Blog do Bruno Voloch

03/04/2010

Rio de Janeiro vai arriscar tudo no primeiro jogo. São Caetano não é Brusque.

E o Rio resolveu arriscar de novo.

Não estou no dia a dia do clube, não frequento os treinamentos e não sei o que se passa na cabeça da comissão técnica.

Mas sinceramente achei a opção equivocada e muito precipitada. Bernardinho deve saber o que está fazendo, assim espera a torcida carioca, mas escolher jogar a primeira partida da semifinal contra São Caetano fora de casa, parece muito arriscado.

O bom senso poderia sugerir jogar em casa a primeira partida, ganhar e depois ter a possibilidade de um terceiro jogo em casa.

Mas não. Bernardinho confia no seu time e acha que pode liquidar a série em dois jogos. Pode até ser.

Mas em caso de derrota, o Rio teria a obrigação de vencer dois jogos seguidos o São Caetano, mesmo em casa. Mas nesse caso, com pressão e sem poder errar.

São Caetano vive um melhor momento na superliga e tem um time tão ou mais experiente que o Rio. Mari, Fofão e Sheilla são 3 atletas que podem desequilibrar uma partida. Mariana melhorou nas últimas partidas e as centrais subiram de produção.

Não acho que São Caetano deixe de entrar em quadra pressionado. Vai estar sim, até porque o investimento foi alto demais e os dirigentes exigem essa equipe pelo menos na decisão. Raciocínio correto e desde que começou a pressão, após a derrota no returno para o Minas por 3 a 0, o São Caetano foi outra equipe, com postura de time grande.

Vencer o primeiro set e marcar Fabiana. Se fizer isso, o São Caetano tem uma possibilidade grande de vencer e fazer 1 a 0. Não ter ganho ainda do Rio de Janeiro é um fato que pesa contra São Caetano.

 O Rio tem um time "rodado" e acostumado com decisão. Costuma crescer nessa horas e não se intimidar nas adversidades. Fisicamente está abaixo do adversário e nunca foi tão dependente de Fabiana como agora. Regiane é instável e Érika muito regular. Carol voltou bem e será finalmente testada.

A levantadora Dani Lins vai encontrar do outro lado da rede a veterana e craque Fofão. Dani precisa manter seu estilo de jogo e suas características.

É um jogo sem favorito. Pelo momento, deveria dar São Caetano. Pelo histórico, Rio de Janeiro.

Mas uma coisa é certa. São Caetano não é Brusque. O Rio já passou por uma situação dessas contra Brusque no passado e sofreu para vencer no terceiro jogo. A opção em jogar fora o primeiro jogo pode custar caro ao Rio de Janeiro. São Caetano não é Brusque.        

Por Bruno Voloch às 08h44

Obrigação de vitória é do Osasco

A comissão técnica do Osasco acertou em cheio ao escolher jogar em casa, com o apoio da torcida, a primeira partida da semifinal contra o Pinheiros.

Quando essas equipes se enfrenam, nenhuma vantagem pode ser desprezada. A rivalidade entre Osasco e Pinheiros cresceu muito após o time dirigido por Paulo Coco ter conquistado o campeonato paulista. Aliás, conquista surpreendente, mas muito merecida na época.

A derrota até hoje não foi bem aceita em Osasco e muito mal digerida pelas jogadoras. 

Nesta superliga foram dois jogos e duas vitórias de Osasco, a última por 3 a 0 no Pinheiros. Favorito ?

Osasco, sem dúvida.  

Isso pode até representar uma vantagem para o Pinheiros que entra sem compromisso nesta semifinal. Montou um time para chegar entre os 4 e chegou, ou seja, objetivo alcançado.

Osasco não. Osasco precisa ser finalista e depois ser campeão. Osasco vem batendo na trave tem tempo e perdeu várias finais de campeonato seguidas. Ruim no aspecto emocional.

Mas curiosamente esse time de Osasco joga melhor contra os grandes do que contra os pequenos e foi assim durante toda a superliga. A favor de Osasco está a presença de Carol como titular e ótima fase de Jaqueline. As centrais Thaísa e Adenízia, são bem superiores as do Pinheiros. Mas para que Carol possa usá-las, o passe tem que sair com perfeição, trabalho de Camila e Sassá.

O Pinheiros é franco-atirador. Voltou a jogar bem na vitória contra o Vôlei Futuro e resgatou a confiança perdida nas derrotas para São Caetano e Rio de Janeiro.

Juliana Costa, Fernanda e Lia são os pilares do time. As 3, repito as 3, precisam jogar e se uma delas estiver em um dia ruim, o que pode acontecer, o Pinheiros não ganha.

As chances crescem consideravelmente se esse trio estiver inspirado. Lia e Juliana não acredito que joguem mal, pois gostam de finais e normalmente não fogem de decisão. Já Fernanda Garay, costuma sumir um pouco. Tomara que não, para o bem dela e do seu time. É uma jogadora talentosa, mas que costuma se abater ou "encolher o braço" nos jogos decisivos.

Não foi assim na final do paulista, mas agora é uma situação totalmente diferente.

Para o bem do esporte seria ótimo ver o Pinheios quebrando esse tabu e alcançando a decisão da superliga. Mas entre querer e poder a diferença é grande.

Osasco e Luizomar entram pressionados para essa semifinal. Uma eliminação seria terrível para a comissão técnica e para o patrocinador que abraçou esse projeto novo. Uma vitória seria mais do que obrigação.

Essa é a diferença entre Osasco e Pinheiros.        

Por Bruno Voloch às 08h24

12 times cumprem tabela na última rodada da superliga masculina

A superliga masculina chega a última rodada com tudo definido. Já conhecemos os 8 classificados e também quais serão os confrontos das quartas de final.

Neste sábado serão 6 amistosos, ou quase isso. De verdade mesmo, o que que interessa é entre Montes Claros e Vôlei Futuro. Ganhando, o que normalmente deve acontecer, Montes Claros assume o terceiro lugar e deixa o Sesi em quarto.

Nos outros 6 jogos, os times entram em quadra apenas para cumprir tabela.

A Cimed vai enfrentar Caxias do Sul nas quartas de final, o Sada pega o Minas, Montes Claros encara São Bernardo, enquanto Sesi e Pinheiros vão fazer o clássico paulista. O grande time do campeonato, o time de estrelas do Pinheiros, corre risco de ser eliminado já nas quartas de final.

 

Por Bruno Voloch às 08h01

01/04/2010

Pinheiros mostra atitude, joga como time grande e vence com sobras

O Pinheiros fez uma grande partida e confirmou sua vaga nas semifinais da superliga feminina. Jogou efetivamente como time grande, comandou a partida os 3 sets, se impôs como campeão paulista e fez valer a maior experiência.

O placar de 3 a 0 foi absolutamente merecido e a equipe chega com moral para enfrentar Osasco por uma na decisão.

O mais importante foi o Pinheiros ter resgatado o bom jogo apresentado nas finais do paulista e no primeiro turno da superliga. O time atuou com autoridade, confiança e taticamente anulou as principais jogadas do Vôlei Futuro.

O susto da derrota no segundo jogo serviu de alerta para o Pinheiros. Porém, o mais importante foi ter voltado a atuar bem, ter sido novamente aquele Pinheiros lá de trás, que tanto nos encantou.

Uma equipe inferior tecnicamente a Osasco e Rio de Janeiro, mas que igualava as partidas com garra, determinação e uma aplicação tática que impressionava.

Será esse Pinheiros que vai enfrentar Osasco ?

Boa pergunta. Espero que sim, pelo bem da superliga.

Não sei sinceramente qual Pinheiros vai jogar contra Osasco. A única certeza, é que o time recuperou a auto-estima após os 3 a 0 contra o Vôlei Futuro. As dúvidas e questionamentos sobre a real capacidade do Pinheiros, aparentemente ficaram para trás.

Mas é bom alertar, com o devido respeito ao Vôlei Futuro e ao treinador William, que a diferença entre Osasco e essa equipe de Araçatuba é muita grande. Mas tem o lado positivo também. Jogar como favorito custou uma derrota inesperada internamente, mas previsível pelo que o time vinha apresentando no segundo turno.

Nessa semifinal contra Osasco, o Pinheiros volta a ter o papel de coadjuvante.  

       

Por Bruno Voloch às 09h07

Penúltima rodada deve beneficiar Montes Claros, Minas e São Bernardo

Uma rodada cheia da superliga masculina com 8 jogos nesse primeiro de Abril.

Das 8 partidas, duas são simples amistosos. Cuiabá e Santo André se enfrentam sem chances de classificação e o mesmo acontece com Brasília e Ulbra.

Com time reserva e com o primeiro lugar garantido, a Cimed encara Blumenau fora de casa. Com tantos jogos e viagens, foi certa a atitude do bom e experiente Marcos Pacheco em poupar seus principais jogadores. 

Em Volta Redonda, o Sada/Cruzeiro precisa de uma vitória simples para garantir de vez a segunda colocação. A diferença técnica entre os dois times é enorme e o time mineiro, se jogar com seriedade, deve vencer sem problemas.

O instável e imprevisível vem de duas vitórias seguidas e Minas pega o Vitória fora de casa. É um jogo para fazer outro 3 a 0 e adquirir confiança visando a fase de quartas de final.

Montes Claros recebe o Lupo e vai em busca da sexta vitória seguida. Ganhando, o que normalmente deve acontecer, assume a quarta colocação no lugar do Pinheiros com o mesmo número de jogos. Montes Claros joga de olho na partida entre Caxias e Sesi. Uma vitória do time gaúcho, deixa Montes Claros com chances reais de ser até terceiro colocado.

O Sesi terá uma missão dura pela frente. Para garantir de vez a terceira posição, o time pode até perder logo mais. Ganhando um set, garante a terceira posição mesmo que Montes Claros consiga duas vitórias nas últimas rodadas. O momento é todo a favor do Sesi que derrotou o Pinheiros por 3 a 0 e encontra um adversário em péssima fase com 4 derrotas seguidas na competição, sendo que duas diante da torcida. Um novo resultado ruim, pode fazer o time de Caxias perder duas posições, caindo de sexto para oitavo ainda hoje. 

Para isso, basta que Minas e São Bernardo confirmem o favoritismo diante de Vitória e Vôlei Futuro. Não creio que São Bernardo possa jogar fora a chance de ganhar a sexta colocação. O jogo contra o Vôlei Futuro no entanto é perigoso, mas em visível ascenção, São Bernardo tem tudo para conquistar mais dois pontos.     

 

Por Bruno Voloch às 08h31

31/03/2010

Carol Gattaz : "Ninguém sabe o que sofri. Choro todos os dias"

O time do Rio de Janeiro passou fácil nas quartas de final pelo Brusque de Santa Catarina. Ganhou as duas partidas sem convenver, longe de dar espetáculo e com os problemas habituais de irregularidade e no aspecto físico.

Irregularidade que fez com que o time carioca sofresse 3 derrotas em 4 jogos em uma determinada etapa da superliga e que deixou o time muito longe da liderança. Pinheiros e Osasco "deram uma força", tropeçaram e o Rio com méritos, soube aproveitar a oportunidade que recebeu. Venceu 8 partidas seguidas e reassumiu a liderança, terminando em primeiro lugar. 

Essa recuperação tem nome.

Uma das responsáveis foi sem dúvida a meio de rede Carol Gattaz. Ela esteve ausente praticamente todo o primeiro turno em função de uma contusão rara que ela mesmo explica ao blog

"Eu tive que ficar ao todo 8 mêses parada. Treinei com dor, muita dor. Tive uma fasceite plantar, depois minha fascia se rompeu e agora de um uma tendinite no tibial posterior no mesmo pé ".

A fascite plantar refere-se a uma dor plantar, no ponto de origem da fascia plantar, na tuberosidade medial do calcâneo. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos de repetição na origem da tuberosidade medial do calcâneo.

Carol diz que jamais pensou em parar de jogar, mas admite que nunca sofreu com tanta dor:

"Nossa eu estou sofrendo muito. Chorei demais, xingo todos os dias, ninguém sabe o que estou sofrendo. Ainda tenho dor, mas passo por cima de tudo isso. Minha vontade fala mais alto".

Tecnicamente a qualidade do Rio de Janeiro é indiscutível, porém fisicamente o time tem deixado a desejar. A líbero Fabi e a ponta Regiane já foram vítimas de lesões musculares e não estão 100%.

"Não sei porque nosso time vem sofrendo com tantas contusões. Estamos treinando muito, isso é verdade, mais não dá pra falar o que pode estar ocasionando essas lesões. Eu particularmente ja estava com minha lesão desde a época da seleção".

Apesar dos problemas com a preparação física, Carol acha que o time cresceu na hora certa no campeonato:

"Trabalhamos muito para que a gente pudesse ficar na melhor posição possível. Tivemos muitos problemas de contusão e isso com certeza nos atrapalhou. Mas tivemos que nos superar. Eu acredito muito no Rio, principalmente quando estamos com o time inteiro completo e sem lesões.

O Rio de Janeiro é o favorito ao título, porém Carol prefere devolver a responsabilidade para Osasco que terá Pinheiros ou Vôlei Futuro como adversário na semifinal. Rio e Osasco se enfrentariam somente na decisão:

"Essa superliga está muito equilibrada e sinceramente acho elas são as favoritas. Decidir em São Paulo, no Ibirapuera não muda muito. Mas ainda temos o São Ceatano pela frente. Vamos matar um leão por dia".

Carol espera estar na lista que será divulgada em breve pelo técnico da seleção José Roberto Guimarães. Cortada da Olimpíada de Pequim, a central sonha em ter uma nova oportunidade de jogar os jogos olímpicos. A concorrência é grande, novas meios estão surgindo, jovens e altas. Mas nada disso assusta Carol que confia no próprio taco:

"Claro que sou muito mais eu. Acho que a seleção hoje está muito bem representada pelas 4 meios que foram convocadas ano passado. Eu, Fabiana, Adenízia e Thaísa. Fora isso, modéstia à parte e sem menosprezo algum, acho que as outras ainda estão bem distantes tecnicamente".

Rio e São Caetano fazem o primeiro jogo das semifinais no próximo sábado dia 3. 

 

 

Por Bruno Voloch às 10h27

O problema do Pinheiros é ser favorito contra o Vôlei Futuro

O Pinheiros hoje terá que ser grande, muito grande. O Pinheiros logo mais terá principalmente que jogar como time grande se realmente quiser eliminar o Vôlei Futuro de Araçatuba.

O mando de quadra tem sido decisivo no confronto entre essas duas equipes. Foram 6 jogos na temporada, incluindo o campeonato paulista, e a vantagem é do Pinheiros com 4 vitórias. Na superliga, nos quarto jogos realizados, duas vitórias para cada lado em suas respectivas quadras.

Isso é sinal de equilíbrio.

Mas hoje a responsabilidade é toda do Pinheiros e o Vôlei Futuro joga como franco-atirador.

O Pinheiros precisará se impor, ser agressivo, ditar o ritmo da partida e ter o emocinal sob controle.

Na prática e na teoria é muito mais time. Individualmente falando, o Pinheiros também leva vantagem. Mas isso basta ?

Não.

Jogar como favorito é bom ?

Depende do treinador e da maneira como esse suposto favoritismo é passado para o grupo de jogadoras. A pressão está toda do lado do Pinheiros, que bela campanha, por ser o atual campeão paulista tem obrigação de vencer.     

Escrevi após a primeira partida que a série estava aberta e de fato vai acontecer a terceira partida.

Independente do resultado, o Vôlei Futuro está de parabéns. Mas dá para sonhar mais e pensar nas semifinais contra Osasco ?

Sim. Depende da postura de William e suas comandadas. A dominicana Gina Mambru tem cara de gostar de desafios e de partidas decisivas como essa. E ela é o tipo de jogadora que não foge e sim chama a responsabilidade. Tem estilo provocador, mas que incendeia as companheiras.

Mas ela só não basta. Alessandra e Viviane precisam ser mais efetivas, jogar como nos 3 últimos sets do último domingo. Ana Cristina é talentosa e experiente.

Pelo Pinheiros, a esperança é o trio formado por Lia, Juliana e Fernada Garay. Se as 3 estiveram iluminadas, o time não perde, porém se uma delas não "comparecer" a classificação pode ficar comprometida.   

  

 

Por Bruno Voloch às 09h58

30/03/2010

Ricardinho e Bernardinho fazem "acordo" e levantador estará na Liga Mundial

Se resolver voltar e aceitar jogar novamente na seleção brasileira, Ricardinho estará entre os relacionados para a disputa da Liga Mundial.

O levantador não será um dos três jogadores cortados pelo treinador Bernardinho. O técnico da seleção tem até 30 de abril para anunciar a lista definitiva com 19 nomes, mas Ricardinho estará incluído.

Embora as partes não confirmem o acerto, e nem poderiam, a informação foi passada por um ex-jogador da seleção e ainda em atividade na superliga.

"Bernardinho não iria convocar o cara e depois não levar. Se ele vier mesmo e se acertar com a galera, vai para a Liga Mundial, de certeza. Ricardinho não é nenhum juvenil e sabe que só vai aceitar voltar se tiver garantias que não será cortado. E até onde sei, o acordo está feito e ele já tem essa garantia do Bernardo".         

O atleta, campeão olímpico e mundial, por questões éticas pediu para não ter seu nome revelado, mas deu sua opinião sobre o caso:

"Todo mundo errou nessa história. Nós, o Ricardo e a comissão. Agora é deixar a vaidade de lado e aproveitar a oportunidade, pois o Brasil não pode abrir mão do talento do Ricardo e o Bernardo sabe disso".    

Nesse caso, os levantadores Bruno, Sandro e Marlon disputariam as duas vagas restantes para a posição.  

Por Bruno Voloch às 02h33

Unhas verdes regem vitória e classificação do São Caetano

A pergunta é simples.

As vitórias contra o Minas nas quartas de final colocam o São Caetano como um dos favoritos ao título ?

O time pode brigar de igual para igual com o Rio de Janeiro ?

A resposta não é tão simples assim, mas tudo indica que sim.

O Minas faz bem ao São Caetano. Foi justamente depois de uma derrota no segundo turno, que o time paulista começou a dar volta por cima. Pressionado sob todos os aspectos, venceu Osasco, Pinheiros e duas vezes o Minas.

De todos os times das quartas de final que vi jogar, o São Caetano foi aquele que apresentou melhor voleibol. Nada de encantar, espetáculo ou coisas do gênero.

Jogo simples, eficaz e de muita velocidade.

Mauro Grasso estudou a fundo o Minas e taticamente São Caetano esteve quase perfeito na segunda partida. A recepção funcionou muito bem e Fofão pode variar as jogadas.

As centrais finalmente resolveram aparecer. Sempre disse que para ser campeão o São Caetano iria precisar de todas as jogadoras e as meios iriam ter que ajudar. E ajudaram.

Jucielly e Natália foram eficientes no bloqueio e Natália atacou sem medo, com coragem e personalidade.

Não sei se isso quer dizer atitude, tão cobrada pela ótima Sheilla, mas demonstra concentração e acima de tudo confiança.

Esperança refletida nas mãos de quase todas as meninas. As unhas pintadas de verde deram resultado e o time de São Caetano pode ter descoberto que jogar com alegria faz parte do jogo. Muitas vezes ganha jogo.    

O Minas lutou, honrou as tradições do clube e sai da superliga de cabeça erguida. A norte-americana Nancy Metcalf em especial deixará saudades.

   

Por Bruno Voloch às 02h03

Carol recupera espaço e "descobre" Jaqueline

40 pontos em dois jogos. Jaqueline foi a jogadora mais regular do time de Osasco nas quartas de final diante do bom e guerreiro Uberlândia.

Carol assumiu novamente a condição de titular e embora Luizomar faça questão de dizer que todas as jogadoras são importantes, na verdade são mesmo, Carol está passando mais segurança para a equipe, jogando fácil, tem mais entrosamento e será peça chave na sequência da superliga.

Ana Tiemi tem um belo futuro pela frente, mas Carol merece a condição de titular e não deve mais largar a posição. É bom mesmo que Luizomar tenha tomado essa decisão, porque a indefinição estava "matando" as duas no começo da temporada. 

Para Osasco perder dois sets, um fora e um em casa, foi até interessante. Osasco é o tipo do time que não pode ver as coisas muito tranquilas que relaxa perigosamente e muitas vezes perde uma partida.

O saque e o bloqueio do time de Osasco funcionaram muito bem nos jogos contra Uberlândia.   

Jqueline e Carol foram determinantes e destaques nas quartas de final. É impressionante como o jogo de Jaqueline cresceu desde a entrada de Carol como titular.

Osasco ganha mais alternativas de ataque e não precisa sobrecarregar Natália.     

Por Bruno Voloch às 01h37

Rio de Janeiro se classifica sem convencer

O Rio de Janeiro venceu mas ainda não convenceu.

A vitória por 3 a 1 diante do Brusque serviu para mostrar que a equipe vai precisar melhorar e muito se realmente quiser ganhar o quinto título brasileiro consecutivo.

Contra um adversário fraco e de qualidade técnica bem inferior, o time carioca perdeu o primeiro set e quase deixou escapar o quarto.

Mas verdade seja dita. O Rio não chegou a ter a vitória ameaçada.

A irregularidade da equipe e o condicionamento físico ruim de algumas jogadoras são preocupantes para as semifinais.

Fabiana segue desequilibrando no meio e é jogadora de segurança da levantadora Dani Lins. 

Não acredito e sinceramente acho difícil que o Rio de Janeiro atue desta mesma forma nas semifinais. O fato de ter pela frente um adversário mais qualificado, deve fazer com que as jogadoras mudem de postura e encarem as partidas com mais seriedade.

Aliás, seriedade talvez nem seja o termo correto. Não faltou respeito contra Brusque, apenas a certeza de que por mais que jogassem mal, a classificação estaria garantida. E foi exatamente o que aconteceu.

   

Por Bruno Voloch às 01h11

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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