Enquanto não entra em quadra para jogar a segunda partida contra a Coreia, a seleção masculina fica de olhos bem abertos para os jogos de Itália, Sérvia e Bulgária.
A Bulgária briga com a seleção pelo primeiro lugar do grupo A e recebe esta tarde em Varna os holandeses. O Brasil torce para que a Bulgária perca, mas se não for possível, o ideal seria que a Holanda roubasse pelo menos dois sets dos búlgaros. Nesse caso, a Bulgária somaria apenas mais dois pontos e não empataria com o Brasil no número de pontos ganhos. O Brasil é lider com 22.
O normal é a Bulgária conquistar os 3 pontos e a comissão técnica do Brasil sabe que a decisão pode ficar para os dois jogos na semana que vem na casa dos búlgaros. Uma eventual derrota por qualquer placar poderia tirar o Brasil da liderança. Mas o regulamento da liga diz que o melhor segundo colocado também disputará as finais.
Se terminar em segundo lugar, o Brasil ficaria de olho no grupo B que tem a liderança da Sérvia com 23 pontos e a Itália em segundo com 21. Ontem a Sérvia derrotou a França por 3 a 1 e a Itália fez 3 a 0 na China atuando fora de casa.
A Itália volta a quadra nesta madrugada e a Sérvia recebe novamente a França no domingo.
A vantagem brasileira é que na última rodada na semana que vem, a Sérvia terá o confronto direto com a Itália, o que será benéfico para a seleção brasileira.
Por Bruno Voloch às 09h48
A Rússia pode ser a primeira seleção classificada para as finais da Liga Mundial.
Única seleção invicta na competição, a Rússia lidera o grupo C com 26 pontos e se vencer a Finlândia neste sábado em Tampere se classifica para a fase final da Liga Mundial.
Ontem a Rússia venceu fácil o primeiro jogo entre as seleções por 3 a 0 com parciais de 25/20, 25/19 e 25/14. Pelo mesmo grupo, os Estados Unidos suaram e com dificuldades passaram pelo Egito por 3 sets a 2. Os norte-americanos ocupam a segunda posição com 18 pontos e jogam novamente contra o Egito neste sábado.
Por Bruno Voloch às 09h35
Bruninho, Vissoto, Rodrigão, Lucão, Dante e Murilo.
Será essa a formação ideal da nossa seleção ?
Pode ser. A vitória contra a Coreia foi importante porque ganhamos os 3 pontos, mas vimos ainda uma certa irregularidade da seleção especialmente no primeiro e terceiro sets. Apesar da vitória relativamente tanquila no segundo set, Bernardinho teve que parar o jogo para evitar uma nova e perigosa reação da Coreia.
Faz parte ? Sim. Até porque a Bulgária na semana passada perdeu um set para os coreanos.
Pode acontecer ?
Também pode, mas não deveria.
Estamos perto da última rodada da fase de classificação e já estava na hora da nossa seleção ser mais estável e cometer menos erros, ainda mais contra uma equipe considerada fraca tecnicamente como é a Coreia.
A formação inicial da seleção dá a exata noção do que Bernardinho tem na cabeça para jogar a decisão na semana que vem contra a Bulgária. Ele tem somente uma dúvida em relação ao time titular. Dante ou Giba, que novamente ficou de fora.
Bruno e Vissoto, os centrais Lucão e Rodrigão e Murilo em uma das pontas. A outra está aberta para Dante e Giba. Ninguém sabem as reais condições físicas de Giba, mas foi preocupante não ver o jogador relacionado para o primeiro jogo contra a Coreia.
Por Bruno Voloch às 09h26
Foi complicado conforme a gente já previa, mas a seleção brasileira sai da Holanda com duas vitórias e 5 pontos. Verdade que a Bulgária com os mesmos 19 pontos segue na nossa cola e o primeiro lugar do grupo será decidido somente daqui a 15 dias na cada deles.
A vitória de sábado teve o dedo de Bernardinho. O dedo só não, as mãos mesmo. Fizemos 1 a 0 e a Holanda empatou jogo no segundo set. Bernardinho então colocou Marlon no lugar de Bruninho, tirou Giba e fez Dante entrar e sacou Lucão para a entrada de Sidão.
As alterações foram determinantes para manter o Brasil vivo na partida. Mário Jr esteve inconstante e Murilo assumiu o fundo de quadra com a maestria de sempre. Esse cara é longe o jogador mais importante da atual seleção brasileira. Peça fundamental e me arrisco a dizer que sem Murilo o Brasil terá sérios problemas para passar de fase na competição.
E domingo ?
Bem no domingo o jogo foi bem mais emocionante e teve uma história bem parecida com a do sábado. Digo parecida em termos das mudanças feitas por Bernardinho. Começamos perdendo por 2 a 0 e tudo indicava um 3 a 0 para eles com certa tranquilidade.
Dante, Sidão e Marlon começaram o jogo merecidamente como titulares, mas com o 2 a 0 a favor da Holanda, Bernardinho tirou Marlon e Sidão. Bruninho e Lucão entraram muito bem e mudaram a partida. Mas a seleção mudou de fato seu jeito de jogar com a substituição de Giba por Murilo. Não quero e não acho bom ser repetitivo, mas Murilo é fundamental para a seleção e não pode ser nunca banco. Giba e Dante que briguem por uma vaga na ponta, porque a outra é de Murilo.
O banco fez bem para Lucão e Bruninho que entraram mais firmes, confiantes e concentrados a partir do terceiro set.
O resumo é que o Brasil não tem ainda um time titular definido. Murilo na ponta e Rodrigão no meio me parecem intocáveis. Lucão leva vantagem sobe Sidão, mas Sidão mostrou que não está conformado com o banco. Vissoto foi mais regular e mereceu ser titular. Não gostei de Mário Jr no sábado e sua atuação no domingo foi um pouco melhor. Bruninho ainda é titular, mas Marlon mudou a cara da seleção no sábado. Na outra ponta Giba ou Dante.
Boa sorte Bernardinho, mas você está no caminho certo e mexendo corretamente nas peças quando preciso.
Por Bruno Voloch às 09h14
Campeã da Copa Pan-Americana, a seleção da República Dominicana dominou também as premiações individuais.
Priscila Rivera foi escolhida a MVP da competição. Prescila atuou em todas as partidas e fez 9 pontos na decisão contra o Peru.
Brenda Castillo, considerada uma das melhores líberos do mundo, recebeu 3 prêmios. Ela foi considerada a melhor líbero, defesa e passe da Copa pan-Americana.
Lisvel Eve recebeu o troféu de principal bloqueadora da competição.
Sarai Alvarez de Porto Rico acabou como melhor atacante, Kelly Anne de Trinidad e Tobago saiu do México com o prêmio de melhor saque, Elena do Peru foi eleita a levantadora da Copa e a cubana Kenia Carcaces a maior pontuadora.
Por Bruno Voloch às 18h42
O Brasil esteve no pódio após o encerramento da Copa Pan-Americana.
A República Dominicana que é dirigida pelo brasileiro Marcos Kwiek derrotou o Peru na decisão e ficou com o título. A partida terminou 3 a 0 para as dominicanas com parciais de 25/17, 30/28 e 25/22.
Gina Mambru e as centrais Vargas e Lisvel foram as principais pontuadoras do jogo com 12 pontos cada.
Na decisão da medalha de bronze, os Estados Unidos derrotaram Cuba também por 3 a 0. A Argentina terminou na quinta posição, Porto Rico em sexto, Canadá em sétimo, o Brasil foi oitavo colocado, México nono, Trinidad e Tobago acabou em décimo e a Costa Rica em último lugar.
Por Bruno Voloch às 18h30
Apesar de ter sido representado pela seleção juvenil, o Brasil decepcionou e terminou a Copa Pan-Americana na decepcionante oitava colocação.
Valendo o sétimo lugar, o Brasil perdeu de 3 a 1 para o Canadá. As duas seleções haviam se encontrado na fase de classificação e o Brasil ganhou por 3 a 0. Essa foi a pior colocação do Brasil na história da competição. Foram ao todo 7 partidas e 5 derrotas.
Como estava defendendo o título, o Brasil deveria ter encarado o torneio com mais seriedade.
Mas quem é o responsável por campanha ruim que deixou o Brasil também fora do Grand Prix em 2011 ?
Ou quem são os culpados ?
A opção da comissão técnica da seleção adulta foi não jogar torneios e priorizar os amistosos. Perdemos em não participar da Montreux Masters na Suíça e acho que o ideial seria ter levado pelo menos uma equipe B para a Copa Pan-Americana.
Ou será que Zé Roverto imaginava ser possível vencer ou ficar entre os 4 com a seleção juvenil. Não acredito.
O fato é que o Brasil foi mal representado. Mas não podemos responsabilizar essas meninas da seleção juvenil pelo fracasso. Seria injusto e covarde jogar a culpa nelas. Juvenil é bem diferente do adulto.
Fico pensando apenas quem está correto.
Estados Unidos, Cuba, República Dominicana e Alemanha que estão jogando todos os torneios com suas principais atletas ?
Ou estão certos Brasil, Rússia e Itália que evitam jogar e quando fazem não levam o time titular ?
Só o tempo vai dizer, mas deveria existir um meio termo, e nesse caso acho que houve um certo exagero de nossa parte achar que a seleção juvenil poderia brigar de igual para igual com a seleções adultas.
Que esse 'fracasso' nos sirva de lição.
Por Bruno Voloch às 18h05
Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.
Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.