Está na cara, fica cada vez mais evidente e só não enxerga quem não quer ou quem não tem interesse. Marcos Pinheiro, o Marcão, não era o único culpado pela campanha ruim do time do Minas na superliga.
Pois bem. O time perdeu mais um jogo no campeonato, um novo 3 a 0, dessa vez para São Bernardo. Com o resultado, o Minas não só perdeu a partida como também o sétimo lugar para a equipe paulista.
A base da equipe é exatamente a mesma que vinha jogando sob comando de Marcão. Douglas não mexeu no esquema de jogo, muito menos nas peças e não conseguiu alterar o estado emocional de um grupo extremamente inseguro e aparentemente desmotivado.
O Minas está fazendo todo o esforço para ficar de fora dos playoffs e pode conseguir. Não está complicado e basta repetir as atuações dos últimos jogos.
Porém por mais que se esforçe, o Minas não deve ficar de fora. Dos 5 jogos que faltam, o time terá o clássico local contra Montes Claros domingo e depois pega os já eliminados Brasília, Cuiabá, Vitória e Volta Redonda. Mas sinceramente não me atrevo a dizer qu a tarefa contra os chamados pequenos será fácil.
Não é justo também fazer criticas individuais. O Minas está devendo no conjunto e também individualmente. Os caras que deveriam desequilibrar estão mal na parte fisica e tecnicamente.
O resultado positivo deixou São Bernardo muito perto da vaga e a equipe provavelmente não perderá mais essa posição, especialmente depois dos 3 a 0 contra um adversário direto.
É nítida a evolução da equipe após a chegada do jogador Tuba que marcou 17 pontos nos 3 a 0 contra o Minas. Ficar em sétimo será um vitória e tato para um time que esteve ameaçado de ficar fora dos playoffs.
Cimed, Pinheiros e Sesi cumpriram bem o papel e ganharam mais uma.
Com todo respeito que Santo André merece, a derrota de Caxias para o time paulista foi a zebra da rodada. 3 a 1 fora de casa que em nada deve mudar a situação do Santo André mas que pode fazer com que Caxias refaça as contas. A disputa com Montes Claros pelo quinto lugar será até a última rodada, mas essa derrota pode sair caro na frente. Anotem.
Por falar em Montes Claros, o time de Talmo joga contra o Sada/Cruzeiro. Será um jogaço, com direito ao duelo entre Lorena e Wallace, dois dos maiores pontuadores da superliga.
Jogo que envolve rivalidade e um sabor diferente para os treinadores Talmo e Marcelo. Eles conhecem como poucos virtudes e defeitos das equipes envolvidas. No turno, o Sada ganhou no sufoco por 3 a2.
O jogo representa para o Sada mais que uma simples vitória em um clássico. Representa a possibilidade de terminar em primeiro lugar e garantir vantagem no playoff. A Cimed é líder com dois jogos a mais que o Sada. Ganhando os jogos que terá pela frente, o time mineiro voltará para a primeira colocação.
Montes Claros, hoje sexto, pode chegar ainda até na terceira posição. Mas de perder para o Sada, terá que se contentar em brigar no máximo pelo quarto lugar.
Pinheiros e Sesi ocupam provisoriamente segundo e terceiro lugares. Quando o Sada se igualar em número de jogos, os times paulistas voltaram as posições de origem. Mas sem dúvida, vestem a camisa de Montes Claros logo mais.
Por Bruno Voloch às 09h12
Não dava mesmo para imaginar. Depois de perder para Pinheiros, Osasco e Minas, esse no segundo turno, o time do Rio de Janeiro tinha poucas possibilidades de terminar a fase de classificação na primeira colocação. Seria o normal, raciocínio lógico, até porque Pinheiros e Osasco tinham na ocasião uma boa vantagem que era de duas derrotas a menos e só iriam se encontrar nas últimas rodadas do turno, ou seja, por mais que vencesse os dois jogos contra os paulistas, o Rio não conseguiria terminar na primeira colocação. Mas o Rio foi fazendo sua parte, ganhando dos pequenos sem desperdiçar sets. Pinheiros e Osasco tropeçaram, perderam partidas que não estavam no script e jogaram fora praticamente toda a vantagem que haviam contruído. Os 3 times chegam nas últimas 2 rodadas como possibilidades de terminar em primeiro, mas o Rio jogará em casa contra Pinheiros e Osasco que já sofreram 4 derrotas, uma a mais que o Rio. A última derrota do Rio aconteceu há mais de um mês em Belo Horizonte para o Minas. Depois foram 8 vitórias seguidas, todas por 3 a 0, incluindo um resultado positivo contra o São Caetano. Importante para o Rio de Janeiro foi ter recuperado a central Carol Gattaz que ficou quase todo o primeiro turno fora do time por contusão. Trata-se de uma jogadora experiente e fundamental nessa reta final de campeonato. O fato de ter vencido 8 jogos consecutivos impressiona mais pelos números, até porque o único adversário de qualidade dessa lista de jogos foi o São Caetano. Lógico que o Rio tem lá seus méritos e cumpriu bem o papel de fazer 3 a 0, bem diferente de Osasco e Pinheiros que acabaram perdendo pontos preciosos para os times pequenos. Esse é o diferencial de momento, literalmente. Quero ver como está fisicamente esse time do Rio que deixou a desejar nesse aspecto em várias partidas da superliga. Os jogos contra Pinheiros no sábado e Osasco na segunda-feira, serão fundamentais e poderemos ter uma boa base, até porque serão 3 jogos em 5 dias e contra 2 adversários duríssimos. Pensando na primeira colocação, creio que uma vitória nesses 2 jogos é suficiente para garantir essa posição. O Rio foi o time que menos perdeu sets na competição, apenas 12. Nos critérios de desempate, os sets perdidos podem ser fundamentais. Se conquistar a primeira colocação, a tendência é jogar contra Brusque nas quartas de final, para aí sim esperar São Caetano ou Minas nas semifinais. Mas o se não joga, existe e são apenas suposições. Lembro que no final do primeiro turno, escrevi que os jogos contra Pinheiros e Osasco seriam interessantes pois poderiam nos mostrar em que estágio estava o Rio de Janeiro. Mostrou que estava longe do ideal, devendo tecnicamente e fisicamente atrás dos adversários diretos pelo título. O filme se repete. O Rio tem uma nova chance de mostrar nesses dois jogos contra Pinheiros e Osasco se está definitivamente pronto para os playoffs. Ganhando os dois jogos, chega com moral. Perdendo, voltará a ser questionado. Voltará a se questionar.
Por Bruno Voloch às 08h11
Osasco e Rio de Janeiro não tiveram nenhuma dificuldade e ganharam seus jogos pela décima primeira rodada.
Osasco passou como quis pelo Sport, vingando a derrota no turno por 3 a 2 em Recife. Thaisa teve ótima atuação com 17 pontos.
Diante de 600 pessoas, público decepcionante, o Rio de Janeiro fez seu papel diante de Brusque. 3 a 0 com muita facilidade. O time carioca jogou para o gasto, marcou bem Tandara, bloqueou muito bem e sacou com extrema eficiência. Brusque vai decidir sua sorte no sábado quando enfrentará São Bernardo em casa. Quem ganhar, fica com a oitava vaga. Se repetir o desempenho que teve na derrota para São Caetano, o time paulista é forte candidato ao oitavo lugar. Brusque é inconstante e imprevisível.
Uberlândia não tomou conhecimento do Mackenzie e mesmo fora de casa aplicou 3 a 0. O resultado manteve a equipe de Uberlândia na sexta colocação. Vale ressaltar o ótimo trabalho desenvolvido pelo treinador Spencer.
E o Minas ?
O jogo contra o Vôlei Futuro significaria a possibilidade de ainda sonhar com a quarta colocação. Agora não mais. A derrota coloca o time mineiro definitivamente em quinto lugar. Nas quartas de final o adversário deverá ser o São Caetano. O Minas só escapa de pegar o São Caetano se o Pinheiros perder para Sport ou Macaé na última rodada. Mesmo se for derrotado pelo Rio, o Pinheiros dificilmente deixará de terminar na terceira posição.
A norte-americana Nancy Metcalf marcou 27 pontos e segue sendo a melhor e mais regular atacante do Minas na superliga. A dominicana Gina Mambru fez 26 e foi o destaque do time de William Carvalho. Incrível como o jogo do Minas não encaixa com o Vôlei Futuro. No turno, o time de Araçatuba fez 3 a 0 e dessa vez voltou a vencer. O jogo foi quente, durou mais de duas horas, com direito a várias discussões entre jogadoras e treinadores e o primeiro árbitro Gustavo Costa controlou a indisciplina na base dos cartões amarelos. Foram 4 no total.
Por Bruno Voloch às 09h18
A derrota para o Bergamo na Champions League custou caro para o brasileiro Ângelo Vercesi. Ele foi demitido do cargo de treinador da equipe do Pesaro. De uma maneira estranha e misteriosa, o clube em comunicado oficial, alegou "impossibilidade de convivência entre o treinador e as jogadoras". No site oficial do clube, o presidente do Pesaro, Giancarlo Sorbini frisou a má convivência com a equipe: "Notamos como a convivência entre o técnico e a equipe tinha se tornado impossível. Estamos falando de um ótimo treinador e de uma ótima equipe, que juntos conquistaram grandes resultados. Apesar disso, mesmo com a equipe em primeiro lugar e classificada para as finais da Copa Itália, fomos obrigados a tomar essa decisão, que para a nossa sociedade é a segunda em 43 anos de história. Ângelo merece um agradecimento não formal, mas sincero e caloroso por tudo o que ele fez por nos nessas quatro temporadas que ele esteve conosco". Ângelo, foi auxiliar técnico de José Roberto Guimarães no Pesaro e ganhou dois títulos nacionais, uma Copa Itália, e por três vezes conquistou a Supercopa da Itália. O Pesaro anunciou Riccardo Marchesi como novo treinador até o fim da temporada. Marchesi era assistente técnico de Ângelo. Apesar da mudança no comando da equipe, o Pesaro voltou a perder. Pela nona rodada do returno, o time foi derrotado novamente pelo Bergamo por 3 sets a 2. Mesmo com a derrota, o Pesaro segue na liderança do campeonato italiano com 47 pontos, dois a mais que o Villa Cortese que perdeu em casa para o Jesi também por 3 a 2. O Bergamo é o terceiro com 42 e o Jesi ocupa a quarta posição com 38.
Por Bruno Voloch às 08h43
Apesar das recentes conquistas, o vôlei feminino brasileiro ainda busca uma substituta para a levantadora Fofão que semana passada completou 40 anos de idade. Ela garante que não quer mais saber de seleção. Dani Lins, Ana Tiemi e Fabíola são as mais cotadas para a convocação após o encerramento da superliga. Outro nome poderia surgir na lista. Camila, 23 anos, mineira e que vinha se destacando no Minas. Mas o sonho de Camila, revelação na posição, terá que ser adiado. Nessa entrevista, ela conta o drama que está vivendo depois de se contundir e romper os ligamentos do joelho esquerdo no jogo contra Osasco.
Por Bruno Voloch às 08h01
Tem time que funciona sob pressão ?
Sim. Esse time tem nome. São Caetano.
Depois da derrota por 3 a 0 para o Minas em Belo Horizonte, a equipe paulista simplesmente se transformou. Sheilla cobrou atitude e o patrocinador ameaçou "largar" o projeto em caso de novo fracasso.
E não é que funcionou. Mas lógico, não foi só isso.
Com Fofão, Mari e Sheilla em forma e motivadas, o São Caetano pode ganhar de qualquer um. Foi assim contra o Osasco e no sábado diante do Pinheiros.
Os técnicos costumar dizer que é necessário alcançar o ápice da forma no playoff. Se a tese for verdadeira, São Caetano está no caminho certo. Cresceu no momento mais importante da competição e ganhou moral com as duas últimas vitórias.
O quarto lugar antes ameaçado, está garantido. Pode não ser nada significativo, mas garante ao time de Mauro Grasso jogar em casa um eventual terceiro jogo contra o Minas pelas quartas de final.
O Pinheiros segue sendo uma interrogação. Faz uma boa campanha, mas caiu de produção nas últimas partidas e precisa aproveitar os 3 jogos finais do turno para tentar encontrar novamente o ritmo e o bom vôlei que estava jogando no fim do primeiro turno. As derrotas para Osasco e São Caetano são normais, mas a garra, a determinação e aplicação tática sempre marcantes nas jogadoras, estiveram ausentes.
Osasco passou como quis por São Bernardo. Não vejo no momento em nenhuma equipe brasileira, duas centrais tão fortes e regulares como Thaísa e Adenízia. Elas podem fazer a diferença na frente.
O Rio levou sufoco no segundo set em Araçatuba mas fez novamente 3 a 0. Restam 4 jogos para o time de Bernardinho, e uma vitória contra Pinheiros ou Osasco será suficiente para garantir ao Rio a primeira colocação na fase de classificação.
Por Bruno Voloch às 07h38
Cantei a bola antes.
Não funcionou. Pelo menos na estreia.
O Minas demitiu Marcos Pinheiros, promoveu Douglas Chiaroti, mas os resultados continuam sendo decepcionantes. O time foi facilmente batido dentro de casa pelo Caxias por 3 sets a 0 e continua na incômoda sétima colocação na superliga.
É lógico que o problema do Minas não era o treinador Marcos Pinheiro. Ao mesmo tempo não dá para exigir absolutamente nada de Douglas, que está começando agora na profissão e teoricamente com a obrigação de "mudar a cara" do Minas. Acho que não vai conseguir.
Se continuar nessa balada, o Minas corre sério risco de ficar do playoff. O que salva a equipe mineira são os confrontos com Cuiabá, Volta Redonda, Vitória e Brasília, onde eles dão como certos 8 pontos. Mas a classificação deve vir no limite, sétima ou oitava posição.
Pouco, muito pouco para as tradições do clube e sua numerosa e fanática torcida.
Mas porque esses jogadores estão rendendo tão abaixo da média ?
André Nascimento, que era intocável na seleção, fez 10 pontos contra Caxias. O bom e talentoso Maurício marcou somente 6 e o norte-americano Salmon míseros 4 pontos. Henrique e André Heller marcaram juntos 4 pontos no jogo todo. Isso mesmo, 4 pontos. Sinceramente, não dá.
Difícil culpar esse ou aquele jogador e seria até injusto porque eles formam um grupo. Mas cantei a bola com antecedência e disse que a culpa pela campanha ruim não era somente do treinador Marcos Pinheiro.
Claro que ele tinha sua parcela de responsabilidade como treinador, mas a demissão foi apenas para dar uma satisfação aos associados do clube.
O Minas está sem rumo, perdido e corre sério risco de ser eliminado nas quartas de final da superliga. Seria vergonhoso pelo elenco que possui e pela vitoriosa história no vôlei. Pior que este cenário, só ficando fora do playoff.
Quem os dirigentes mineiros vão culpar nesse caso ?
Não posso e não vou tirar os méritos do time de Caxias que ganhou com muita autoridade. Belo trabalho faz Jorge Smith e sua comissão técnica. Caxias garantiu a sexta colocação e segue sonhando ainda com o quinto lugar, hoje ocupado por Montes Claros.
Sesi e Pinheiros ganharam mesmo fora de casa e dia 27 decidem quem fica em terceiro lugar.
A Cimed ganhou bem de São Bernardo e reassumiu a liderança com um jogo a mais que o Sada/Cruzeiro. Mesmo perdendo, São Bernardo segue em oitavo e ainda foi beneficiado pela derrota da Ulbra.
Por Bruno Voloch às 07h09
Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.
Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.