Blog do Bruno Voloch

25/09/2010

Tunísia 'caiu do céu' para o Brasil. Foi o adversário ideal para uma estreia

Com tantos problemas físicos e a doença do levantador Marlon, o Brasil teve até sorte. Encontrou na Tunísia o adversário ideal para uma estreia em mundial.

Ganhamos com tranquilidade por 3 a 0 e a Tunísia jamais ameaçou a seleção nos 3 sets jogados. 

Existia por parte da comissão técnica, uma certa preocupação em relação ao desempenho de Bruno. O levantador poderia sentir a pressão de substituir Marlon e principalmente não poder errar, afinal a seleção jogou e vai jogar sem um reserva para a posição.

Bruno jogou solto, sem ser pressionado e é mais um que deve agradecer o fato de termos feito a estreia diante da Tunísia. Mas nosso adversário de hoje não nos permite também fazer qualquer análise tática da partida. A diferença técnica entre Brasil e Tunísia é muito grande.

Fizemos nossa parte e cumprimos com a nossa obrigação de vencer por 3 a 0. Sem fantasmas e sem a 'tensão' tão comentada de um primeiro jogo de mundial.

Contra a Tunísia não cola, ainda mais para os jogadores experientes que nós temos.

Vi a comissão agir de forma correta ao poupar Dante e deixar Giba ganhar ritmo de jogo. Do jeito que anda a maré, podemos precisar dele e de qualquer outro jogador que esteja no banco.

   

Por Bruno Voloch às 17h50

24/09/2010

Fofão foi apenas mais um caso. A verdade pode demorar a aparecer, mas prevalece

Desmentidos de um lado, gente negando do outro e quase um mes depois, a verdade, sempre ela, aparece na hora certa.

Eis que a FIVB, divulga a pré-lista com as 20 jogadoras relacionadas para a disputa do mundial do Japão.

Eis que aparece o nome de quem ?

Fofão.

Mas foi pura coincidência. Deve ter sido mesmo.

Para que mentir ou negar as evidências ? 

Para não deixar dúvidas, segue na íntegra a nota publicada pelo blog em 27 de agosto.

Mas antes, uma pergunta simples e direta. Aliás, duas.

Será que Fofão não sabia que teria seu nome relacionado na pré lista e deixaria Zé Roberto colocar sem sua autorização ?

Será mesmo que eles nunca conversaram sobre o assunto ?

Em 27 de agosto o blog publicava, para depois as partes negarem, especialmente Fofão, o seguinte texto:    

O que parecia improvável pode acontecer.

Fofão declarou inúmeras vezes que não deseja mais jogar pela seleção brasileira. A idéia da jogadora era permanecer no Brasil e encerrar a carreira por aqui.

Mas Fofão teve que mudar seus planos. Com o fim do time patrocinado pela Blausiegel, a atleta ficou sem espaço nos grandes clubes e acabou aceitando a proposta do Fenerbahçe da Turquia. Fofão vai trabalhar diretamente com Zé Roberto Guimarães que comandará a equipe turca na temporada 2010/2011.

Os dois são grandes amigos, se respeitam e Fofão nunca escondeu de ninguém que tem um carinho especial pelo técnico.

Uma fonte ligada a comissão técnica da seleção, disse ao blog que Fofão já admite a idéia de disputar o mundial e tentar o único título que ainda não tem como jogadora da seleção. Os dois devem conversar na volta da delegação brasileira.

As partes ainda não admitem abertamente e nem podem porque a seleção está jogando as finais do Grand Prix. Mas não será supresa se Fofão aceitar o convite, voltar aos treinamentos e participar do mundial.

Zé nunca escondeu de ninguém que gostaria muito que Fofão jogasse o mundial. Ele próprio insistiu várias vezes para que Fofão não abandonasse a seleção, mas sempre respeitou a decisão da jogadora.

A distância já foi maior e Fofão pode por fim ao sofrimento do treinador. Desde a saída da atleta, a seleção não encontrou ainda a substituta ideal.

Por Bruno Voloch às 19h58

FIVB não tem interesse em ver Brasil campeão. Itália seria a bola da vez.

É fato e nos bastidores ninguém esconde que seria interessante ver a seleção brasileira fora da briga pelo título. Se possível, longe até do pódio.

É esse o clima que o Brasil terá que enfrentar a partir deste sábado em Verona na Itália. Como se não bastassem os problemas internos de contusão e a má forma física de alguns atletas, é bom a seleção ficar atenta aos bastidores. Não se trata de 'má vontade' ou coisas do gênero, mas uma simples e dura realidade para o resto do mundo. O domínio da seleção é incontestável e foi alcançado com méritos.

Mas as constantes conquistas não agradam aos dirigentes da FIVB e muito menos aos italianos, nossoas principais 'desafetos' na atualidade. Roubamos deles a supremacia em termos de títulos na Liga Mundial e somos no momento a única ameaça concreta ao tricampeonato mundial da Itália em 90,94 e 98. Vencendo em 2010, podemos igualar a marca história dos italianos.

Recentemente, ainda na Alemanha, Bernardinho e alguns jogadores chegaram a insinuar um suposto favorecimento aos italianos. Evidente que as notícias rodam o mundo e o suposto favorecimento deve ter chegado aos ouvidos dos italianos. A mudança no regulamento do mundial, deixou no ar que a Itália teria 'caminho livre' até as semifinais da competição. Sem pensar duas vezes e sinceros como de hábito, Dante e Rodrigão questionaram tais alterações e criticaram os organizadores.

Lógico que as insinuações não foram bem recebidas pelos italianos. A rivalidade entre Brasil e Itália é antiga e começou em 1990 no Rio de Janeiro quando perdemos para eles por 3 a 2 na semifinal do mundial. Os anos se passaram, a Itália sempre vencendo o Brasil e conquistando inúmeros títulos.

A partir do ano 2000 a história começou a mudar e a seleção passou a tomar conta do cenário mundial. Os principais jogadores brasileiros se transferiram para o voleibol da Itália e a rivalidade se tornou ainda maior. "Amigos', tiveram que conviver juntos, mas alguns deles perderam espaço com a chegada dos brasileiros nos times italianos.

O respeito existe e é grande entre eles. Todos se conhecem muito bem e Brasil e Itália quando podem e conseguem, evitam cruzar antes da hora como no mundial de 2002 na Argentina, na ocasião ganho por nós. 

A seleção não pode perder o foco e se deixar envolver por problemas extra-quadra. Não acredito que os árbitros possam influenciar nos resultados das partidas, mas é claro e não chega a ser uma novidade, que a seleção da casa é tratada com mais 'carinho' pela arbitragem.

Errar uma ou outra marcação faz parte do jogo. Bernardinho, pelo seu jeito de ser e agir durante as partidas, deve sofrer uma vez mais nas mãos dos árbitros e dos delegados.

O Brasil novamente é o adversário a ser vencido e a pressão será enorme para que a seleção não conquiste novamente o título mundial. Sendo o mundial na Itália e com o Brasil podendo vencer pela terceira vez seguida, essa pressão será maior ainda.      

É triste, mas uma dura constatação. Todas as seleções querem vencer o Brasil e sonham com o fim da hegemonia da seleção brasileira.

O que podemos e devemos fazer, é nos concentrarmos no campeonato e jogar bola. Aliás, fazemos isso bem melhor que os outros. Tem tempo.  

 

    

 

Por Bruno Voloch às 11h07

Rússia, Cuba, Itália e Brasil. Campeão mundial deve sair desse seleto grupo

Pelo emparceiramento que vimos e estudamos, a Itália deve mesmo ir longe nesse mundial. A seleção italiana tem tudo para chegar pelo menos nas semifinais da competição e tratando-se de um jogo decisivo, pode estar na decisão do campeonato.

É cedo, o mundial está apenas começando, mas o caminho da Itália é sem dúvida o mais fácil, ou melhor, o menos complicado para chegar ao título. Se a Itália terá bola e fôlego é uma outra questão. O time italiano tem um levantador espetacular, para mim um dos melhores do mundo e um oposto acima da média. São eles, Vermiglio e Alessandro Fei. 

A Rússia é outra seleção que vai incomodar nesse mundial. A Rússia renovou a seleção com rapidez, eficiência e um bom material humano. São experientes, muito altos e técnicos, mas que deixam a desejar no aspecto físico. Desde 2006, a Rússia marca presença no pódio da Liga Mundial e a regularidade dos russos impressiona. O oposto Mikhaylov é o destaque da seleção e candidato antes mesmo da bola subir, ao título de MVP do mundial. 

O lado ruim é que dependendo dos resultados na segunda fase, Rússia e Brasil podem se encontrar na terceira fase e apenas um deles poderia seguir sonhando com o título.

Cuba é outra seleção que vai dar trabalho e de cara para nós. Brasil e Cuba se enfrentam na terceira rodada e um tropeço diante deles, mudaria nosso caminho até as finais. Cuba assusta os adversários e sobra em termos físicos. O jovem Leon de 17 anos disputará seu primeiro mundial, mas Cuba tem no central Símon o ponto de equilíbrio. A recepção continua sendo o grande problema de Cuba, mas quando encaixa o passe e joga comandando o placar, Cuba torna-se um adversário muito perigoso. Poucos falam de Cuba e preferem enaltecer Sérvia e Polônia, mas Cuba  tem potencial para disputar o título.

Apesar dos problemas físicos e ainda buscar a formação titular ideal, a seleção brasileira será sempre favorita. A camisa é respeitada e a tradição conta muito na hora de decidir. O Brasil poderia ter chegado ao mundial com o time mais inteiro e espero que os problemas de contusão e a má forma fisica de alguns aletas não sejam determinantes. Murilo e Dante são imprescindíveis. 

A Sérvia pode surpreender. A volta de Miljkovic representa segurança e o talentoso levantador Grbic segue sendo o cérebro da seleção.

A Polônia está no grupo da morte com Sérvia e Alemanha e não deve ir longe no mundial. A Bulgária vai bem de início, mas não tem cafice, embora possua jogadores de qualidade, de ser campeã. É uma seleção que sente demais as partidas decisivas.

A seleção dos Estados Unidos é perigosa e rodada. Os norte-americanos normalmente jogam com aplicação tática, muita responsabilidade, correm por fora e quando os adversários começam a perceber, já é tarde demais. Hoje depende exclusivamente de Stanley, atacante que arrebentou na Olimpiada de Pequim, inclusive com o Brasil. Olho neles, apesar das ausências do craque Lloy Ball e do central Millar.   

Se tivesse que apostar, embora seja cedo demais, diria que o título ficará entre Rússia, Itália, Brasil e Cuba.     

 

 

  

Por Bruno Voloch às 08h49

Contra a Tunísia, a lógica seria poupar Marlon e Dante

Fica cada vez mais claro que a seleção masculina chega para a disputa deste mundial bem longe das condições físicas ideais.

Mas não existe tempo para ficar se lamentando ou rezando pela recuperação desse ou daquele jogador. O jeito é encarar os problemas e após o mundial ver e cobrar dos responsáveis que erraram no planejamento.

Se houver erro ?

Claro que sim. Admitir é mais complicado, mas o número de jogadores que apareceram com problemas de contusão nas últimas semanas responde qualquer questionamento sobre o assunto.

Hoje temos Dante e sabe-se lá os motivos da infecção de Marlon, isso sem falar na contusão no dedo indicador da mão esquerda do levantador titular da seleção.

Esse foi o panorama do primeiro dia da seleção em Verona relatado pela correspondente da UOl, a repórter Roberta Nomura.

Bernardinho prega respeito ao adversário e diz que a seleção deve tomar os devidos cuidados contra a Tunínia no jogo de estreia. Faz sentido o respeito, mas não existe sinceramente nenhum motivo para temer a Tunísia. Seria demais.

O ideal mesmo seria a comissão técnica poupar Marlon e Dante do primeiro jogo e quem mais estiver 'baleado'. A seleção não precisa atuar com o time considerado titular para vencer a Tunísia. Decididamente, não.

Lógico que o ideal seria dar entrosamento e ritmo de jogo aos titulares, mas com o time 'quebrado', o jeito é mesmo ser coerente e usar só quem estiver 100%. 

Bruno e Giba são experientes e podem perfeitamente substituir Marlon e Dante. Não há motivos para o drama, afinal o adversário é a Tunísia.   

Por Bruno Voloch às 08h10

23/09/2010

Rússia, Alemanha e Itália se classificam para o Grand Prix 2011

A Itália garantiu na última rodada do classificatório europeu a classificação para a próxima edição do Grand Prix.

A seleção italiana venceu a Rússia por 3 a 1 e terminou o torneio na terceira posição. A Itália entrou em quadra precisando vencer apenas dois sets para ficar com uma das vagas e abriu logo 1 a 0 com 25/22. A Rússia, já classificada e com a primeira posição garantida, empatou com 25/17. A vaga italiana foi carimbada com a vitória por 25/12 no terceiro set. Com várias reservas em quadra, a Rússia não resistiu e perdeu o quarto set por 25/20.

Piccinini foi o destaque da Itália com 17 pontos. Goncharova marcou 20 pela Rússia.

Nos demais jogos, a Turquia derrotou a Holanda por 3 a 0 e a Alemanha repetiu o placar diante da Bulgária.

Na classificação final, a Rússia ficou em primeiro lugar, a Alemanha em segundo, Itália em terceiro, Turquia em quarto, Holanda em quinto e a Bulgária na sexta posição.

Rússia, Alemanha e Itália se juntam as seleções da Sérvia e da Polônia e representarão o continente europeu no Grand Prix 2011.

Curiosamente, a turca Neslihan Darnel foi eleita a melhor jogadora do torneio. A Turquia, quarta colocada, ainda teve Toksoy como melhor bloqueadora e Darnel a maior pontuadora. A italiana Merlo ganhou como melhor líbero, Startseva da Rússia foi a principal levantadora e Gamova a atacante mais eficiente da competição. Weiss da Alemanha ficou com o prêmio de melhor saque.    

       

Por Bruno Voloch às 06h53

22/09/2010

Diferente de 2006, Brasil chega em Verona sob desconfiança

Os amistosos contra a Alemanha podem até ter servido para que o treinador Bernardinho definisse o time titular para a estreia no mundial da Itália. Mas as duas derrotas em 3 partidas, serviram para mostrar que a seleção não conseguiu atingir o patamar desejado pela comissão técnica.

Não dá para achar que é normal a seleção campeã da Liga Mundial jogar 3 vezes contra a Alemanha e perder dois jogos. Definitivamente não.

Também não é normal e fora do comum, o técnico da seleção vir a público e detonar o time como fez Bernardinho. Após a derrota de 3 a 0, o treinador disse que o Brasil fez um dos piores jogos desde que está no comando da seleção masculina.

Vamos admitir que não é nada animador para os jogadores ouvirem tal declaração da boca do comandande. Por mais que tenha sido realista e tentado mexer com os brios dos jogadores, acho que Bernardinho exagerou na dose.

Mas ele deve saber o que está fazendo, penso eu. Essa seleção já provou em diversas ocasiões que gosta de desafios e está acostumada a sair de situações adversas.

Ficou claro após a derrota de 3 a 0, que Dante faz muita falta ao time e é tão fundamental quanto Murilo na ponta.

A indefinição quanto ao time titular também soa estranho. Porque tanta demora em divulgar e treinar o time titular ?

Esse time de indefinição pode ser ruim e cria insegurança também naqueles que foram escolhidos para jogar. Pode até ser que Bernardinho tenha mesmo essa dúvida na cabeça, mas sinceramente um jogo a mais ou a menos contra a Alemanha não iria fazer tanta diferença assim em escolher entre Bruno ou Marlon.

As demais dúvidas nunca existiram. Dante e Murilo são titulares e Lucão será um dos centrais. Marlon vive melhor fase que Bruno, é titular, mas precisa de segurança e apoio da comissão para poder desenvolver seu trabalho. O entra e sai prejudica Marlon e por tabela os atacantes.

Outro ponto que está claro é que nossa seleção não chega bem fisicamente ao mundial. São inúmeros problemas de contusão e jogadores poupados às vésperas da estreia.

Marlon, Giba, Dante, Lucão e Mário Jr não estão 100%. Se Mário Jr estivesse 100%, Bernardinho não levaria Alan. Pode até ter sido uma desagradável coincidência, até porque temos bons profissionais responsáveis pela parte física dos jogadores, mas isso não é comum e não estava no script original.

Essa seleção desembarca em Verona com o favoritismo questionado e ainda sob olhar de desconfiança após as derrotas, a indefinição quanto ao time titular e o mal condicionamento físico de alguns atletas.   

Isso não significa dizer que a seleção não possa dar a volta por cima e superar os obstáculos. A mesma seleção que hoje está sob desconfiança, está acostumada a responder positivamente nos momentos de cobrança e de maior adversidade.

Essa é a esperança.

               

 

     

 

Por Bruno Voloch às 08h16

FIVB muda regra e pode beneficiar a Itália em Cagliari

Por essa ninguém esperava. Mas a notícia é muito boa para a Itália.

O classificatório europeu para o Grand Prix 2011, determinava que apenas duas seleções se classificariam para a competição no ano que vem. Em reunião realizada na cidade italiana de Cagliari, local do torneio, o presidente da confederação européia comunicou com o aval da FIVB, mudanças no cirtério de classificação.

Com 4 rodadas já disputadas, André Meyer disse que ao invés de duas seleções, a partir daquele momento a regra estaria sendo alterada e as 3 primeiras colocadas estariam classificadas para o Grand Prix.

Curiosamente, a mudança pode beneficiar a Itália. Rússia com 4 vitórias e Alemanha com 3 já estão classificadas. A Itália, com derrotas para Holanda e a própria Alemanha, está em terceiro lugar com duas vitórias e duas derrotas. Se o regulamento fosse mantido, a Itália não conseguiria a vaga para o Grand Prix de 2011.

Na penúltima rodada, com Del Core no banco, a Itália perdeu da Alemanha por 3 a 1. A Rússia derrotou a Turquia pelo mesmo placar e manteve a invencibilidade no torneio. A Holanda decepcionou novamente e caiu diante da Bulgária por 3 a 0.

Na última rodada, a Turquia enfrenta a Holanda, a Alemanha joga com a Bulgária e a Itália pega a Rússia.

A Rússia lidera com 8 pontos, a Alemanha está com 7 pontos e a Itália soma 6. Holanda, Turquia e Bulgária estão com 5 pontos. 

Todos os jogos acontecem nesta quarta-feira. 

 

Por Bruno Voloch às 07h48

20/09/2010

São Bernardo pode anunciar em breve contratação de duas jogadoras cubanas

Já de olho na superliga, as equipes do Minas, Pinheiros e São Bernardo tentam se reforçar para a competição que começará no início de dezembro.

O alvo das 3 equipes é o mesmo. 

Duas jogadoras cubanas desembarcam essa semana no Brasil e somente quando chegarem é que vão definir onde jogarão.

Yusleynis Herrera é ponta, tem 26 anos, jogou a olimpíada de Pequim e fez parte do time cubano que venceu o Brasil no Pan de 2007 no Rio de Janeiro. 

A levantadora Daimi Ramirez era titular absoluta. A atleta vai completar 27 anos em outubro e também esteve em quadra na vitória cubana em 2007. As duas jogadoras defenderam Cuba na olimpíada de Pequim em 2008.  

A tendência é que Herrera e Ramirez acertem em São Bernardo. A direção do clube paulista espera apenas o sinal verde do patrocinador para confirmar a contratação das jogadoras cubanas.

Como estão fora da seleção cubana desde 2008, mais de dois anos, as jogadoras conseguiram a liberação do governo para atuar em outro país.   

São Bernardo faz ótima campanha no campeonato paulista. A equipe já derrotou Osasco e Vôlei Futuro e está em segundo lugar com 4 vitórias em 5 partidas disputadas.

Pinheiros e Minas aguardam o desfecho das negociações. 

   

Por Bruno Voloch às 08h17

China e Coreia do Sul vencem na Copa Asiática. Japão é derrotado.

A derrota do Japão para a Tailândia foi a grande surpresa da primeira rodada da Copa Asiática.

A competição é classificatória para o Grand Prix 2011. Campeão e vice se classificam para a edição do ano que vem.

O Japão que fez bela campanha na fase final do Grand Prix desse ano, perdeu por 3 a 0 para a Tailândia com parciais de 25/22, 25/20 e 25/20. Ainda pelo grupo B, Taipei derrotou Vietnã por 3 a 1.

No grupo A, as chinesas confirmaram o favoritismo e derrotaram a seleção do Irã por 3 a 0. No outro jogo, a Coreia bateu o Cazaquistão pelo mesmo placar.

8 seleções disputam a Copa Asiática. No grupo A estão as seleções da China, Coreia, Irã e Cazaquistão. No grupo B jogarão o Japão, Tailândia, Taipei e Vietnã.

A competição termina no sábado dia 25.

Japão e China estão usando a Copa Asiática como treinamento para o mundial. As duas seleções receberam convite da FIVB e estão garantidas na edição de 2001 do Grand Prix. 

Caso decidam a copa, Japão e China abrem vaga para terceiro e quarto colocados.       

 

Por Bruno Voloch às 07h34

19/09/2010

Itália cai diante da Holanda. Rússia é a única invicta em Cagliari

A Rússia está bem próxima de conquistar uma das vagas para a disputa do Grand Prix 2011.

Jogando em Cagliari, a Rússia venceu a terceira partida seguida. Dessa vez a vítima foi a Alemanha que perdeu por 3 sets a 1.

A vitória poderia ter sido ainda mais tranquila se a Rússia não tivesse perdido a concentração no segundo set. As russas fizeram 25/19 no primeiro set, perderam o segundo por 26/24 e ganharam com extrema facilidade o terceiro e o quarto sets por 25/10 e 25/19.

Gamova marcou 28 pontos e segue sendo a principal jogadora da Rússia na competição.

A surpresa da rodada aconteceu mesmo na sequência. Jogando em casa e diante de 4.000 torcedores, a Itália perdeu para a Holanda por 3 sets 0 com parciais de 25/19, 25/20 e 25/20.

Sem poder contar com a central Barazza, a Itália decepcionou sua fanática torcida e sofreu a primeira derrota no torneio classificatório para o Grand Prix 2011. Depois de dois resultados negativos, a Holanda alcançou a primeira vitória.   

No primeiro jogo do dia, a Turquia derrotou a Bulgária por 3 a 0.     

A segunda-feira será de folga para as 6 seleções. Terça-feira, Rússia e Turquia abrem a rodada, a Holanda enfrenta a Bulgária e a Itália vai tentar a reabilitação contra a Alemanha.

A Rússia lidera o torneio com 6 pontos. Itália e Alemanha somam 5 pontos, a Holanda e Turquia chegaram aos 4 pontos e a Bulgária eliminada tem apenas 3.    

Por Bruno Voloch às 19h39

Em Katowice, Polônia perde da Sérvia mas conquista quadrangular

A festa em Katowice na Polônia poderia ter sido completa.

A Polônia entrou em quadra na última rodada precisando apenas vencer dois sets para ficar com o titulo do quadrangular internacional. E foi exatamente o que aconteceu.

Diante da Sérvia, as polonesas abriram 1 a 0 com 25/20. A Sérvia empatou a partida no segundo set fazendo 25/23. No terceiro set a Polônia ganhou apertado por 27/25, resultado que já estava garantindo o título para as donas da casa. Mas a Sérvia ainda buscou a vitória no quarto set por 25/19 e venceu também o quinto set por 15/12.

Na preliminar, a Croácia bateu a República Tcheca por 3 a 0.

Polônia e Sérvia terminaram empatadas com 5 pontos e duas vitórias. A Polônia ficou com o título porque venceu 8 sets e perdeu 6 nos 3 jogos. A Sérvia ganhou os mesmos 8 sets, mas perdeu 7.

A Croácia ficou em terceiro lugar e a República Tcheca terminou em quarto. Todas as seleções estão classificadas para a disputa do mundial do Japão.

A atacante Glinka que retornou ao time da Polônia foi eleita a melhor jogadora do quadrangular. 

O torneio levou o nome da ex-jogadora da seleção da Polônia Agatha Morz. Campeã européia em 2003 e 2005, Agatha morreu em 2008 aos 26 anos vítima de leucemia.    

 

Por Bruno Voloch às 18h31

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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