Blog do Bruno Voloch

10/04/2010

Fabiana pode estar se despedindo do Rio de Janeiro

Em caso de derrota, o jogo de hoje pode marcar a despedida da central Fabiana do Rio de Janeiro.

Após a sexta temporada com a camisa do Rio de Janeiro, a atleta quer mudar de ares e deseja jogar na Europa nas próximas temporadas. Se vencer, a jogadora vai defender o Rio na decisão contra Osasco e depois tratar da transferência. Perdendo, poderia ser então o último jogo dela com a camisa do time carioca.

Propostas não faltam para Fabiana, que já foi procurada por equipes do Japão, da Itália e da Rússia.

Titular absoluta da seleção brasileira, Fabiana está com 25 anos e só atuou pelo Minas e pelo Rio de Janeiro no vôlei brasileiro. 

   

 

Por Bruno Voloch às 08h37

Carol Gattaz aposta no emocional e não acredita em novo 3 a 0 no terceiro jogo

A vitória no segundo jogo deu ao Rio de Janeiro uma sobrevida na superliga feminina. As jogadoras comemoraram a vitória, curtiram o momento ao lado da torcida, mas sabem que a euforia precisa ser deixada de lado:

- Nem tivemos tempo de comemorar, até porque ganhamos um jogo e ainda não conseguimos a nossa classificação para a decisão. Mas o primeiro passo nós demos.

A declaração de Carol Gattaz mostra bem como o Rio está encarando a terceira partida. Existe um respeito grande entre as duas equipes e Carol não acredita em surpresas:

- Agora não tem muito o que treinar, porque as jogadoras se conhecem e sabem o que devem fazer dentro de quadra. Resta saber quem vai estar iluminado logo mais e espero que seja o meu time novamente.

Todos os 4 jogos entre Rio e São Caetano terminaram com o placar de 3 a 0. Agora será diferente:

- É outro jogo, está tudo 0 a 0 e ninguém pode perder. A pressão está dos dois lados, o emocioanal um pouco a nosso favor pela vitória na quinta-feira, mas penso que dessa vez o jogo não será 3 a 0. A partida será muito dura, disputada ponto a ponto e elas vão vender caro cada ponto, tenho certeza disso. A Mari vai tentar se superar, é uma ótima jogadora e vai nos dar trabalho, podem apostar.

Carol acredita que o fator casa possa fazer a diferença e convoca o torcedor carioca:

- A torcida precisa lotar o Tijuca e nos incentivar todos os sets. Eles foram determinantes naquela virada que conseguimos no primeiro set e podem sim fazer a diferença a nosso favor. Mas será um jogo de paciência e temos que estar concentradas o tempo inteiro.

Carol nem admite falar em favoritismo do Rio de Janeiro:

- Isso não existe e pode passar pelo cabeça do torcedor, não pela nossa. O que precisamos é estar conscientes de que as jogadoras do São Ceatano vão atuar com outra mentalidade e lutarão até o fim. Nós sempre fizemos isso e nunca nos entregamos, talvez por isso a gente tenha virada aquele primeiro set. Mas isso é passado e ficou para trás. O que vale é hoje a noite.

Por Bruno Voloch às 08h15

09/04/2010

A vitória do Rio de Janeiro sob diversos ângulos

O Rio voltou a ser o Rio de Janeiro.

O Rio contou novamente com Érika e principalmente com Joycinha.

Joycinha, que de tanta vontade, protagonizou um dos lances mais engraçados dos últimos tempos e inédito ao tropeçar nas próprias pernas tentando atacar. O sorriso franco e verdadeiro deixava à vontade uma menina cheia de talento, mas que sabia que precisava responder aos críticos, pontuando.

O Rio mandou e desmandou na partida a partir do momento em que Regiane foi para o saque. Mais precisamente quando ela sacou e a bola caiu na quadra do São Caetano após bater na rede.

O Rio contou com a sorte.

O Rio teve novamente Bernardinho dando entrevistas após o jogo, ou melhor, após a vitória. Deveria ser praxe, perdendo ou ganhando, é o que manda o manual.

O Rio, verdade seja dita, pediu como de hábito "um tempinho" aos microfones quando perdia no primeiro set e Bernardinho precisava ser mais enérgico com as jogadoras. Foi prontamente atentido e ai de quem não cumprisse.

O Rio mostrou a força de um time campeão brasileiro.

O Rio teve espírito e determinação.

O Rio não se entregou em momento algum, mesmo quando tudo parecia perdido no primeiro set.

O Rio esteve representado por 6 guerreiras em quadra, que de todas as maneiras tentaram presentear o público com uma vitória. Conseguiram.

O Rio, leia-se o time, estava triste pela derrota em São Caetano e arrasado pela situação da cidade após a catástrofe recente em função das chuvas.

O Rio sabia que a vitória seria uma forma de dar um pouco de alegria ao povo carioca tão sofrido e que perdeu temporariamente o sorriso que carregava no rosto.

O Rio voltou a ser o Rio de Janeiro. Não tenho direito, não posso e nem quero falar pelas jogadoras. Mas garanto, pelo pouco que conheço de muitas delas, que se elas pudessem homenagear e dedicar a vitória, elas com toda certeza iriam homenagear o povo do Rio de Janeiro e o povo de Niterói.

Niterói hoje arrasada e que tantas vezes recebeu o extinto Rexona, hoje sofrendo com perdas irreparavéis.

O Rio fez o Rio sorrir por algumas horas.

O Rio depois de tudo que passou e nos fez passar, não merecia deixar o campeonato tão cedo.

 

 

 

 

Por Bruno Voloch às 08h53

O Rio teve Érika, Joycinha de volta e "ganhou" o primeiro set

O vôlei feminino não perdoa.

 

O emocional supera por diversas vezes a técnica e acaba sendo determinante nos jogos decisivos. Foi assim mais uma vez e São Caetano sentiu literalmente na pele. 

 

Tudo caminhava para uma vitória até relativamente tranquila no primeiro set. São Caetano administrava a vantagem que tinha e jogava com autoridade de quem tinha acabado de meter um contundente 3 a 0 em casa. O placar era de 21 a 17, até que Regiane vai para o saque. A sorte estava ao lado dela e talvez naquele momento, se pudesse falar, teria tido as jogadores do São Caetano que hoje não seria o dia delas. A bola toca levemente na rede e cai, óbvio que do lado do time paulista. A partir daquele ponto, o Rio de Janeiro vencia o jogo por 3 a zero e igualava a semifinal em 1 a 1.

 

Regiane teve a sorte ao seu lado e também o mérito de não errar o saque, mantendo a regularidade e uma sequência impressionante. São Caeatano se perturbou, se perdeu e não se encontrou mais na partida.

 

Até que no segundo set o São Caetano teve alguma lucidez, mas passageira, nada que ameaçasse o Rio de Janeiro.

 

Mas a virada no primeiro set decidiu o jogo a favor do Rio. Tudo deu certo para as cariocas que óbvio tiverem mérito no resultado. Se na primeira partida foi difícil destacar alguma jogadora do São Caetano, todas jogarem muito bem, no segundo jogo foi mais tranquilo e fico com Érika e Joycinha.

 

Érika foi corajosa, vibrante e parecia uma juvenil comemorando e contagiando suas comapanheiras.

 

Joycinha sabia que estava devendo. Veio para a partida disposta a apagar a imagem ruim deixada em São Caetano. Jogou concentrada, pedia bola para Dani Lins, foi efetiva e não fugiu da responsabilidade como oposta que é.

 

O Rio após receber a vitória no primeiro set, atuou taticamente com segurança e sacou muito pesado nos sets seguintes.

 

Do lado do São Caetano resta lamentar e colocar cabeça no lugar. Mauro Grasso foi feliz quando disse que o time não pode desaprender de um jogo para o outro. Ele tem razão. Mas também não pode um time tão experiente como o do São Caetano se entregar da maneira como se entregou após perder o primeiro set.

 

Nessa derrota, só consigo livrar a cara de Sheilla. Fofão nada pode fazer diante de uma recepção horrorosa como foi a do São Caetano. Mariana sentiu demais a pressão e sumiu após errar os ataques que deram a vitória ao Rio no primeiro set. Mari começou bem, mas acabou contagiada durante o jogo. Mari tem crédito.       

 

A série segue completamente aberta e o Rio ainda é favorito, por jogar em casa e ser o atual campeão brasileiro. A tese ainda está em discussão. 

Será que se tivesse optado em jogar a primeira em casa o Rio já não estaria classificado para a decisão ?

Poderia é verdade tem perdido o segundo jogo em São Caetano e ser obrigado a decidir no Rio, mas dúvido muito que São Caetano tivesse forças para reverter se saísse de 1 a 0 e um 3 a 0 no primeiro jogo. A pressão seria completamente diferente.

Até então o Rio não tinha perdido para São Caetano.

Mas isso tudo fica apenas na suposição, porque a decisão foi outra e a história se desenha diferente.

  

Alguns dizem e com uma certa razão, que Rio e São Caetano não é jogo para 3 a 0. Mas os números nos mostram exatamente o contrário. 4 jogos e 4 placares de 3 a 0. 3 a favor do Rio e 1 a favor do São Caetano.

Isso me leva a crer que no caso desses times, vencer o primeiro set significa ganhar o jogo.

Por essas e outras que São Caetano deve estar lamentando até agora a virada no primeiro set. Por essas e outras que o Rio não se entregou no primeiro set.  

 

 

 

Por Bruno Voloch às 08h41

Sada/Cruzeiro e Minas foi 6 contra 1. Definitivamente, não dava para o Minas

Se jogasse de igual para igual seria complicado, que dirá 6 contra 1.

Pois foi isso que vimos em Itabira na primeira partida entre Cruzeiro e Minas e que terminou, conforme a gente previa, com uma vitória tranquila do Cruzeiro por 3 a 0.

O Sada/Cruzeiro foi superior do início ao final da partida, sem dar qualquer possibilidade ao Minas nos 3 sets.

Wallace foi novamente o nome do jogo, porém Wallace não jogou sozinho. André Nascimento sim, esse atuou sozinho do lado do Minas.

Todos que estiveram em quadra pelo Sada/Cruzeiro jogaram uma boa partida, tanto é que Marcelo Mendez praticamente não mexeu no time. Com passe na mão a maior parte do tempo, o levantador Sandro distribuiu com eficiência o jogo, facilitando a vida dos atcantes.

Bruno Zanuto no ataque e Renato e Douglas no meio foram muito seguros em suas ações. 

Sobre o Minas não dá para falar muita coisa. Uma equipe insegura, que errou demais para uma partida decisiva, bloqueou pouco e o pior é que não demonstra aparentemente nenhuma possibilidade de reação pela maneira como perdeu.

André Nascimento foi o único que correspondeu e sozinho não poderia ganhar o jogo. Fez até demais, marcando 19 pontos, mas jogou sozinho.

6 contra 6, seria complicado para o Minas. 6 contra 1, é humanamente impossível.    

Por Bruno Voloch às 08h17

Paula Pequeno perde e time pode ser eliminado já nas quartas de final

O Zarechie Odintsovo de Paula Pequeno e Walewska tinha a classificação para as semifinais do campeonato russo bem encaminhada após abrir 1 a 0 na série contra o Dínamo Kazan.

Jogando em casa, a equipe de Paula e Walewska venceu por 3 a 2. Mas na segunda partida, o Dínamo Kazan de virada devolveu o placar com 15/13 no quinto set e empatou o playoff.

O terceiro e decisivo jogo acontecerá no domingo, dia 11. A série entre Dínamo Krasnodar e Omsk também está 1 a 1 e o ganhador enfrentará o vencedor de Odintsovo e Dínamo kazan.

O Uralochka, do lendário treinador Karpol e da experiente Artamanova já está na semifinal. O Uralochka fez 2 jogos a 0 em cima do Avtodor, com 3 sets a 1 na segunda partida.

O Dínamo Moscou de Godina e da craque italiana Simona Gioli, também é semifinalista. O Dínamo eliminou em dois jogos o Dínamo-Yantar com 3 a 0 nas duas partidas. 

    

Por Bruno Voloch às 07h59

08/04/2010

Com a cabeça no São Caetano, Carol Gattaz conta o drama que viveu na madrugada carioca

Hoje é decisão para o Rio de Janeiro. Se vencer, respira na superliga e força a realização do terceiro jogo. Se perder, se despede ainda na semifinal da competição. O jogo teria que acontecer na terça-feira, mas foi adiado devido aos estragos ocasionados pelas chuvas na cidade maravilhosa.

Concentrada para o jogo desta noite, a central Carol Gattaz disse ao blog, que nunca na vida havia visto algo parecido. Ela conta como passou a madrugada, relata o medo que sentiu e afirma que não sabia do risco que estava correndo.

Essa situação toda vivida pelo Rio de Janeiro atrapalhou o time de vocês ?

Não. Acho que pode ter até ajudado, porque com as dificuldade que passamos, a equipe ficou mais unida, e com mais vontade de superar as situações que passamos em quadra.

Como foi sua madrugada ?

Bem diferente e acho que na hora em que estamos na situação, não imaginamos o perigo que poderíamos estar correndo. Consegui sair do Maracanãzinho com mais 3 meninas de carro, para tentar passar pelos lugares que achavamos que o carro passaria. Acabamos encontrando uma rua parada, o trânsito que não andava e conseguimos parar o carro em um lugar seguro. Depois de comer numa pizzaria, fomos dormir no carro e esperar pra ver se a água havia diminuído.

Quem estava com você no carro ?

Estava eu e a Carolzinha do juvenil

Você tinha noção do risco que estava correndo ?

Não. Na hora não. Fui só ver o caos que estava o Rio quando acordei ao meio-dia e liguei a televisão. Para conseguir chegar em casa, ainda rodamos em alguns pontos pra ver se conseguiríamos passar ali na Tijuca, isso umas 4 da manhã. Até que paramos num posto do lado da praça Saens Pena e lá, a mãe da Luiza nos deu a notícia de que o metrô estava funcionando normalmente. Deixamos nosso carro lá na rua do Tijuca e pegamos o metrô às cinco e meia. Cheguei em casa 6 horas.

E como foi sua noite de sono ?

Cheguei em casa e dormi até meio-dia.

E se o jogo fosse na terça-feira vocês conseguiriam jogar ?

As nossas condições na terça de noite não eram as melhores. Todas cansadas, destruídas da noite anterior e treinamos, mas foi na raça mesmo.

Você já tinha visto algo igual na vida ?

Nunca na minha vida e nem imaginava que um dia passaria por isso.

O que a equipe ganhou com esse adiamento para hoje ?

Ganhou mais dias pra acertar o que achamos que podemos melhorar e o descanso.

Quem entra mais pressionado em quadra ?

Acho que os dois times. Elas por estarem ansiosas pra fechar a série e a gente para querer ganhar o jogo.

E jogar no Tijuca novamente, como será ?

Na falta do Maracanazinho, não tem jeito. Vai ser ótimo, porque acho que lá o clima fica mais "caliente" e a torcida nos empurra mais de perto.

Jogar a primeira partida fora de casa foi um erro ?

Na verdade acho que não faz muita diferença. Jogo é jogo e se fosse o primeiro aqui e perdessemos também acho que poderia ser pior. Então para mim, nao muda muita coisa.

O jogo de hoje pode ser de provocação e gritaria ?

Acho que não. Os 2 times se respeitam muito e as jogadoras se conhecem demais.

Você ainda não está 100% recuperada e como está se superando ?

 

Eu amo jogar, então estou muito feliz e com muita vontade de jogar bem. Isso é o que conta.  

Por Bruno Voloch às 14h29

Para o Rio é vencer ou a tese vai por água abaixo

Não é o cenário ideal, longe disso.

Rio e São Caetano entram em quadra logo mais em clima de luto pela tragédia na cidade do Rio de Janeiro. O ginásio do Maracanazinho seria o palco ideal para receber essa semifinal e tantas jogadoras de seleção brasileira. Jogar no Tijuca não favorece nenhuma das duas equipes e prejudica o público que seria bem maior no Maracanazinho.

Acho que os dois dias a mais de treino e descanso foram importantes para o time de Bernardinho. O time já não anda bem fisicamente, depois do episódio da noitada no ginásio então, imagine só.

O São Caetano subiu de mais de produção na reta final do campeonato, ganhou confiança como nunca imaginou ter e luta somente contra a ansiedade. Fez um jogo quase perfeito em São Caetano nos 3 a 0 e se tiver o mesmo comportamento tático pode matar a série sem a necessidade da terceira partida.

O Rio de Janeiro precisa ter mais atitude, melhorar o passe e a defesa, se superar fisicamente e esquecer a pressão. Será difícil.

Lembro que na temporada passada alertei que a comissão técnica havia feito a escolha errada quando decidiu encarar Brusque fora de casa na primeira partida das quartas de final. O resultado foi a derrota no sul e uma eliminação que esteve perto de acontecer já no segundo jogo quando Brusque ganhava por 2 a 0. O Rio reverteu e acabou como legítimo campeão.

Bernardinho resolveu repetir a dose na semifinal e novamente perdeu, só que de 3 a 0. Mas Brusque não é São Caetano, pelo contrário, existe uma diferença enorme, como já cansei de escrever.

Isso pode ser sinônimo de confiança nas suas comandadas, de que em casa o time não perde e de que será difícil sofrer duas derrotas seguidas. Respeito a tese, mas o risco é grande.

Será decepcionante ver o atual campeão brasileiro eliminado nas semifinais. O passado diz que o Rio costuma se superar nesses momentos de adversidade, sempre foi assim. Pela tradição, acho até que o Rio pode empatar a série, mas que esse ano as coisas estão mais complicas, isso é inegável.

Dentro de quadra, Fabiana segue sendo o grande trunfo carioca. É a jogadora mais efetiva e bola de segurança da levantadora Dani Lins. Por falar em Dani Lins, difícil mesmo jogar com Fofão do outro lado. Érika é fundamental atrás e na frente e não se pode exigir muita coisa de Carol, que está sendo muito profissional em apenas estar entrando para jogar devido a lesão que sofreu e o pouco tempo de recuperação que teve. Joycinha sim, precisa apagar o primeiro jogo da memória e ser mais participativa.

Do outro lado, se as três craques estiverem bem, Fofão, Mari e Sheilla, será muito difícil que São Caetano deixe de vencer. Se Fofão tiver a liberdade para pensar, o Rio ficará fora da decisão.

O Rio precisa ir por etapas. Pensar primeiro em empatar a série, para depois no sábado tentar a vaga na decisão.

Por Bruno Voloch às 13h28

Se for o time do primeiro turno, Sada/Cruzeiro ganha com sobras o Minas

Dizem que a partir das quartas de final, a superliga passa a ser outro camepoanto.

A tese é discutível, mas será colocada em prática essa noite em Itabira onde jogam Sada e Minas.

A campanha do Sada foi bem melhor e mais regular, mas o Sada já viveu momentos de menos inconstância na competição. Lembro que o time chegou a ficar 18 partidas sem perder e liderou a superliga por várias rodadas deixando a Cimed em segundo lugar. Nas últimas rodadas porém o time caiu de rendimento, deixou sets importantes para Volta Redonda e Vitória e perdeu para Montes Claros e São Bernardo. Derrotas que tiraram a possibilidade do time de ser primeiro colocado.

Mas agora é outro campeonato e o Sada perdeu quando poderia, defenderão alguns ...

Verdade. Mas agora chegou a hora. O Sada tem bola e time para ser campeão pela primeira vez em sua história. É favorito diante de um Minas que em nenhum momento hornou as tradições do clube e que chegou a ficar seriamente ameaçado de não ficar entre os 8.

Não vi mudança nenhuma desde a chegada de Douglas, que diga-se a verdade, é o menos culpado pois pegou um barco à deriva.

Por tudo que a gente viu até agora na superliga, o Minas deverá ser presa fácil para o Sada. Isso na teoria, até porque no último jogo entre as duas equipes, deu Minas por 3 a 2. É um jogo diferente, de rivalidade, onde todos os envolvidos se conhecem ao extremo.

Por merecimento e pela bola que estão jogando, o Sada tem obrigação de vencer logo mais.       

Por Bruno Voloch às 13h06

Vitória do Pinheiros passou pelas mãos de Marcelinho

Nos 3 primeiros jogos das quartas de final da superliga masculina, nenhuma surpresa.

Montes Claros e Cimed ganharam bem seus jogos, abriram 1 a 0 e podem até confirmar a classificação já no fim de semana. Espero que o São Bernardo consiga equilibrar as coisas e fazer um jogo ainda melhor no sábado atuando em casa.

Lorena novamente, já virou rotina, foi o melhor jogador de Montes Claros. A torcida mostrou mais uma vez que é o sétimo jogador do time mineiro fazendo uma linda e educada festa. Os jogadores e a comissão devem sentir orgulho de ter uma torcida tão fanática ao lado. Montes Claros se credencia a cada rodada para disputar o título.

São Bernardo sem Marlon fez o que pode e jogou de igual para igual boa parte da partida, especialmente no primeiro e terceiro sets. Tuba esteve impecável e se mostrar a mesma disposição, o time de São Bernardo pode até sonhar com a terceira partida. É o máximo, mas para isso, terá que ser mais regular nos momenos finais dos sets, ter mais equilíbrio e diminuir os erros.]

Em relação a Cimed, acho muito difícil que deixe de garantir a classificação no domingo. Caxias também errou muito nesse primeiro jogo e errar contra um time de ponta como a Cimed é fatal. Foram 28 erros em 3 sets, uma média acima do normal e intolerável.

Sesi e Pinheiros fizeram um jogão, digno de final de campeonato. Disse e repito, que aposto no Sesi, mas isso não significa dizer que o time vai eliminar i Pinheiros.

O bloqueio do Pinheiros foi bem mais agressivo a maior parte do jogo e o Sesi empacou e certas passagens de rede. Giovane foi corajoso e alterou a equipe quando foi necessário, sem se preocupar com quem estava sendo substituído. 

Tiago Barth jogou muito bola e Murilo acordou depois de um primeiro set ruim. O Sesi mostrou poder de recuperação e se forma um pouco mais efetivo no bloqueio e no saque pode vencer no Pinheiros.

Por falar Pinheiros, a vitória foi importante no aspecto emocional. O time entrou concentrado e teve altos e baixos durante os 5 sets. Rodrigão teve um início de partida avassalador no bloqueio, Roca foi instável no passe e Giba bem em 4 dos 5 sets.

Mas quem merece destaque especial é o levantador Marcelinho. Jogou muito, atuou com personalidade, dedicação, peitou o treinador quando foi preciso, exigiu mudanças e esteve preciso nos levantamentos e parecia disposto a provar alguma coisa para alguém. Esse alguém deve só pode ser Giovane, treinador do Sesi e desafeto de Marcelinho nos tempos de Joinville.

Não sou muito a favor dessas coisas de jogar bem e provar para a, b ou c. Mas Marcelinho estava diferente e lembrou os tempos iluminados de Suzano e seleção brasileira. Marcelinho aliás que de uma hora para outra passou a ser questionado, ficou fora de seleção brasileira e foi esquecido de uma maneira geral como se estivesse em fim de carreira. Não.

Marcelinho tem talento de sobra, não desaprendeu a jogar e foi determinante nos 3 a 2 do Pinheiros. Marcelinho amadureceu muito após a Olimpíada de Pequim e do Pan de 2007. Surgiram algumas cobranças exageradas, comparações descabíveis e uma pressão acima do normal em cima dele, um ser humano como qualquer outro.

Marcelinho voltou a ser respeitado e a classificação do Pinheiros para a próxima fase passa principlmente pelas mãos dele. Contra o Sesi, Marcelinho fez a diferença e matou as saudades de quem sempre foi seu admirador.         

             

Por Bruno Voloch às 12h24

07/04/2010

Jogo coletivo e bloqueio fizeram Osasco novamente finalista

E Osasco chegou. Novamente está na decisão da superliga.

Cumpriu o que se esperava e venceu a semifinal contra o Pinheiros com méritos. Longe de ser uma unanimidade pela torcida, porém com a eficiência habitual, Luizomar de Moura consegue colocar novamente o time em uma final de brasileiro.

Com o time que tem é obrigação, dirão alguns.

Pode até ser, mas não é fácil conviver com a pressão por resultados e títulos dirigindo um time grande.

Luizomar teve a humildade de enxergar que Carol ainda é muito útil e que precisava ser titular. Luizomar e a comissão técnica fizeram Jaqueline "voar" e se transformar na melhor jogadora do time na atualidade. Osasco "recuperou" Sassá que andava jogando mal, inconstante e sem confiança.

Sassá, Jaqueline e Carol são apenas alguns exemplos. Osasco teve atitude e fez valer sim, como disse Paulo Coco, sua superioridade técnica.

Osasco nas duas partidas que realizou contra o Pinheiros deu um exemplo de coletividade. Foi um time que jogou em harmonia, sem vaidades, e com todas se ajudando de quadra.

No segundo jogo os números chamaram atenção e dão a exata noção desse equilíbrio em cada setor. Todas as jogadoras fizeram 10 ou mais pontos. Diferente da primeira partida quando Jaqueline arrebentou com o jogo, o que se viu nos 3 a 1 no ginásio do Pinheiros, foi um Osasco forte em todos os setores.

Jaqueline marcou 17 pontos, Sassá 16, Natália e Adenízia 15 cada e Thaísa 10. Carol foi novamante muito bem e jogou com velocidade. Camila, sempre ela, apresenta uma evolução impressionante e indispensável no passe e na defesa.

Osasco entrou em quadra sabendo o que fazer e taticamente tinha todas as jogadas do Pinheiros na cabeça. Foram 20 pontos de bloqueio em 4 sets. Números consideráveis, sem dúvida alguma. O ataque de Osasco foi também mais efetivo, mas o fundamento bloqueio foi decisivo.

Osasco agora descansa. Espera e assiste de camarote São Caetano e Rio de Janeiro. Cumpriu sem dever direitinho. Não é fácil, pelo contrário, disputar nove finais consecutivas.   

Por Bruno Voloch às 13h12

Paulo Coco é o exemplo a ser seguido

Paulo Coco foi perfeito em sua análise após a partida.

Disse que o Pinheiros fez o que poderia, lutou, jogou no limite, mas que a superioridade técnica do Osasco acabou prevalecendo. E foi isso exatamente isso que aconteceu. Mérito de Osasco.

Que exemplo nos dá esse rapaz após um jogo tenso, de semifinal e seu time acabava de ser eliminado do campeonato. Atitude para poucos profissionais, que muitas vezes preferem jogar a responsabilidade da derrota em cima de a, b ou c, subestimar o sucesso do adversário ou até não falar com a imprensa e sair correndo para o vestiário como já vimos algumas vezes na superliga feminina.

Atitude que engrandece o profissional Paulo Coco. Treinador de qualidades indiscutíveis, que sabe trabalhar com feminino e masculino, de palavras fáceis e que fez um excelente trabalho comandando o Pinheiros. Ganhou o paulista em cima do mesmo Osasco e pode ainda terminar na terceira colocação a superliga. Posição honrosa ao clube que deve fazer o possível para manter Paulo Coco para a próxima temporada. O segredo do sucesso do projeto, podem apostar, está na manutenção desse profissional como treinador do time.

Tomara que os dirigentes do Pinheiros, quase sempre desligados, acordem, não se envolvam nas contratações e renovem o contrato de Paulo Coco.

Fernanda Garay e Fabíola fizeram um bom campeonato sob comando de Paulo Coco. Cresceram como profissionais e evoluiram tecnicamente. Fernanda ainda não me convence nos momentos de decisão, apenas isso. Uma semifinal não quer dizer nada, porém vejo gente até falando em seleção, o que seria um erro nesse momento e não creio que Paulo Coco cometa esse equívoco. Fernanda é baixa para os padrões internacionais, simples. 

Lia manteve a qualidade da temporada passada, embora tenha jogado abaixo do que poderia na segunda partida diante do Osasco. Jú Costa merece ser observada de perto e tem um belo futuro pela maneira como atua. Uma disposição fora do comum. Bárbara foi regular, Lígia sumiu na semifinal, mas não apaga o que fez ao longo da competição. A líbero Verê foi peça importante.      

O Pinheiros foi eliminado de cabeça erguida. Chegou onde poderia chegar e perdeu para um dos favoritos ao título. Pelo apoio, pelo nível de investimento e por tudo que foi comentado no clube, o feminino até agora está fazendo, ou fez, mais bonito que o masculino.     

   

  

Por Bruno Voloch às 10h00

Cimed e Montes Claros são favoritos. Pela lógica, Sesi deve vencer Pinheiros

As quartas de final da superliga masculina começam hoje e ninguém pode abrir mão de qualquer tipo de vantagem.

Por isso, Sesi, Cimed e Montes Claros optaram em abrir a série em casa. Agiram corretamente, assim como o Cruzeiro que nesta quinta vai receber o Minas.

Exceção feito ao Rio de Janeiro no feminino, todos os times envolvidos nas quartas de final da superliga e nas semifinais do feminino, optaram em começar em casa. Por acaso, o único que perdeu e e se encontra hoje numa situação mais complicada é o time carioca. Por isso bato nessa tecla e afirmo que o Rio de Janeiro errou e pode pagar caro. Como já disse, São Ceatano não é Brusque.

Nas 3 partidas de quartas de final, acho que Cimed e Montes Claros são favoritos destacados.

A Cimed mereceu terminar a fase de classificação em primeiro lugar. Tem uma equipe entrosada, acostumada com jogos decisivos e atua muito bem em casa. Caxias em determinado momento da superliga chegou a ser a sensação da competição, como vitórias inesperadas como contra o Pinheiros em São Paulo. Os últimos jogos porém foram decepcionantes, 6 derrotas seguidas e o time entra para as quartas de final abatido e sem moral.

Penso que a Cimed ganha com sobras e arrisco um 3 a 0 tranquilo com todo o respeito que Caxias merece.

Montes Claros cresceu nessa reta final, roubou o terceiro lugar do Sesi, deixou o favorito Pinheiros para trás e enfrenta São Bernardo com a obrigação de vitória. Em casa dificilmente perde, conta com o apoio da torcida mais empolgante da competição, a ótima fase de Lorena e gosto muito do levantador Rodriguinho. Vive um excelente momento e não acredito no tão comentado equilíbrio.

São Bernardo chega "quebrado" nas quartas de final. Sem Marlon, o time perde demais no levantamento. Como se não bastasse, o líbero Serginho, craque do time, não está 100%. Tuba é a esperança de um time que tem no saque sua maior arma, mas acho muito complicado derrotar Montes Claros fora de casa. Cravaria Montes Claros sem sustos.

Sesi e Pinheiros talvez seja o confronto mais equilibrado das quartas. Não seria surpresa se os dois fizessem por exemplo uma das semifinais da superliga. Mas a irregularidade do Pinheiros colocou os dois frente a frente mais cedo do que a gente esperava.

O Pinheiros chega completo para as quartas com tudo que Cebola pode ter de melhor. Léo está em boa fase e sinceramente não sei se Giba está "inteiro" para a decisão. O Pinheiros ainda é olhado sob certa de desconfiança e sem muita credibilidade. Montou um time para ser campeão e pode sair logo nas quartas. Julgo ser uma equipe imprevisível, justamente pelos altos e baixos apresentados ao londo do torneio. Sou contra esse jogo de palavras existente no clube e fugir da imprensa. Esconder o jogo não leva a nada e não ganha canpeonato.

O Sesi tem um time fisicamente mais inteiro, é melhor comandado e aposta na ótima fase de Murilo. Venceu com sobras o último jogo no Pinheiros por 3 a 0 e concordo quando Giovane afirma que o saque será decisivo.

Também tenho a mesma opinião do ótimo Gustavo e acho que o Sesi é o favorito por ter conseguido vencer o último jogo por 3 a 0. Mas vou além. O Sesi é mais regular, mais confiável do que o Pinheiros. Isso não siginifica dizer que vai vencer a partida, mas a regularidade quando duas equipes tão fortes se enfrentam, pode ser determinante.

Se fosse obrigado a apostar, jogaria minhas fichas no Sesi.                 

Por Bruno Voloch às 09h34

Brasileiros se destacam na Rússia e no Japão

O Dínamo de Moscou está classificado para as semifinais do campeonato russo.

O time do brasileiro Dante eliminou em dois jogos o Fakel Noviy Urengoy. Na última partida jogada em Moscou, o Dínamo fez 3 sets a 0 com 10 pontos de Dante.

A semifinais serão jogadas somente a partir do dia 22. A delegação do Dínamo viaja hoje para a Polônia e a partir de sábado a equipe vai brigar pelo título da Champions League.

No Japão, o brasileiro João Paulo brilhou na vitória do Panasonic sobre o Sakai Blazers. João Paulo marcou 23 pontos na vitória de 3 a 1. O resultado classificou o time do Panasonic para a decisão do campeonto.

João Paulo pode ganhar seu segundo título na temporada, uma vez que o Panasonic já conquistou a Copa do Imperador.

  

Por Bruno Voloch às 08h42

05/04/2010

Campeã olímpica aposta numa final entre Osasco e São Caetano

Valeska Menezes, mais conhecida no meio esportivo como Valeskinha, completa esse mês 35 anos de idade. A jogadora fez parte do grupo campeão olímpico em 2008. Após a Olimpíada, Valeskinha que já havia atuado na Itália, resolveu experimentar o vôlei da Turquia. Gostou tanto que está há dois anos no País e não pensa em jogar mais no Brasil. Nessa entrevista ao blog, Valeskinha fala da vida na Turquia, de seleção, afirma ter tido proposta do São Caetano e claro não deixa de dar seu palpite sobre as finais da superliga feminina.

Como está a temporada 2009/2010 ?

Nesse momento estamos esperando começar o playoff. Estamos em quarto lugar e os jogos começam no dia 17 desse mês.

Quantas estrangeiras jogam no seu time e qual a melhor jogadora do campeonato ?

Aqui no Galatasaray, jogo eu e duas meninas da Sérvia. Ivana e Natasha. A melhor jogadora é a russa Gamova.

Existe alguma diferença nesse ano especificamente ?

Essa é minha segunda temporada aqui. Agora estou jogando de ponta, gostando muito, pois o campeonato está crescendo. Moro sozinha, fiz contrato de um ano que termina em Maio. Eles atrasam um pouco, mas algo tolerável.

Você pretende voltar esse ano ?

Pretendo jogar mais dois anos fora do Brasil e pode ser aqui na Turquia de novo. Mesmo distante a gente sabe que você está acompanhando a superliga.

O que espera das finais ?

Eu acho que o São Caetano cresceu na hora certa e gostaria de ver um final diferente que não fosse Rio e Osasco.

Osasco e Pinheiros tem favorito ?

O Pinheiros quando está em um dia inspirado não tem para ninguém. Mas eu acho que Osasco consegue manter uma regularidade durante o jogo. Mas sabemos que quando você está disputando uma semi ou final, você vai com tudo e talvez como a pressão maior paro o lado de Osasco, o Pinheiros jogue solto. No paulista ninguém acreditava nelas.

E o Rio contra São Caetano ?

Como eu disse o São Caetano se acertou um pouco, principalmente em relação ao passe. Assisti as quartas contra o Minas e foi outro time em relação ao returno. Se tivesse que apostar, a final seria São Caetano e Osasco. São Caetano jogou muito bem e ganhou até com certa facilidade a primeira partida.

E o segundo jogo ?

Acho que o segundo jogo será diferente do primeiro. Pelo que eu conheço do Bernardinho, as meninas devem ter assistido vídeo todos os dias, pelo menos umas duas horas. Não acredito em 2 jogos a 0, mas acho que São Caetano se classifica para a decisão.

Você foi convidada para jogar em São Caetano. Porque não foi ?

Não foi grana e sim por acerto de folga. Desde o início eu tinha deixado claro que só estaria disponível pra treinar no final de julho. Já tinha acertado minhas férias e a passagem para viajar. No início eles disseram que tudo bem, mas depois não podiam me liberar porque a Mari e a Sheilla já estariam fora. Eu disse que era uma pena, pois eu não iria cancelar minhas férias. Eles não podiam me dar esse tempo, mas foi tranquilo, uma pena.

Alguma revelação nessa temporada ?

A Mariana do São Caetano. Ela está segurando muito bem o passe e ajudando o time do São Caetano. Outra jogadora que está atuando bem é a Lia do Pinheiros.

E sobre a seleção brasileira. O que você pode falar ?

Estão indo muito bem e as levantadoras devem ser a Ana Tiemi e a Dani Lins.

Por Bruno Voloch às 20h00

04/04/2010

São Caetano foi muito superior e sobrou em quadra.

São Caetano brilhou.

Como se diz na gíria do esporte, "não deu nem para torcer".

O Rio de Janeiro teve que se render a ótima atuação do time de São Caetano e os torcedores cariocas não tiveram a chance de torcer pelo seu time.

Foi uma atuação que beirou a perfeição. Longe, mas muito longe, o melhor jogo do São Caetano na competição.

Difícil, muito complicado mesmo escolher um destaque. Mas fico com Fofão.

A levanatadora do São Caetano "brincou" com o passe na mão e fez misérias com o bloqueio do Rio de Janeiro. A gente viu diversas vezes as atacantes do São Caetano com bloqueio simples pela frente. Mérito também do passe do time paulista que facilitou as coisas para Fofão. E como é grande a diferença entre ela Dani Lins. Igual a diferença da disposição das duas equipes no primeiro jogo.

Sâo Caetano sabia que jogava a vida na superliga. Sabe que vive um momento melhor físico e técnico e que vencer o primeiro set seria fundamental. Era o que o time precisava para desencantar de vez.

Fabiana foi muito bem marcada pelas centrais do São Caetano, tão cobradas por mim e que mostraram um enorme poder de concentração nos 3 sets. Regiane foi caçada e o passe do Rio estava muito ruim. A vantagem no fim do primeiro set foi ilusória e o fundamento recepção derrubou o Rio.

Bernardinho tentou acertar o time no segundo set colocando Michelle no lugar de Érika. O set foi equilibrado, mas o Rio errou mais, o Rio tinha dificuldades em bloquear e sentia a falta de uma ponteira ou oposta que colocasse bola no chão. Do outro lado, sobravam opções para Fofão, com Mari, Sheilla, as centrais e uma Mariana "irreconhecível". Uma Mariana sem medo, corajosa, indo para cima e pedindo bola. Uma Mariana que lembrou os bons tempos de Osasco em 2005. Partidaça dessa paraibana que mostrou todo seu talento nessa semifinal. Talento até então desconhecido do grande público.

Vem o terceiro set e Bernardinho arrisca tudo com a volta de Érika, que não devia ter saído e a entrada de Monique. Time ainda perdido, com alguns bons momentos de Fabiana no meio e só. Pouco, muito pouco para quem almejava vencer.

A diferença no jogo esteve no fundamento ataque. As atacantes do São Caetano foram muito superiores, todas elas. Mari, Mariana e Sheilla. Mari fez sua melhor partida com a camisa do São Caetano, Sheilla com aquela regularidade tradicional e Mariana, essa sim, acima da média.

A imagem do jogo, leia-se vontade de ganhar, estava no rosto e nas atitudes de Mari. "Transtornada" em busca da vitória. 

São Caetano estava com fome de vitória. O Rio "pagou o pato".

  

         

Por Bruno Voloch às 08h40

Experiência e principalmente atuação de Jaqueline foram determinantes na vitória do Osasco.

Craque é assim.

Chama a responsabilidade na hora da decisão, assume postura de líder em quadra e vira as bolas mais importantes.

Essa Jaqueline é craque.

Que partida espetacular fez a ponta do Osasco na vitória de 3 a 1 sobre o Pinheiros. Não gosto muito de ficar falando individualmente de cada atleta, mas Jaqueline merece.

Foi contratada para decidir, foi o principal reforço para essa temporada e está fazendo a diferença.

Madura, mais experiente e consciente nas ações e atitudes, Jaqueline não é só fundamental na frente, atrás dá equlíbrio a recepção do Osasco e hoje é a jogadora mais importante do time.

Os números de fato impressionam, porque não é fácil marcar 28 pontos em uma partida, que dirá em semfinal de campeonato brasileiro. Jaqueline fez mais pontos que Sassá e Natália juntas. Por sinal, Sassá esteve bem no passe e na defesa. Jaqueline fez mais 9 pontos do que Fernanda Garay, maior pontuadora do Pinheiros. Jaqueline bloqueou mais que Thaísa, 4 contra 3.

Mas Jaqueline cresceu muito desde a entrada da levantadora Carol, essa é que a verdade. 

Porém Jaqueline não ganhou o jogo sozinha. A camisa e a maior experiência do time de Osasco fizeram a diferença. O Pinheiros conseguiu equilibrar as ações, mas em determinado momento do jogo, Osasco simplesmente passava a tomar conta da partida. Foi assim no primeiro e no segundo sets. Aliás a virada nos dois sets foi de time que tem personalidade e sabia que não poderia perder em casa.

No terceiro set, o Pinheiros finalmente conseguiu manter a regularidade. Jú Costa se destacou e foi decisiva na vitória por 25/21.

O quarto ser foi atípico. O Pinheiros voltou com o mesmo ritmo do set anterior, chegou a ter boa vantagem com 18/14 quando o jogo foi paralisado por falta de energia. Concentrado, o time da capital parecia que não perderia o foco. Parecia. O filme dos dois primeiros sets se repetiu. Apesar de ter 5 pontos de vantagem, 20/15, o Pinheiros acabou de maneira incrível sendo dominado pelo Osasco, sentiu a pressão e sofreu a virada. Osasco fechou com 25/23.

A proximidade de jogar uma decisão de superliga ainda pesa para o time do Pinheiros. Não deveria ser dessa maneira, mas o primeiro jogo da semifinal mostrou nitidamente que a experiência faz diferença. 

       

Por Bruno Voloch às 08h04

Fenerbahce e Bergamo decidem Champions League

Fenerbahce da Turquia e Bergamo da Itália decidem neste domingo na França a Champions League temporada 2009/2010.

Nas primeira semifinal, em uma partida muito equlibrada, o Fenerbahce derrotou o RC Cannes da França por 3 sets a 2, com 23/21 no quinto set. A russa Ekaterina Gamova foi o destaque do Fenerbahce com 30 pontos, mesma pontuação da italiana Nadia Centoni do Cannes.

No duelo italiano entre Bergamo e Novara, melhor para o time do Bergamo que fez 3 seta 1 com parciais de 25/20, 21/25, 25/19 e 25/15.

A levantadora Lo Bianco e a oposta Serena Ortolani foram as principais jogadoras do Bergamo. A norte-americana Logan Tom do Novara foi a maior pontuadora com 19 acertos.  

Por Bruno Voloch às 07h30

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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