Blog do Bruno Voloch

04/09/2010

Mari está fora do mundial e só volta a jogar em 2011

O sonho de ser campeã mundial terá que ser adiado.

A jogadora Mari está fora do mundial do Japão.

Mari acaba de ser operada no Rio de Janeiro e durante o procedimento cirúrgico ficou constatado a ruptura total do ligamento cruzado do joelho direito da atleta.

Com isso Mari ficará afastada das quadras no mínimo por 6 meses.

Mari está passando bem, deve receber alta em breve e na semana que vem já estará em Saquarema começando o trabalho de recuperação.

  

Por Bruno Voloch às 20h47

Carol Gattaz renova contrato com Rio de Janeiro

A novela foi longa, estava longe de um final feliz, mas Carol Gattaz acertou sua renovação de contrato com o Rio de Janeiro.

Carol Gattaz tinha propostas do exterior e do Vôlei Futuro de Araçatuba, mas acabou acertando até maio de 2011 com o time carioca.

Carol se apresenta na segunda-feira ao técnico José Roberto Guimarães na cidade de Saquarema e vai brigar para estar entre as 12 que representarão o Brasil no mundial do Japão.

A jogadora disse ao blog que está muito contente em permanecer no Rio de Janeiro:

'Me identifico demais com o torcedor carioca. As negociações foram ararastadas, mas estou satisfeita. Nunca escondi de ninguém que gostaria de continuar no Rio e fico muito feliz. Estou 100% fisicamente e tenho certeza que vou ajudar muito minha equipe na superliga. Antes porém, quero me dedicar aos treinamentos na seleção brasileira e ganhar de vez a confiança da comissão técnica'.

Essa será a terceira temporada de Carol no Rio de Janeiro. A atleta de 29 anos não esconde a ansiedade em reecontrar as companheiras de seleção:

'Elas fizeram um ótimo Grand Prix. Enquanto as meninas viajavam de um lado para o outro, eu continuava me dedicando aos treinamentos no Rio de Janeiro. O Zé vai ter uma ótima surpresa quando a gente se encontrar na segunda-feira. Respeito todas as jogadoras, mas sei da minha capacidade e quero jogar esse mundial. Vou mostrar que estou totalmente recuperada'.   

Zé Roberto convocou 4 centrais. Fabiana, Thaísa, Adenízia e Carol Gattaz, mas uma delas deverá ficar de fora.    

Por Bruno Voloch às 12h49

Técnico da China pede demissão e Lang Ping é convidada

Wang Baoquan não é mais o técnico da seleção feminina da China.

Alegando problemas de saúde, Baoquan se reuniu com os dirigentes chineses e pediu demissão do cargo. Enquanto não escolhe o nome do substituto,  a confederação chinesa confirmou que Yu Juemin, assistente técnico de Baoquan, treinará a equipe para a copa asiática.

A copa vai definir os classificados do continente asiático para o Grand Prix 2011.

Cheng Zhonghe, que dirigiu a seleção da China entre 2003 e 2004, foi convidado para assumir o cargo mas não aceitou.

O novo alvo da confederação chinesa é Lang Ping. A treinadora comandou a seleção dos Estados Unidos na olimpíada de Pequim em 2008 e conquistou a medalha de prata.

O problema é que Lang Ping já teria confessado aos familiares que não aceitaria pegar o 'bonde andando' e que gostaria de trabalhar durante um ciclo completo, ou seja, 4 anos. 

Se realmente não aceitar, a alternativa da confederação será manter Juemin no cargo para o mundial do Japão em outubro.

Se fora de quadra a situação é complicada, dentro não é diferente. A levantadora titular Wei Qiuyue operou o apêndice, ficará cerca de 30 dias afastada da equipe e será substituída por Shen Jingsi. 

Por Bruno Voloch às 08h24

03/09/2010

Fernanda Garay e Regiane podem ser novidades na convocação da seleção brasileira

A seleção feminina deve ter novidades na lista de convocadas para o mundial do Japão.

Com as contusões de Mari e Paula, o treinador José Roberto Guimarães vai treinar em Saquarema com 14 ou 15 jogadoras. A lista para o mundial pode ter até 19 nomes, mas apenas 12 viajarão.

Fernanda Garay do NEC do Japão e Regiane do Rio de Janeiro, são as mais cotadas para substituirem Paula e Mari nos treinamentos. Fernanda foi a maior pontuadora da última superliga e Regiane já foi convocada várias vezes por Zé Roberto.

Possivelmente, a lista deve ter a presença de mais uma levantadora e Ana Tiemi do Osasco é a favorita para estar entre as 19. Isso não significa dizer que Ana participe dos treinamentos a partir da semana que vem.  Sem acordo com Fofão, Zé terá mesmo que se contentar com Dani Lins e Fabíola.

Carol Gattaz, recuperada de contusão, também vai estar à disposição do treinador.

A relação ainda terá as centrais Fabiana, Thaísa e Adenízia, as opostas Sheilla, Natália e Joycinha, a ponteira Sassá e as líberos Camila Brait e Fabi.   

A seleção vai treinar com 14 ou 15 jogadoras e a comissão técnica deve esperar pela recuperação de Paula Pequeno. 

Por Bruno Voloch às 13h16

Carolina Costagrande é convocada para a seleção italiana

A argentina naturalizada Carolina Costagrande enfim foi convocada para a seleção.

Pressionado após a campanha irregular e a terceira colocação no Grand Prix, o treinador da Itália Massimo Barbolini relacionou Costagrande para os treinamentos visando o classificatório da edição 2011.

O torneio acontecerá na cidade de Cagliari entre os dias 17 e 22 de setembro. Além da Itália, jogarão a competição as seleções da Holanda, Alemanha, Bulgária, Rússia e Turquia. 3 seleções de classificam para o Grand Prix 2011.

A imprensa italiana já cobrava a convocação de Carolina Costagrande desde os jogos olímpicos de 2008. Costagrande foi chamada pela primeira vez e são grandes as possibilidades da jogadora também disputar o mundial do Japão. Em 2002, Costagrande jogou o mundial pela Argentina.

Costagrande está com 30 anos, atuou no vôlei da Itália por 12 anos e recentemente conquistou o tricampeonato vestindo a camisa do Pesaro. No fim da temporada passada, a jogadora aceitou o convite da Rússia e se transferiu para o Dínamo de Moscou. 

Além de Costagrande, Barbolini chamou a líbero Cardullo, a central Guiggi e a levantadora Bechis. Barcellini e Crisanti que disputaram o Grand Prix desse ano ficaram fora da relação.

A lista completa tem as levantadoras Lo Biano, Rondon e Bechis. As centrais são Gioli, Barazza, Arrighetti, Guiggi e Garzaro. As atacantes relacionadas são Del Core, Piccinini, Costagrande, Bosseti, Ortolani e Di Iulio. Por fim, as líberos Cardullo e Merlo.

As jogadoras se apresentam no dia 9 na cidade de Napoli.       

Por Bruno Voloch às 08h47

01/09/2010

Exemplo de solidariedade, Federação da Rússia decide bancar Safranova por tempo indeterminado

O exemplo vem de longe e deveria ser seguido por várias instituições.

Comovida com o drama da jogadora Safranova, a federação de vôlei da Rússia decidiu que vai pagar um salário de 30 mil dólares para a jogadora até que ela se recupere totalmente.

O drama de Safranova começou em dezembro de 2009. Durante ums dos treinamentos pelo Dínamo de Moscou, a jogadora sentiu fortes dores na cabeça e deixou a quadra desmaiada. Com hemorragia cerebral, Safranova acabou sendo transferida para a cidade de Colonia na Alemanha e depois voltou para Moscou onde segue em tratamento até hoje.

Em maio desse ano a jogadora Gamova tomou a iniciativa e organizou um leião que rendeu cerca de 15 mil dólares. A verba inteira foi destinada aos familiares de Safranova. 

Fora os salários que Safranova vai receber a partir desse mes, no dia 26 de setembro a federação estará organizando um torneio com equipes profissionais e amadoras do país. Todo o dinheiro arrecadado também será doado aos familiares de Safranova.

       

Por Bruno Voloch às 09h26

Volta Redonda contrata Ezinho e veterana Arlene acerta com Mackenzie

O noticiário dos últimos meses ficou conta da Liga Mundial e do Grand Prix. Mas os times que disputarão a Superliga 2010/2011 seguem trabalhando nos bastidores e se reforçando. 

A líbero Arlene, quarta colocada com a seleção na Olimpíada de Atenas em 2004, jogará mais uma edição da Superliga.

Aos 41 anos, a jogadora vai defender o Mackenzie de Belo Horizonte. Arlene que atuou por Uberlândia na temporada passada, assinou contrato de um ano.

Vice-campeão brasileiro por Montes Claros, o ponta Ezinho acertou com o Volta Redonda. Ezinho é o atual recordista de pontos da competição e pela primeira vez jogará no Rio de Janeiro. 

Com a chegada de Ezinho, o Volta Redonda espera ficar entre os 8 melhores da Superliga 2010/2011.

 

Por Bruno Voloch às 09h00

31/08/2010

Zé Roberto foi inteligente e fez bem em negar possível retorno de Fofão

Onde há fumaça, há fogo.

Acabo de ler a matéria do companheiro e repórter Rafael Krieger que esteve no desembarque da seleção feminina. Belo material, perfeito e com o assunto principal em pauta: Fofão.

Zé Roberto negou que Fofão possa estar voltando para a seleção brasileira. Fez ele muito bem e faz parte, entendo perfeitamente. Zé estaria dando um 'tiro no pé' se confirmasse que abriu novamente as negociações com a levantadora.

Como Fabíola e Dani Lins iriam reagir a essa possibilidade ?

E se não der certo ?

Com certeza as duas ficariam desmotivas e sem estímulo.  

Malandro e experiente, Zé fez o certo e negou qualquer tipo de aproximação.

Quando perguntado sobre o desempenho das duas levantadoras, foi visível o desconforto de Zé Roberto. Inseguro e usando da boa política, o treinador disse que gostou do desempenho de Dani Lins e Fabíola, mas é claro que nenhuma delas aprovou inteiramente.

O 'buraco' segue aberto e Zé Roberto não sabe o que vai fazer ainda no futuro. Se soubesse, teria pelo menos definido quem é a titular. 

Segundo ele, Dani Lins e Fabíola estão evoluindo e é muito complicado substituir Fofão. Grande novidade.

Uma das várias virtudes de Zé Roberto é inteligência. Nesse caso, é preciso agir rápido e na iminência de não contar com Mari e possivelmente com Paula em boas condições, Zé sabe que precisa ter uma levantadora de verdade.

Zé Roberto vai matar as saudades em breve e nos próximos dias ligar para a Fofão, afinal eles não se falam tem tempo.

O assunto ?

Zé deve dizer como foi a viagem de volta, contar as compras que fez na China e claro vai querer saber como Fofão foi recebida no Fernerbahçe.

Nada além disso...       

  

 

Por Bruno Voloch às 13h33

Titularidade de Fabíola sugere 'padrinho' e 'conto de fadas'

A seleção está de volta ao Brasil.

Chega com a medalha de prata na bagagem, sérios problemas de contusão, dúvidas para convocações futuras e a 'solução' em relação a levantadora.  

Essa semana Mari será examinada e somente após os exames é que a comissão técnica terá a exata noção da gravidade da contusão. O caso de Paula aparentemente é menos grave, porém requer cuidados e apesar do otimismo natural da atleta, ninguém pode garantir que a jogadora estará no mundial em boas condições.

Boa sorte para as duas e tomara mesmo que estejam no mundial. Sou otimista, mas realista e pela experiência no esporte, será complicado ter Mari e Paula juntas. 

O caso não menos preocupante não está entregue ao departamento médico e sim nas nas mãos do treinador José Roberto Guimarães. 

Faço questão de dizer que não tenho nada contra Fabíola e nem posso ter. Acho apenas que Fabíola é jogadora de time e não de seleção brasileira. Isso não quer dizer que eu esteja menosprezando o Pinheiros. Também nada tenho contra o Pinheiros que é um clube de tradição, de respeito e com história no nosso esporte. Time por sinal muito bem dirigido por Paulo Coco, cara competente e treinador de primeira linha.

Mas vamos buscar uma outra linha de raciocínio.  

Será que Bernardinho, Luizomar de Moura , William e o próprio Zé Roberto estão tão equivocados assim ?

Se Fabíola fosse tão boa tecnicamente ela não estaria jogando nos times de ponta ?

Ou esses 4 treinadores fizeram as opções erradas por Dani Lins, Carol Albuquerque, Ana Tiemi, Ana Cristina, Alisha Glass e Fofão ? 

Fabíola nunca foi a primeira opção dos grande times e como agora pode ser a salvação da seleção brasileira ?

Não pode. Desculpe, foge qualquer linha de raciocínio. Repito, nada contra a menina, que pode ser uma boa moça, educada, religiosa, bem comportadada, mas não serve para ser titular da seleção.

Como sempre fiz ao longo de minha carreira, escrevo o que penso e o que acho. Essa situação da jogadora ficar melindrda ou chateada é coisa de juvenil, por favor. Na frente explico com detalhes porque resolvi novamente voltar a esse tema.

Zé Roberto tem o direito de arriscar, de escolher quem desejar, até porque tem muito crédito e é profundo conhecedor da matéria. É tão conhecedor quanto Bernardinho e William que também foram levantadores.

Quantos títulos brasileiros tem Fabíola na carreira ? Que passado tem ela na seleção ?

Nenhum.

E olha que Fabíola teve chances e passou por times grandes como o extinto Rexona.

Será que Bernardinho deixaria escapar uma talento do Rio de Janeiro ?

Creio que não.

Há quantos anos Dani Lins joga no Rio ?

Quantos esteve em Osasco ?

Se não tivesse talento iria sobreviver nos times grandes ?

Quantos títulos nacionais tem Dani na carreira ?

E Carol ??

Não acho justo incluir Carol na discussão porque seria covardia. Carol afinal de contas é campeã olímpica.

Então, vamos voltar ao nosso tema como disse acima. O assunto é cansativo, mas pertinente.

Recebi no dia de ontem, para minha surpresa, um telefonema e após a conversa fiquei pensativo, 'honestamente'.

Evidente que por questões éticas e de amizade, o nome fica em sigilo. Do outro lado da linha, uma ex-jogadora da seleção e profunda conhecedora da matéria, disse entre outras coisas que 'faz bem a menina viver esse conto de fadas' e que o melhor 'é deixar a menina curtir esse momento'. O papo é gostoso, animado e a tal pessoa me faz lembrar, rindo à toa, que até Viola foi campeão mundial de futebol em 1994. Verdade. Um título que Zico por exemplo não conseguiu.

O mais grave está por vir. A 'menina tem um padrinho forte na comissão por isso a Dani caiu'. Padrinho ?

Pergunto diretamente se esse padrinho é Paulo Coco e ouço um longo riso do outro lado. Será ?

Não creio.

Paulo Coco não precisa disso e Zé Roberto sempre teve voz ativa na seleção até onde sei. Ele escuta a comissão, mas decide quem joga e quem é convocada.

Não sou advogado de defesa de Dani Lins e nem precisaria aqui ficar me justificando. Dani Lins não é vítima e sabe se dfender sozinha. Se tiver potencial que sobreviva na seleção, mas dentro de uma competição limpa.           

Claro que o atleta não gosta e nem admite ser criticado. Se sente perseguido e jura estar sendo injustiçado.     

Me lembro novamente de Viola e Zico e o conto de fadas ...

Se vai fazer bem para a jogadora e para a seleção, vamos 'acreditar' que nossos problemas estão finalmente resolvidos com a chegada de Fabíola.

Fabíola pode evoluir, crescer na seleção e ser campeã mundial ?

Pode, o esporte está cheio desses exemplos.

 

De vez em quando faz bem viver no mundo da fantasia, embora a gente saiba que a realidade é dura e cruel.

Então já que é assim, vamos dar os 'créditos' devidos a Fabíola a partir desse momento. Afinal, estamos falando da levantadora titular da seleção brasileira.

Primeiramente, espero que ela suporte e aguente a pressão de ser a levantadora titular, aquela que será o cérebro da seleção no mundial do Japão

Vamos analisar a partir de agora o comportamento da 'melhor levantadora' do Brasil dentro de quadra e se for o caso, acho muito difícil, fazer as críticas de maneira construtiva, como sempre fez o blog. Mas creio que as critícas não serão necessárias, porque Fabíola está evoluindo a cada jogo, a cada competição e certamente alcançará o ápice da forma técnica em breve. 

Fui 'convencido' de que Fabíola 'beira a perfeição' e virou titular da seleção por 'méritos próprios'. Assunto encerrado.

 

  

 

 

Por Bruno Voloch às 10h59

30/08/2010

O sobe e desce das jogadoras após o Grand Prix

É sempre assim. Quando terminamos uma competição tão importante como o Grand Prix, fazemos uma análise para saber quem foi bem, aquela que decepcionou, a jogadora que pode ser aproveitada e outras que tiveram chances e não renderam.

Das 14 que participaram do Grand Prix, Jaqueline foi a mais regular e melhor jogadora da seleção na competição. É hoje fundamental no esquema e nossa atacante de segurança.

Sheilla não fica atrás. Titular absoluta e tão imprescindível quanto Jaqueline. Sheilla esteve mal apenas diante do Japão, mas ela não é perfeita e tem créditos de sobra.

Nossas centrais foram bem. Thaísa rendeu e jogou mais que a capitã Fabiana, mas as duas seguem intocáveis.

Mari era titular absoluta até se contundir e só não estará no mundial se realmente tiver rompido os ligamentos do joelho. Apesar da 'pressão' de Paula no banco, Mari é mais jogadora e só perdeu a posição por causa da contusão.

E Paula ?

Quando entrou em algumas partidas parecia pesada e lenta, sem ritmo de jogo. Contra Japão e Polônia quase não pontuou. Tudo bem que a levantadora não ajudou, mas é fato. Paula fez um bom jogo no Grand Prix que foi exatamente contra os Estados Unidos. Infelizmente, Paula não teve sorte e se machucou. Se voltar para jogar o mundial, pode não ser titular, afinal 40 dias sem jogar é muito tempo.

Respeito muito Sassá. Ótima de grupo, educada, mas foi mal no Grand Prix. Raramente foi usada e quando entrou em quadra não rendeu o esperado no saque e no passe.

Natália é nossa curinga. Pode jogar de oposta ou ponta, mas quando é escalada de início rende muito mais. O ideal seria que tivesse o mesmo rendimento quando fosse chamada no meio do jogo, mas ainda não foi assim. Se adaptou rapidamente como ponteira na vaga de Paula e teve algumas dificuldades quando foi bloquear, algo normal por causa do posicionamento de uma jogadora de saída de rede. 

Adenízia quase não foi testada, mas é uma atleta de valor. Deveria e poderia ter jogado mais.

Camila viajou claramente para pegar mais experiência e foi pouco aproveitada. Erro da comissão.

Fabi ainda é titular, mas não é a mesma jogadora de 2009. Simples.

Joycinha quando foi usada aprovou inteiramente. Foi outra que quase não jogou, mas deve ser a reserva imediata de Sheilla a partir das contusões. Tem potencial e credibilidade.

E as levantadoras ?

Bem, no caso de Dani Lins, acho que ela foi fritada e perdeu espaço. Achei injusta a forma como Dani foi afastada do time e espero sinceramente que Dani seja ainda aproveitada. Tenho certeza que Zé Roberto ainda vai precisar dela e torço muito que tenha sido mesmo um simples teste usar Fabiola como titular na reta final do Grand Prix.

Acho Dani melhor, tem mais experiência e muito mais segura que Fabíola. Segura nas ações dentro e fora de quadra, pareceu indiferente a suposta 'barração'.

Fabíola não passa firmeza, joga na base das orientações do banco e tem o grave defeito de não saber ler o bloqueio adversário. Como disse anteriormente, Fabíola não tem maturidade e muito menos personalidade para ser titular da seleção.

Espero de verdade que Zé tenha apenas testado Fabíola, direito dele. Não dá para jogar um mundial com Fabíola de levantadora.  

No geral talvez tenha faltado a comissão técnica da seleção dar mais chance e ritmo de jogo para jogadoras como Adenízia, Natália, Camila e Joycinha. Hoje são reservas, mas todas com enorme potencial e substitutas imediatas no meio, na ponta, como líbero e na saída de rede.

Zé Roberto deve convocar ainda essa semana ou no mais tardar no início da outra, a seleção para o mundial do Japão. A lista só será elaborada após Mari e Paula serem examinadas e os médicos determinarem qual prazo as duas levarão para voltar aos treinamentos.  

Tomara que Mari e Paula possam estar no Japão. Mas confesso que não estou otimista quanto ao aproveitamento de Mari e tenho minhas dúvidas em quais condições Paula poderá chegar ao mundial.

Sendo assim, Joycinha deverá ser 'efeitivada' entre as 12 e Natália virar ponteira passadora. Outras jogadoras poderiam ser lembradas, mas acho improvável que Zé Roberto mude esse raciocínio.

Improvável mas não impossível. Depois da decisão de escalar Fabíola tudo é possível, mas faltando 60 dias para o mundial seria incoerente não aproveitar Joycinha como oposta e Natália de ponta. Sassá corre risco, mas os serviços prestados podem ser determinantes.

No caso das levantadoras o tempo vai nos dizer se realmente tudo não passou de 'um grande susto' ou se Zé Roberto realmente pretende investir em Fabíola. Tomara que não. O caminho mais óbvio, simples e normal seria usar Dani Lins. Resta saber se a 'brincadeira' não desmotivou a levantadora do Rio de Janeiro.

Como escrevi anteriormente, Zé tem crédito suficiente para testar e mudar o que desejar na seleção. Mas sinceramente, tomara que eu esteja errado, acho que Zé perdeu Dani Lins ao testar Fabíola.

Ana Tiemi poderia ser lembrada ?

Claro, porque não.

Está no bolo, isso sem falar na possibildade da volta de Fofão que será decidida nos próximos dias.

O maior problema da seleção era encontrar uma levantadora que fosse capaz de assumir a condição de titular. Substituir Fofão é impossível, mas Dani Lins caminhava para cumprir bem esse papel. 

Agora com a proximidade do mundial, ao invés de ter encontrado a solução, a seleção pode ter ganho um problema.           

Por Bruno Voloch às 10h33

Hugh McCutcheon foi o grande responsável pelo título dos Estados Unidos

Hugh McCutcheon. Guardem esse nome.

Jovem, 41 anos de idade e extremamente estudioso, ele foi o principal responsável pelo título dos Estados Unidos.

McCutcheon, como é de conhecimento de todos, era treinador da seleção masculina que conquistou a medalha de Ouro na Olimpíada de Pequim em 2008.

Atrás de novos desafios, não pensou duas vezes e aceitou o convite para dirigir a seleção feminina. Substituiu a chinesa Lang Ping que nunca foi unanimidade, mas deixou o comando norte-americano com a prata olímpica.

McCutcheon trouxe de volta a líbero Sykora, a ponta Logan Tom e a central Bown. As 3 formam a espinha dorsal da seleção e dão o equilíbrio e a experiência necessária as mais jovens.

A seleção norte-americana é imbatível ?

Lógico que não.

O que mais impressiona na seleção dos Estados Unidos é a disciplina tática. A comissão técnica passa todas as informações para as jogadoras que entram em quadra e elas sabem exatamente o que fazer. Sabem onde atacar, bloquear, sacar e explorar os pontos fracos dos adversários. Tudo é passado minuciosamente pela comissão, lembrando muito o trabalho desenvolvido por McCutcheon na seleção masculina.

Não custa ainda lembrar que Karch Kiraly, para muitos o maior jogador de vôlei de todos os tempos, é assistente técnico de McCutcheon.

O treinador teve a competência de ir buscar na universidade a 'desconhecida' levantadora Alisha Glass. Foi alvo de desconfiança, ironia, mas apostou no talento de uma menina que pode não ser brilhante, mas que em sua primeira competição internacional ganhou o título e o prêmio de melhor levantadora. Glass joga com segurança, sabe tirar o melhor de suas atacantes, pensa e lê o posicionamento do bloqueio adversário. Isso aos 22 anos.

McCutcheon transformou simples promessas em realidades como a central Foluke Akinradewo. Como disse no início, fez Logan Tom, Sykora e Bown entenderem que seriam peças importantes nesse processo de renovação.

Akinradewo foi destaque e MVP do Grand Prix, mas a oposta Destinee Hooker é outra descoberta do treinador. Jogadoras altas, de força física impressionante e muito talentosas. Jogadoras de vários fundamentos e que certamente ganharam uma confiança jamais imaginável antes do mundial.

A seleção dos Estados Unidos ganhou consistência com a vola de Logan Tom. O time ficou 'redondo' como se diz na gíria.

Larson é outra jogadora que merece destaque. Aparece pouco, mas saca pesado e com eficiência. No ataque não é a primeira opção, mas dá conta do recado.

Thaísa e Fabiana não ficam atrás em nada se compararmos com a central Bown. Mas a norte-americana bate uma 'china' difícil de ser defendida. Bown teve um ótimo aproveitamento no bloqueio e nos ataques virou bolas importantes. É muito segura no que faz.

O que me deixa assustado e preocupado é que McCutheon disse que seu time usaria o Grand Prix para treinar e que alguns ajustes seriam feitos após a competição. Segundo ele, não se poderia esperar já nessa competição um bom resultado.

Não ?

Os norte-americanos sempre foram perfeccionistas e isso começou lá atrás com o Doug Beal, campeão olímpico em 1984.

Se essa seleção pode melhorar, ainda não sei. Mas certamente não vai haver acomodação, posso garantir.

Hugh McCutcheon começa a escrever seu nome na história do vôlei mundial.

Por Bruno Voloch às 09h12

Seleção pode ter deixado o Grand Prix fortalecida, mas isso é pouco para ganhar o mundial.

Com a medalha de prata conquistada no Grand Prix, termina a mais importante etapa de treinamentos da seleção feminina para o mundial.

É evidente que o resultado não foi satisfatório. A seleção feminina está acpostumada a conquistar títulos, tem potencial para isso e quando não conseguimos o resultado desejável é sinal de que alguma coisa pode estar errada.

Digo pode, porque a gente deveria valorizar a prata, mas não nesse caso tenho minhas dúvidas. Foi uma colocação de respeito, mas acho poderíamos ter ido mais longe. A prata acabou tendo o gosto especial pelas contusões de Mari e Paula e a recuperação moral de uma seleção que não se deixou abalar. O Brasil caiu e soube se levantar no mesmo torneio.

Zé Roberto sempre deixou claro que o Grand Prix iria servir para fazer alguns testes na seleção.

Tivemos altos e baixos. Lembro bem da derrota para a Itália ainda na fase de classificação. Naquela ocasião Mari disse que nossa seleção estava tendo dificuldades para jogar atrás no placar. Verdade. Nas etapas seguintes superamos esse problema e viramos alguns sets contra seleções de nível razoável.

Caímos feio diante do Japão, mas já no dia seguinte conseguimos dar a volta por cima contra a Polônia. Era um jogo de vida ou morte e sobrevivemos apesar de todo o drama com Mari.

Perdemos para os Estados Unidos, mas no dia seguinte sem Mari e Paula ganhamos da Itália em nova prova emocional. A Itália estava desmotivada, mas ganhar delas é sempre importante. Apareceu o talento de Natália.

Vi um grupo unido em quadra e superando os obstáculos na base da dedicação e força de vontade. Exemplar.

Mas a seleção tem alguns ajustes para fazer. Nossa recepção precisa melhorar e muito. Nosso aproveitamento no ataque de uma maneira geral foi positivo, assim como o bloqueio. A defesa pode também melhorar e nosso saque ser mais agressivo, com confiança. O saque tático curiosamente funcionou e surtiu mais efeito.

A seleção foi inconstante e não conseguiu ser regular quando precisou. O maior exemplo foi a derrota para o Japão que pode ter nos custado o título. 

De uma maneira geral concordo que nosso grupo sai fortalecido após tantas baixas e a prata ganha contra a China. Mas isso só não basta para ser campeão mundial.

Por Bruno Voloch às 08h47

29/08/2010

Premiação foi justa, com dois graves erros e Jaqueline mereceu o prêmio

Eleição é sinônimo de política.

Foi assim na Liga Mundial e no Grand Prix a FIVB apenas repetiu a dose.

Primeiro faço questão de dizer que Jaqueline ganhou o prêmio de melhor atacante com inteira justiça. Reconheço a humildade da jogadora em dizer que ficou surpresa com a indicação, mas Jaqueline foi realmente a principal atleta da seleção do Grand Prix.

Jaqueline amadureceu, assumiu a responsabilidade quando chamada, está muito bem fisicamente e precisa apenas treinar o fundamento passe. Tenho certeza que ela mesmo sabe dessa dificiência e vai correr atrás nesses 60 dias que antecedem o mundial. 

Saori Kimura do Japão acabou a competição como a maior pontuadora e nesse caso os números dizem literalmente tudo. Justo também.

O prêmio de melhor saque ficou com Wang da China. Política pura. Trata-se realmente de uma boa sacadora, regular, porém ser da China contou e muito para Wang faturar a premiação. Sem patriotismo algum, até porque não gosto dessas coisas, Thaísa poderia ser lembrada se não falasse outra língua. Bown, central dos Estados Unidos, também teve ótimo aproveitamento.

Alisha Glass dos Estados Unidos recebeu o prêmio de melhor levantadora. Nada contra e acho que Glass foi uma grata revelação norte-americana. Takeshita do Japão também fez um ótimo Grand Prix e não seria nada absurdo receber a indicação. Se esperava bem mais é da jogadora Lo Bianco da Itália, mas ela não correspondeu.

A escolha mais surpreedente ficou por conta da líbero Zhang Xian da China. Stacy Sykora dos Estados Unidos 'comeu a bola' na fase final e merecia ter sido escolhida. Sykora começou o Grand Prix insegura, mas voltou a velha e conhecida forma. Sykora foi peça importante no fundo de quadra norte-americano, disparada a melhor líbero e sem adversárias. Discordo completamente da eleição de Zhang Xian. Política pura novamente.

Mas a organização acertou em cheio em relação a jogadora Foluke Akinradewo. Não tinha nenhuma dúvida que ela seria eleita a MVP do Grand Prix. E o prêmio deve ser ainda mais valorizado pelo fato de Akinradewo não ser atacante de ponta e nem oposta. Akinradewo é central e curiosamente virou bola de segurança da levantadora Glass.

Akinradewo 'engoliu' as adversárias na rede e também faturou o prêmio de melhor bloqueadora.

Entre erros e acertos, mais uma vez a premiação foi polêmica, com um pitada de política, mas para nosso orgulho com Jaqueline no pódio.     

Por Bruno Voloch às 19h16

Nível técnico do Grand Prix foi um dos piores da história

Termina mais uma edição do Grand Prix. O nível da competição em 2010 foi um dos piores da história do torneio.

Não podemos jamais questionar a superioridade da seleção dos Estados Unidos na reta final do Grand Prix. 5 jogos, 5 vitórias e se o regulamento não tivesse sido alterado, os Estados Unidos teriam conquistado o Grand Prix com uma rodada de antecipação.

A FIVB é mais política do que qualquer outra coisa. Sinceramente, seleções como Taiwan e Porto Rico não podem jogar o Grand Prix. 

Deu para contar nos dedos aqueles jogos que efetivamente foram interessantes tecnicamente. Raríssimos.  

A Alemanha foi representada por um time muito fraco, a República Dominicana não levou o que tinha de melhor e a seleção da Tailândia não assusta ninguém.

A Holanda encarou com seriedade o torneio e é uma seleção que pode dar trabalho no mundial. Se a Holanda deve evoluir o mesmo não posso dizer da Polônia que fez uma ótima fase de classificação em função da fragilidade dos adversários que enfrentou.

A China foi decepcionante e caiu demais em relação aos jogos de Pequim.

O Japão segue sendo uma incrível incógnita. É capaz de fazer jogos equilibrados contra as grandes seleções, mas não consegue manter a regularidade diante dos mais fracos. Em todo caso, me parece ser na atualidade a melhor seleção asiática.

A Itália jogou o Grand Prix por obrigação e se pudesse ficaria em casa. Levou as principais jogadoras por exigência do regulamento, atuou sem motivação e descompomissada.

A surpresa agradável foi a seleção dos Estados Unidos. Mas nesse caso, trata-se de uma questão simples de consciência profissional,  comprometimento com o trabalho e puro patriotismo.

Por Bruno Voloch às 14h29

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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