Blog do Bruno Voloch

06/03/2010

Jaqueline estava certa. Deu Osasco.

Na última segunda-feria, o blog conversou com Jaqueline, uma das estrelas do time de Osasco. Na ocasião, Jaqueline revelou o que de fato os números mostram no campeonato.

Osasco, não se sabe ao certo o motivo, joga melhor contra os chamados times grandes. Dito e feito.

No clássico contra o Pinheiros na capital paulista, Osasco talvez tenha feito um de seus melhores jogos no campeonato. A vitória por 3 a 0 foi justa, merecida e devolveu a confiança ao time de Luizmoar de Moura. Confiança essa que esteve em xeque após a derrota de 3 a 0 para o Minas em casa.

Mas nada como uma vitória sobre o até então líder da superliga para colocar as coisas nos seus devidos lugares.

A comissão técnica do Osasco trabalhou intensamente para esse jogo e deu resultado. A defesa de Osasco funcionou muito bem durante os 3 sets. O passe do Pinheiros estava ruim e Fabíola não podia fazer milagre. Ainda no primeiro set, Paulo Cocco fez algumas alterações no time, mas nenhuma delas deu resultado.

As centrais do Pinheiros não rodavam e Fernanda Garay simplesmente "sumiu" da partida. Sumiu quando mais se precisava dela. Juliana Costa fez seu papel como ponteira e Lia estava muito bem marcada. Não era o dia, definitivamente. Acontece.

Osasco foi um time. Thaísa e Adenízia fortes no meio, com Adenízia se destacando com 6 pontos de bloqueio. Natália sempre regular no ataque com 18 pontos e Jaqueline rodando a maioria das bolas com muita habilidade. Sassá fez dela o que se esperava e provou que quando está bem é de grande importância ao time. Mas se tivesse que escolher um nome, um destaque, a melhor do jogo, ficaria com Camila Brait, líbero de Osasco.

Ela fez ótimas defesas, deu segurança ao sistema defensivo sempre muito bem posicionada e teve ótimo índice de aproveitamento no passe.         

Por Bruno Voloch às 09h04

05/03/2010

Blausiegel não admite novo fracasso do São Caetano

Que mistério acontece com esse time do São Caetano ?

Se levarmos em consideração a superliga, o São Caetano é realmente a grande decepção. Montou um grande time, tem jogadoras de alto nível como Mari, Sheilla e Fofão, mas os resultados não aparecem.

O treinador Mauro Grasso é experiente, já mostrou sua capacidade em outras equipes e fez sucesso no masculino. Mas até agora Maurinho não fez o time do São Caetano "andar".

Ano passado, Rizola teve os mesmos problemas e curiosamente o São Caetano melhorou e rendeu mais nas mãos dele no fim do campeonato. Já era tarde.

O que estranha é a maneira como a equipe está se comportando. Sheilla fala em atitude e está corretíssima. Mas essa atitude precisa partir justamente delas, as jogadoras. A impressão que dá para quem está de fora é que o São Caetano se entrega fácil demais e perde as forças de uma hora para a outra.

Perder faz parte do jogo, a maneira como se perde um jogo é que precisa ser discutida. Perder de 3 a 0 para o Minas pode acontecer, mas sinceramente, não vejo essa diferença toda entre essas equipes.

Não posso, não seria justo e nem tenho coragem de tirar os méritos do time mineiro, que sobe de produção a cada rodada.

Não seria justo também jogar toda a responsabilidade da "crise" em cima de uma jogadora somente, quando nitidamente o problema parace ser do grupo que perdeu a confiança.

Quem é capaz de discutir as qualidades de Mari, Sheilla e Fofão ?

Ninguém. 3 craques. Craques mesmo.

Mas não consigo entender porque e como um time profissional pode ter no elenco uma jogadora como Suellen. Respeito essa menina, não é nada pessoal, mas depõe contra a imagem do vôlei. Sua "imagem" atrapalha a própria carreira. Não tem como uma líbero jogar dessa forma, ou seja, como fisicamente ela se encontra.

Sinceramente me pergunto como Mauro Grasso cobra o trabalho físico das demais atletas, quando no elenco Suellen está nitidamente acima do peso. Volto a dizer que não é ela a culpada por tudo que está acontecendo, mas ninguém me convence de que a jogadora pode atuar nessas condições.

E a cubana Regla Bell ?

Esse mistério já foi desvendado. Regla não atingiu o condicionamento físico e técnico exigido por Mauro Grasso e por isso é banco. Não será aproveitada tão cedo e funciona como figurante. É a última das opções e o torcedor do São Caetano não precisa se iludir, porque Regla não jogará com Mauro Grasso.             

Certo ou não, é preciso respeitar a posição dele. Afinal é o técnico e deve saber o que está fazendo.

A verdade é que faltando 6 jogos para o encerramento do segundo turno, São Caetano não chegará entre os 4 primeiros. A campanha é decepcionante e tendo pelo frente ainda Pinheiros e Osasco, São Caetano deve terminar na quinta posição.

Para quem investiu pesado e forte pensando no titulo, São Caetano pode não passar das quartas de final.

Se isso acontecer, não está descartada a possibilidade do patrocinador desistir de "bancar" o vôlei para 2010/2011. Os responsáveis negam, evitam falar do assunto para não desestabilizar ainda mais o ambiente. Estão certos agindo assim e deixando o elenco à vontade.

A Blausiegel não admite um novo fracasso.   

Por Bruno Voloch às 09h44

Gamova, Costagrande, Skowronska e Logan Tom decidiram. Paula Pequeno não.

No esporte de uma maneira geral é assim.

O estrangeiro é contratado para decidir, ser o diferencial e a estrela do time. O vôlei não foge essa regra.

A champions league feminina entra na reta final e na semana que vem vamos conhecer os 4 finalistas da competição. O Cannes da França por sediar as finais já está classificado.

E quase todas as entrangeiras fizeram a diferença nesses jogos de ida. Seja contra ou a favor. Os números nos mostram isso.

O Novara, que anda mal no campeonato italiano, venceu na Turquia o Istambul por 3 a 1. A ponta norte-americana Logan Tom e a oposta alemã Margareta Kozuch fizeram juntas 41 pontos. Leia-se, a diferença.

No clássico italaliano entre Bergamo e Pesaro vencido pelo Pesaro por 3 a 2, a maior pontuadora foi a ítalo-argentina Carolina Costragrande que marcou 27 pontos. A polonesa Katarzyna Skowronska, fez 24. Foram decisivas. Do outro lado, Francesca Piccinini e Antonella Del Core somaram juntas 42 pontos, 24 de Picci, mas a alemã Christiane Fürst fez somente 9 pontos.

O Fenerbahce não tomou conhecimento do Odintosovo da Rússia e ganhou como quis por 3 a 0 mesmo atuando na Rússia. Outros números chamaram a atenção nesse confronto. Quem decidiu ?

Outra estrangeira. A russa Ekaterina Gamova chamou a responsabilidade, fez 14 pontos e foi o nome da partida. Foi decisiva. A outra estrangeira do time, a croata Natasa Osmokrovic anotou 13 pontos.

Pelo Odintsovo, a sempre regular Olga Fateeva fez sua parte com 13 acertos. A ótima Tatiana Kosheleva rendeu abaixo do esperado, mas não deu prejuizo. A brasileira Walewska, marcou 6 pontos, números razoáveis para uma central.

Paula Pequeno foi muito mal e decepcionou. Fez somente 1 ponto enquanto esteve em quadra. Sem alternativas e desapontado, o treinador Jan de Brant sacou Paula e deixou a jogadora no banco até o fim da partida.

Não pode uma jogadora como Paula render tão pouco e marcar somente 1 ponto em uma partida de playoff decisivo de champions league. Paula pode estar tendo problemas com a levantadora, sofrendo com a adaptação, frio, ou sei lá qual é a desculpa. O fato é que a jogadora tem uma semana para dar a volta por cima e render o que dela se espera e se pagou.

Paula é a estrela do time. É a estrangeira.

 

Por Bruno Voloch às 08h53

04/03/2010

Superliga está ainda longe do ideal

Estamos chegando na metade do segundo turno da superliga da temporada 2009/2010.

Essa é sem dúvida a melhor superliga dos útimos anos. A mais equilibrada, certamente.

Essa semana tivemos mais um jogo de alto nível entre Cimed e Pinheiros com vitória do time catarinense por 3 sets a 2, de virada com 27/25 no tie-break em quase 3 horas de jogo.

Mas isso não significa dizer que o campeonato esteja sendo um primor em termos técnicos, pelo contrário. Alguns jogos foram ruins técnicamente falando e bem abaixo do que poderia se esperar. Equilíbrio não falta e penso que será assim até o fim da competição. Hoje a liderança está nas mãos da Cimed, mas será por pouco tempo, até que o Cruzeiro chegue ao mesmo número de jogos e assuma a ponta.

Pinheiros e Sesi, podem no máximo chegar em terceiro ao fim da fase de classificação. Não posso deixar de citar a campanha espetacular que faz o time de Caxias do Sul dirigido pelo competente Jorge Smith. É hoje o quinto colocado, mas com dois jogos a menos que Pinheiros e Cimed e com chances reais de terminar na frente dos dois.

O tradicional Minas luta para estar entre os 8, posição frequentada desde o início da superliga pelo regular Montes Claros do campeão olímpico Talmo. Equilíbrio que deixa fora, por enquanto, São Bernardo do insubstituível líbero Serginho e do levantador da seleção Marlon.

Mas nem tudo é positivo, pelo contrário. As constantes e intermináveis mudanças na tabela tiram um pouco da credibildade da competição. A CBV altera sem a menor cerimônia, datas, locais e horários dos jogos, seja no feminino ou no masculino. A entidade culpa a televisão, que evidente tem sua parcela de responsabilidade, mas não fosse ela, o campeonato poderia estar sendo transmitido via internet, como acontece com o circuito de vôlei de praia, acreditem ou não.

A CBV deveria apenas impor limites, mas não consegue e vira refém.

Recentemente, o jogador Gustavo fez um desabafo corajoso sobre o campeonato. Segundo ele, são vários jogos durante uma mesma semana sem que o atleta tenha direito a se recuperar em termos físicos. Verdade absoluta e opinião compartilhada por Giba, Rodrigão e cia. Essa talvez seja mesmo a diferença do nosso campeonato para o italiano.

Lá a tabela é respeitada, não existem mudanças e os jogos acontecem somente no fim de semana.

Gustavo estava acostumado com outra escola e está sentindo literalmente na pele e no corpo as mudanças. É desumano mesmo fazer até 3 jogos em 6 dias. Não existe. A declaração é corajosa, e se fosse feita por jogadores de "fora da seleção" passível de punição, uma vez que é proibido no regulamento falar mal do campeonato abertamente.

Mas ninguém tem peito de punir Gustavo e cia, e nem pode. Aliás seria o cúmulo. Eles estão certos e a CBV também em fingir que não ouviu. A CBV se defende dizendo que os clubes participaram da reunião que formulou a tabela. Verdade também. Mas o calendário é espremido. O erro maior está no inchaço de times na superliga masculina.

Como os "pequenos" não conseguem garantir no fim de cada edição a participação no ano seguinte, a CBV abre mão e deixa "qualquer um" jogar o campeonato. Quantidade não significa qualidade. Mas quantidade garante um campeonato longo. 17 equipes é um número alto demais, mas a CBV precisa ter garantias de um número mínimo de equipes, por isso abre mão.

A liga nacional, que dizem ser a segunda divisão, muitas vezes tem campeão, mas sem condição de participar da superliga pelo alto custo da competição. Então as inscrições são liberadas e quem apresentar condição financeira, não técnica, de jogar a superliga, joga. Participar da liga nacional é jogar dinheiro fora, porque basta ter dinheiro e cumprir as exigências um mês antes da superliga, para jogar a competição. 17, 20, 25 times, quanto mais equipes melhor.

Na Itália, existe primeira e segunda divisão. Na Itália quem ganha é campeão e sobe, que é último desce, o número de equipes na primeira divisão não muda e o calendário é mantido do início ao final.

Aqui, o jogador que se vire em quadra ...

Por Bruno Voloch às 08h06

03/03/2010

FIVB confirma mundial feminino de clubes para 2010

Agora é oficial.

A FIVB, federação internacional de vôlei, confirmou que o campeonato mundial feminino de clubes voltará a ser disputado em 2010.

A competição será jogada em Doha no Catar provavelmente no mês de novembro.

Essa será apenas a quarta edição do mundial feminino, que voltará a ser jogado após 16 anos. A cidade de São Paulo foi sede das edições de 1991 e 1994. Em 1992, o mundial foi jogado em Jesi na Itália.

O Brasil ganhou os títulos em 1991 com a Sadia e em 1994 com o Leites Nestlé. O Ravena da Itália foi campeão no ano de 92.

Os 3 primeiros colocados da superliga deverão jogar o sul-americano de clubes. Apenas o campeão do continente jogará o mundial do Catar.

Em 2009, Doha sediou o mundial masculino de clubes. A Cimed representou o vôlei brasileiro e ficou apenas na sexta posição. O Trentino da Itália foi campeão ganhando na decisão do Belchatow da Polônia e o Zenit Kazan da Rússia ficou em terceiro lugar. O mundial desse ano permanecerá em Doha.

Por Bruno Voloch às 13h32

01/03/2010

Jaqueline: "Favoritismo se resolve em quadra"

A vitória contra o Rio de Janeiro na última rodada do primeiro turno, parecia que seria decisiva no objetivo do time de Osasco em terminar a primeira fase como líder da superliga.

Parecia e teoricamente era para ser decisiva, sim. Mas Osasco teve tropeços no caminho que não estavam nos planos. Antes mesmo de derrotar o Rio de Janeiro por 3 a 2, Osasco já tinha perdido a invencibildade no campeonato para o Sport em Recife. Uma derrota surpreendente e que certamente não estava nos planos.

Derrotas nunca fazem parte dos planos, mas quando nos clássicos, podem acontecer. Osasco está fazendo o caminho inverso. Ganhou do São Caetano, do líder Pinheiros, Rio e do Minas no primeiro turno. Caiu diante do Sport em Recife e perdeu também para Uberlândia fora de casa. Estava invicto em casa até ser derrotado por 3 a 0 para o Minas no segundo turno. 3 derrotas na superliga e para nenhuma das equipes consideradas favoritas ao título.

O blog conversou com Jaqueline, uma das estrelas do time paulista. A jogadora admite que a derrota para o Minas pode ser considerado um tropeço:

"Sim foi um tropeço, mas não podemos deixar que essa derrota seja uma parede e que nos atrapalhe no resto da superliga. É uma barreira que temos que superar e passar por cima com muita luta. Temos que pensar nas equipes que ainda estão por vir e não nas derrotas que sofremos. Não podemos fazer mais nada nesses jogos que perdemos". 

Jaqueline, na sinceridade habitual, uma de suas qualidades marcantes, diz que Osasco pode ter entrado relaxado demais contra Sport e Uberlândia, por isso aconteceu a surpresa:

"Pode ser sim que a gente tenha entrado dessa forma, mas não deve acontecer. As equipes hoje em dia estão muito equilibradas e podem surpreender como aconteceu nesses 3 jogos. Os times grandes pensaram que poderiam ganhar fácil e não é bem assim. A superliga está forte e temos que batalhar muito para ganhar cada jogo".

Na sexta-feira, Osasco enfrenta o Pinheiros atual líder e campeão paulista. Jaqueline diz que será um jogo como outro qualquer:

"Não será nada especial. Temos que ganhar para nos manter bem na competição e não pensando em estar o tempo inteiro na liderança. É normal uma equipe que está na frente, perder para um time que esteja em terceiro ou quarto lugar. Respeito todos os times e elas ganharam na época o paulista por merecimento pois tinham um time forte que estava junto desde o início".

Todos os times, especialmente o Rio de Janeiro, consideram Osasco o grande favorito ao título. Jaqueline fala do assunto:

"É muito fácil dizer que somos os favoritos. Favoritismo se faz e e se resolve em quadra, jogando e não dizendo. Nosso time é forte como o do Rio também. Somos favoritos da mesma maneira que o Rio. Favorito é aquele que ganha no final e não aquele que acha que é favorito".

Jaqueline brihou no vôlei da Itália durante vários anos. Recentemente, o jogador Gustavo, reclamou abertamente do calendário da CBV e disse que os atletas do masculino estão sofrendo com excesso de jogos. A tabela precisaria, segundo ele, ser revista. Jaqueline concorda em parte.

"O masculino realmente está muito puxado porque são mais equipes e as vezes eles jogam 3 vezes por semana o que não é bom. Mas no feminino não tenho do que reclamar porque tenho dito tempo de recuperação e descanso. Na Itália tinha época em quem a gente jogava a Champions League junto com o campeonato".

Jaqueline é a sétima melhor atacante da superliga, esteve em quadra os 3 sets na vitória de 3 a 0 sobre o Mackenzie e marcou 11 pontos. Osasco ocupa a segunda posição com 33 pontos e 15 vitórias.     

             

      

Por Bruno Voloch às 09h14

São Caetano se entregou cedo demais. Pinheiros passou no teste inicial

O jogo mais esperado da superliga feminina era entre São Caetano e Rio de Janeiro. O time paulista estava invicto no segundo turno, aparentemente em recuperação na superliga e o Rio de Janeiro disposto a mostrar que ainda poderia enfrentar de igual para igual as equipes grandes, depois das derrotas para Pinheiros, Osasco e Minas.

Jogo mesmo só no primeiro set. Equilibrado do início ao fim, mas a derrota por 29/27 no primeiro set foi determinante no resultado da partida. Se ganhasse o primeiro set, São Caetano poderia até vencer o jogo. Chance para fechar o set o time paulista teve e jogou fora por duas vezes. A derrota caiu como uma "ducha de água fria" na equipe que simplesmente se entregou na partida nos sets seguintes. Rendeu abaixo do esperado e caiu de 3 a 0.

Não quero e não acho que seja necessário falar individualmente de cada jogadora do São Caetano. Penso que não foi esse o motivo da derrota, a atuação ruim de uma jogadora especificamente. Faltou atitude após a derrota no primeiro set.

O Rio teve méritos, mas as coisas foram facilitadas pelo rendimento ruim do São Caetano nos dois sets finais. Valeu pela vitória.

Gostaria muito de poder falar da vitória do líder Pinheiros sobre o Minas por 3 a 2. Mas os "gênios" da televisão nos privaram de ver em ação o líder do campeonato contra a melhor equipe do segundo turno.

Pelos números, Lia e Juliana foram as melhores do Pinheiros. A norte-americana Nancy Metcalf terminou como maior pontuadora do Minas, o que não é novidade. Ivna também foi bem.

O placar diz que foi um jogo equilibrado e o Pinheiros mostrou força e poder de reação pois estava perdendo por 2 a 1. Seria injusto comentar sobre a ausência da levantadora titular Camila do Minas que se machucou contra Osasco. Mas nunca é bom deixar de contar com a levantadora titular, ainda mais na sequência de bons resultados que o Minas alcançou.

O Pinheiros sobreviveu ao primeiro teste emocional. Jogar e defender a liderança não é fácil, ainda mais para um time que não está acostumado a frequentar essa posição. Mas essa semana, na sexta-feira, o Pinheiros terá um outro teste duríssimo quando enfrentará Osasco. 

Osasco fez seu papel que era ganhar de 3 a 0 do Mackenzie, São Bernardo atropelou Macaé e o Sport derrubou Brusque.

Uberlândia, Sport, Brusque e São Bernardo devem brigar por duas vagas nos playoffs.            

Por Bruno Voloch às 08h05

Mesmo sem jogar, Sada/Cruzeiro sai no lucro na última rodada

O Sada/Cruzeiro folgou na última rodada da superliga masculina, mas apesar de não ter entrado em quadra, saiu no lucro.

A derrota da Cimed em casa para o Sesi, beneficiou diretamente o time mineiro. O Sada/Cruzeiro caiu para a segunda posição com 42 pontos, mas tem um jogo a menos que a líder Cimed com 43. Foi a terceira derrota da equipe catarinense na competição e o Cruzeiro permanece com duas.

Sinceramente não achei tão surpreendente a vitória do Sesi sobre a Cimed. Trata-se de um clássico do vôlei nacional envolvendo vários jogadores de seleção brasileira. Murilo fez ótima partida e a Cimed errou demais a partir do terceiro set. O fator quadra esteve longe de ser determinante.

Acho que pode sobrar para o Pinheiros, próximo adversário da Cimed, porque dificilmente o time de Santa Catarina perde duas partidas seguidas, ainda mais em casa.

De resto, resultados normais. Achei estranho o time de Caxias deixar dois sets em Volta Redonda. A vitória por 3 a 2 com 15/9 no quinto set foi fundamental para Caxias manter a quinta colocação, podendo subir ainda mais em breve, pois tem dois jogos a menos que Sesi e Pinheiros, concorrentes diretos. Os sets perdidos podem fazer falta na frente. Podem não, vão fazer.

Minas, Pinheiros, Montes Claros e São Bernardo ganharam com sobras na rodada. Montes Claros de Talmo estava devendo uma boa atuação e a vitória chega em boa hora, pois o time estava perdendo um pouco da confiança inicial. Não é para menos, afinal Montes Claros já foi segundo e hoje é sétimo colocado com 36 pontos atrás do Minas.

O primeiro turno instável deixa São Bernardo ainda em décimo lugar com 32 pontos. A evolução no segundo turno é nítida e o time ainda tem o direito de sonhar com a classificação. Se vencer os 4 jogos seguintes e tem tudo para isso porque enfrenta Cuiabá, Vitória, Volta Redonda e Blumenau, a equipe do líbero Serginho certamente estará entre os 8 primeiros. Não dá para pensar em tropeçar em nenhum desses jogos.  

Ulbra e Santo André jogam mais tarde e ganhando, a Ulbra volta para o oitavo lugar, deixando o Vôlei Futuro fora da zona de classificação.   

        

   

Por Bruno Voloch às 07h34

Com 15 pontos de Dante, Dínamo Moscou derrota líder na Rússia

No grande clássico da 18ª rodada do Campeonato Russo, o Dínamo Moscou derrotou de virada o líder Zenit Kazan por 3 sets a 1.

O Dínamo perdeu o primeiro set por 25/21, mas venceu os três seguintes com 25/20, 25/23 e 25/21.

O maior pontuador do jogo foi o veterano oposto Iakovlev, do Dínamo, com 19. O norte-americano Stanley, do Zenit, fez 14.

Dante jogou os 4 sets e marcou 15 pontos na partida.

O resultado mantém o Dínamo em quinto lugar, com 32 pontos, agora oito atrás do líder Zenit.

O Lokomotiv Belgorod está em segundo com 39, Lokomotiv Novosibirsk tem 38 e Fakel Novyi Urengoi 36.

Os oito primeiros colocados passam para os playoffs

 

 

Por Bruno Voloch às 07h08

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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