Blog do Bruno Voloch

03/07/2010

Brasil de olho nos jogos de Itália, Sérvia e Bulgária

Enquanto não entra em quadra para jogar a segunda partida contra a Coreia, a seleção masculina fica de olhos bem abertos para os jogos de Itália, Sérvia e Bulgária.

A Bulgária briga com a seleção pelo primeiro lugar do grupo A e recebe esta tarde em Varna os holandeses. O Brasil torce para que a Bulgária perca, mas se não for possível, o ideal seria que a Holanda roubasse pelo menos dois sets dos búlgaros. Nesse caso, a Bulgária somaria apenas mais dois pontos e não empataria com o Brasil no número de pontos ganhos. O Brasil é lider com 22.

O normal é a Bulgária conquistar os 3 pontos e a comissão técnica do Brasil sabe que a decisão pode ficar para os dois jogos na semana que vem na casa dos búlgaros. Uma eventual derrota por qualquer placar poderia tirar o Brasil da liderança. Mas o regulamento da liga diz que o melhor segundo colocado também disputará as finais.

Se terminar em segundo lugar, o Brasil ficaria de olho no grupo B que tem a liderança da Sérvia com 23 pontos e a Itália em segundo com 21. Ontem a Sérvia derrotou a França por 3 a 1 e a Itália fez 3 a 0 na China atuando fora de casa.

A Itália volta a quadra nesta madrugada e a Sérvia recebe novamente a França no domingo.

A vantagem brasileira é que na última rodada na semana que vem, a Sérvia terá o confronto direto com a Itália, o que será benéfico para a seleção brasileira.  

Por Bruno Voloch às 09h48

Vitória hoje contra a Finlândia classifica Rússia para as finais

A Rússia pode ser a primeira seleção classificada para as finais da Liga Mundial.

Única seleção invicta na competição, a Rússia lidera o grupo C com 26 pontos e se vencer a Finlândia neste sábado em Tampere se classifica para a fase final da Liga Mundial.

Ontem a Rússia venceu fácil o primeiro jogo entre as seleções por 3 a 0 com parciais de 25/20, 25/19 e 25/14. Pelo mesmo grupo, os Estados Unidos suaram e com dificuldades passaram pelo Egito por 3 sets a 2. Os norte-americanos ocupam a segunda posição com 18 pontos e jogam novamente contra o Egito neste sábado.  

Por Bruno Voloch às 09h35

Seleção segue em busca da formação ideal

Bruninho, Vissoto, Rodrigão, Lucão, Dante e Murilo.

Será essa a formação ideal da nossa seleção ?

Pode ser. A vitória contra a Coreia foi importante porque ganhamos os 3 pontos, mas vimos ainda uma certa irregularidade da seleção especialmente no primeiro e terceiro sets. Apesar da vitória relativamente tanquila no segundo set, Bernardinho teve que parar o jogo para evitar uma nova e perigosa reação da Coreia. 

Faz parte ? Sim. Até porque a Bulgária na semana passada perdeu um set para os coreanos. 

Pode acontecer ?

Também pode, mas não deveria.

Estamos perto da última rodada da fase de classificação e já estava na hora da nossa seleção ser mais estável e cometer menos erros, ainda mais contra uma equipe considerada fraca tecnicamente como é a Coreia. 

A formação inicial da seleção dá a exata noção do que Bernardinho tem na cabeça para jogar a decisão na semana que vem contra a Bulgária. Ele tem somente uma dúvida em relação ao time titular. Dante ou Giba, que novamente ficou de fora.

Bruno e Vissoto, os centrais Lucão e Rodrigão e Murilo em uma das pontas. A outra está aberta para Dante e Giba. Ninguém sabem as reais condições físicas de Giba, mas foi preocupante não ver o jogador relacionado para o primeiro jogo contra a Coreia.  

    

 

Por Bruno Voloch às 09h26

28/06/2010

Bernardinho e Murilo foram determinantes contra a Holanda

Foi complicado conforme a gente já previa, mas a seleção brasileira sai da Holanda com duas vitórias e 5 pontos. Verdade que a Bulgária com os mesmos 19 pontos segue na nossa cola e o primeiro lugar do grupo será decidido somente daqui a 15 dias na cada deles.

A vitória de sábado teve o dedo de Bernardinho. O dedo só não, as mãos mesmo. Fizemos 1 a 0 e a Holanda empatou jogo no segundo set. Bernardinho então colocou Marlon no lugar de Bruninho, tirou Giba e fez Dante entrar e sacou Lucão para a entrada de Sidão.

As alterações foram determinantes para manter o Brasil vivo na partida. Mário Jr esteve inconstante e Murilo assumiu o fundo de quadra com a maestria de sempre. Esse cara é longe o jogador mais importante da atual seleção brasileira. Peça fundamental e me arrisco a dizer que sem Murilo o Brasil terá sérios problemas para passar de fase na competição.

E domingo ?

Bem no domingo o jogo foi bem mais emocionante e teve uma história bem parecida com a do sábado. Digo parecida em termos das mudanças feitas por Bernardinho. Começamos perdendo por 2 a 0 e tudo indicava um 3 a 0 para eles com certa tranquilidade.

Dante, Sidão e Marlon começaram o jogo merecidamente como titulares, mas com o 2 a 0 a favor da Holanda, Bernardinho tirou Marlon e Sidão. Bruninho e Lucão entraram muito bem e mudaram a partida. Mas a seleção mudou de fato seu jeito de jogar com a substituição de Giba por Murilo. Não quero e não acho bom ser repetitivo, mas Murilo é fundamental para a seleção e não pode ser nunca banco. Giba e Dante que briguem por uma vaga na ponta, porque a outra é de Murilo.

O banco fez bem para Lucão e Bruninho que entraram mais firmes, confiantes e concentrados a partir do terceiro set.

O resumo é que o Brasil não tem ainda um time titular definido. Murilo na ponta e Rodrigão no meio me parecem intocáveis. Lucão leva vantagem sobe Sidão, mas Sidão mostrou que não está conformado com o banco. Vissoto foi mais regular e mereceu ser titular. Não gostei de Mário Jr no sábado e sua atuação no domingo foi um pouco melhor. Bruninho ainda é titular, mas Marlon mudou a cara da seleção no sábado. Na outra ponta Giba ou Dante.

Boa sorte Bernardinho, mas você está no caminho certo e mexendo corretamente nas peças quando preciso.      

 

  

 

Por Bruno Voloch às 09h14

27/06/2010

República Dominicana domina premiação e Brasil fica sem representante

Campeã da Copa Pan-Americana, a seleção da República Dominicana dominou também as premiações individuais.

Priscila Rivera foi escolhida a MVP da competição. Prescila atuou em todas as partidas e fez 9 pontos na decisão contra o Peru.

Brenda Castillo, considerada uma das melhores líberos do mundo, recebeu 3 prêmios. Ela foi considerada a melhor líbero, defesa e passe da Copa pan-Americana. 

Lisvel Eve recebeu o troféu de principal bloqueadora da competição.

Sarai Alvarez de Porto Rico acabou como melhor atacante, Kelly Anne de Trinidad e Tobago saiu do México com o prêmio de melhor saque, Elena do Peru foi eleita a levantadora da Copa e a cubana Kenia Carcaces a maior pontuadora.         

 

Por Bruno Voloch às 18h42

Brasileiro Marcos Kwiek leva República Dominicana ao título

O Brasil esteve no pódio após o encerramento da Copa Pan-Americana.

A República Dominicana que é dirigida pelo brasileiro Marcos Kwiek derrotou o Peru na decisão e ficou com o título. A partida terminou 3 a 0 para as dominicanas com parciais de 25/17, 30/28 e 25/22.

Gina Mambru e as centrais Vargas e Lisvel foram as principais pontuadoras do jogo com 12 pontos cada.

Na decisão da medalha de bronze, os Estados Unidos derrotaram Cuba também por 3 a 0. A Argentina terminou na quinta posição, Porto Rico em sexto, Canadá em sétimo, o Brasil foi oitavo colocado, México nono, Trinidad e Tobago acabou em décimo e a Costa Rica em último lugar.

  

Por Bruno Voloch às 18h30

Fracasso na Copa Pan-Americana deve servir de lição para o Brasil

Apesar de ter sido representado pela seleção juvenil, o Brasil decepcionou e terminou a Copa Pan-Americana na decepcionante oitava colocação.

Valendo o sétimo lugar, o Brasil perdeu de 3 a 1 para o Canadá. As duas seleções haviam se encontrado na fase de classificação e o Brasil ganhou por 3 a 0. Essa foi a pior colocação do Brasil na história da competição. Foram ao todo 7 partidas e 5 derrotas.

Como estava defendendo o título, o Brasil deveria ter encarado o torneio com mais seriedade. 

Mas quem é o responsável por campanha ruim que deixou o Brasil também fora do Grand Prix em 2011 ?

Ou quem são os culpados ?

A opção da comissão técnica da seleção adulta foi não jogar torneios e priorizar os amistosos. Perdemos em não participar da Montreux Masters na Suíça e acho que o ideial seria ter levado pelo menos uma equipe B para a Copa Pan-Americana.

Ou será que Zé Roverto imaginava ser possível vencer ou ficar entre os 4 com a seleção juvenil. Não acredito.

O fato é que o Brasil foi mal representado. Mas não podemos responsabilizar essas meninas da seleção juvenil pelo fracasso. Seria injusto e covarde jogar a culpa nelas. Juvenil é bem diferente do adulto.

Fico pensando apenas quem está correto.

Estados Unidos, Cuba, República Dominicana e Alemanha que estão jogando todos os torneios com suas principais atletas ?

Ou estão certos Brasil, Rússia e Itália que evitam jogar e quando fazem não levam o time titular ?

Só o tempo vai dizer, mas deveria existir um meio termo, e nesse caso acho que houve um certo exagero de nossa parte achar que a seleção juvenil poderia brigar de igual para igual com a seleções adultas. 

Que esse 'fracasso' nos sirva de lição.                 

 

Por Bruno Voloch às 18h05

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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