Blog do Bruno Voloch

24/04/2010

Ricardinho está de volta ao vôlei brasileiro

O levantador Ricardinho chega para ficar de vez.

Convocado para a disputa da Liga Mundial, o jogador decidiu voltar definitivamente para o Brasil. Depois de flertar com o Sesi de Giovane Gávio, Ricardinho surpreendeu e acertou com o Vôlei Futuro de Araçatuba.

O Vôlei Futuro terminou a superliga apenas na décima colocação com 47 pontos e 15 vitórias.

André Nascimento, campeão olímpico e hoje no Minas, pode ser anunciado nos próximos dias pela direção do clube. 

Ricardinho, que ainda tinha dois anos de contrato, segue defendendo o Sisley Treviso nas semifinais do campeonato italiano. A série melhor de 5 com o Cuneo está empatada em 1 a 1.

Por Bruno Voloch às 19h50

23/04/2010

Fracasso do Pinheiros era iminente

Desde a formação do time, ainda no passado, a gente bateu literalmente nessa tecla. Não dá simplesmente para reunir grandes jogadores, uma boa comissão técnica, um tradicional clube por trás e achar que vai dar certo.

Não no vôlei, embora outros esportes também já nos mostraram através do tempo resultados negativos em cima dessa linha de raciocínio.

A gente cantou essa pedra desde o início. A experiência e alguns anos na estrada nos levaram a essa conclusão na época. E o Pinheiros ficou pelo caminho.

Vai lutar pelo terceiro lugar contra o Cruzeiro e mesmo que termine na terceira colocação, a posição será decepcionante e frustrante para os investidores. 

Mas onde estão os dirigentes do clube nessa hora ?

Aqueles que tantas vezes vieram a público dizer que não existia crise, que o planejamento estava correto e que de alguma forma tinham ingerência sobre o time.

Não tinham e nunca tiveram. Eram os mesmos que estavam sentados bem pertinho da quadra e assistiram de perto o time ser eliminado em casa pela Cimed.

Os jogadores do Pinheiros foram profissionais, lutaram contra as contusões, honraram os compromissos, mas perderam para o planejamento e a organização da Cimed. Ponto.       

Como essa equipe foi montada ?

Lógico que montada às pressas e sem planejamento. E sem planejamento não tem como dar certo. O vôlei não permite, ainda mais em um playoff onde sempre sobressai o melhor, ganha o planejamento e a estrutura.

Devo deixar claro que não faço nenhuma crítica direta aos jogadores. Nenhum deles poderia dizer não com tanto dinheiro envolvido, mas os jogadores curiosamente também foram envolvidos pelo tal "projeto".

Deve ser complicado jogar dessa forma. Quem vai me convencer de que Gustavo e Rodrigão estavam errados quando através do twitter esculhambaram a postura do time ?

Estavam os dois inconformados e precisam de alguma maneira expor a situação. Fizeram e não foram punidos. Já era um claro sintoma de que o Pinheiros não iria longe. Até foi, eliminando o campeão paulista Sesi nas quartas.

O Pinheiros teve alguns momentos interessantes na superliga, evoluiu, mas nunca foi um time confiável. 

E os responsáveis ?

Lógico, Cebola tem enorme responsabilidade sobre o fracasso porque montou o time. Todos sabem que Cebola queria ser apenas o supervisor do time, mas por contingências acabou como técnico. Ninguém aqui pode discutir sua capacidade como treinador que ganhou 3 vezes a superliga, mas Cebola me pareceu sem pulso em várias situações.

Respeito demais o trabalho dele, mas não deu certo. Tanto que não deu que Cebola deve passar para a função mesmo de supervisor do time na próxima temporada.

Essa hora o time feminino deve estar pensando o que ?

Investiram milhões neles e podem terminar na mesma posição que a nossa. Verdade.

Mas os jogadores, como bem disse o coerente Gustavo, deveriam lutar por esse terceiro lugar que pode dar a vaga no sul-americano de clubes.

A lição que fica para o Pinheiros é que nada na vida pode dar certo sem planejamento e respeito aos profissionai envolvidos no vôlei, seja fora ou dentro de quadra. O dinheiro pode e serve para formar grandes equipes, mas não necessariamente equipes vitoriosas.

Dizem que o projeto vai durar 3 anos e que nada muda para a temporada 2011. Se nada mudar, começando pela postura de alguns dirigentes, o resultado será o mesmo.

Ainda dá tempo. Que tal um pouco mais de humildade e pedir conselhos aos supervisores da Cimed e de Montes Claros, que com investimento muito menor chegaram na final. Investimento menor, mas torcida de verdade. Essa sim, uma diferença significativa. 

Mas dúvido que os jogadores não tenham aprendido a lição. Eu vi e conheço bem Giba. Ninguém gosta de perder e os primeiros que vão exigir mudaças são os próprios atletas. 

Eles estão acostumados a ganhar e na primeira temporada perderam tudo que disputaram.           

 

 

   

Por Bruno Voloch às 10h21

Cimed está na final com grande atuação de Bruno

Bruno, levantador da Cimed e da seleção, foi o nome da segunda e decisiva partida entre Pinheiros e Cimed.

Aliás, a vitória foi mais tranquila do que muitos, inclusive eu, imaginavam. Um 3 a 1 sem sustos no terceiro e quarto sets. Vencer o primeiro set foi muito importante para a Cimed, que mesmo com a derrota no segundo, não se abateu.

A recepção foi fundamental no time da Cimed e fez de Bruno o melhor em quadra. Com o passe nas mãos, Bruno usou e abusou de sua habilidade e deixou várias vezes seus atacantes com bloqueio simples pela frente.

Bob continuou sendo o cara de segurança e dessa vez teve o apoio de Thiago Alves e Renato no ataque. Os dois últimos extremamente regulares e conscientes, raramente enfrentando o bloqueio. Thiago fez a diferença em várias passagens. Renato passa e defende como poucos ponteiros. 

No meio Lucão e Éder merecem destaque também. Curiosamente não no bloqueio onde estamos acostumados a ver os dois brilharem. Lucão e Éder praticamente acertaram todos os ataques, rodaram bolas com autoridade, sem fugir da responsabilidade. Essa foi outra diferença no jogo.

E o saque de Lucão ? 

Ou melhor, aquilo é um ataque na verdade. Que coragem e que precisão. Um belo jogador esse Lucão.

Mas fico com Bruno. Como se não bastasse a noite iluminada nos levantamentos, Bruno participou inúmeras vezes das ações de bloqueio, ajudando sua equipe nos contra-ataques e amortecendo bolas complicadas.

Bruno, que até bolada na cara levou, atuou com personalidade, liderança, inteligência e mostrou uma incrível capacidade de leitura do posicionamento dos adversários na rede. E olha, simplesmente estavam do outro lado da rede, jogadores do nível de Rodrigão, Gustavo e Giba.

Essa vitória é da Cimed, é do time, mas seria injusto não citar o levantador Bruno. A vitória da Cimed teve que necessariamente passar pelas mãos dele. Ainda bem.   

        

Por Bruno Voloch às 09h27

Odintsovo de Walewska e Paula se classifica para a decisão na Rússia

O Odintsovo de Waleswka e Paula apagou a má impressão deixada na Champions League, confirmou o favoritismo e está classificado para a decisão do cameonato russo.

Na terceira partida da semifinal, o Odintsovo venceu novamente o Dínamo Krasnadar por 3 sets a 1 e fechou em 3 jogos a 0. O adversário na final será o Dínamo Moscou que terminou a fase de classificação em primeiro lugar.

A final será jogada em melhor de 5 jogos e os dois primeiros acontecerão no ginásio do Dínamo que fez melhor campanha. Os jogos estão marcados para os dias 2 e 3 de Maio. 

Por Bruno Voloch às 09h06

22/04/2010

Opostos podem fazer a diferença entre Pinheiros e Cimed

O Pinheiros entra em quadra esta noite muito pressionado. Se vencer, respira, e empurra a decisão para o terceiro jogo no domingo em Florianópolis. Se perder, dá adeus ao título e vai brigar pelo modesto terceiro lugar.

É pouco, muito pouco para quem investiu tão pesado. Pelo elenco que possui, o Pinheiros tem a obrigação de vencer hoje, também no domingo e se classificar.

O problema é que vai enfrentar um time muito regular e que por incrível que possa parecer, com mais tradição na superliga. A Cimed tenta hoje garantir a sua quinta final seguida, isso significa que precisa ser respeitada.

O jogo deve ser nervoso, muito disputado e equilibrado. Mas acho que a Cimed leva uma pequena vantagem se a gente for analisar os dois times.

A diferença está na posição de oposto. Bob joga mais que Léo e tem feito a diferença. Simples. Bob pontua mais e tem sido decisivo. Léo não.

Nas pontas as equipes se equivalem, no meio também e são dois grandes levantadores.

A linha de passe da Cimed é superior e o Pinheiros precisa arrumar uma maneira de esconder ou tirar Roca do passe. O cubano dá enorme prejuizo na recepção e deve ser caçado de novo. Giba é outro que tem que arrumar uma forma de passar aquele saque tático que atrasa seu ataque, dificulta a vida de Marcelinho e facilita o bloqueio da Cimed.

A Cimed sabe que precisa entrar em quadra com uma postura mais agressiva do que entrou naquele segundo jogo contra Caxias ainda pelas quartas de final.

O Pinheiros sabe que não pode mais errar. O time paulista é rodado, tem jogadores experientes, mas é inegável que está pressionado.

Por Bruno Voloch às 10h30

21/04/2010

Sem perceber, Lorena fez uma justa e merecida homenagem no fim do jogo

Montes Claros chegou. Que jogo espetacular. Brilhante em todos os aspectos, com ginásio lotado, lances polêmicos, Talmo dando a volta por cimaem quadra e Lorena. Sempre ele, Lorena.

Jogador humilde, talentoso, nervoso em algumas ocasiões, mas que joga sem estrelismo e efetivamente para o time.

Como dizer que não foi merecido. Impossível.

Montes Claros ganhou fora de casa e soube reverter um placar de 2 a 0 em uma semifinal. Do outro lado não estava qualquer equipe, estava o Sada/Cruzeiro que foi segundo colocado no campeonato. O Sada/Cruzeiro, aquele mesmo que ficou invicto 18 jogos e que liderou a superliga por várias rodadas. Uma vitória que precisa ser ainda mais valorizada em função do adversário.

Mas Montes Claros mereceu porque foi regular nos dois jogos e sabia que o jogo era não poderia levar a decisão para a terceira partida. Sabia que não poderia dar mais chance ao Cruzeiro e que seria um risco decidir fora de casa novamente.

Foi um jogo equlibrado com dois sets muito parecidos. O primeiro ganho pelo Cruzeiro e o quarto vencido por Montes Claros não retratam o igualdade técnica das equipes. Montes Claros e Cruzeiro de verdade aconteceu no segundo, terceiro e quinto sets.     

Foi um jogo muito tenso em que Montes Claros e Cruzeiro erraram acima da média e o permitido para times desse nível. 39 erros para cada lado, inconcebível num jogo semifinal. 

Não posso jamais deixar de destacar a garra do time do Cruzeiro que não desistiu do jogo um só minuto. Perdeu com dignidade e respeitando o adversário.

E Montes Claros ?

Montes Claros teve um Lorena inspiradíssimo e Acácio um "leão" na rede. Um jogador que precisa e merece ser melhor observado. Jogo com autoridade, está sempre bem colocado e é muito tranquilo.

E Piá ?

Fez um quinto set excelente e foi decisivo em algumas bolas. Bela participação de Piá na partida.   

Mas como não falar de Lorena. 20 pontos, 17 de ataque, 2 de saque e um bloqueio. Lorena não estava nem aí para o recorde que tinha acabado de bater ao superar a marca de Anderson na superliga de 2001 e se tornar o maior pontuador em uma edição da competição.

Lorena sabia que algo de melhor estava reservado para ele. Era o último ponto. Alguém duvidava que a bola seria para ele ?

Não.

E Lorena fez melhor. Atacou, fez o ponto, ganhou o jogo com seu time e foi para os braços da torcida. Foi para os braços da mulher, que estava no meio dos torcedores, ainda em êxtase pela vitória.

Lorena estava de uma alguma forma naquele momento homenageando a torcida. Lorena terminou o jogo no lugar certo. Nos braços da torcida. Talvez, se não fosse ela, o time não tivesse chegado tão longe.           

Por Bruno Voloch às 10h33

20/04/2010

Para assistir semifinal, torcedor dormiu nos postos de venda em Montes Claros

A cidade de Montes Claros está pronta para o grande jogo desta noite.

Quem garante é o treinador Talmo. Ele conversou com o blog e disse que a cidade vive um clima espetacular para o duelo entre Sada e Montes Claros:  

"A cidade inteira está muito envolvida com esse evento. Só para se ter uma idéia, muita gende dormiu nos pontos de venda para conseguir ingresso".

A cidade respira esse jogo e está eufórica com a possibilidade do time estar na final. Mas Talmo, mantém a humildade, qualidade que carrega desde os tempos de jogador:

"Estou tranquilo, pensativo e muito confiante. Bate claro a ansiedade, mas temos que controlar e buscar o equilíbrio".

Talmo, ainda no Sada, esteve muito perto de chegar na final da superliga no ano passado. Mas nunca sentiu o prazer de disputar uma decisão como treinador:

"Estive perto na temporada passada e escapou por detalhes. Mas sempre serve para aprendermos e crescermos. Agora demos um passo importante, mas ainda temos um jogo muito difícil essa noite".

O blog fez questão de perguntar se a torcida pode fazer a diferença logo mais. E Talmo disse:

"A torcida fez e faz um papel importante em nossa caminhada na superliga, mas todos nós estamos confiantes pelo que treinamos e certos que teremos um confronto muito difícil essa noite. Temos chances de passarmos para a final".

Talmo falou ainda da vitória fora de casa e disse o que o time vai precisar mais tarde:

"Foi uma importante vitória e está aberto o confronto. As duas equipes possuem forças para vencer o jogo. Temos que ter regularidade nos fundamentos e cabeça fria para pensarmos o jogo inteiro".

Talmo foi demitido do Sada, mas disse não guardar qualquer mágoa:

"Meu gosto especial é poder estar fazendo uma final em uma competição muito difícil que tivemos esse ano. Fora isso, fico feliz em levar alegria para Montes Claros que merece muito essa conquista pelo envolvimento que teve em toda a competição".

 

Por Bruno Voloch às 13h28

Perto da decisão na Rússia, Walewska segue valorizada

Campeã olímpica em Pequim 2008, a jogadora Walewska está muito perto de decidir o campeonato russo. O Odintsovo, time que a brasileira atua ao lado de Paula Pequeno, derrotou novamente o Dínamo Krasnodar e abriu 2 a 0 na série semifinal.

O terceiro jogo entre Odintsovo e Dínamo acontecerá na próxima quinta-feira e uma vitória classifica o time de Walewska e Paula para a decisão.

Na outra semifinal, o Dínamo Moscou também abriu 2 a 0 contra o Uralokcha de Karpol. O Dínamo é o atual campeão russo, enquanto o Odintsovo ganhou o campeonato pela última vez em 2008.

Walewska tem contrato até o fim de Maio com o time do Odintsovo, mas segue muito valorizada na europa e também no vôlei brasileiro. Com a saída de Fabiana, o Rio quer contratar Walewska para a temporada 2010/2011. Mas os dirigentes do Rio podem ter um forte concorrente no mercado.

Nos próximas semanas, a Blausiegel vai definir se continua patrocinando o vôlei de São Caetano. Se continuar, deve investir pesado na contratação de Walewska.

Por Bruno Voloch às 12h09

19/04/2010

Rio de Janeiro já planeja 2011 e sonha com Mari e Sheilla

Férias à vista.

As jogadoras de Osasco, Rio, Pinheiros e São Caetano estão de férias a partir de hoje.

Férias merecidas.

Muitas devem viajar para fora do Brasil, outras passar as férias com os familiares e algumas apenas descansar.

Mas é justamente nesse época em que o mercado se agita. Abril e Maio é como se fosse Janeiro no futebol. Dois mêses de boatos, negociações firmes, fim de parcerias, surgimento de novos patrocinadores e contratações.

Fabiana já avisou que não fica no Rio de Janeiro como o blog antecipou há duas semanas. O destino ?

Europa, provavelmente.

Walewska deve retornar ao vôlei brasileiro e o Rio de Janeiro tem interesse na contratação da central hoje na Rússia.

O São Caetano ainda não definiu se vai manter as atividades no vôlei feminino. Mas precisa correr se decidir continuar. 

Sheilla e Mari estão com propostas firmes da Itália e foram sondadas no último fim de semana para jogar no Rio de Janeiro. Mas será ?

Logo no Rio de Janeiro, Mari ?

Pode ser, porque não. Aquele mesmo torcedor que pegou no pé dela, talvez seja obrigado a torcer por ela na próxima temporada.

Pelo que conheço de Mari e Sheilla acho muito difícil que elas não voltem para a Itália. Mas é cedo ainda.

O Rio de Janeiro estaria insatisfeito com Joycinha ?

Impossível. O problema são as pontas e não a oposta, embora repita que Érika fez uma boa superliga. Regiane não. 

Osasco vai manter o time para 2011 e não admite perder Natália em hipótese alguma. Adenízia é outra que deve ficar, mas Sassá pode sair e até voltar para o Rio.

A norte-americana Nancy Metcalf despertou interesse de vários times e o Minas terá que lutar para segurar a jogadora.

Enfim, mal terminou a temporada 2010/2011, os times grandes como Osasco e Rio já correm atrás de reforços e de renovações. Nunca essas equipes começaram tão cedo as negociações.

 

Por Bruno Voloch às 13h35

Pressionada, CBV pode mudar o regulamento da Superliga

O atual regulamento da superliga está com os dias literalmente contados.

A entidade só aguarda o encerramento do torneio masulino para anunciar as possíveis mudanças. A principal novidade para 2010/11 é que a decisão do campeonato deverá ser novamente jogada em melhor de 5 jogos e na casa do time que tiver melhor campanha na fase de classificação.

Nos dois últimos anos a final foi em uma partida só e no Rio de janeiro. Esse ano a final feminina foi em São Paulo.

O patrocinador do Rio de Janeiro vai exigir essas mudanças no regulamento e conta com o apoio de muitas equipes, inclusive de algumas do masculino ainda envolvidas nas finas. A Cimed de Florianópolis é outro time descontente com a atual situação e com inteira razão. 

Por ter feito a melhor campanha, o time pode decidir o campeonato mais uma vez longe de seus torcedores, fato que está desagradando os diretores da Cimed.

Pior. O Pinheiros pode ainda ser o grande beneficiado. Caso vença os dois jogos que restam contra a Cimed, o time se classificaria para a decisão e jogaria em casa contra Sada ou Montes Claros mesmo tendo terminado apenas na quarta colocação.

Mas é bom lembrar. A CBV não é culpada nesse caso.

Os clubes aceitaram a mudança para uma partida só na final, por causa da pressão da TV Globo. Para transmitir ao vivo e em canal aberto a decisão, a Globo exigiu um jogo apenas para definir o campeão. E mais, a final não poderia sair do eixo Rio-São Paulo para evitar custos altos.

Pressionados, os clubes aceitaram as condições. A CBV, sem alternativas, seguiu o mesmo caminho.

Reclamar é um direito, mas todos os clubes assinaram o regulamento atual.

Apesar de ter feito a melhor campanha na fase de classificação, o Rio se viu "obrigado" a decidir na casa do adversário e perdeu o campeonato. Tarde demais. Pensasse antes de assinar o contrato. Mas nunca é tarde para reagir. A derrota custou caro, custou o título, mas o patrocinador apareceu por mais de duas horas em canal aberto.

Por sinal, os times assinam o contrato, "se vendem", o patrocinador aparece, mas não pode também por força de contrato ter seu nome usado nas transmissões.

A Cimed ligou o sinal de alerta após a derrota do Rio de Janeiro.

Não é assim que eles gostam de chamar as equipes ?

Pode ser choro de perdedor, mas o peso do Rio e da Cimed juntos e mais o apoio de alguns patrocinadores devem mudar o regulamento.

O ditado popular diz que "cada povo tem o governo que merece". Nesse caso, cada campeonato também tem o regulamento que merece.

Por Bruno Voloch às 11h00

Camila Brait se firma de vez, será convocada e ganha elogios até de Bernardinho

A briga pela posição de líbero na seleção brasileira promete esquentar.

Por méritos próprios, a jogadora Fabi reinava absoluta na posição, mas pela primeira vez encontra no caminho uma líbero capaz de colocar em risco esse reinado.

Camila Brait fez uma ótima superliga jogando por Osasco e poderia ter tranquilamente ganho também o prêmio de melhor recepção da superliga, já que ficou com o prêmio de melhor defesa. Mas politicamente, a CBV deu o prêmio para Fabi. Fica em boas mãos, óbvio. Mas não seria nada absurdo, Camila levar os dois.

Antes mesmo da decisão, Camila foi elogiada pelo treinador da seleção masculina Bernardinho, quando o mesmo citou a linha de passe do time paulista como uma das mais fortes do Brasil.

Camila aproveitou o período em que ficou na reserva da seleção no ano passado para aprender e ganhar experiência. Aprendeu e ganhou.

Camila é nome certo na convocação do treinador Zé Roberto e nem poderia deixar de ser. Zé Roberto viu o que todos nós constatamos. Uma rápida e surpreendente evolução de Camila Brait na posição. É fato.

Fabi é talentosa e tem a seu favor a experiência, a liderança, a confiança de parte da comissão técnica e de algumas jogadoras.

Camila porém é mais jovem, chegou e merece fazer parte dessa briga. Merece ser observada e ter oportunidade de jogar efetivamente pela seleção brasileira. Na decisão, Camila atuou com uma autoridade de veterana, assumiu o passe, fez defesas espetaculares e conta com a força de algumas companheiras de Osasco e também jogadoras do São Caetano para ser convocada. Vai crescer ainda mais e ganhar muita confiança com o título conquistado. 

Ela merece por tudo que fez na superliga ser convocada. E será. Zé Roberto tem a obrigação de dar uma oportunidade para essa menina. E vai dar. 

Diferente da seleção masculina onde até hoje ninguém apareceu para substituir Serginho, disparado o melhor na posição, na seleção feminina a história não é a mesma.

A seleção ganhou uma nova líbero. Agora tem duas iguais.        

 

 

Por Bruno Voloch às 09h16

Fabiana comunica e está fora do Rio de Janeiro

Conforme o blog antecipou antes mesmo dos jogos contra São Caetano, a central Fabiana fez contra Osasco seu último jogo com a camisa do Rio de Janeiro.

A jogadora já informou ao técnico Bernardinho que não vai renovar o contrato com a equipe carioca. Fabiana tem propostas da Itália e da Rússia e dificilmente permanecerá no vôlei brasileiro.

Mesmo que por algum motivo desista de jogar fora do País, Fabiana não quer mais jogar no Rio.

Pelo time ela ganhou 4 títulos brasileiros e foi eleita novamente a melhor bloqueadora da competição. 

Por Bruno Voloch às 08h47

Jogadora do Osasco é "rejeitada" pela CBV

Mais uma vez tenho que admitir que não dá para entender definitivamente os critérios usados pela CBV para a premiação dos melhores da superliga.

O ranking não vale absolutamente nada e quem está ou estava em primeiro, nem sempre ganha o prêmio. Algumas jogadoras poderiam sim ter sido lembradas e foram simplesmente esquecidas. Existe lógico uma política violenta na hora de definir as melhores.

Devo deixar claro que não discordo de Fofão e Sheilla. Jamais. Por sinal, Sheilla foi a craque do campeonato. Muito merecido os dois prêmios que ganhou.

Mas o torcedor que acompanha o tal ranking pelas estatísticas é feito de idiota, porque os números não batem muitas vezes. Então porque o ranking ?

Alias, devo relatar um fato lamentável acontecido durante a premiação. Um representante da CBV, exigiu que a atleta Andréia Sforzin de Osasco se retirasse do local em que estava para receber a medalha. A alegação era de que apenas 12 jogadoras poderiam receber a premiação. Tudo bem.

Mas São Caetano foi premiado com 13 jogadoras. Como explicar, senhores dirigentes ?

Porque fazer uma atleta passar essa situação humilhante diante de suas companheiras de profissão por causa de uma medalha ?

Qual seria o problema de ficar ao lado de suas amigas que acabavam de ganhar o campeonato brasileiro ?

Injustificável essa atitude da CBV, desculpe. Não dá para compreender, sinto muito.

Pode ser Andréia ou qualquer outra jogadora. O ser humano merece respeito, sem nenhum tipo de discriminação. Lamentável.

A CBV tem obrigação de se explicar.

Por Bruno Voloch às 08h26

Os méritos de Luizomar de Moura na conquista de Osasco

"São poucos os que conseguem, mas agora eu consegui ganhar desse cara".

O desabafo foi feito pelo treinador do Osasco, Luizomar de Mora, logo após a partida. E faz sentido.

Poucos profissionais foram tão pressionados nos últimos anos como ele. Jogaram nele a responsabilidade e o suposto fracasso pela perda de 4 títulos seguidos. Claro que Luizomar teve sua parcela de responsabilidade, mas não toda.

Mas ele seguiu trabalhando e nunca deixou se abater. Essa temporada teve novamente um grande time nas mãos, mas méritos indiscutíveis.

Ponto um, reconheceu que precisava definir quem seria a levantadora titular. Acertou ao manter Carol.

Recuperou emocionalmente a equipe após as derrotas para os chamados times pequenos durante a competição. 

Trouxe esse ótimo Maurício Thomas para ser um de seus assistentes, outra bola dentro.

Thaísa passou por problemas particulares durante a superliga, mas Luizomar teve carinho e a paciência necessária com a jogadora.

Luizomar indicou e bancou Jaqueline, que chegou e virou líder em pouco tempo.

Natália jogou como nunca havia feito na carreira. Estava voando fisicamente e muito bem preparada no aspecto emocional. Ninguém conhece melhor Natália do que o treinador, que sempre bancou a jogadora afirmando que ela tinha capacidade de decidir títulos para sua equipe. E decidiu mesmo.

E Sassá ?

Ela redescobriu o prazer de jogar e foi fundamental no passe e no ataque. Estava visivelmente emocionada antes mesmo do jogo acabar e com toda razão. Venceu.  

Brasil a cultura é não valorizar o vice e apenas o campeão. Luizomar e Osasco conviveram com essa situação por 4 anos, mas ninguém chega também em 4 finais se não tiver suas virtudes. Ou será que Bernardinho e o Rio são fracos ?

Claro que não e estão sendo inteligentes dando declarações dizendo que Osasco ganhou com méritos e o vice está de bom tamanho. O problema de Osasco não era ser segundo colocado, mas sim ser vive quatro vezes seguidas do maior rival. 

E mais. Luizomar tem razão. O título em cima de Bernardinho deve mesmo ter um sabor especial. "Ganhar do cara", como ele mesmo disse não é para qualquer um. Zé Roberto já tinha sentido esse gosto e agora Luizomar teve esse sabor.

Os fracos desistem, os fortes lutam. Se não tivesse força e valor no mercado, Luizomar não teria cnseguido arrumar um novo patrocinador em tão pouco tempo e manter com ele 90% do grupo. Eles acreditaram.

Acreditaram até o fim e aprenderam como jogar contra o Rio. Nessa superliga foram 3 jogos e 3 vitórias para Osasco.

Mas Luizomar sabe que tão importante quando ganhar é manter-se no topo. Esse passa a ser seu maior desafio.

Por Bruno Voloch às 08h12

O Rio e as lições da derrota

Coerentes as declarações de Bernardinho e das jogadoras do Rio após a perda do campeonato para Osasco.

Fiquei feliz em ver Bernardinho falando após uma derrota. Ele sabe da sua importância e do significado de suas declarações. Faz falta ouvir o treinador mesmo quando o Rio perde e ultimamente ele não estava falando após as derrotas. Bernardinho refletiu e viu que o caminho era outro.

Quem não quer ouvir Bernardinho falando ?

Quem não tem curiosidade de ouvir o treinador nos pedidos de tempo ?

É bom ver Bernardinho reconhecer a superioridade do adversário e enaltecer os méritos da conquista de Osasco.  Curiosamente, Bernardinho teve que pedir calma para um de seus assistentes que prejudicou o Rio ao reclamar da arbitragem e foi punido com cartão.

É bom ver Bernardinho nos brindar com os pedidos de tempo e o áudio liberado. Fica bonito para ele e para o jogo.

O Rio foi Joycinha em grande parte dos 5 sets. Joycinha foi longe a melhor jogadora do time na reta final da competição e assumiu essa postura após aqueles 3 a 0 fora para São Caetano. A jogadora mais regular do Rio na superliga. 

Érika é outra que fez um grande campeonato. Aprovada. Supera a baixa estatura com muita inteligência no ataque. 

Fabiana esteve abaixo do que pode render nas últimas partidas. Pode jogar muito mais e vai deixar saudades.

Carol, dentro das suas limitações físicas, não comprometeu na final.

Regiane não me convence, desculpe. Erra muito, tem o passe sofrível e parece sempre estar assustada. Precisa urgente trocar de time em 2010/11 para evoluir e sair um pouco desse ambiente em que foi praticamente criada.

Fabi, estava triste, magoada, mas soube reconhecer que Osasco fez uma superliga melhor que o Rio.

E Dani Lins ?

É muito melhor com as mãos do que falando, sem dúvida. Mesmo sem o passe na mão, jogou bem e esteve equilibrada. Com a dor da perda do título e a repercussão negativa do caso, Dani certamente aprendeu a lição. Espero que tenha servido para crescer profissionalmente e ter opinião própria. Tomara, sinceramente. Talento ela já mostrou, mas o tempo e suas ações responderão melhor. 

O Rio conviveu com muitos problemas de contusão e físicamente não se acertou. O time estava no limite, mas mesmo assim, quase conseguiu o título. O Rio perdeu, mas foi grande nas atitudes durante e após a partida, dando os méritos da vitória ao Osasco.

Nem sempre se ganha no esporte e quando se perde, é preciso antes de mais nada, se for o caso, reconhecer o adversário do outro lado. E era o caso.  

 

 

Por Bruno Voloch às 02h24

Jaqueline fez a torcida esquecer Paula Pequeno

O choro de Jaqueline após o ataque para fora de Regiane foi comovente e verdadeiro. Uma atitude normal, que era de se esperar e choro estava mesmo engasgado.

Jaqueline desabafou e estava cheia de razão. As comparações com Paula Pequeno ao longo da temporada foram inevitáveis e muitas vezes injustas. Cada jogadora tem seu estilo de jogo, mas Paula quis sair e Jaqueline quis voltar.

Jaqueline foi contratada para ser titular e assumir a vaga deixada por Paula. As cobranças seriam enormes, mas a atleta mostrou estar preparada.  

Jaqueline fez melhor. Foi campeã logo no primeiro ano após voltar da Itália.

Não acho honestamente que Jaqueline tenha sido a melhor em quadra na final. Nem ela para ser franco, mas se não fosse o desempenho de Jaqueline nas semifinais talvez a história hoje fosse outra.

Jaqueline fez uma partida de regular para boa e foi tão ou mais importante no bloqueio. A jogadora voltou ao Brasil em grande estilo, com o título brasileiro e assegurou sua convocação novamente. Jaqueline merece ser convocada por tudo que fez na temporada.

Paula foi lembrada por Adenízia e Natália, mas dentro de quadra, Jaqueline fez os torcedores esquecerem Paula Pequeno.   

 

   

Por Bruno Voloch às 01h53

Arbitragem foi decisiva na vitória de Osasco. Natália agradece Cimino.

Natália.

O blog parecia prever um dia antes, que a jogadora seria a estrela da decisão entre Osasco e Rio de Janeiro.

E foi. Natália foi a grande responsável pela conquista do time paulista.

Atuou com uma coragem impressionante, parecia uma veterana em quadra, pedia bola para Carol e seu comportamento contagiou a equipe inteira de Osasco.

Mas Natália não pode esquecer de agradecer o primeiro árbitro, Carlos Cimino.

A bola bateu claramente em Érika e Cimino deu fora. Erro absurdo no terceiro set, que acabou em ponto para o Rio de Janeiro, rendeu um cartão amarelo para Natália e a vitória para Osasco. A partir de então, Natália se transformou e decidia naquele momento que a superliga iria ficar em São Paulo. 

A cada ponto conquistado, Natália vibrava de uma maneira que assustava até mesmo as companheiras de time. Era vontade de ganhar, de mostrar que a história teria que ser diferente e que teria que necessariamente passar por suas mãos.

28 pontos e disparada, a melhor jogadora da final.

Natália está definitivamente pronta para ser titular da seleção brasileira. Natália aprendeu e sofreu na pele com as 4 derrotas seguidas para o Rio e agora bem mais madura, resolveu o jogo para Osasco.  

Natália tinha razão quando afirmou que o domingo seria de Osasco e quem sabe do Botafogo. Os 2 tabus foram exorcisados no mesmo dia. 

Por Bruno Voloch às 01h36

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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