Blog do Bruno Voloch

17/04/2010

Natália: 'O jogo contra elas é uma guerra e quero dar o troco'

Rio e Osasco decidem pela sexta vez seguida o campeonato brasileiro feminino de vôlei. O Rio venceu as 4 útimas finais, mas desta vez joga em São Paulo, sem o apoio da torcida. A final vai reunir várias campeãs olímpicas e jogadoras da atual geração, como a oposta Natália, hoje figura obrigatória nas convocações do treinador José Roberto Guimarães.

Natália esteve em quadra quando Osasco perdeu as últimas decisões e disse ao blog estar preparada para o jogo de Domingo:

- Sendo a quarta final consecutiva e contra o mesmo adversário, não diria que já estou acostumada, mas sim preparada. Nós já sabemos como é o jogo delas e é só colocar em prática tudo que a gente treinou a temporada toda. Estudamos muito o time do Rio.

Natália diz que a sensação esse ano é diferente e explica o motivo:

- Acho que estou me sentindo um pouco mais madura do que na superliga passada. Eu consegui evoluir em alguns fundamentos esse ano e a sensação que estou sentindo é que o título está mais próximo. Está nas nossas mãos. Na última temporada tivemos várias derrotas para equipe do Rio e esse ano já foi diferente. Nós é que comandamos as vitórias a temporada toda. Não digo que isso terá influência na final, porque cada jogo é um jogo e a final é sempre uma guerra, mas com isso nossa equipe estará mais confiante do que nas edições passadas.

Jaqueline tem sido o destaque de Osasco nessa reta final de campeonato. Natália acha fundamental que as jogadoras dividam a responsabilidade:

- O time todo precisa estar bem. Eu não estou pontuando como no início do campeonato, mas a Jaqueline é uma jogadora de grande valor e passa confiança para as mais novas. Mas domingo, todas terão que estar bem. Eu, Carol, Sassá, Jaqueline, Adenízia e Thaísa. A responsabilidade é de todas e nesse caso não sobrecarregamos ninguém.

Diferente de 2009, a decisão esse ano será em São Paulo. Natália afirma que a torcida vai fazer a diferença: 

- Com toda certeza e vai nos ajudar muito, mesmo tendo do outro lado jogadoras experientes que não se abalam com torcida adversária. A torcida vai fazer a diferença para nosso lado porque são apaixonados pelo time e o sétimo jogador do Osasco. Toda essa energia é muito positiva e me faz sentir arrepios.

O jogo do Rio contra São Caetano foi tenso, marcado por discussões em quadra e provocações. Depois do jogo, Dani Lins disse que as jogadoras do São Caetano deveriam passar acetona nas unhas verdes.

- Acha que a Dani pode ter dito isso no calor do jogo. Elas sofreram muito nessa semifinal e então foi meio que um desabafo Se ela terá uma recepção diferente, eu não sei. Os torcedores decidem. A Dani é uma pessoa de coraçao bom e não acredito que ela tenha pensado antes de falar isso e provocar as meninas do São Caetano. Se ela sentir a pressão, será bom para nós. Coincidência ou não, eu vou pintar minhas unhas como sempre faço.

O Rio diz que Osasco é favorito e vice-versa. Na final, segundo Natália, não existe favorito:

Acho que em final não existe favorito, vai muito da superação e da vontade de cada equipe. É a hora decisiva, todos treinam durante a temporada inteira para esse dia. Nenhuma das duas equipes vai vender fácil esse titulo e vai vencer quem estiver melhor preparado psicologicamente.

Natália admite que está engasgada com o Rio pelos títulos perdidos :

- Bom, são muitas finais consecutivas, alguns vices e ninguém gosta de perder. Todo jogo contra elas é como se fosse uma guerra, ainda mais sendo uma final. Os nervos ficam à flor da pele e não vejo a hora que chegue logo esse dia para poder dar o troco nelas.

Natália ri quando Osasco é comparado ao Botafogo que vive situação semelhante contra o Flamengo:

Já me perguntaram isso e infelizmente podemos dizer que é verdade. Mas esse ano estamos aí para tentar mudar essa história. Nós e eles. Vamos para cima Botafogo ...

Por Bruno Voloch às 09h21

Hoje é dia de Bruninho x Marcelinho

Esse Cimed e Pinheiros de logo mais será especial. Esse Cimed e Pinheiros de logo mais terá o duelo de Bruninho e Marcelinho, dois dos levantadores mais talentosos do vôlei brasileiro.

Não gosto e não é justo jogar a responsabilidade dos times para os levantadores, mas os dois terão participação fundamental nessa primeira partida semifinal. Podem apostar.

Marcelinho ajudou o Pinheiros a superar a crise, está atuando com uma personalidade poucas vezes vista e foi um dos resposáveis, se não o maior, pela classificação do time contra o Sesi. Marcelinho queria vencer o duelo particular com Giovane Gávio e venceu. E Marcelinho está de novo em alta. Aliás, ele esteve em baixa em algum momento da carreira ?

Sinceramente. Não.

Marcelinho não foi mais convocado por pura opção do treinador da seleção brasileira. Marcelinho passou por muita pressão, foi criticado e comparado injustamente com Ricardinho após todos aqueles episódios conhecidos por todos nós e que já estamos até cansados de falar. Compraram a briga dele na ocasião e Marcelinho tem desde aquela época o jogador Gustavo como maior aliado.

Não gosto e nunca fui muito fã dessas estatísiticas da CBV. Respeito e é bom para dar matéria, os números ajudam.

Marcelinho está numa fase tão boa quanto a de Bruninho. É que na verdade são gerações diferentes. Marcelo tem mais 11 anos que Bruno e muito mais experiência. Mas Bruno tem a vantagem de ter começado mais cedo na seleção adulta e conta bastante para a maturidade como levantador.

E Bruno ?

Cara bom, talentoso, com uma incrível peronalidade também e se não tivesse essa personalidade não vingaria. A pressão em cima de Bruno é e será sempre maior por motivos óbvios. Mas Bruno está se saindo bem até hoje e 2010 não será fácil para ele por causa da volta de Ricardinho.

Mas Bruno precisa se concentrar na Cimed e no seu trabalho. Ele é o cara desse time da Cimed. É líder, capitão e o grande resposnsável pelos títulos recentes do time catarinense. Lógico que ninguém ganha nada sozinho, mas ter um levantador talentoso ajuda e contribui bastante.

Eles poderiam ser considerados até os coadjuvantes em virtude do grande número de jogadores de seleção brasileira que estarão em quadra mais tarde. Mas não, Bruno e Marcelo, ou Bruninho e Marcelinho vão decidir o jogo. 

Eles dizem ter convivido pacificamente na seleção e até acredito. Mas hoje a realidade é outra. Bruno é titular da seleção e Marcelo nem lá está mais. Ninguém gosta de perder, claro. 

Marcelo conheço há muito tempo e sinto nele uma vontade imensa de ser campeão brasileiro novamente depois de "tudo que passou", como ele mesmo diz.

Bruno quer se firmar cada vez mais e participar de uma nova decisão.

Não acho também justo responsabilizar Bruno e Marcelo por tudo que possa acontecer de bom e ruim mais tarde, afinal eles não jogam sozinhos. Mas Bruno e Marcelo devem e são obrigados a pensar o dobro do que os companheiros pensam. É sempre assim e eles já deveriam estar acostumados.

A vitória de um grande time, passa pelas mãos de um grande levantador   

Por Bruno Voloch às 09h08

Placar foi injusto. Era para ser 3 a 0 Montes Claros

Que partida fez o time de Montes Claros. Jogou taticamente de maneira perfeita e era para ter vencido o jogo por 3 a 0. Não fez 3 a 0 porque se desconcentrou com a facilidade que encontrava quando vencia o primeiro set, por isso permitiu a virada do Cruzeiro na ocasião.

Mas mereceu e me supreendeu. Não pela vitória e sim pela facilidade que jogou e venceu o jogo. Sada/Cruzeiro era sim o favorito, afinal não havia perdido em casa e vinha de duas vitórias contundentes sobre o Minas. Montes Claros tinha conseguido a vaga no sufoco no quinto set contra São Bernardo.   

Bem lembrado. Pois acho que essa foi um das diferenças entre as duas equipes e a favor de Montes Claros. O time do técnico Talmo tinha visivelmente mais ritmo de jogo que o adversário, lógico em função dos 3 jogos e dos 10 sets que jogou nas duas últimas partidas. Fez sim a diferença em quadra.

O Cruzeiro dependeu o jogo inteiro dos ataques de Wallace, que virou as bolas que podia, tanto é que terminou como maior pontuador. Mas foi pouco ou era pouco para o Sada. Era preciso mais agressividade no ataque e em alguns momentos vi no time de Marcelo Mendez uma apatia jamais demonstrada em toda a competição.

Bob e Bruno jogaram bem abaixo do normal e que estamos acostumados. Renato foi efetivo no primeiro set e Douglas com alguns momentos de lucidez no saque.

A parada está decidida ?

Não, claro que não. Longe disso.

Assim como Montes Claros venceu fora, o Sada pode ganhar também. Mas a tarefa não será fácil, tenho certeza.

Talmo foi o nome do jogo. Montou taticamente muito bem sua equipe, atenta no bloqueio e consciente no ataque. Talmo e sua comissão técnica tiveram o mérito de acalmar os jogadores após a inesperada derrota no primeiro set e dizer que o caminho era extamente o mesmo. E foi assim mesmo.

Montes Claros foi bem superior os 3 sets seguintes, especialmente os dois últimos. Errou menos e estava mais preparado para decidir.

Rodriguinho usou muito o central Acacio que fez uma grande partida. Só não botou mais bolas no chão que Lorena, o principal atacante de Montes Claros.

Ezinho entrou bem na partida e manteve a regularidade de sempre, dando muita consistência na recepção. Piá foi outro que rodou bolas muito importantes. 

Mas Acácio arrebentou, matou a pau e jogou muita bola.      

A série está aberta e mesmo jogando em casa com o apoio da fanática torcida não me arrisco a dizer que Montes Claros seja favorito. Nessa série, não mais. Essas "supresas" fazem um bem enorme ao esporte.              

Por Bruno Voloch às 08h32

16/04/2010

Em casa, Sada/Cruzeiro é favorito diante de Montes Claros

Minas terá novamente um representante na decisão da superliga masculina.

Sada/Cruzeiro e Montes Claros tentam pela primeira vez chegar na final da superliga. Pela campanha que fez jogando em Itabira, vejo o Cruzeiro como favorito para vencer o jogo de logo mais.

Favorito, mas os números nos mostram um equilíbrio muito grande. Foram 4 jogos essa temporada, duas vitórias para cada lado e todos os jogos terminaram 3 a 2. Ou seja, a tarefa não será fácil. 

Me arrisco e vou além, através de fatos recentes. O Sada atuou melhor nas quartas de final contra o Minas, enquanto Montes Claros precisou de 3 partidas e 5 sets para eliminar São Bernardo.

Os dois times se conhecem bastante, se respeitam e existe uma grande rivalidade. Toda essa rivalidade começa no banco com os treinadores.

O argentino Marcelo Mendez e o campeão olímpico Talmo. Eles trocaram de posição após o campeonato mineiro do ano passado, ganho por Montes Claros de virada em cima do Minas fora de casa, após eliminar o Sada/Cruzeiro na semifinal.

Após a conquista do título, Marcelo Mendez acertou com o Cruzeiro e Montes Claros trouxe Talmo que dirigia o Cruzeiro. São dois treinadores muito competentes que enxergam a partida e conhecem na intimidade os jogadores envolvidos nessa semifinal.

Mas em casa, jogando em Itabira, o Cruzeiro tem se mostrado muito forte. Pressiona o adversário desde o início, joga pesado em termos ofensivos e conta com a ótima fase do levantador Sandro.

Wallace é o destaque no ataque, mas os centrais Renato Felizardo e Douglas Cordeiro são muito efetivos e importantíssimos para o Cruzeiro.   

Mas Montes Claros conta com a força de Lorena e Diogo na frente e a experiência de Ezinho. O levantador Rodriguinho é o cérebro do time e sua participação será decisiva na partida. Com o passe nas mãos, Rodriguinho se mostra corajoso, abusa dos centrais e joga com muita velocidade.Gosto do líbero Brundle que demonstra segurança no passe e está sempre muito bem posicionado na defesa. É outro ponto forte de Montes Claros.

Mas vejo o time do Cruzeiro ainda na frente em termos ofensivos como no ataque. O bloqueio do Cruzeiro também é melhor e Montes Claros tem melhor aproveitamento no saque.

Os números precisam ser respeitados, mas nem sempre decidem o jogo. O fator casa e o peso da torcida podem ser decisivos nos jogos entre Sada e Montes Claros. Tenho certeza que teremos ginásio lotado em Itabira e também em Montes Claros. 

Por Bruno Voloch às 08h19

CEV complica vida do Trentino e time italiano pode ter que se dividir em dois

A Confederação Européia de vôlei anunciou as nova data da decisão da Champions League. Os jogos acontecerão nos dias 1 e 2 de Maio.

O Trentino da Itália enfrentará o Bled da Eslovênia, enquanto o Dinamo Moscou de Dante pega o Belchatow da Polônia.

A fase final deveria ter sido jogada no último fim de semana na cidade polonesa de Lodz, mas foi adiada por causa da morte do presidente da Polônia, Lech Kaczynski.

O problema para o Trentino, onde jogam Leandro Vissoto e Rapha, é que as datas coincidem com as semifinais do campeonato italiano. O Trentino disputa uma vaga na decisão com o Macerata e se houver a necessidade de uma quinta partida, ela está marcada para também 2 de Maio.

Se Trentino e Macerata chegarem ao quinto jogo, o Trentino terá que priorizar uma das competições e jogar provavelmente uma delas com o time reserva e com jogadores das categorias de base.

A boa notícia é que com o adiamento, talvez o Trentino possa contar com Rapha. O jogador se recupera de uma fratura no dedinho da mão direita operado no início do mês e em Maio existe uma boa perspectiva que Rapha já esteja em condição de jogo.

 

 

Por Bruno Voloch às 07h49

15/04/2010

Pinheiros e São Caetano pode valer vaga no mundial interclubes

A CBV manteve no regulamento a disputa pelo terceiro lugar tanto na superliga feminina quanto na masculina.

Sem sentido algum nos anos anteriores, o terceiro lugar dessa temporada será importante e pode dar ao time ganhador uma vaga no mundial de clubes que será jogado no fim do ano, segundo a FIVB.

A tendência, é que os 3 primeiros colocados da superliga feminina participem do campeonato sul-americano junto com equipes da Argentina, Peru e Venezuela.

Apenas o campeão desta competição vai se classificar para o mundial interclubes.

Ano passado, a Cimed derrotou São Bernardo na decisão do sul-americano masculino e representou o Brasil no mundial de clubes.

 

 

Por Bruno Voloch às 08h40

14/04/2010

Sem convencer, Cimed ganhou e se classificou.

Se a Cimed que enfrentará o Pinheiros nas semifinais for a mesma que derrotou Caxias do Sul, dificilmente o time chegará novamente na decisão.

O time de Cimed eliminou Caxias do Sul porque teve um ótimo aproveitamento no bloqueio e foi mais firme nos momentos finais de cada set. Mas a Cimed jogou mal, foi envolvida em várias passagens dos 3 sets e deixou os torcedores apreensivos no Capoerião.

Mas não dá para jogar bem todos os jogos, vão defender os jogadores.

Verdade, concordo plenamente e o que vale é o resultado, ainda mas nessa fase da superliga.

Mas a insegurança demonstrada especialmente no primeiro set preocupa para os jogos contra o Pinheiros. Caxias pode ter forçado o saque e dificultado a recepção da Cimed, mas é inaceitável um time estar vencendo por 18 a 8 e permitir que o set acabe com 27 a 25. Não dá. Um dia a sorte pode virar, porque a sorte estava sim do lado da Cimed. Lógico que a sorte com uma pitada de competência.

No segundo set a Cimed foi mais regular, porém quase cometeu o mesmo erro do set anterior. Relaxou e permitiu que o final do set, que se desenhava tranquilo, ficasse complicado e em risco. A vitória de 25 a 23 foi graças a um erro de Thiagão.

O terceiro set a Cimed foi mais constante, embora tenha corrido atrás do placar. 

Lucas foi o destaque da Cimed e com participação decisiva no bloqueio e também no ataque.

Caxias lutou até o fim, bem ao estilo de seu comandante Jorge Schmidt. Fez um belo papel nas quartas e conseguiu o que poucos imaginavam, inclusive eu, que era levar até a terceira partida o confronto com a Cimed.

Foi uma pena realmente. O segredo desse time que Jorginho fez jogar com tanta regularidade, foi sem dúvida o saque e o ataque. O saque de Caxias foi o ponto alto dessa equipe, que não tinha estrelas, mas um conjunto forte.  

Mas a classificação, por tudo que a Cimed fez na superliga, foi merecida. Pelo desempenho nos 3 jogos com Caxias, pode ser questionada e discutida. Mas chega aquele time de melhor campanha, isso é inegável.

É inegável também que a Cimed cresce nessas horas e demonstrou isso em quadra mesmo sem jogar bem. A tradição, embora tenha poucos anos de vida, fala alto. É um time ganhador, acostumado com títulos e decisões e que terá 3 ou 4 dias para buscar uma fórmula de derrotar o Pinheiros. Não a mesma usada no jogos contra Caxias.     

  

 

    

Por Bruno Voloch às 09h49

São Bernardo se despede em grande estilo. Montes Claros avança em novo show da torcida

Pela campanha que realizou na fase de classificação, Montes Claros se classificou para as semifinais por merecimento. São Bernardo, foi inconstante no primeiro turno, melhorou no segundo e jogou um ótimo e surpreendente voleibol nas quartas de final.

Pelo terceiro jogo, certamente não merecia ser eliminado. O time paulista foi aplicado taticamente, superou os problemas físicos e de contusão durante a partida e se tivesse um time mais experiente, poderia ter conseguido a vaga. Diria que nesse caso, um Serginho foi pouco.

Mas como deixar de falar em Rubinho treinador do São Bernardo. Que cara competente. Sua equipe estava "quebrada", sem o levantador titular em quadra e mesmo assim, Rubinho arrumou o time taticamente de uma maneira quase perfeita. Jogou de igual para igual o terceiro jogo e por pequenos detalhes não se classificou.

É mesmo uma pena para o vôlei do Brasil perder um profissional dese gabarito e um time de tantas histórias como São Bernardo. 26 anos de atividade, inúmeros títulos e vários jogadores revelados. Aliás o trabalho sempre foi esse e continuou até o último ponto de Montes Claros.

Se não vou falar de Montes Claros ?

Claro que sim. Chega com méritos e vai fazer uma semifinal equilibradíssima contra o Sada/Cruzeiro. Seria muita frustrante para uma torcida fanática como a de Montes Claros não poder ver mais seu time em ação. Frustrante e injusto, diria.

Que belo espetáculo essa torcida vem dando a cada partida de Montes Claros. Longe, diparada, com o devido respeito as demais, a torcida mais vibrante da superliga.

No terceiro jogo, essa torcida teve um papel fundamental após o terceiro set. Não abandonou um só instante os jogadores que estavam em dificuldades e naquela altura convivendo com o fantasma da eliminação.

O fator casa nesse confronto foi determinante e mais de 8 mil pessoas estiveram no ginásio Tancredo Neves.

Tecnicamente foi um jogo equilibrado em todos os fundamentos. O ataque de Montes Claros talvez tenha sido mais efetivo nos momentos decisivos. Tuba e Lorena fizeram um duelo interessante e foram os principais pontuadores.

A arbitragem de Paulo Beal e Ivan Cardoso esteve confusa, errou para os dois lados, mas pelo menos conseguiu segurar os jogadores no aspecto disciplinar.    

     

  

Por Bruno Voloch às 09h10

13/04/2010

Panasonic de João Paulo é campeão no Japão

O brasileiro João Paulo escreveu seu nome na história do vôlei do Japão.

Atuando pelo Panasonic Panthers, ele conquistou o título da V- League. Na decisão, o Panasonic derrotou o Sakae Blazers por 3 sets a 0 com parciais de 25/17, 27/25 e 27/25.

16 mil pessoas lotaram o Tokio Gymnasium e assistiram João Paulo marcar 17 pontos. O brasileiro foi um dos destaques do Panasonic ao lado do oposto Shimizu que também fez 17 pontos.

João Paulo foi o sétimo brasileiro a conquistar um título no Japão.

Tudo começou em 1996 quando Eduardo Pezão defendendo a NEC ganhou a temporada 1995/96. No ano seguinte o Nippon Stell de Dentinho e Toaldo foi campeão.

Gílson, hoje em São Caetano, jogou pelo Suntory e faturou os titulos de 1998/99, 1999/00, 2001/02 e 2002/03. O Sakae Blazers com Rivaldo venceu em 2004/05 e Felipe Chupita com o mesmo Panasonic em 2007/08.

No feminino o Hisamitsu, de Elisângela, perdeu para o Denso e terminou em quarto lugar. O jogo terminou 3 a 2 e Elisângela brilhou com 27 pontos.

Por Bruno Voloch às 08h28

12/04/2010

Coréia do Sul desiste de jogar o Grand Prix

Por causa de sérios problemas financeiros, a Coréia do Sul está fora da edição deste ano do Grand Prix.

Representantes da Federação Coreana, enviaram uma solicitação para os diretores da FIVB pedindo a exclusão da seleção da competição. 

A Federação Internacional aceitou o pedido e incluiu a seleção de Taiwan.

A tabela também precisou ser alterada. O Grupo D, que seria disputado em Taiwan, passa para Bangkok, na Tailândia. Já o Grupo H, sai da Coréia e será jogado em Taiwan.

Por Bruno Voloch às 14h28

Ricardinho brilha na vitória do Treviso na Itália

Ricardinho segue em grande fase e vai chegar cheio de moral para vestir a camisa da seleção brasileira novamente.

Na quarta partida das quartas de final do campeonato italiano, o Treviso de Ricardinho derrotou o Monza por 3 sets a 0 e fechou a série em 3 jogos a 1. O levantador brasileiro foi eleito o melhor em quadra. O oposto Fei e o ponta holandês Horstink fizeram 14 e 13 pontos, respectivamente.

Na semifinal o Treviso vai jogar contra Cuneo.

O Macerata também está classificado. A equipe fez 3 a 0 em cima do Modena e segue na luta pelo título. O time do oposto croata Ormcen enfrentará na semifinal o Trentino de Leandro Vissoto.   

Por Bruno Voloch às 08h47

Brasileiras estão na semifinal do campeonato russo

Paula Pequeno finalmente desencantou.

Nos terceiro jogo das quartas de final do campeonato russo, o Odintsovo derrotou o Dínamo Kazan por 3 sets a 1 e se classificou para as semifinais. A série estava empatada em 1 a 1 e mesmo atuando em casa o time de Walewska e Paula teve muitas dificuldades, mas fechou com as parciais de 30/28, 25/23, 24/26, e 25/21.   

Paula esteve em quadra os 4 sets e marcou 21 pontos. Walewska anotou 9 pontos.

Na semifinal o Odintsovo vai jogar contra o Dínamo Krasnadar.

Do outro lado jogam Uralochka de Artamanova e Dínamo Moscou de Godina.

Por Bruno Voloch às 08h36

11/04/2010

Caxias 'quebra regra' e Kaio mantém esperança gaúcha

Quem olhasse primeiro o scout do jogo sem antes saber o placar, iria ficar na dúvida em relação aos números e ao vencedor.

Foram 41 erros cometidos durante os 4 sets pelo time de Caxias. Mas os erros não foram suficientes para tirar a vitória do time gaúcho, que fez mais pontos de bloqueio, de saque e também no ataque.

Caxias quebrou a regra dos erros. Ganhou quem errou mais, fato raríssimo no vôlei. 

Jorge Smith usou a tática de forçar o saque mesmo sabendo dos riscos do erro. Era fundamental tirar o passe das mãos do habilidoso levantador Bruninho. Caxias arriscou e conseguiu com isso neutralizar as principais jogadas de ataque da Cimed.  

Curioso que a Cimed comandou boa parte dos 3 primeiros sets, mas não conseguiu administrar o resultados e acabou perdendo o set e o jogo.

Kaio teve uma atuação muito boa. Rodou quase todas as bolas e sacou com uma força inacreditável. O jogador de Caxias fez 23 pontos e foi aplaudido de pé pelos torcedores.

E agora ?

Agora que o Pinheiros deve ter adorado esse resultado.

Agora que a Cimed terá que reverter a situação em casa. Tem bola para isso e segue sendo a favorita.

Mas acontece que Jorge Smith disse que Caxias tem o direito de sonhar com a vaga na semifinal e que seu time vai brigar pela vitória em Floripa. Não dúvido e acho mesmo que irá brigar.    

A diferença pode ser a experiênca. A Cimed está acostumada a jogar decisões e normalmente responde quando é chamada.

Mas Caxias cumpriu dignamente seu papel. A torcida não merecia ver uma derrota do time na despedida da superliga. Caxias jogou com determinação e lembrou os bons tempos da Ulbra que tinha a cara de Jorginho.

Caxias reencontrou o bom jogo que apresentou entre um turno e outro. A série está aberta, a Cimed pressionada e Caxias correndo por fora.  

Por Bruno Voloch às 15h06

A coragem de Giba e a provocação de Dani Lins

Nada vai mudar os acontecimentos de um grande sábado para o vôlei brasileiro.

Pinheiros está na semifinal e Rio de Janeiro na decisão.

Mas não dá para deixar passar em branco algumas entrevistas concedidas após os jogos e outras captadas pelo microfone ambiente.

Esse Giba é craque fora e dentro de quadra. Sempre foi, com atitudes corajosas e participando de ações beneficentes.

Giba quer o bem do vôlei. Ainda comemorando a vitória e a classificação, Giba ao ser entrevistado manda um recado sem meias palavras, que o jogo entre Pinheiros e Sesi deveria e merecia ter sido transmitido em canal aberto para todo o Brasil. Verdade, Giba.

Mas essa luta é em vão. Não deve mudar, meu caro e amigo Giba.

O jogador deu essa declaração ao vivo e deixou o profissional que o entrevistava visivelmente constrangido na hora.

Mas é a pura verdade. Porém Giba, sua atitude merece muito crédito, pela coerência e coragem.     

Giba aproveitou o momento de vitória para desabar e Dani Lins fez o mesmo. Afinal, Dani Lins e seu time acabavam de eliminar o São Caetano e asseguravam a vaga na decisão da superliga.

Mas Dani Lins preferiu alfinetar as jogadoras do São Caetano que jogavam com as unhas pintadas de verde desde as vitórias contra o Minas. O microfone de uma das câmeras, captou Dani gritando "acetona", numa clara alusão as unhas verdes das jogadoras do São Caetano.

Desnecessária e perigosa provocação. Dani não é nenhuma juvenil e sabe que terá que conviver com parte dessas meninas provocadas na seleção brasileira. Pode até ter sido uma atitude impensada, de momento, mas que pegou mal.

Dani já tinha tido problemas com sérios com Sheilla no segundo jogo e pode ter comprado uma briga com a jogadora errada.

É preciso saber usar as palavras, Dani Lins. Usar como você sabe e não quando é conveniente. Entrevistada, você disse que o Rio foi superação nas vitórias contra São Caetano. Perfeito. Não era bem mais simples ?

O tempo pode até apagar essa atitude infantil de Dani Lins. Mas ela fica marcada.

No esporte tão importante quanto vencer, é saber perder. No esporte tão importante quanto perder, é saber vencer. Garanto que Bernardinho, seu comandante, conhece os dois lados e reprova esse tipo de atitude.    

          

  

Por Bruno Voloch às 11h57

Rio ganhou nos erros do São Caetano e no equilíbrio emocional

A tese está mantida e deu certo pelo segundo ano seguido.

O Rio está na decisão novamente da superliga feminina e São Caetano mais uma vez eliminado. Mas foi no sufoco e perto do limite. Não sei sinceramente se vai fazer Bernardinho repensar a tese, talvez, mas isso pouco importa nesse momento. Deu certo e pronto.

O Rio ganhou porque teve Joycionha inspirada, teve mais equilíbrio emocional novamente e principalmente porque errou menos. Esse sim, foi um fator determinante.

O Rio "recebeu" 32 pontos do São Caetano. Aliás, o Rio forçou 32 erros de São Caetano, fica melhor assim. Valoriza a vitória carioca.  

O Rio soube se preparar para o pior. Explico. O time sabe sair de situações adversas com mais facilidade que os demais, e nesse caso o mérito é todo de Bernardinho, sem tirar nem pôr.

Um exemplo perfeito foi o quarto set do terceiro jogo. O Rio dominava a partida, tinha o jogo nas mãos, sofreu uma pane e a virada do São Caetano.   

Tinha tudo para entrar abalado no quinto e decisivo set, pelo menos era a tendência. Era o que o São Caetano esperava.

Mas nada disso aconteceu. Está aí a diferença do Rio para os demais, um desempenho que serve de alerta para Osasco. O time do Rio foi forte, firme emocionalmente e teve a capacidade de deixar para trás e esquecer os erros do quarto set, com a mesma rapidez e competência que teve para abrir no tie-break.

O Rio é um time preparado em termos emocionais. Pode se falar em sorte, em noite iluminada de Joycinha, da participação da torcida, mas Bernardinho prepara sua equipe para viver todos os momentos possíveis e impossíveis dentro de uma partida. Ao mesmo tempo, ensina e mostra as jogadoras as alternativas.

Foi assim mais uma vez.

O Rio foi uma mistura de sorte, que começou na quinta passada com o saque de Regiane, talentos individuais como Joycinha e Érika e acima de tudo competência e controle emocional para manter o favoritismo.

Favoritismo esse que nunca pesou tanto nas costas das jogadoras e que será discutido durante toda a semana que antecede o clássico contra Osasco.    

 

             

 

        

Por Bruno Voloch às 10h56

A "banana" de Mari e o talento de Sheilla

São Caetano fez bonito. Fez dele o que se esperava. Brigou, lutou, teve disposição e nunca se entregou.

Não chegou onde poderia e pelo segundo ano seguido amarga uma eliminação nas semifinais.

Mauro Grasso fez um ótimo trabalho, merece ser mantido e as jogadoras pela atitude que tiveram após aqueles 3 a 0 em Minas para o Minas, ganharam crédito com o patrocinador. Sinceramente, espero que os diretores da Blausiegel revejam suas decisões.   

Foi um jogo muito tenso e nem mesmo as jogadoras mais rodadas e experientes conseguiram esconder o nervosismo. Então, se Mari, Fabiana, Fofão e Érika sentiram essa tensão toda, imagine só as mais novas.

Por essas e outras que é difícil culpar ou responsabilizar alguém nesse hora da derrota para São Caetano.

A jovem Mariana fez uma bela superliga, mas de fato sentiu a pressão jogando no Rio as duas partidas. Não teve o mesmo rendimento da partida em São Caetano e prejudicou o time. Dayse entrou e o panorama não se alterou. As centrais foram bem até demais. Juciely nesse último jogo marcou 14 pontos, ótimo desempenho tratando-se de uma semifinal.

E Mari ?

Olha, Mari fez um bom jogo, regular e marcou 18 pontos. Esteve insegura no passe, mas virou bolas importantes durante os 5 sets. Mari fez dela o que se esperava, ou seja, respondeu a tudo e a todos, ao seu estilo.

Não dizem que ela é fria ?

Não dizem que ela não sente nada e que não sorri ?

Mari pode até ter exagerado nos gestos, mas existe também um certo exagero na "banana" dada para a torcida. Gente, sem hipocrisia.

Quantas gestos mais obscenos já vimos nas quadras e nos estádios de futebol ?

É exemplo ?

Não. Claro que não. Recentemente tivemos até o "dedo" do Ronaldo em São Paulo.

Mari apenas reagiu enquanto era provocada. A torcida deve gritar, incentivar, mandar sacar nessa ou naquela jogadora, mas xingar não é legal. Trata-se de uma campeã olímpica, uma jogadora que é referência na seleção, e talvez merecesse mesmo mais respeito.

Mas educação a gente aprende em casa, minha cara Mari.

O gesto foi tão "inocente" que o árbitro não puniu Mari.

Acho curioso, porque muita gente cobra dela uma participação maior na partida, que vibre como as demais e quando ela resolve "mudar", pronto.

Não sou advogado de defesa de Mari, acho que ela até está acostumada com esse "tratamento diferenciado" por onde passa e que pela experiência poderia se controlar.

Não fez, paciência. Mas é um ser humano e desabafou após a partida. Nós brasileiros temos memória curta e mania de maltratar nossos ídolos. Mas a torcida é paixão e nesse caso, "amor pela empresa".

Mas quem viu Mari viu a "banana", viu também um show de Sheilla.

Há muito tempo afirmo que Sheilla é hoje disparada a melhor jogadora do vôlei brasileiro. Sheilla é completa, ataca de todas as posições e é muito técnica. Joga com uma garra contagiante e não tenho dúvida em escrever que o São Caetano chegou ao quinto set e ao terceiro jogo muito em função da atuação dela.

Sheilla nos enche os olhos. Que jogadora espetacular. Uma jogadora de postura, equilibrada e que chama a responsabilidade. Por Sheilla, São Caetano merecia melhor sorte. Mas Sheilla é uma só, felizmente para o Rio e infelizmente para São Caetano.                   
   

       

Por Bruno Voloch às 10h26

Pinheiros comemora vitória como se fosse um título. Ainda faltam pelo menos 3 jogos.

E o Pinheiros venceu. Ganhou e está na semifinal da superliga.

Pinheiros e Sesi fizeram uma bom jogo, com todos os ingredientes necessários de uma decisão. É uma pena para a superliga ver uma equipe com a do Sesi eliminada tão cedo da competição. Assim como seria caso também se o Pinheiros fosse eliminado. Mas a série pedia 3 jogos, o Pinheiros não deixou.

Sesi e Pinheiros pagaram o preço da irregularidade na fase de classificação, por isso se enfrentaram tão cedo na superliga. Um time teria que ganhar. Foi o Pinheiros.

No esporte, se diz que normalmente que ganha o jogo aquele que errar menos. E foi isso que aconteceu. O Sesi foi superior no saque, no bloqueio e no ataque nos 4 sets, porém errou bem mais que o Pinheiros. 24 erros, ou seja, quase um set inteiro de erros.

Não. Essa fase da superliga não permite tantos erros e o preço é caro demais. Custa a eliminação.

Tecnicamente não foi uma partida brilhante, tanto é que Roca foi um dos destaques do jogo. Nada contra o cubano que ficou devendo desde a primeira partida, mas o normal é ver mesmo Giba e Murilo brigando ponto a ponto. 

Faz sentido a comemoração de Roca com peixinho e charuto na boca. Ele pode, afinal ganhou. Ganhou apenas o direito de disputar a semifinal, é bom lembrar. Mas ganhou do atual campeão paulista, não podemos esquecer disso. Vale sim a comemoração, até porque Roca sabe que estava devendo e foi contratado para decidir também. Roca deve ter sentido um sabor especial em vencer Giovane, coisas do esporte, porque os dois tiveram problemas em Joinville na temporada passada. Roca não esquece e não me venham com essa de que "não pensei nisso". Claro que pensou e se isso foi importante para motivar o jogador, ele fez certo.

As discussões fazem parte do jogo, por isso não dá para criticar Murilo e Rodrigão. Giba também pode ter passado um pouco do limite, mas era final entre eles, ou melhor quartas de final.

As discussões fazem parte da jogo, repito. São jogadores muito bem pagos, estrelas de seleção brasileira e que não gostam de perder. Simples. As atitudes de Murilo, são atitudes de líder, de comandante, de jogador que não admite perder e luta até o fim. Aprovo inteiramente.  

Não acho sinceramente que a estratégia de Cebola ao colocar Joel e Kid tenha ganho o jogo. Desculpe. O Pinheiros ganhou com merecimento porque foi mas regular e errou menos.     

A pressão em cima dos jogadores e da comissão técnica era enorme. O time foi formado para ser campeão e poderia ser eliminado ainda nas quartas, caindo antes mesmo do feminino.

Precisamos dar méritos aos jogadores, que de uma forma ou outra sabiam do comprometimento com o patrocinador, dos riscos do projeto e da importância de estar nas semifinais.

É pouco ainda. O Pinheiros no papel tem a obrigação de ganhar o campeonato. Para isso teria que eliminar o Sesi e conseguiu.

Mas não vamos distorcer as coisas. A postura precisa ser mantida, afinal o Pinheiros não ganhou nada ainda. Aliás, ganhou sim. Agora tem o direito de enfrentar o atual campeão brasileiro ou quem sabe Caxias do Sul.   

O Pinheiros cumpriu sua obrigação, não vamos esquecer desse detalhe. Soube durante a competição resolver problemas internos, cresceu fisicamente e evoluiu taticamente. Não acho que seja favorito para ganhar o título, mas sai fortalecido das quartas de final.  

Por isso entendo as comemorações, o charuto, o peixinho de Roca, o desabafo de Marcelinho e a comissão "eufórica", segundo eles, com o "nó tático" em Giovane no primeiro set.  

O Pinheiros comemora a vitória como se fosse um título. Faltam ainda pelo menos 3 jogos.

O Sesi deixa a competição cedo demais. Mas o Sesi, como disse, pagou o preço de algumas derrotas inesperadas e sets perdidos para times pequenos, que colocaram o time na quarta colocação na última rodada. 

Nada que pudesse garantir que o time venceria São Bernardo.

O Sesi sai de cena. Em sua primeira superliga fez bonito. Em seu primeiro ano ganhou o paulista e nos deu o prazer de ver Murilo novamente em ação. Mostrou um treinador jovem e cheio de futuro como o corajoso Giovane, comprovou o amadurecimento de Sidão e revelou o central Tiago.

  

 

 

 

    

           

Por Bruno Voloch às 09h46

A diferença do terceiro para o sexto não é tão grande assim

Com uma equipe inferior tecnicamente e com problemas de contusão, São Bernardo se superou e conseguiu uma incrível e inesperada vitória diante de Montes Claros.

O time orientado pelo competente Rubinho foi forte demais no quinto set. Depois de feito 2 a 0, permitiu a reação do adversário, mas teve equilíbrio emocional e os nervos no lugar para fechar com 19/17 e igualar a série.

Mas não foi fácil e São Bernardo chegou a ter quatro match-points e quase se complica com dois erros de invasão.

Tuba, mesmo sem estar 100% e Serginho foram os destaques de São Bernardo.

Montes Claros segue sendo favorito e não pode fugir dessa responsabilidade. Mas a realidade, é que das 4 partidas jogadas nessa temporada, foram duas vitórias para cada lado. Quem jogou em casa, ganhou. Por essas e outras, Montes Claros mais do que nunca terá que contar com o apoio de sua fanática torcida.]

Nunca a diferença do sexto para o terceiro colocado foi tão pequena.

Curiosamente, Montes Claros e São Bernardo repetem a história da superliga feminina do confronto entre Pinheiros e Vôlei Futuro. O terceiro jogo, decirá a série.    

Por Bruno Voloch às 08h47

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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