Blog do Bruno Voloch

24/07/2010

Cuba não é o adversário ideal para a seleção. A Itália seria melhor.

Como dizem os treinadores e jogadores não dá para escolher adversário para uma seleção que deseja ser campeã.

Na teoria a declaração é bonita, mostra respeito e bastante humildade. Mas na prática não é bem assim. Pelo que vi de Cuba e Itália, seria muito melhor jogar contra a Itália do que enfrentar Cuba. Tudo bem que a Itália poderia estar em um dia iluminado e nos vencer, mas tecnicamente ainda é inferior ao Brasil.

Cuba também no aspecto técnico fica atrás, mas o jogo com Cuba muitas das vezes não é só decidido na parte técnica e tática. O emocional, nem tanto quanto no feminino, pesa e decide a partida.

Cuba tem um estilo de jogo mais agressivo, o time é forte fisicamente e ganhou moral depois de fazer 3 a 0 na Itália. O treinador Orlando Samuels esbanja confiança e se sente no direito de dar uma provocada no Brasil, dizendo que a nossa seleção este ano está mais fraca do que no ano passado. E está, mas isso não quer dizer que Cuba seja favorita.

Contra a Itália, Cuba apresentou um ótimo rendimento no bloqueio, fundamento que não tem funcionado muito do nosso lado. Tomara que apareça na hora certa.

Cuba tem muita força no atatque e destaques para o jovem Leon de 16 anos e o habilidoso Simon. Se tem força na frente o mesmo não se pode dizer do sistema defensivo que é vulnerável. Cuba joga bem quando lidera o placar, adora provocar, joga sem muita responsabilidade quando está ganhando. E quando está atrás ?

Bem, nesse caso os cubanos normalmente ficam desestabilizados e não conseguem a recuperação. Pensando assim e a história nos mostra isso, comandar sempre o placar seria ótimo para a seleção.

Mas que seleção jogará hoje ?

Aquela dos jogos contra a Bulgária ou a das partidas contra Sérvia e Argentina ?

Eis a questão.

Bernardinho deve ter estudado muito a seleção de Cuba, diferente de Samuels que diz ter visto pouco a seleção ultimamente. Um menosprezo que deveria servir de incentivo para nós, embora jogar uma semifinal de Liga Mundial já seja um motivo suficiente para motivar o grupo de jogadores.

O treinador mostrou preocupação grande com o momento que atravessa o levantador Bruno. Trabalhou intensamente com ele na sexta-feira com o objetivo de resgatar a confiança aparentemente perdida nos jogos anteriores.

Marlon ou Bruno ?

Não sei, mas acho difícil Bernardinho escalar Marlon de início. Deveria. Se fizer, talvez perca Bruno para os jogos restantes, até porque o jogador já está abalado o suficiente sendo substituído, imagine se for para o banco de cara.

Marlon me parece melhor em termos emocionais e vivendo ótima fase.

Sidão e Lucão é outra boa briga no meio, mas Lucão ainda leva vantagem por ter 'mais serviços prestados', digamos assim.

Mantenho o que escrevi ontem e na minha opinião deveriam jogar Marlon e Sidão. Se der essa 'zebra', não será demérito para Bruno e Lucão. Os dois devem apenas seguir a cartilha, treinar, se empenhar, incentivar os companheiros do banco e ajudar a seleção quando solicitados.

Por Bruno Voloch às 11h58

Para os internautas, Marlon deveria ser titular contra Cuba

O blog perguntou no dia de ontem quem deveria ser o levantador titular da seleção na partida semifinal contra Cuba.

Para 70% dos internautas, Bernardinho deveria começar a partida com Marlon de titular. Bruninho seria banco.

O curioso é que o levantador Ricardinho, ainda fora da seleção, foi citado como a solução imediata para a falta de criatividade na posição. Mas o blog em nenhum momento colocou o nome de Ricardinho em discussão.

Por Bruno Voloch às 11h29

23/07/2010

Sokolova encerra mistério e jogará mundial do Japão

Ótima notícia para os amantes do esporte.

Uma das maiores jogadores de todos, a russa Lioubov Sokolova, vai jogar o campeonato mundial do Japão. A competição será disputada entre os dias 29 de Outubro e 14 de Novembro e contará com 24 seleções. A Rússia está no grupo D e terá como adversários na primeira fase, China, Coreia do Sul, República Dominicana, Turquia e Canadá.

A Rússia é a atual campeã mundial. Na decisão do mundial de 2006 derrotou a seleção brasileira por 3 a 2 em Osaka no Japão. Sokolova fazia parte daquela equipe. 

Sokolova se apresenta a seleção russa na próxima quarta-feira dia 28 e se juntará as demais atletas que já estão em fase de treinamento na Polônia. 

Lioubov Sokolova trocou recentemente o Jesi da Itália pelo Fenerbahçe da Turquia e será dirigida pelo brasileiro José Roberto Guimarães. 

Por Bruno Voloch às 11h16

Bruno ou Marlon. Qual é a melhor opção para a seleção atualmente ?

Que a seleção está bem servida neste aspecto ninguém tem dúvida.

Temos hoje dois levantadores de qualidade, como características difeferentes e extremamente habilidosos. Bruno e Marlon. Isso sem contar com Ricardinho que pode e deve ser chamado para os treinamentos para o mundial da Itália.

Mas Ricardinho, pelo menos por agora, não está em discussão. É bom ver novamente o vôlei e a seleção com a possibilidade de ganhar pela nona vez a Liga Mundial.

Essa seleção não chega a ser brilhante como a de um passado recente, longe disso, alterna momentos de instabilidade, com grandes jogos e tem um novo líder.

Murilo é hoje unanimidade. Titular absoluto, maduro e no auge da forma física e técnica.    

Mas a seleção nunca precisou tanto dos 'reservas' para vencer. Tem sido assim na Liga Mundial desde as primeiras partidas.

Classificado para a semifinal, o Brasil se prepara e terá Itália ou Cuba como adversário.

O blog quer saber, quem na sua opinião deve ser o levantador titular para a semifinal. Bruno ou Marlon.

Está na hora de Bernardinho mudar, dar oportunidade ao experiente Marlon, ou manter Bruno, que já mostrou toda sua capacidade como titular da seleção ?

Como já comentamos, os dois possuem qualidades e características distintas. Bruno tem jogado regularmente como titular, mereceu e chegou por conta própria. Marlon mostrou durante a Liga Mundial que a seleção muda o jeito de jogar quando a bola passa por suas mãos. Perde na rede, mas ganha em precisão. É fato.    

Neste sábado, damos o resultado da enquete, e vamos saber se a cabeça do internauta bate com os pensamentos de Bernardinho.  

Por Bruno Voloch às 09h54

Marlon e Sidão foram fundamentais e merecem ser mantidos no time titular

O Brasil mostrou contra a Sérvia a diferença de um time para uma equipe, leia-se, elenco.

Não foi a primeira vez nessa Liga Mundial que os jogadores do banco resolveram a partida. Mas também não chega a ser uma grande novidade, afinal eles estão relacionados justamente para entrar e tentar mudar o jeito de jogar da seleção quando a coisa não está dando certo.

E mudaram. Marlon e Sidão principalmente. Giba não foi brilhante, ajudou em algumas passagens, mas acabou voltando ao banco.

Os titulares Bruno e Lucão realmente não estavam bem e foram bem substituídos por Bernardinho. De fora, Marlon lia com atenção cada detalhe do jogo sabendoque seria uma vez mais inevitável sua entrada. A diferença dessa vez, é que ele entrou para não sair mais.

Marlon deu volume de jogo, entrou com confiança, foi vibrante, teve mais precisão nos levantamentos e só perde quando está ne rede por causa da estatura.

E Sidão ?

Foi muito efetivo no ataque, explorado ao máximo por Marlon e mal no bloqueio. Como mal, vão perguntar os leitores ? Mal sim. porque não conseguia achar o ataque da Sérvia no tempo em que ficou em quadra, até finalmente no último pontos se suicidar e queimar no ataque de meio. Mas não foi só ele que teve aproveitamentoruim no bloqueio. A seleção não foi bem nesse fundamento, assim como no saque, e ficou devendo.

Devendo, porém está na semifinal.

E Bruno e Lucão ?

Olha, Bruno mereceu ir para o banco, mas não ficou abalado e foi importante nas inversões quando foi chamado. Lucão não voltou e Dante quando reapareceu na partida, recebeu mais bolas e virou a maioria delas. Marlon acertouo tempo da bola da bola de Dante.

Giba dispensa cometários, mas hoje talvez pelas suas condições físicas, seja banco.

Murilo manteve a regularidade e Vissoto cresceu jogando ao lado de Marlon. O líbero Mario Jr até que foi bem no passe e na defesa, mas ainda deixa cair bolas incriveis deixando irritado Bernardinho, com toda razão. 

A seleção precisa jogar mais bola para ser campeã ?

É o que diz Bernardinho. Pode até ser, até porque uma hora a sorte no quinto set pode virar. Não digo que o Brasil ganhou por sorte de Argentina e Sérvia, mas ela ainda está do nosso lado.

Mas acho que a seleção precisa ser mais regular acima de tudo. Não estamos rendendo o que podemos no ataque e no bloqueio.

Hoje a seleção vai conhecer o adversário das semifinais que vai sair do jogo entre Itália e Cuba. São escolas diferentes e estilo de jogo distintos. Mas indepedente de quem vier, a seleção terá um dia de treinamento e Bernardinho um dia para pensar na melhor maneira de escalar a seleção.

Murilo, Dante, Rodrigo, Mário Jr são certos. Mas quem deve começar jogando como levantador Bruno ou Marlon ? E no meio Lucão ou Sidão ?

Pelo que conheço dele, acho muito difícil tirar Bruno e Lucão. Existe o respeito pelo que fizeram, um curto passado de titularidade, mas se isso for esquecido e pensarmos no melhor para a seleção, talvez Marlon seja a melhor alternativa.

Pode até ser que jogue Marlon e com Lucão de central por causa do melhor aproveitamento no bloqueio. Mas Bruno é mais entrosado com Lucão pore terem atuados juntos na Cimed. Está nas mãos do treinador e só dele. Não tem essa de comissão técnica definir, porque quem decide é Bernardinho, só ele. O treinador pode consultar por questão ética, mas a palavra final é dele.

Com ou sem Bruno e Lucão, com as presenças ou não de Marlon e Sidão, precisa prevalecer o melhor para a seleção e para o grupo e nesse momento Marlon e Sidão merecem ser titulares.

 

               

          

Por Bruno Voloch às 09h36

22/07/2010

Brasil passou sufoco e ganhou na 'camisa'

Pesou e como a tradição da seleção brasileira na primeira rodada das finais da Liga Mundial.

8 títulos, duas medalhas de prata e 4 vezes medalha de bronze. Números que pesam na hora da decisão e mostram que a tradição precisa e deve ser levada em consideração quando se trata de Brasil na Liga Mundial.

A Itália perdeu para a Rússia por 3 a 2, mas mostrou de fato que está no caminho certo, evoluiu e me parece como forças para buscar uma das vagas para as semifinais na partida de sexta-feira contra Cuba. A Rússia é favorita diante de Cuba logo mais e se vencer estará na semifinal.

E o Brasil ?

Olha, a seleção não jogou bem e sofreu para vencer a Argentina. Uma Argentina que não tinha vencido nenhuma partida até agora na competição, mas que deu trabalho e mostrou uma aplicação tática incrível. Cheguei sinceramente a pensar no pior quando eles ganharam o quarto set, mas a 'camisa' do Brasil foi determinante no quinto e decisivo set.

Destaco 3 jogadores deles no jogo. Pereyra, Conte e Quiroga. Vou além e chega ser dificíl se acreditar que jogando dessa forma a Argentina não tenha ganho de ninguém na Liga. Ontem, merecia sorte maior.

A seleção foi mal na defesa, errou muitos passes e o bloqueio trabalhou pouco. O saque foi razoável, mas muito abaixo do que estamos acostumados.

Bruno não estava inspirado como de costume e previsível. Rodrigão foi melhor do que Lucão e Mario Jr esteve desatento nas coberturas. Vissoto se superou no quinto set e Murilo o mais regular de todos.

O que esperar contra a Sérvia ?

Uma seleção mais solta, sem tanta pressão e jogando com mais velocidade. O estilo de jogo da Sérvia pode nos ajudar e penso que o saque será um fundamento que poderá decidir a partida.

 

Por Bruno Voloch às 09h43

21/07/2010

'Perseguidas' pela torcida mineira, Mari ignorou o fato e Dani Lins mostrou fragilidade

Vamos por partes.

O torcedor pode e tem o direito de ter suas predileções, concordar com essa ou aquela jogadora convocada, mas torcer contra é a primeira vez que vejo no vôlei. Sinceramente.

No futebol já vi diversas vezes, inclusive trabalhando nos estádios, os torcedores vaiarem a seleção, gritarem olé contra nós e pedindo a saída do treinador. O fato mais recente aconteceu no Engenhão, quando a seleção empatou de 0 a 0 com a Bolívia. Mas isso é passado.

No vôlei nao tinha visto. Quando digo torcer contra, não significa dizer que a torcida estava a favor da Alemanha. Porém vaiando algumas jogadoras é torcer contra sim, que me perdoe o torcedor mineiro. 

Logo o torcedor mineiro tão acostumado ao vôlei, a lotar ginásios e conhecedor do esporte. Imperdoável.

Zé Roberto tem toda a razão em criticar a postura da torcida que está confundindo seleção com clube. Não gostar de Mari ou Dani Lins é um direito deles e de qualquer um, eu mesmo acho Dani Lins insegura e ainda muito longe de Fofão, mas é preciso saber separar as coisas.

As duas estão representando o Brasil, nossa seleção, é não é justo trazer rusgas do passado para a seleção. Isso é rivalidade interna de Minas, Rio e Osasco. Aí discordo.

O torcedor, repito, tem o direito de ter suas jogadoras favoritas, mas essa seleção tem crédito. É campeã olímpica e tentan em 2010 ser campeã mundial. Jogar contra a Alemanha é apenas um entre tantos testes que teremos em 2010. Mas essa seleção não merecia esse tipo de tratamento.

O torcedor mineiro é fanático e lógico que gostaria de ver em ação aquelas que por lá passaram e se identificaram com o clube. Mas exageraram na dose, desculpe.

Até poderia admitir, outro direito de quem paga, se é que foi cobrado ingresso, vaiar o time se a seleção jogasse mal e perdesse o jogo. Algo natural no esporte, seja no vôlei ou no futebol.

É uma situação complicada e o torcedor deve pensar que agindo dessa forma dá o direito as jogadoras, caso de Mari especificamente, de por exemplo dizer 'não' quando pedirem foto ou autógrafo. Imaginem só, direito dela também, não vaiaram a jogadora, porque querem foto ou autógrafo após o jogo.

Mas Mari, não sei se pensa assim, não pode e nem deve se rebaixar e se igualar a esses torcedores. Mari sabe de sua importância para a seleção e vice-versa.

O caso de Dani é diferente. Ela não é unanimidade e precisa estar preparada para tudo, até mesmo com as vaias. Fabíola é uma aposta da comissão técnica que já deixou claro a opção na segunda levantadora ao deixar Ana Tiemi fora do Grand Prix. Dani Lins será cobrada, terá que ser 'fria' e ter um comportamento bem diferente daquele que mostrou quando 'debochou'  de Mari e Sheilla, hoje companheiras de seleção, após um jogo de superliga. Mas se merecer ser aplaudida, que a torcida também bata palmas.    

Acho Dani uma incógnita e ficou evidente para quem viu o jogo que a jogadora se abala com muita facilidade. A levantadora é o cérebro do time e não pode se deixar abalar com tamanha facilidade. Foi ruim. O lado bom foi ver Sheilla e Natalia muito bem, Mari 'ignorando' a torcida e jogando bola e Zé Roberto firme.

Paula ainda é banco e no time, até provem o contrário, manda ele.   

Por Bruno Voloch às 10h36

A diferença já não é tão grande, mas Brasil ainda é favorito ao título da Liga Mundial

Benardinho tem razão quando afirma que a pressão estará sempre do lado brasileiro e realmente não tem como fugir do tradicional e conhecido favoritismo. Por onde passa, por onde jogue, seja torneios de menor expressão, ou fase final de Liga Mundial, o Brasil é favorito. E será novamente assim.

Hoje vamos encarar a Argentina, tradicional adversário e que fez uma primeira fase muito ruim. Pelo retrospecto das duas seleções na primeira fase, ganharemos fácil sem problemas. Mas o esporte já nos deu alguns exemplos de que as coisas não são bem assim. Bernardinho prega respeito, exige cuidados e acha o jogo perigoso. Concordo em parte. Respeito e cuidado, perigoso não. Somos muito superiores aos argentinos, mas pelo fato de jogarem em casa, eles podem ganhar uma motivação extra. E enfrentar o Brasil é sempre motivante em qualquer esporte.    

Caímos em um grupo relativamente tranquilo ao lado de Argentina e Sérvia. Não resta dúvida que é melhor enfrentar essas duas seleções do que encarar logo de cara Itália, Rússia e Cuba. O lado de lá está bem mais forte e certamente teremos um cruzamento nas semifinais, se passarmos, pra lá de perigoso e complicado, venha quem vier.

O Brasil fez uma primeira fase apenas regular, com altos e baixos e deixou a desejar em várias partidas, especialmente nos jogos contra a fraca Coreia. Mas é inegável a evolução do time nos jogos contra a Bulgária na última rodada quando vencemos com autoridade e mostrando um voleibol de qualidade. Se essa qualidade apresentada diante dos búlgaros será suficiente para nos levar ao título é uma outra questão.

A seleção brasileira de hoje ainda é a melhor do mundo, mas a diferença entre nós e as outras seleções já não é tão grande assim. A Itália evoluiu muito em 2010, a Rússia está jogando um vôlei moderno e Cuba com uma força física impressionante. Julgo a Argentina mesmo em casa a mais fraca das seleções e a Sérvia uma eterna incógnita. É uma seleção perigosa, acostumada a enfrentar o Brasil, mas que nos respeita demais na hora da decisão. Isso é bom.

O Brasil chega para a fase final com Murilo em ótima fase e principal jogador da seleção no momento. É o mais regular, capaz da dar o equilíbrio necessário na frente e atrás. O ponto ruim é que Giba, embora relacionado para as finais, segue ainda longe de sua forma física ideal. Dante voltou bem, os centrais Lucão e Rodrigão são estáveis e Vissoto cresceu na hora certa. Achei estranho e precipitado o corte do oposto Wallace que era um ótima opção no banco. Mas Bernardinho sabe o que faz, deve saber penso eu.

Bruno terá mais uma prova de fogo como levantador titular e jogará pressioando pela possível volta de Ricardinho para o campeonato mundial. Mário Jr vem cumprindo bem o papel de substituir Escadinha na função de líbero, mas a diferença técnica e de personalidade entre eles é enorme. Escadinha faz muita falta a seleção em todos os sentidos. Sidão é uma boa opção no banco.

É complicado fazer alguma previsão em relação ao campeão de 2010, mas é difícil imaginar que o Brasil não passe de fase. A lógica seria dar Brasil e Sérvia de um lado e Rússia e Cuba do outro.

Mas e a Itália, 8 vezes campeã da Liga Mundial ? Pois é, a Itália conta com o atacante Fei 'voando' e desequilibrando alguma partidas, mas ainda acho a Itália inferior a Rússia e Cuba. A camisa pesa ? Muito. Pode ser determinante ? Sim, claro. Por isso a Itália não pode ser jamais descartada.

Bernardinho fez muitos elogios ao time italiano, mas penso que o perigo está mais em pegar Cuba ou Rússia. Se o Brasil atuar com a mesma postura que teve diante da Bulgária, pode ganhar de qualquer um, se for aquele Brasil do início de Liga Mundial, devagar, errando demais e passivo, está arriscado a ficar pelo meio do caminho.

Mas o Brasil costuma crescer nessa horas e talvez seja esse o nosso diferencial. Mas o certo é que nunca tivemos uma fase final de Liga Mundial tão aberta, onde 3 ou 4 dos finalistas podem ficar com o titulo. A final ideal, aquela dos sonhos, seria entre Brasil e Itália, maiores campeões da história com 8 títulos cada. Seria uma final de arrebentar.

Por Bruno Voloch às 09h34

19/07/2010

Osasco é campeão, domina premiação e se classifica para o mundial de clubes

O Brasil será representado pelo Osasco no mundial interclubes em dezembro no Catar.

A equipe brasileira conquistou o bicampeonato sul-americano ao derrotar o Geminis do Peru na cidade de Lima. O jogo terminou 3 a 0 para Osasco com parciais de 25/14, 25/14 e 25/12.

Sem poder contar com  Jaqueline e Thaísa na seleção brasileira, Osasco teve ainda 6 jogadoras escolhidas entre as melhores e Adenízia eleita a MVP da competição.

O melhor saque ficou com Sassá, a ponta Natália foi eleita a melhor atacante, Camila Brait a líbero mais eficiente, Thais ganhou como melhor defesa e Carol como prinicipal levantadora. Uceda do Geminis e Gildenberg do Banco de La Nacion da Argentina também foram premiadas.

Na decisão do terceiro lugar, o Banco de La Nacion da Argentina derrotou a Universidad Católica do Chile por 3 a 1.     

Por Bruno Voloch às 09h17

18/07/2010

Osasco e Geminis do Peru decidem sul-americano de clubes em Lima

A América do Sul está perto de conhecer o representante do continente no mundial interclubes.

Brasil e Peru, Osasco e Geminis, decidem em Lima o título do torneio. O vencedor da competição se classifica para o mundial.

Reforçado de 5 jogadoras da seleção, Osasco confirmou o favoritismo e venceu as duas partidas que disputou. Na sexta-feira o time derrotou o Banco de La Nacion da Argentina por 3 a 0 e ontem as brasileiras repetiram o placar diante da Universidad Católica do Chile.

O Geminis passou neste sábado pelo time argentino por 3 a 2 e conquistou o direito de jogar a decisão.

    

Por Bruno Voloch às 08h43

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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