Blog do Bruno Voloch

19/06/2010

Brasil perde na estreia da Copa Pan-Americana

A seleção brasileira feminina começou com derrota a participação na Copa Pan-Americana 2010.

Em Tijuana no México, o Brasil perdeu para Cuba por 3 sets a 1. Vale ressaltar que o Brasil está sendo representado pela seleção juvenil, uma vez que a equipe adulta faz jogos amistosos contra o Japão que servem de preparação para o Grand Prix.

Cuba jogou com o time adulto e Carcaces foi a maior pontuadora da partida com 20 pontos. O Brasil volta a jogar neste sábado contra a República Dominicana.

11 seleções participam da competição e estão divididas em dois grupos. O grupo A é formado por Cuba, Argentina, Canadá, Brasil e República Dominicana. Formam o grupo B as seleções dos Estados Unidos, Peru, México, Costa Rica, Porto Rico e Trinidad e Tobago.

Na rodada de abertura, os Estados Unidos derrotaram o Peru por 3 a 1, Porto Rico fez 3 a 0 na Costa Rica, o México bateu Trinidad e Tobago por 3 a 0 e a Argentina derrotou o Canadá por 3 a 2.        

O Brasil é o atual campeão da Copa Pan-Americana.

 

Por Bruno Voloch às 11h29

18/06/2010

Brasil não convence na Liga Mundial

Ainda não foi dessa vez.

Estava tudo a favor. O Brasil jogava em casa, com o apoio da torcida e enfrentava a seleção mais fraca da Liga Mundial.

Ainda não foi dessa vez.

Conseguimos o que parecia impossível. Perder um set para a Coreia. E logo o primeiro set, porque se fosse o terceiro ainda teríamos a desculpa da 'síndrome do terceiro set'.  Mas perder o primeiro set, não tem desculpas.

Ainda não foi dessa vez.

Porque essa seleção está demorando tanto a engrenar ?

Mistério.

Ainda não foi dessa vez.

A seleção segue devendo. Mas agora começa de fato a preocupar, porque já estamos na terceira semana de liga, ou seja, na metade da fase classificatória.

A superioridade técnica é tão grande que fica difícil acreditar na derrota no primeiro set. Derrota essa que aconteceu porque o Brasil errou muitos saques e a Coreia foi bem mais constante nesse fundamento. O Brasil é tão superior a Coreia que marcou 17 pontos de bloqueio contra 5 deles.

Ainda não foi dessa vez.

Falta de fato alguma coisa. E por incrível que possa perecer, nem mesmo Bernardinho parece estar sendo capaz de descobrir qual é o problema dessa seleção.

Uma seleção que não convence.

Porque Leandro Vissoto não rende na seleção o que rende na Itália ? Quem explica ?

Lucão começou bem a liga, caiu de produção e também está jogando abaixo do que pode.

Murilo segue disparado o melhor jogador da seleção.

Giba e Bruno seguem entrosados, mas a bola de Vissoto, Bruninho ainda não acertou. O tempo de bola com Giba está perfeito.

Ainda não foi dessa vez.

Mas foi novamente a vez de Wallace. Garoto corajoso, promissor e que tem aproveitado cada oportunidade quando entra na inversão.

Será que estamos sendo muito exigentes ?

Não. A seleção nos acostumou com vitórias, títulos e bom voleibol. Mas esse bom voleibol anda sumido. Anda sumido não, até agora não apareceu.

Ainda não foi dessa vez.

Por Bruno Voloch às 22h51

Ganhar é pouco. Obrigação é fazer 3 a 0 nos dois jogos.

Bernardinho tem toda razão. Concordo plenamente com ele quando afirma que o Brasil tem obrigaçao de derrotar a Coreia.

Como todo treinador, ele sabe que não pode jamais menosprezar o adversário. Mas a Coreia é uma seleção muito fraca, de nivel técnico ruim e que não pode vencer nenhum set do Brasil nos dois jogos. A Coreia tem a pior campanha da Liga Mundial. 

Portanto, a seleção tem que derrotar a Coreia por 3 a 0 nas duas partidas. Qualquer placar diferente de 3 a 0 será decepcionante e preocupante. É claro que estamos ainda na primeira fase da liga e em termos de pontuação é indiferente vencer por 3 a 0 ou 3 a 1. 

Mas no aspecto emocional diria que é fundamental fazer 3 a 0.

 

Por Bruno Voloch às 11h17

17/06/2010

Rivaldo deixa Montes Claros antes de jogar pelo clube mineiro

O fato é curioso.

Rivaldo, contratado para substituir Lorena, está deixando o time de Montes Claros antes mesmo de estrear.

O jogador recebeu uma proposta considerada irrecusável do Dínamo Krasnodar da Rússia e disse aos dirigentes de Montes Claros que não poderia continuar no clube.

Aparentemente, a rescisão aconteceu de forma amigável e Rivaldo acertou sua saída da equipe.

Rivaldo atuava pelo Taranto da Itália e vai jogar pela primeira vez na Rússia. O Dínamo conta no elenco com o brasileiro Cléber, antigo companheiro do oposto no Taranto.  

No ano passado, Dante havia assinado com São Bernardo, mas depois de receber um convite do Dínamo de Moscou, deixou o time paulista.

Por Bruno Voloch às 11h12

Bola dentro do Rio com a contratação de Valeskinha

Enfim uma boa notícia para o torcedor carioca.

Valeskinha é experiente, versátil e boa de grupo. Me arrisco a dizer que se Valeskinha tivesse no time do São Caetano na temporada passada, como era pevisto, o time paulista poderia ter brigado pelo título. Mas isso é passado.

Valeskinha pode jogar como central e ponta passadora. Eis a questão.

Que posição irá atuar Valeskinha ?

Dizem que ela foi contratada para jogar como central. Será ?

Eu não apostaria nisso. Penso que a tendência é que ela jogue mesmo de ponta na vaga de Regiane.

Pode não acontecer de cara, mas com o tempo a mudança será inevitável. Anunciar que Valeskinha seria contratada para jogar de ponta passadora seria algo desmotivante para a jovem e promissora Regiane. Não existe esse necessidade, pelo menos por enquanto.

O Rio está completo ?

Não, evidente que não.

A chegada de Valeskinha torna o time mais forte, extremamente equilibrado na recepão e bem rodado. Mas o Rio ainda está carente de central. Aliás, acho que Juciely ainda é olhada com uma certa desconfiança e só o tempo será capaz de dizer como a jogadora irá se comportar jogando por um time grande.

Bernardinho ainda procura outra central. Carol Gattaz não fica e a alternativa deve mesmo vir do exterior, mais precisamente da República Dominicana.

Com a chegada dessa central, o Rio fecha o elenco para a temporada 2010/2011.

Por Bruno Voloch às 10h11

16/06/2010

Itália convoca jogadoras para o Grand Prix e mundial do Japão

O técnico Massimo Barbolini finalmente divulgou a lista das jogadoras convocadas para o Grand Prix e o campeonato mundial do Japão.

24 atletas foram relacionadas e a grande supresa foi a ausência da central Sara Anzanello, vice campeã com o Villa Cortese. A argentina naturalizada Carolina Costagrande também está fora da lista, mas Barboloni disse que a jogadora poderá fazer parte do grupo a qualquer momento. O mais certo porém é que Costagrande só jogue pela seleção em 2011.

As principais jogadoras da seleção como Piccinini, Lo Bianco, Del Core, Gioli, Barazza e a líbero Paola Cardullo vão treinar com o grupo mas não vão disputar o Grand Prix. Elas serão poupadas e jogarão somente o mundial do Japão.

A relação conta ainda com as levantadoras Giulia Rondon do Piacenza, Marta Becchis do Urbino Volley e Noemi Signorile que joga pelo Verona.

A lista tem as atacantes Francesca Marcon do Conegliano, Lucia Bosetti do Bergamo, Cristina Barcellini do Novara, Chiara Di Iulio do Urbino Volley, Monica Ravetta e Claudia Cagninelli. As opostas são Serena Ortolani do Bergamo e Annamaria Quaranta que defende o Perugia.

Outras 5 centrais estão relacionadas. Valentina Arrighetti do Bergamo, Lucia Crisanti do Busto Arsizio, Federica Stufi que atua pelo Piacenza, Illaria Garzaro do Pesaro e Silvia Segalina do Club Italia.

Enrica Merlo do Bergamo e Imma Sirressi do Novara são as duas líberos relacionadas para o Grand Prix.

A seleção se apresenta no domingo dia 20.

 

 

     

 

Por Bruno Voloch às 14h28

15/06/2010

Renatinha deixa o Japão e vai para a Itália

A jogadora Renata Colombo, mais conhecida como Renatinha, está de mudança para a Itália.

Após atuar duas temporadas seguidas pelo Toyota no Japão, Renatinha aceitou a proposta do Urbino Volley e vai jogar na Itália pela primeira vez na carreira.

Renatinha está com 29 anos e atuou em várias equipes brasileiras como Campos, São Caetano e os extintos Rexona e BCN/Osasco. Renatinha jogu na seleção brasileira e foi convocada pela última vez em 2006.

A jogadora embarca para a Itália no fim do mês de agosto.  

    

Por Bruno Voloch às 20h34

14/06/2010

Uma seleção no sábado, outra no domingo

Muito prazer, Holanda.

Se a gente não conhecia a nova geração do vôlei holandês, conheceu esse fim de semana.

Mas a comissão técnica da seleção, tão moderna, com equipamentos de última geração e conhecimentos no mundo inteiro, tinha obrigação de saber como a Holanda jogaria.

A comissão técnica da seleção masculina é muito competente, alcançou resultados expressivos e trabalha em sincronia. Tem credibilidade, mas falhou.

Ficou nítido em 24 horas que os jogadores não tinham as informações necessárias para enfrentar a Holanda. O time brasileiro esteve irreconhecível e perdido no sábado. Da noite para o dia, através do vídeo da derrota de 3 a 0, os jogadores foram abastecidos e entraram em quadra taticamente preparados.

A derrota por 3 a 0 em casa mexeu com os nervos da comissão técnica e de alguns jogadores que começaram o jogo de domingo visivelmente nervosos e com o sentimento de 'vingança' no ar.

Não acho sinceramente que o fato de não ter enfrentado a Holanda desde 2004 seja a razão da derrota por 3 a 0. A gente não poderia ter entrado em quadra desinformados e sem nenhuma noção de como jogava o adversário. 

E não sou apenas eu que penso assim. Bernardinho mesmo reconheceu que só conhecia a Holanda por vídeo. 

Que tal enaltecer o bom jogo feito por eles e reconhecer a superioridade da Holanda ?

Assim como fez o técnico deles após a derrota de 3 a 1 no domingo, deixando claro que o Brasil merecia vencer. Blange errou, o placar justo seria 3 a 0 para nós.

Mas o sábado foi diferente do domingo por causa de Giba. A simples presença dele em quadra mudou o astral da seleção e fez Holanda nos respeitar mais.

Foi bom ver o Brasil 'mordido', aguerrido em quadra e disposto a apagar a má impressão deixada na véspera. 

Prefiro não destacar a, b ou c. Prefiro destacar a postura de um grupo vencedor, acostumado com vitórias e que soube superar a derrota inesperada com rapidez.

Foi um duro golpe, mas bem assimilado pelos jogadores.     

Por Bruno Voloch às 22h14

13/06/2010

China domina premiação e cubana é eleita MVP na Suíça

Campeã do Montreux Volley Masters, a seleção da China dominou a premiação das melhores da competição.

A melhor recepção ficou com Ruoqi Hui, eleita também a MVP da decisão contra os Estados Unidos. Liyi Chen recebeu o prêmio de melhor saque da Montreux Masters e Qiuyue Wei saiu como a principal levantadora do torneio disputado na Suíça.

Tatiana Kosheleva da Rússia foi considerada a melhor atacante, Berenika Okuniewska da Polônia a bloquedora mais eficiente e Nicole Davis dos Estados Unidos a principal líbero.

Kenia Carcaces, terceira colocada com Cuba, acabou como a MVP do Montreux Volley Masters.

   

Por Bruno Voloch às 18h13

China conquista Montreux Volley Masters

A seleção da China é a campeão do Montreux Volley Masters.

Na decisão, a China derrotou de virada os Estados Unidos por 3 sets a 1 com parciais de 23/25, 29/27, 25/22 e 25/20 em duas horas de jogo.   

A chinesa Ruoqi Hui foi a destaque da partida com 27 pontos, enquanto Cynthia Barboza dos Estados Unidos marcou 20 pontos.

A China havia ganho o título da Montreux Masters pela última vez em 2007. No ano passado a China acabou em terceiro lugar e em 2008 ficou em segundo.

Na disputa pelo terceiro lugar, Cuba venceu por 3 a 0 a Rússia com parciais de 25/13, 25/18 e 25/23. A Rússia poupou várias titulares e atuou com time reserva.

A Polônia ficou na quinta colocação ao derrotar a Holanda também por 3 a 0. O Japão terminou em sétimo e a Alemanha acabou na última posição.     

 

   

Por Bruno Voloch às 18h01

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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