uma Olimpíada:

 

“Seleção é um sonho na minha vida, pois um dia eu quero jogar uma Olimpíada. Esse é o meu sonho. Estar lá na seleção depende de tudo que eu fizer durante essa superliga e eu sei que existem grandes levantadoras na minha frente. Por isso estou tranquila e pensando só na superliga, o que vier é consequência do meu trabalho”.

 

Humilde, ela reconhece que Dani Lins e Ana Tiemi estão ainda na frente pela vaga na seleção:

“Não penso no amanhã, penso no hoje, o que tiver que acontecer, vai acontecer. Acho que a Dani e Ana são ótimas levantadoras e se estão hoje na seleção estão na minha frente”.

 

Religiosa, Fabíola não se esquece de agradecer a Deus o atual momento de sua vida profissional e pessoal:

 

“O que digo é que tudo que acontece na minha vida é permissão de Deus. Seja os bons momentos e os maus momentos. Por isso em tudo que faço como atleta e como pessoa é para honrar e glorificar o nome do meu Deus”.

 

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 19h46

Os bastidores de Osasco e Rio de Janeiro

Osasco e Rio de Janeiro é o principal clássico do vôlei brasileiro. Disso ninguém tem dúvida.

Um jogo que mexe com as jogadoras da seleção, treinadores e merece mesmo um tratamento diferente por parte da mídia. Mas vamos calma, muita calma nessa hora.

Chamar esse jogo de principal clássico do vôlei mundial é demais. Demais não, mas precisamos ter cautela antes de fazer certas afirmações.

Na Rússia e principalmente na Itália existem clássicos espetaculares, de muita rivalidade e que aqui no Brasil, não por parte do blog, não são tão divulgados.      

Entendo a obrigação de certos profissionais de valorizar os eventos e os atletas que estão envolvidos. Mas não existe a menor necessidade de dizer que essa jogadora é a melhor do mundo na posição ou aquela outra é insuperável no que faz.

Todos nós sabemos das qualidades das nossas jogadoras, do nosso vôlei , sei que dá prazer em enaltecer essa situação, mas fazer isso descompromissado é bem mais natural.

É preciso deixar as amizades de lado, ser isento, imparcial, sempre. Não ser conivente.

O público e os especialistas por exemplo, ficaram privados na partida de ontem, no "maior clássico do vôlei mundial" de ouvir, aí sim, as instruções do melhor técnico do mundo. Bernardinho.

Após dar um tapa no microfone, Bernardinho exigiu que o mesmo não fosse mais colocado nos tempos e paradas técnicas.

Isso não existe. Ouvir os treinadores faz parte do espetáculo e Bernardinho sabe disso. Uma coisa é respeitar uma ou outra parada ou um pedido de tempo, outra bem diferente é exigir a distância. Experiente, Bernardinho sabe que isso só funciona na superliga. Dúvido que tomasse a mesma atitude dirigindo a seleção em uma Olimpíada ou mundial. Chance zero.

Uma pena. Ouvir suas orientações na maior parte das vezes é sinal de aprendizado. Ganhando ou perdendo, calmo ou irritado, Bernardinho na maioria das vezes tem alternativas interessantes. Aquela conversinha ao pé do ouvido com a levantadora nas horas decisivas, cantar de que maneira a oposta precisa atacar, enfim, tudo isso faz parte do espetáculo e ele sabe disso.

Como seria também importante poder ouvir alguma atleta do Rio após o jogo. Inexplicavelmente todas foram rápido para o vestiário após o décimo quinto de Osasco. Dizem que estavam atrasadas para e poderiam perder o vôo, mas insisto que alguém tinha que falar pelo grupo.

Falta bom senso ou sei lá o que dos profissionais de arrancar da craque Natália no auge da comemoração que o Rio estava engasgado ...

Minutos depois ela confessaria para alguns jornalistas.

Bernardinho sabe que é referência. Mas deveria saber que seu papel vai muito além disso. Deveria saber como é importante ouvir suas exlicações ou considerações após as vitórias e principalmente depois de duas derrrotas seguidas.   

Concordar ou não faz parte do jogo, mas ouvi-lo deveria ser obrigação.                    

Por Bruno Voloch às 09h48

Derrota no quarto set foi decisiva na vitória do Osasco

O mais pessimista torcedor carioca não poderia imaginar que o Rio voltasse de São Paulo na terceira colocação. O time embarcou na quarta-feira líder e invicto e desembarca com duas derrotas na bagagem.

Verdade que o time enfrentou duas das 3 melhores equipes do campeonato, mas uma hora isso teria que acontecer.

Não acho que a ausência de Carol Gattaz e muito menos a contusão de Dani Oliveira tenham sido decisivas na derrota contra Osasco.

O Rio de Janeiro teve em quadra uma levantadora muito pressionada, uma recepção ruim com Regiane e as centrais pouco eficientes no ataque.

Osasco teve mais coragem e mais banco para vencer.

Não gosto de falar individualmente de cada jogadora, mas o jogo entre Osasco e Rio merece uma avaliação neste aspecto.

Achei que faltou paciência da comissão técnica do Rio com a levantadora Dani Lins que de fato não estava em dia inspirado.

Carol por sua vez entrou muito bem, usou mais as centrais e ajudou Osasco em várias situações de bloqueio. Ana Tiemi me pareceu sentir emocionalmente o jogo, mas fez um segundo set razoável.

A central Fabi foi pouco acionada. Curiosamente melhorou no ataque quando Camila entrou, bloqueou como de hábito, mas poderia ter sido mais efetiva na frente. Porém tem muito crédito e não comprometeu para a derrota.

Dani Oliveira tinha 5 pontos quando deixou o jogo, ou seja, tanto faz como tanto fez.

Seria injusto de minha parte fazer qualquer comentário sobre a participação da jovem Mara. Só acho que entrou com personalidade, o que é um bom sinal para o futuro.  

Érika foi a melhor jogadora do time carioca. Corajosa, assumiu a responsabilidade quando foi preciso e se virou na rede junto com a central Dani. Ficou nitidamente sobrecarregada, mas teve talento para superar as adversidades.

Regiane foi muito mal. Péssima na recepção, foi caçada pelas jogadoras do Osasco dando um enorme prejuízo ao passe. Marcou somente 7 pontos, números irrisórios em um clássico como esse.

Joycinha começou bem, caiu de produção, mas assim como Fabiana, jogou com segurança no fim da partida. Já vi Joycinha jogar melhor e pontuar mais, tem talento de sobra para isso, mas diria que fez a parte dela.

Fabi também fez, jogou com a disposição habitual, comandou, defendeu, mas achei Camila melhor especificamente na partida de ontem.

A líbero do Osasco defendeu muito, errou apenas dois passes em 5 sets, esteve muito presente nas coberturas e muito bem posicionada nos ataques do Rio. Fez defesas espetaculares.   

Thaísa, assim como Fabi, cresceu a partir da metade do jogo e também com a entrada de Carol no lugar de Ana Tiemi. 

Adenízia atuou com a garra e a determinação de sempre. É impressionante a maneira como ela contagia a equipe e a própria torcida do Osasco. Adenízia esteve melhor no bloqueio do que no ataque, mas anotou 14 pontos, números consideráveis para o clássico. Me parece afobada em algmas situações. Mas isso siginifica vontade de vencer.

Sassá esteve apagada e tem capacidade para fazer bem mais do que os 3 pontos que marcou.

Não achei sinceramente Thaís tão melhor assim. Porém rodou algumas bolas importantes, foi mais agressiva no bloqueio, mesmo não tendo a mesma segurança no passe.

Jaqueline fez um ótima partida. Deu consistência a defesa e o passe e no ataque foi precisa e segura quando acionada.  

Mas ninguém esteve tão birlhante como Natália. Não sou de dar notas, mas ela merece 10. Como dizem os locutores de carnaval, nota 10. Macar 34 pontos em uma decisão é impressionante. Natália ataca com uma força que de fato lembra em alguns momentos o masculino, com todo o respeito. Fisicamente ela está perfeita, ataca em todas as posições e encontra espaço na quadra as vezes inimagináveis.

Luizomar acertou tirando Sassá e colocando Thaís. Fez certo trocar Ana Timei por Carol. Não sei se Ana aguentaria até o fim da partida pois passou mal devido ao forte calor, mais Carol foi corajosa, tem mais bagagem para esse tipo de jogo, e como disse bloqueou em algumas passagens muito importantes.

Mas Luizomar sabe que o comportamento do time no quarto set foi inaceitável. Ganhando de 21 a 17, o time de Osasco simplesmente parou  em quadra como se de outro lado não tivesse adversário. Perder de uma forma bisonha e quase complica um jogo que estava ganho por 3 a 1. 

Bernardinho teve méritos de "achar" aternativa quando o jogo parecia perdido. Michele entrou sem tanta cobrança porque qualquer uma faria melhor que Regiane. Atrás se vira bem, mas é baixa para os padrões atuais do vôlei mundial. Porém, longe de ser responsabilizada pela derrota no quinto set.

Alias, levar o jogo para o tie-break talvez tenha sido o maior mérito do Rio de Janeiro.  

Mas achar que ganharia com Camila seria demais. Acho até que Camila ajudou o time no quarto set, especialmente quando esteve no saque. No quinto set porém, Osasco usou e abusou dela na rede. Sejamos justos, Camila até pontou nesse fundamento, mas as atacantes do Osasco passaram por cima na maioria das vezes de Camila e não tomaram conhecimento dela na rede. Defesas possíveis acabaram virando bolas impossíveis de serem defendidas, devido a baixa estatura dela.

Infelizmente, por mais que exista amizade e carinho, o vôlei profissional não comporta mais atletas dessa altura. Isso óbvio sem falar das incansáveis líberos Camila e Fabi. Mas o Rio não tinha alternativa e pagou o preço.

Osasco e Rio fizeram novamente uma partida que se não foi brilhante tecnicamente, sobrou em termos de emoção.

Osasco poderia ter ganho de 3 a 1, mas não teve competência para isso. Mas foi até bom, porque Osasco e Rio tem a cara de 3 a 2.                      

Por Bruno Voloch às 09h15

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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