Blog do Bruno Voloch

14/08/2010

Sheilla resolveu o jogo e garantiu o 'bicho'

Hoje valeu a pena.

A seleção brasileira precisou 'jogar' para derrotar a boa equipe da Holanda por 3 a 1. Diferente do jogo contra a República Dominicana, a seleção teve um adversário complicado pela frente e fizemos por merecer os 3 pontos.

Mas hoje as meninas precisam agradecer o 'bicho' a jogadora Sheilla. Ela fez a diferença, foi simplesmente espetacular. E dizem que Sheilla não está ainda 100%. Como pode ?

33 pontos em 4 sets e Sheilla desequilibrou a partida para a seleção. Humilde, lição para algumas, Sheilla disse que ainda cometeu alguns erros e que precisa melhorar.

Pode isso ?

Há muito tempo que bato literalmente nessa tecla afirmando que Sheilla é nossa principal jogadora e disparada a mais regular. Ela é mesmo imprescindível ao time. Sheilla não pontuou só em ataques, colaborou no bloqueio e também em 4 pontos de saque.

Dizem que ninguém ganha jogo sozinho, mas que dá vontade de contestar essa tese, isso dá.

Sheilla fez mais pontos do que Mari, Jaqueline e Paula juntas.  

Mas falando no jogo coletivo, a seleção contra a Holanda defendeu mais e teve personalidade para virar e reverter um set quase perdido que acabou nos dando a vitória. 

Perdemos merecidamente o segundo set e mostramos alguma irregularidade no quarto set quando permitimos 8 pontos seguidos das holandesas. Números preocupantes para uma seleção como a nossa.

Zé Roberto dentro da filosofia de dar chance a todas as jogadoras, arriscou e começou a partida com Paula na vaga de Jaqueline. A derrota no segundo set foi o suficiente para Zé mudar o time em não colocar em risco a classificação para a fase final. Fez bem.

Jaqueline entrou, deu mais consistência ao passe do Brasil e está visivelmente mais em forma do que a companheira. Paula deixou a quadra com 1 ponto, isso mesmo 1 ponto. Aproveitamento pífio para uma jogadora de qualidades indiscutíveis mas que estranhamente não consegue ainda jogar no mesmo nível das demais.

Zé fez bem usando Fabíola e deixando a levantadora reserva do Brasil 'se virar' a partir do segundo set. Fabíola foi razoável, jogou o que chamamos de 'feijão com arroz', um jogo sem muitos riscos, mas teve a capacidade de enxergar que o caminho estava na saída com Sheilla.

A seleção foi testada e jogos como o de hoje contra a Holanda são fundamentais visando o mundial do Japão.        

Por Bruno Voloch às 09h18

13/08/2010

Líbero Stacy Sykora é o novo reforço do Vôlei Futuro

Stacy Sykora, líbero da seleção dos Estados Unidos, é o novo reforço do Vôlei Futuro de Araçatuba.

A jogadora está com a delegação norte-americana na Tailândia onde participa do Grand Prix. Sykora esteve em quadra na vitória contra a Itália por 3 a 1.

Sykora completou 33 anos em Junho e fez parte do time medalha de prata em 2008 na Olimpíada de Pequim. 

O Vôlei Futuro vai contar nessa temporada com a central Fabiana e as atacantes Joycinha e Paula Pequeno da seleção brasileira.    

Por Bruno Voloch às 14h34

Estados Unidos dão 'aula' de bloqueio e derrotam a Itália na melhor partida do Grand Prix

Que jogaço. Grande clássico mundial e sem dúvida alguma a melhor partida até agora da edição deste ano do Grand Prix.

Os Estados Unidos derrotaram a Itália de virada por 3 sets a 1 e pelo que jogaram podem também sonhar com o título desse ano. As parciais foram de 26/28, 26/24, 25/23 e 25/15.

A equipe norte-americana contou com pela primeira vez com as presenças de Logan Tom, Heather Bown e a líbero Stacy Sikora. Logan jogou um partidaço, fez a diferença, pediu bola nos momentos de definição e foi o nome da partida.

Sikora é craque de bola. Sempre bem colocada, deu volume de jogo aos Estados Unidos e assumiu o fundo de quadra norte-americano com a personalidade que a líbero deve ter.

Se não gravou, a comissão técnica da seleção deve correr atrás do vídeo desse jogo. Os Estados Unidos deram uma aula de bloqueio nas italianas, uma superioridade poucas vezes vista nesse fundamento. Foram 28 pontos contra apenas 7. Não, você não leu errado. 28 contra 7. Quem viu o jogo, como tive o prazer, pode entender os números.

Destinee e Bown marcaram 9 pontos cada de bloqueio. Números impressionantes. A levantadora Glass foi firme, distribuiu as bolas com eficiência emertece ser citada.

Mas e a Itália ?

Pois é. A Itália jogou completinha e teve Lo Bianco, Gioli e Cardullo, as 3 que não estiveram no Brasil na semana passada.

A Itália não fez uma partida ruim, mas foi anulada no bloqueio especialmente a partir do segundo set. A oposta Ortolani marcou 23 pontos e foi longe a melhor e mais regular jogadora da Itáliana partida.

Preocupado em dar ritmo de jogo a Lo Bianco, o treinador Barbolini poderia ter usado mais a jovem e promissora Rondon. Lo Bianco é mais habilidosa, mas sofreu demais com o passe ruim do time. Gioli voltou bem, mas Arrighetti parece fisicamente mais inteira. São situações apenas de momento na Itália, que evidente deve mesmo ter esse time com Lo Bianco e Gioli como titulares no mundial.

Que ninguém se iluda com a derrota da Itália. Mas é bom ficar de olhos bem abertos nos Estados Unidos. De bobo, Hugh Mc Cutcheon nao tem nada.

 

Por Bruno Voloch às 12h59

Brasil tinha obrigação de fazer 3 a 0. E fez.

Não quero e não gosto de ser repetitivo. Mas o treinador José Roberto Guimarães novamente tem razão.

Falar o que da partida entre Brasil e República Dominicana ?

Nada, rigorosamente nada.

Fizemos apenas um treino de luxo para o jogo contra a Holanda neste sábado.

Inteligente, Zé Roberto aproveitou e poupou Sheilla, que segundo a comissão sente dores no tornozelo. Natália jogou literalmente solta e deu conta do recado. Deixou a quadra com 13 pontos e teve uma atuação segura e eficiente.

Foi interessante ver Sassá e Adenízia em quadra mesmo que por pouco tempo. Zé sabe que pode precisar delas daqui em diante.

A escalação de Jaqueline e Mari nas pontas contra a fraca República Dominicana é mais um forte indício de Zé está plenamente satisfeito com as duas de titulares.

Em relação as levantadoras, pensei melhor e concordo com a escalação de Dani como titular também. Cheguei a citar após a derrota diante da Itália, que mudanças seriam bem-vindas para a segunda fase e algumas jogadoras precisariam ser testadas. Zé começa a testar, mas analisando friamente, uma derrota não pode 'estragar' o trabalho de Dani Lins na seleção e fora isso, Fabíola ainda não parece ter personalidade suficiente para brigar pela posição.

Se elas precisam evoluir ? Claro que sim. 

Acho que nenhuma das duas está 'pronta' ainda, mas Dani Lins ainda é a melhor opção. Isso não quer dizer que seja dona da posição, mas Fabíola terá que correr muito atrás se quiser lutar pela titularidade.    

E a líbero Camila, meu caro Zé ? Foi apenas excursionar ?

Penso que não, mas essa menina precisar jogar também. Hoje era o jogo ideal.          

É mesmo uma pena que a República Dominica tenha optado em não levar suas principais jogadoras para o Grand Prix. A seleção que está sendo representada basicamente por juvenis poderia fazer um papel bem melhor se tivesse com o time adulto e considerado titular. Mas como a prioridade é o mundial do Japão, para o treinador brasileiro Marcos Kwiek, o importante deve ser chegar com o time 'inteiro' no fim do ano.     

Por isso digo que não fizemos mais do que nossa obrigação vencer por 3 a 0.

        

Por Bruno Voloch às 10h11

11/08/2010

Cubana Regla Bell assina com Tenerife e revela mágoa com São Caetano

Ela chegou indicada pelo ex-treinador Mauro Grasso e com status de estrela.

A cubana Regla Bell realizava há exatamente um ano, o sonho de jogar no vôlei brasileiro. Mas o tempo foi passando e as coisas não sairam da maneira como Regla Bell pretendia.

A jogadora foi pouco aproveitada, por diversas vezes nem entre as 12 jogadoras estava relacionada e amargou a reserva no período quem que esteve no clube paulista.

Aos 40 anos, Regla Bell agora está de volta ao vôlei espanhol e vai vestir novamente a camisa do Tenerife, equipe que jogava antes de se aventurar no Brasil.

Regla disse em entrevista para um site da região que ficou magoada e triste pela maneira como foi tratada no São Caetano:

"Eu não tive nenhuma oportunidade para mostrar meu verdadeiro valor e jamais fui aproveitada da maneira que deveria. O Tenerife me abriu as portas novamente porque sabe do meu valor".

Regla foi três vezes campeã olímpica nos anos de 1992, 1996 e 2000. Fez parte da melhor geração cubana de todos os tempos e brilhou ao lado das inesquecíveis Regla Torres e Mireya Luis. Exímia passadora, a jogadora conquistou ainda dois mundias e por quatro vezes a copa do mundo.

O campeonato espanhol será jogado por 12 times e o Tenerife amargou a décima colocação na temporada passada.

Por Bruno Voloch às 08h48

Cuba deve ganhar reforço de Calderon para o campeonato mundial

A seleção cubana não está disputando o Grand Prix desse ano e treina de olho no mundial do Japão.

Cuba deve ter muito em breve o retorno da jogadora Calderon que está fora da seleção desde 2008 quando engravidou. A atleta de 25 anos foi eleita a melhor atacante da Olimpíada de Pequim em 2008.

Cuba perdeu as experientes Ruiz e Carrillo e a volta de Calderon é considerada fundamental pela comissão técnica. Com a presença de Calderon, Cuba sonha em novamente ter uma seleção competitiva e capaz de brigar pelas primeiras colocações.

A jogadora deve estar na lista de convocadas para os amistosos contra Holanda e Itália no mês de outubro. O mundial começa no mesmo mês, dia 29, e Cuba estreia contra a Croácia. Cuba soma 3 títulos mundiais conquistados em 1978, 1994 e 1998.  

Por Bruno Voloch às 08h27

10/08/2010

'Dani Lins é carismática e humilde. Uma mulher e tanto', diz Sidão.

Ele está em Saquarema com a seleção masculina treinando para o mundial. Ela está em Macau com a seleção feminina treinando para jogar a segunda etapa do Grand Prix. Sidão e Dani Lins formam o novo casal do vôlei brasileiro. Nesse papo com o blog, Sidão conta como tudo começou, fala de sua vida pessoal, elogia a namorada, faz algumas revelações e comenta seu atual momento na seleção.

Como vocês se conheceram ?

Começamos a namorar tem pouco tempo. Nos conhecemos aqui em Saquarema e começamos a nos falar de vez em quando, até que um dia saímos e agora estamos muito bem. Foi algo bem natural. É bom as pessoas não pensarem que estamos em Saquarema para isso. Jamais. Apenas aconteceu.

 

E o Sidão como está se sentindo ?

Eu estou gostando muita dessa situação, mas a distância é ruim, porém tenho que me acostumar. A galera brinca comigo dizendo que estou mudado, mas sempre na base da brincadeira.

 

Pode falar um pouco da sua vida pessoal ?

Fui casado 5 anos, me separei tem 9 meses e queria um pouco de paz. Estava tranquilo, mas aconteceu como disse. Minha separação foi complicada, eu tenho um filho de 2 anos e tudo que passei serviu de aprendizado.

Como é a Dani atleta e a Dani mulher ?

Acho ela uma ótima jogadora e tem muito ainda para evoluir. Ela ganhou vários titulos merecidamente pois é uma mulher muito guerreira e que sabe exatamente o que deseja da vida. Como pessoa acho ela uma mulher carismática, brincalhona e humilde. Uma mulher e tanto. Como jogadora também e merecidamente hoje é titular da seleção brasileira. Acho que ela tem tudo para ficar muitos anos na seleção.

 

Vocês estão apaixonados ?

Estamos sim e curtindo muito.

Quem é mais ciumento ?

A Dani é braba. Eu sou um pouco sim, mas me controlo bem.

 

E a Dani como encara essa questão de substituir a Fofão ?

Acho a Fofão excelente, sem comentários. Sempre jogou muito mesmo e para a Dani substituir uma jogadora assim não é fácil. Mas ela está dando conta do recado e sei que vai melhorar cada vez mais.

 

Como avalia sua participação na Liga Mundial ?

Eu tive bastante oportunidades e na maioria das vezes aproveitei. Sei que tenho que melhorar em muitos fundamentos ainda e estou correndo atrás.

 

Como é essa 'briga' por posição na seleção ?

Estamos sempre no mesmo barco. Nunca tivemos nenhum problema e nunca vamos ter, porque dentro e fora de quadra estamos juntos sempre correndo atrás dos mesmos objetivos.

 

Por Bruno Voloch às 20h52

Pinheiros acerta contratação da atacante Soninha

O Pinheiros parece mesmo disposto a repetir a boa campanha da última superliga e quem sabe conquistar o bicampeonato paulista.

A direção do clube acertou a contratação da jogadora Soninha que estava atuando no vôlei da Itália. Soninha está com 32 anos e já vestiu a camisa de tradicionais equipes do voleibol brasileiro como Minas, Flamengo e Osasco. Pelo time carioca foi campeã brasileira em 2001.

A atleta passou os últimos 4 anos na Itália onde defendeu o Santeramo e o Castellana Grotte.

Soninha jogou pelas categorias de base da seleção, esteve na lista do Grand Prix e a Copa dos Campeões do ano de 2001. No ano seguinte, disputou o campeonato mundial sob comando de Marco Aurélio Motta.

 

 

 

Por Bruno Voloch às 14h39

09/08/2010

Mudanças à vista na seleção feminina

Será que uma simples derrota significa dizer que a seleção feminina precise de mudanças na sua escalação ?

Pode ser que sim. Acho que perder para a Itália é normal e não vejo sinceramente nenhum problema nisso. Faz parte do campeonato, estamos nos preparando para o mundial e talvez outras derrotas ainda aconteçam.

Fizemos alguns amistosos, fracos por sinal, e não fomos exigidos. 

A questão é a cobrança e essa vai sempre exisitir, afinal estamos falando da seleção campeã olímpica.

Disse que era difícil e talvez injusto falar de Dani Lins após os jogos contra Taiwan e Japão. Pois é, mas e agora ?

Dani teve seu primeiro teste de verdade contra as italianas e não se saiu bem. Mas não culpo a levantadora do Brasil pela derrota. Ela pode ter errado na distribuição do jogo, tanto que foi substituída, mas o passe do Brasil esteve sofrível. Ruim mesmo e nesse caso nenhuma levantadora pode fazer milagre.

Fabíola entrou, a seleção mudou seu estilo de jogo, mas Fabíola ainda está desentrosada com as titulares. Acho que a seleção ganha no bloqueio com Fabiola, que precisa ser mais precisa nos levantamentos. Mas acho essa jogadora abusada e inteligente.

Porque não dar uma oportunidade de ver Fabíola começando como titular ?

Zé Roberto sabe bem que uma coisa é entrar no meio do jogo tendo obrigação de mudar o panorama da partida e outra é fazer uma simples inversão. Mas sair jogando, dá moral e é completamente diferente. Porque não ?

Os testes precisam ser feitos e o Grand Prix é a oportunidade. 

Volto a repetir que Dani Lins pode ter suas qualidades, mas a Itália nos deu um claro exemplo com a levantadora Rondon que substituiu muito bem a titular Lo Bianco, eleita por Zé Roberto a melhor do mundo.

Então porque não testar ?

Lembro que Ana Tiemi terminou 2009 muito bem, colocando inclusive Dani no banco. Ou alguém esqueceu disso durante a Copa dos Campeões no ano passado ? 

Zé Roberto fica numa situação complicada porque fazer experiências significa colocar em risco a classificação para o Grand Prix. Mas Zé Roberto sabe também da importância de testar as jogadoras e saber efetivamente com quem poderá contar para o mundial.

É a hora.

No meio não vejo motivos para mudanças. Fabiana e Thaísa sobram e certamente irão crescer durante o Grand Prix. Mas Adenízia também precisa ser usada, não vamos esquecer desse detalhe. Mas diferente de Fabíola, Adenízia não briga pela posição.

Nas pontas o treinador já deixou claro que Mari e Jaqueline são titulares e que na saída Sheilla é a dona da posição. Mas Zé pode ter problemas. O nome do problema se chama Natália. Problema ou solução ?

Natália entrou bem contra a Itália e mostra claramente que pode brigar por uma posição no time. Acho que hoje, ainda é banco, mas se mantiver o nível de atuação que teve diante da Itálial, pode e deve incomodar. Na ponta ou como oposta, Natália tem potencial para ser titular. Sheilla é regular demais, tem muita moral, respeito da comissão e das jogadoras, por isso Natália teria mais chances como ponteira. 

Jaqueline errou alguns passes contra a Itália e Mari foi sacada. Não entendi a substituição, mas Zé deve saber o que está fazendo. Deve não, ele sabe.

Paula entrou e voltou para o banco. Está perdendo espaço.

Sassá não pode ser esquecida. É baixa para os padrões mundiais, mas dá volume de jogo quando está em quadra. Precisa ser usada nas próximas etapas.

O mesmo se refere a líbero Camila Brait. Fabi não vem repetindo as atuações seguras e convincentes do passado. Camila é jovem e sem a experiência necessária, defenderão alguns. Mas se não jogar e for testada, como Zé Roberto poderá avaliar seu potencial ?

O que o torcedor deve entender é que a seleção está se preparando para um campeonato mundial e os testes precisam ser feitos. Estar no banco ou jogando como titular pode ser literalmente uma posição de momento.

 

Por Bruno Voloch às 10h56

Zé Roberto e Paula Pequeno falam línguas diferentes.

As entrevistas das jogadoras e do treinador José Roberto Guimarães após a derrota contra a Itália me deixam preocupados.

Começamos por Thaísa, que foi feliz no que disse. Para a central brasileira, a seleção cometeu erros de uma equipe infanto e o bloqueio esteve muito abaixo do que pode e deve render.

Eu disse que os jogos contra Japão e Taiwan não serviriam como parâmetro em nenhum dos fundamentos, incluindo o bloqueio tão elogiado por parte da mídia. Japão é Japão, Taiwan é Taiwan e Itália é Itália. Quanta diferença.

Absolutamente digna, Thaísa disse ainda que precisou correr para chegar inteira no bloqueio assumindo a responsabiliade. Mas porque ?

Mérito da levantadora Rondon que soube variar os levantamentos. 

Paula Pequeno que entrou no lugar de Mari, aliás não entendi a alteração, foi além. Segundo ela, a ansiedade atrapalhou a seleção. Paula confessou que a seleção foi surpreendida pelo comportamento da Itália e criticou nosso bloqueio.

Então fica a pergunta.

Será que Zé Roberto não preparou bem a seleção para enfrentar a Itália ?

Foi o que entendi. Como pode a seleção ter sido surpreendida pela Itália se na véspera da partida o treinador tinha afirmado que o jogo seria complicado ?

Será que eles falam línguas diferentes ?

Zé disse mais. Bancou a Itália como melhor time do mundo.

Jogar abaixo do esperado é aceitável, acontece como todas as seleções, mas não se preparar para enfrentar a Itália é inaceitável. 

Ansiedade ?

Como a ansiedade atrapalhou ?

Essa não cola, me desculpe. Ansiedade de que Paula ?  

Não era final de campeonato e um simples terceiro jogo de uma primeira rodada de Grand Prix. E cá entre nós, uma seleção rodada e tão experiente, não pode ter essa desculpa de ansiedade.  

Zé Roberto rebateu na hora. Fez bem. Não pode esse time tão rodado jogar a culpa na ansiedade. Zé Roberto foi feliz e disse que jogando em casa ou não, a seleção não pode sentir a tal ansiedade. Concordo. Já temos amadurecimento suficiente para superar essa questão.

Zé Roberto ainda foi muito feliz quando reconheceu a superioridade da Itália e suas declarações bateram de frente novamente com o que disse Paula. Se a 'jovem' ponteira da seleção foi surpreendida pela Itália, não deve ter escutado bem a preleção do seu treinador. Não sou eu que estou dizendo, Zé Roberto disse na coletiva que alertou todas as jogadoras que a derrota contra Japão não significaria dizer que a Itália seria uma adversária fácil a ser batida.

E foi exatamente o que aconteceu.

Então pergunto.

Como fomos surpreendidos ?

Zé Roberto repito, foi extremamente feliz nas palavras após a derrota. Não vamos tirar os méritos delas, vamos reconhecer nossos erros e trabalhar em cima. Mas sem essa de dizer que foi uma surpresa e que a ansiedade atrapalhou.

Madura e com cabeça de capitã, a central Fabiana foi pela linha de raciocínio de Zé Roberto. Simples, disse apenas que a seleção errou demais, sem citar a tal ansidade lembrada e questionada por Paula Pequeno. 

Até Fabíola, que não estava no grupo campeão olímpico, pensou antes de falar. A levantadora criticou o passe e com razão, porque esse fundamento realmente 'matou' tanto ela quanto Dani Lins. Perfeita.

Zé Roberto, Fabíola, Thaísa e Fabiana parecem falar uma língua. Paula outra diferente. Mas o primeiro caminho para a seleção se acertar é saber reconhecer os próprios erros.     

        

    

Por Bruno Voloch às 09h39

A Itália sobrou em quadra, mas a levantadora Giulia Rondon fez a diferença

E a Itália sobrou em quadra, quem diria.

Mesmo atuando com time misto, conseguiu vencer a seleção brasileira com autoridade por 3 sets a 1. Não fosse o relaxamento natural do terceiro set, a Itália poderia ter feito novamente 3 a 0, assim como foi no último encontro entre as duas seleções.

Fica difícil acreditar que essa mesma Itália foi derrotada na estreia pelo Japão por 3 a 1. Aliás, o vôlei é parecido com o futebol em alguns aspectos. Clássico é diferente e as seleções se comportam de maneira diferente. É evidente que a Itália não entrou para enfrentar o Brasil com a mesma postura que teve duiante do Japão. A motivação foi outra e a responsabilidade muito maior.

Mesmo sem a líbero titular, por sinal essa Merlo é fraca, sem a levantadora Lo Bianco e sem Gioli, a Itália foi muito superior a seleção brasileira. Essa é que é a grande questão e a principal preocupação. Com uma equipe mista a Itália teve esse desempenho, que dirá quando jogar completa. E mais. Foi a segunda vitória incontestável delas sobre nós, o que pode estar se tornando uma rotina perigosa.

A Itália desse fim de semana apresentou uma oposta extremamente segura e eficaz como Ortolani. A central Barazza fez contra o Brasil uma partida quase perfeita. Piccinini apesar de ter errado alguns passes, desequilibrou no ataque e rodou bolas importantes. Del Core não foi tão regular quando Picci e a central Arrighetti atacou menos que Barazza, mas bloqueou melhor.

A levantora Rondon foi uma grata surpresa. Diria que Giulia Rondon foi a diferença do jogo, especialmente se a gente for levara em consideração o desempenho ruim de Dani Lins. A levantadora italiana joga simples, enxerga a partida, se posiciona bem no bloqueio e é segura em suas ações. Rondon não sobrecarrega as atacantes e contra o Brasil fez sempre as melhores opções.

Até a jovem e baixinha Lucia Bosseti entrou bem e conseguiu rodar suas bolas diante do nosso bloqueio inofensivo.

A diferença do jogo esteve nas mãos da levantadora da Itália.    

Por Bruno Voloch às 09h00

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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