Blog do Bruno Voloch

31/07/2010

Itália não terá Lo Bianco e Gioli contra o Brasil

A Itália definiu a relação das 12 jogadoras que vão participar da primeira semana do Grand Prix. 

O treinador Massimo Barbolini deixou de fora a levantadora Eleonora Lo Bianco e a atacante Simona Gioli. Lo Bianco ainda está se recuperando de uma cirurgia e não tem condição de atuar. Gioli vai ficar treinando com a seleção B, mas estará à disposição do técnico a partir da segunda semana de competição.

A relação de Barbolini conta com as levantadoras Martha Bechis e Giulia Rondon, as ponteiras Piccinini, Antonella Del Core, Lucia Bosetti, Chiara Di Iulio e Cristina Bercelli, as centrais Barazza, Arriguetti e Lucia Crisanti. A única oposta relacionada foi Serena Ortolani. A líbero da Itália será a talentosa Paola Cardullo.

Piccinini, Barazza, Del Core e a líbero Cardullo ainda não atuaram pela seleção em 2010.

A Itália estreia no Grand Prix no dia 6 contra o Japão na cidade de São Carlos.        

Por Bruno Voloch às 09h14

30/07/2010

Giba, Rodrigão e Serginho foram contra convocação de Ricardinho

Agora parece mesmo não ter volta.

Ricardinho está fora do mundial da Itália e dificilmente voltará a jogar pela seleção brasileira.

Mas se engana quem pensa que a decisão partiu somente do treinador Bernardinho. Os jogadores tiveram participação decisiva nesse episódio, especialmente Giba, Rodrigão e o líbero Serrginho, que mesmo de fora, é muito querido pelo atual grupo.

O blog apurou que Ricardinho tentou fazer as pazes com Giba e pediu ao atacante da seleção que viesse a público e dividisse com ele a responsabilidade sobre o corte dele em 2007. Giba negou o pedido e disse aos mais íntimos que 'não quer ver Ricardo nem pintado de Ouro'.

Rodrigão confessou aos companheiros de seleção que guarda 'uma mágoa enorme' de Ricardinho, que segundo ele, teve uma atitude anti-profissional quando os dois jogavam na Itália. Rodrigão não se conforma porque durante uma partida do campeonato, cada um defendendo sua equipe, ele machucou o joelho e Ricardinho sequer olhou para o outro lado para saber como ele estava.

Serginho também foi consultado e votou 'contra' o retorno de Ricardinho.

O blog ainda teve informações que durante a viagem pela europa na última liga mundial, Bernardinho reuniu o grupo e disse que qualquer que fosse o resultado na competição, o grupo para o mundial seria o mesmo que estava disputando a liga.

 

Por Bruno Voloch às 20h41

28/07/2010

Maurício: "A seleção está muito bem servida com Marlon e Bruno. Não vejo motivo para mudanças"

São 18 anos de seleção brasileira. Na bagagem, duas medalhas de Ouro em jogos olímpicos, um título mundial, 7 conquistas de sul-ameircanos e o tetracampeonato da Liga Mundial. São quase 600 jogos, 575 para ser preciso com a camisa do Brasil. Dirigente da Medley/Campinas, Maurício Camargo Lima, ou simplesmente Maurício, conversou com o blog e falou com exclusividade sobre mais essa conquista do vôlei nacional. Maurício elogiou Murilo, disse que a seleção era favorita, afirmou que Marlon merece ser titular e questiona a possível convocação de Ricardinho para o mundial.

blog: O que você achou da campanha da seleção na liga mundial ?

A seleção foi muito bem durante toda a liga mundial. Nós pegamos uma chave complicada com Holanda e principalmente a Bulgária, uma seleção forte, perigosa e muito técnica. Talvez esse tenha sido o grande diferencial a nosso favor, jogar contra adversários de bom nível como Holanda e Bulgária.

Mas essa seleção não passava confiança diferente de outros anos ... 

Derrotas como aquela para a Holanda fazem parte do processo, diria até que é normal. Acho que essa desconfiança foi mais por parte dos torcedores e de alguns setores da mídia. Olhando de fora, nunca tive essa desconfiança, sempre acreditei na seleção e no potencial dos jogadores. O Brasil foi sempre assim, cresce nos momentos de adversidade e de desconfiança.

E o desempenho na fase final ?

Nas finais achei que realmente não jogamos bem contra a Argentina, mas sacamos muito no quinto set e esse fundamento foi decisivo. Melhoramos demais contra a Sérvia e evoluímos diante de Cuba, especialmente com as alterações feitas pelo treinador.

O próprio Bernardinho dizia que o Brasil não era favorito. Você concorda ?

Não. O Brasil sempre será favorito e era o mais cotado para ser campeão. Cada vez mais a seleção consegue enfrentar e encarar essa responsabilidade de ser favorito. Me lembro que foi assim em 2004 na Olimpíada de Atenas, soubemos administrar o favoritismo e ganhamos a medalha de ouro.

O que tem feito então a diferença a nosso favor ?

Nossa camisa pesa muito, pode apostar. Eles sabem que no momento decisivo normalmente o Brasil acaba ganhando. Mas isso é em função de um passado recente de vitórias, que tive a honra de participar. Seleções como Rússia, Cuba e Sérvia sentem demais quando nos enfrentam.

Você não esqueceu da Itália ?

Não. A Itália já era. Os caras pagaram um preço alto demais por não terem renovado a seleção. Me lembro que no campeonato italiano as equipes tinham 4 estrangeiros e dois italianos por time, não dá. Isso matou a Itália.

Quais seleções podem dar trabalho no mundial ?

Não vai fugir muito do que vimos na liga. Bulgária, Rússia, Sérvia e talvez Cuba. O Brasil é ainda longe os melhor, estamos um degrau acima dos demais. A seleção é a que mais treina, temos a melhor estrutura e muito talento.

Quem é hoje o melhor jogador da seleção ?

Murilo. Não tenho dúvida em afirmar isso. Ele é o pilar dessa seleção, amadureceu como homem, atleta e hoje é imprescindível. Ele mereceu ter sido eleito o melhor jogador da liga, teve todos os méritos. Nas finais curiosamente o Dante jogou melhor, mas achei o título do Murilo muito justo.

Isso quer dizer que o Giba perdeu espaço como titular ? 

O Giba é espetacular, um craque de bola. Agora é diferente, ele está ajudando a equipe na experiência, no convívio e sua presença no grupo é fundamental. No momento, que pode ser passageiro, ele é banco. Mas Giba tem que estar entre os 12. Ele precisa caminhar ano a ano, mas levaria ele sem pensar duas vezes para o mundial da Itália.

O elenco do Brasil faz ainda é o melhor ? 

Sim, mas sem essa de que começou hoje. Essa história não é de agora. Nós sempre ganhamos os principais titulos com 12 e nunca com 6 jogadores somente.
 

E o Marlon mereceu terminar a liga como titular ?

Achei justo e coerente. Nesse momento, o Marlon está melhor que o Bruno.

Porque o Bruno não rendeu o esperado nas finais ?

Isso faz parte da carreira de qualquer jogador. O Bruno é muito novo ainda, é talentoso, um ótimo menino, de caráter e não precisa provar nada para ninguém. Não custa lembrar que ele era o titular quando o Brasil ganhou a liga no ano passado na decisão contra a Sérvia.

Ele ficou muito abalado com a situação. Isso pode ser um problema ? 

Acho que não. O Bruno já passou por momentos mais complicados na carreira e superou. Espero que ele consiga superar mais essa etapa.
 

Você acha que Ricardinho tem que ser convocado para o mundial ? 

É uma opção de quem convoca a seleção. Eu digo que a seleção está muito bem servida no momento com Marlon e Bruno. Os dois se completam e não vejo motivo para mudanças. Acho que existe hoje uma harmonia grande entre os jogadores e o grupo está fechado e unido. Julgo que é preciso ter a aceitação total dos jogadores.

O Ricardinho teria tempo suficiente para entrar em forma ?

Muito complicado porque o tempo é curto. O mundial começa em dois meses.

Quem você convocaria então para o mundial ?

O Escadinha seria um grande reforço. Esse cara é um fenômeno e não existe jogador igual a ele no mundo. Não vai aparecer outro Escadinha nem daqui a 20 anos.

Qual a parcela do treinador em mais esse título ?  

Olha, acho que ele é um belo treinador. Motivador, exigente e penso que o grande mérito do Bernardinho é conseguir passar para o grupo confiança no trabalho que é realizado. Ele transmite isso de uma maneira extremamente positiva. Os jogadores acreditam nele.

Por Bruno Voloch às 23h21

26/07/2010

Bernardinho se rendeu ao time ideal. Palmas para ele.

Bernardinho segue me surpreendendo.

É o tipo do cara que não precisa provar mais nada para ninguém no esporte, mas segue por lá dando sua contribuição de maneira efetiva e escrevendo seu nome na história do vôlei.

Surge mais um capítulo.

Encontrar o treinador perfeito, aquele que não erra, diria que é impossível. A imprensa faz seu papel, os especialistas exigem e cobram resultados de uma seleção que nos acostumou a vencer tudo que encontra pela frente.

Bernardinho poderia mesmo, teria esse direito porque não, de ser teimoso e não alterar a seleção para a decsião. Ele estaria indo atrás de suas convicções e nós teríamos, pelo passado vitorioso, que respeitar. Depois cobrar.

Mas não. Cheguei a dizer após a partida contra a Sérvia que Marlon e Sidão teriam que ser titulares daquele jogo para frente. Digamos que não estava tão errado assim e acho que aprendi alguma coisa nesses 22 anos ...

Marlon começa a final como titular e Sidão termina a decisão em quadra. Eram mudanças óbvias, que demoraram até para acontecer, mas o importante foi que aconteceram. Nesse caso só mesmo o treinador sabe o momento certo, porque convive com os jogadores e até entendo que precise ter certos cuidados para não queimar ninguém.

Bernardinho poderia ter feito as alterações de cara para a partida contra Cuba ?

Sim, deveria.

Poderia não dar certo ?

Sim, poderia também.

Mas é óbvio que Marlon e Sidão atravessam hoje uma fase melhor do que Bruno e Lucão. Não posso e jamais irei tirar as virtudes desses dois jogadores, pelo contrário, se lá estão é por merecimento na opinião de quem convoca.

Mas não enxergar a evolução de Marlon e Sidão seria demais e Bernardinho não deixaria de ver o óbvio. Viu, demorou, porém mudou. E mudou para melhor.

Bernardinho nos dá mais uma lição.

Tem gente que acha que existe o 'cara perfeito' pelo fato desse profissional ter ganho praticamente tudo que disputou até hoje, aquele que não erra e que não comete deslizes. Não existe.

O nosso treinador é um ser humano passível de erros também.

Uma das várias virtudes de Bernardinho é ter o grupo nas mãos. Todos os jogadores estão sempre preparados para jogar e quando são chamados, entram e normalmente cumprem suas funções com êxito. Esse é um dos diferenciais de Bernardinho para os demais.

O maior exemplo ?

Théo.

O cara entrou na vaga de Vissoto contundido e atuou como se estivesse jogando uma partida comum de campeonato japonês. Sem pressão, preparado fisicamente, tecnicamente e o mais importante, emocionalmente. Não sentiu a pressão e a responsabilidade, foi firme do início ao final. 

Sem contar com a alteração que foi obrigado a fazer pela contusão de Vissoto, Bernardinho demorou, mas reconheceu e se rendeu no quarto set de uma final de Liga Mundial, ao time ideal.    

 

Por Bruno Voloch às 09h29

MVP da Liga Mundial. Título merecidíssimo para Murilo

Era barbada e não tinha com dar zebra.

Afirmo sem sustos que mesmo perdendo a decisão, Murilo ganharia o título de melhor jogador da Liga Mundial.

Ele foi longe o jogador mais regular da seleção brasileira na competição. Passou, defendeu, foi consistente no ataque e sempre efetivo no saque. Aliás, que saque.

Murilo teve a sabedoria e a frieza de raciocinar quando o Brasil perdia aquele quarto set de mudar a estratégia de saque. Trocou o saque forçado pelo tático. Mudou a cara do set, do jogo e arrebentou com a recepção russa. Nossos adversários confiantes em levar o jogo para o quinto set, caminho sem volta depois dos 20 a 16, deixaram de jogar com velocidade e tomaram sucessivos bloqueios.

Murilo amadureceu, ganhou identidade própria e virou referência dentro do grupo. É o jogador que dá equilíbrio ao time e segurança aos companheiros que estáo em quadra.

Murilo 'colocou' Giba no banco, virou capitão e assumiu essa condição com naturalidade. Perto dos 30 anos de idade, Murilo disse que ficou surpreso em ter sido escolhido o melhor jogador da Liga Mundial.

Eu não. Caro Murilo, com sua humildade, potencial e cabeça, você ainda vai se surpreender muito no esporte e na vida. Basta ser apenas o Murilo de hoje em dia.

Por Bruno Voloch às 08h53

Giba mostra como deve se comportar o legítimo campeão

O que Giba precisa ganhar mais no vôlei?

Teoricamente nada. Foi várias vezes campeão da Liga Mundial, ganhou por duas oportunidades o campenato mundial e uma vez a Olimpíada. Números razoáveis, digamos assim.

Mas Giba quer mais. Pode e deve disputar seu último campeonato mundial a partir de setembro na Itália.

Giba foi banco essa Liga Mundial e de fato perdeu espaço na seleção. Dante e Murilo são titulares e Thiago Alves uma das opções de Bernardinho. Giba entrou contra a Rússia e foi mal. Levou 3 bloqueios, botou uma bola no chão e voltou para o banco.

Voltou para ter partciiapação fundamental. Palavras de carinho, de incentivo, conselhos no momento certo e deu trabquilidade aos mais jovens.

Cansei de ver no vôlei mesmo jogador com a cara amarrada sendo substituído, jogando placano chão e dando a costas para o treinador.Giba não. Talvez pela maturidade, saiba extamente que papel desempenha hoje na seleção.

Ele mesmo deve saber que não está 100% fisicamente, anda longe da forma ideal, mas nem por isso deixou de apoiar os companheiros.

Como não se empenhar em quadra, olhando para trás e vendo o 'Giba' de agasalho, na reserva e feliz por fazer parte desse grupo. Não tem como agir de outra forma.

Giba me lembra muito Giovane Gávio que fez o ciclo 2001/2004.

Por essas e outras que Bernardinho manteve Giba no grupo. Talvez não tenha mesmo fôlego para chegar em Londres 2012, pode ser, mas Giba deu nessa Liga Mundial uma demonstração do que é ser profissional. Um exemplo dentro e fora de quadra. 

Por Bruno Voloch às 08h38

Argentina, Córdoba e Rússia novamente. Bruno, Marlon, Maurício e Ricardinho

O cenário era o mesmo de 8 anos atrás quando atrás quando ganhamos nosso primeiro título mundial. O País, a cidade por onde passamos , o adversário, enfim coincidências interessantes e marcantes na história do esporte.

Mas são épocas distintas e cada título tem sua história diferente. Em 2002, a seleção lutava por seu primeiro título mundial, tnha um grupo fortíssimo tecnicamente e superiror a Rússia. O Brasil se preparava ainda para entrar na história do vôlei mundial porque até enttão não havia ganha o campeonato mundial e sonhava com o título olímpico que viria dois anos mais tarde em Atenas.

Em 2002 curiosamente perdemos a Liga Mundial justamente para a Rússia, mas a seleção se recuperou no segundo semestre e ganhou o campeonato mundial. 

Me lembro bem daquele título pois acompanhei passo a passo a seleção naquele título. Onde quero chegar ?

As coincidências não param simplesmente pelo fato de termos enfrentado a Rússia na decisão. Naquela campanha memorável, o treinador Bernardinho mudou a cara da seleção trocando Maurício por Ricardinho e André Nascimento por Anderson. Mas Ricardinho teve participação fundamental naquela conquista. Entrou com personalidade, mudou a cara e o maneira de jogar da seleção e a partir daquele momento ganhanva a condição de titular da seleção brasileira.

Marlon pode repetir essa história ?

Vai depender justamente de Ricardinho. Se ele aceitar voltar para a seleção, acho complicado Marlon repetir tal feito, mas se Ricardo ficar de fora, pode ser.

Onde quero chegar ?

Mostrar que novamente o grupo do Brasil fez a diferença. Um grupo muito mais novo, que superou a desconfiança de muita gente, inclusive a minha, mas que no coletivo ganhou a Liga Mundial pela nona vez.

Dessa vez a Rússia não era favorita, pelo contrário, o Brasil sempre teve mais time. Apenas não estava convencendo. 

Definitivamente não é o melhor Brasil que já vimos em quadra, longe disso, mas essa conquista nos faz lembrar e muito aquela de 2002.         

 

Por Bruno Voloch às 08h27

25/07/2010

Se prevalecer a coerência, Marlon será titular na decisão

Será que a derrota no primeiro set para Cuba serviu de lição para Bernardinho?

Será que ele vai levar esse aprendizado para a decisão ?

Perguntas que só serão respondidas na hora da apresentação oficial, minutos antes da final.

Sinceramente, espero que o bom senso prevaleça e Marlon comece como titular contra a Rússia. O treinador teve 3 exemplos seguidos da mudança de rendimento do time com a presença dele em quadra. Argentina, Sérvia e Cuba. Ontem, nos custou a derrota do primeiro set.

Mas não dá mais para esperar. Hoje é decisão.

Seria arriscado demais iniciar o jogo com Bruno, deixar escapar mais um set e precisar correr atrás novamente. A seleção pode vencera Rússia com Bruno de titular ?

Pode, claro. Mas a lógica manda escalar Marlon, me desculpe.

Com Marlon em quadra, Dante, Murilo e até Vissoto, se atuar, estão rendendo mais. É inegável e só não enxerga quem não quiser. Bernardinho pode ter seus defeitos, mas tem inúmeras virtudes e uma delas é saber 'ver' o jogo. Não acredito sinceramente que ele não tenha percebido essa diferença.

Não dá para colocar em risco uma conquista apenas por querer prestigiar esse ou aquele jogador.         

Se Vissoto não puder jogar, Théo será seu substituto e o entrosamento com Marlon vem dos treinamentos. Isso significa dizer que toericamente a seleção não será assim tão prejudicada com a possível ausênciade Vissoto.

Mas gostaria de ver Vissoto em quadra. Ele é melhor que Théo, tem mais experiência e tem o costume de crescer em jogos decisivos. Se não jogar, vai fazer muita falta, podem ter certeza.

O certo é que a seleção vai precisar de todos os jogadores, inclusive os que eventualmente estiverem no banco. Por isso, se Bernardinho usar a lógica e escalar Marlon, Bruno vai precisar estar preparado para entrar e render quando solicitado. 

O que não podemos é jogar também toda a responsabilidade de uma eventual derrota ou o sucesso da vitória somente ao jogador Marlon. Não. Ninguém ganha nada sozinho. O que está em discussão é o melhor para a seleção e no momento o melhor é ter Marlon de titular. 

  

        

Por Bruno Voloch às 10h50

Pelas 'mãos' de Marlon, Dante foi o nome da semifinal

Bastou uma simples mudança para a seleção virar literalmente a partida contra Cuba.

Marlon no lugar de Bruno.

A entrada de Marlon no time titular deu mais velocidade ao time brasileiro, deixou a equipe menos previsível e colocou na partida jogadores como Mruilo e Dante.

Marlon teve uma atuação perfeita, sem erros ?

Claro que não. Mas teve muitos méritos, sem dúvida. Atuou com personalidadem, sem medo de errar e deixou Dante mais à vontade na partida. Com Bruno, Dante não havia sido usado no ataque e Murilo estava preso.

Com Marlon foi diferente. Dante se transformou no melhor da partida, arrebentou no ataque e praticamente não errou. O tempo de bola esteve perfeito com Marlon e até Murilo que estava tímido no primeiro se se soltou com Marlon.

O Brasil perdeu Vissoto contundido, mas Théo entrou bem e como está acostumado com Marlon não sentiu diferença. Soltou o barço e teve atuação acima do esperado.

Mário Jr fez seu melhor jogo na Liga Mundial e nossos centrais apenas medianos 

E Cuba ?

Bem, Cuba errou demais no fundamento saque e por isso não equilibrou a partida. Como escrevemos no sábado, jogar comandando o placar éuma coisa, atrás é outra e eles sentem a pressão.     

O Brasil ganhou a partir da entrada de Marlon. A presença dele em quadra contagiou Dante e fez do ponta brasileiro o destaque da semifinal. 

Por Bruno Voloch às 09h00

Bernardinho reconhece 'erro', dá exemplo e arruma seleção

Bastaram alguns minutos do primeiro set e ver Cuba abrir 17 a 11 para Bernardinho sentir que não havia feito a escolha certa.

Era óbvio que a escalação ideal seria com Marlon de levantador no lugar de Bruno que não atravessa boa fase. Mas ele deve ter lá seus motivos, que não estão em discussão, para ter começado o jogo com Bruno. O preço da teimosia foi a perda do primeiro set, ou seja, saiu caro para a seleção.

Mas teimoso ou não, ele deu exemplo. Ganhador de títulos e com talento inquestionável no banco, Bernardinho reconheceu o erro e sacou Bruno do time ainda no primeiro set e colocou Marlon em quadra. Era apenas questão de tempo.

Porque não fez isso de início ?

Não sei. Mas acho que por respeito ao levantador Bruno e talvez não desanimar ainda mais o jogador. Mas errou, porque seleção é grupo.   

Mas reconhecer o erro é bonito e deu satisfação ver Bernardinho dando exemplo de humildade. Logo ele e o fato serve mesmo de exemplo para várias pessoas em diferentes segmentos da vida que se sentem acima do bem e do mal e acham que não erram ou que são perfeitos.

Ainda bem que foi assim, deu tempo para arrumar o time e consertar o erro que tinha cometido.

É um assunto batido, chato de comentar, mas tem gente que ainda acha que Bernardinho defende o filho. Nada disso. Bruno é talentoso, apenas não está numa boa fase e tem que ir para o banco. Bernardinho fez com ele, escalar de início, talvez o que fizesse por qualquer outro atleta, afinal Bruno vinha sendo titular da seleção após a Olimpíada de Pequim. Errou, foi teimoso como disse.

Bruno perdeu a posição e merece estar no banco. Marlon entrou bem, errou como qualquer outro levantador, mas está com a 'mão' melhor do que a do companheiro.

Por Bruno Voloch às 08h45

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

Histórico

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.