Blog do Bruno Voloch

02/10/2010

2 de outubro de 2010: O dia da vergonha

2 de outubro de 2010.

Essa data ficará marcada eternamente na história do vôlei mundial. 2 de outubro de 2010, será lembrado como "o dia da vergonha".

Infelizmente, 'o dia da vergonha' teve brasileiros envolvidos e participando de uma das maiores farsas do vôlei em todos os tempos. 

Para surpresa e indignação, o ator coadjuvante é um dos grandes ganhadores da história do esporte como treinador:

Trata-se de Bernardo Rocha de Rezende, conhecido como Bernardinho.

Exemplo para os mais jovens, garoto propaganda, exímio profissional, íntegro e que se prestou a esse papel rídiculo. Lamentável.

De muletas e sem as tradicionais caras e bocas, Bernardinho nos ensinou e mostrou como se entregar um partida no esporte. O exemplo tinha que vir de cima, mas Bernardinho não esboçou nenhuma reação durante a 'peça' que esteve em cartaz na cidade de Ancona. 

Comportamento deplorável.      

Logo de quem a gente sempre espera inovações táticas, situações criativas e alternativas de jogo.  

Porque isso Bernardinho ?

A desculpa de que Bruno estava com febre não serve e não convence ninguém. Bruno tinha que ser poupado e foi. Se essa era realmente a preocupação da seleção, porque então não jogar bola ?

Não se esforçar ?

Não dá para livrar a cara de nenhum jogador. Todos que estiveram em quadra foram coniventes com o 'circo' armado por Bernardinho.   

A ideia era fugir do grupo mais forte e dar uma resposta aos organizadores ?

Sim, mas a resposta tinha que ser na bola, como fazemos melhor do que ninguém.

Bola que talvez Rússia e Estados Unidos não tenham e por esse motivos 'entregraram' seus jogos.

Porque copiar essa iniciativa ?  

Respeito a decisão do 'chefe', mas não concordo. A melhor resposta seria jogar bola e ganhar a partida.

Giba disse bem que nós não precisamos temer nenhum adversário e sim os advbersários se preocuparem com o Brasil. Se o regulamento deu brecha para armação e Rússia e Estados Unidos entregaram seus jogos, o Brasil não precisava seguir esse exemplo.

Devemos copiar os bons exemplos e não os maus exemplos. 

Escrevi que Rússia e Estados Unidos jogaram de fato com o 'regulamento' e que não são os culpados por toda essa podridão. Verdade.

A FIVB aprovou o regulamento sugerido pela Federação Italiana. Simples.

Mas com o Brasil é diferente. Nunca precisamos disso e temos talentos de sobra para vencer qualquer adversário na bola. E mais. Em nenhum momento fizemos questão de esconder que entregaríamos a partida e o mais grave é que não honramos a tradição do vôlei brasileiro.

Tudo isso para evitar Cuba ?

Medo ?

O Brasil é ainda o melhor time do mundo e não pode temer ninguém.   

Será que esses desportistas envolvidos podem criticar por exemplo a decisão da Ferrari quando mandou Alonso passar Massa ?

Não. A postura tão seleção foi tão constrangedora quanto. 

Tenho certeza que os jogadores e a comissão devem estar todos envergonhados do papelão que fizeram em Ancona. Isso não apaga o que cada um fez pelo vôlei até hoje e os títulos conquistados, mas até o fim da carreira, Giba, Dante, Rodrigão, Sidão, Théo, Vissoto e Mário Jr vão carregar esse peso nas costas.

O peso de ter participado do 'dia da vergonha'.

E quanto ao treinador Bernardinho, não resta a menor dúvida que ele mandou entregar a partida. O fato da Bulgária ter escalado um time reserva, não serve de justificativa.

Bernardinho entrou para perder e perdeu. Se tivesse a menor intenção de mudar os rumos da partida, teria feito alguma alteração no time. Não fez porque ?

Não fez porque entrou, repito, para perder. Pior de tudo é que mesmo após esse papelão, Bernardinho não admitiu que a seleção entregou o jogo.       

2 de outubro de 2010: o dia da vergonha para o vôlei brasileiro.  

Por Bruno Voloch às 19h24

01/10/2010

Depois dos Estados Unidos, agora foi a vez da Rússia entregar o jogo

Quanta ingenuidade no meio do vôlei. Fico abismado, sinceramente.

Quer dizer então que foi uma zebra a vitória da República Tcheca diante dos Estados Unidos ?

Lógico que não. Se jogarem 10 vezes, os norte-americanos ganharão 9. Não podemos provar, mas está na cara que os Estados Unidos entregaram o jogo para a República Tcheca. 

Quem conhece vôlei e vive nesse ambiente, sabe do que estou falando.

Mas a FIVB merece. A Itália também. Cada um colhe o que planta, não é isso ? Pois a entidade maior do vôlei mundial, está colhendo apenas o que plantou.      

Os dirigentes fizeram uma tabela direcionada para favorecer a Itália, mas não contavam que os Estados Unidos e recentemente a Rússia, estragassem a armação. Deprimente, triste demais, porém não foi a primeira e não será a última vez que teremos que presenciar tais fatos.

A Rússia não escancarou como os Estados Unidos, mas poupou diversos titulares e caiu diante da Espanha. Que coisa hein ?

Uma derrota surpreendente e que pode tirar os brasileiros do caminho da Rússia. Curioso, não ?

Já tive o prazer de estar em alguns mundiais, olimpíadas e poderia dizer que esse é o mundial mais 'sujo' dos últimos tempos. Podre mesmo.

As seleções jogam com o regulamento e não fazem a menor questão de esconder o caminho até a grande final. Os Estados Unidos abriram a série e resta saber quem fechará ?

Brasil, Bulgária, Espanha, Sérvia ou Argentina ?

Ninguém pode provar que as seleções da Rússia e dos Estados Unidos entregaram seus respectivos jogos, mas nem precisa. Só não enxerga quem não quer ou não tem interesse em ver que esse mundial está se transformando no campeonato das 'armações'.

As seleções da Rússia e dos Estados Unidos são culpadas ?

Não. O regulamento permite e se está escrito, basta cumprir.    

A FIVB é a maior responsável por essas tristes armações. Quando montou a tabela com a idéia de colocar a Itália entre os 4 semifinalistas, a FIVB jamais poderia imaginar que duas das três principais seleções do mundo iriam estragar a festa programada.

   

      

     

 

Por Bruno Voloch às 15h54

Entregar jamais, mas que tal 'poupar' alguns titulares ?

O discurso está afinado.

Murilo e Bruno disseram ao final do jogo contra a Polônia, que o Brasil precisa ser inteligente e jogar de acordo com regulamento.

A vitória de 3 a 0 deixou a seleção praticamente classificada para a terceira fase e abriu uma discussão ?

Vale a pena vencer a Bulgária e terminar em primeiro lugar no grupo ?

A resposta. Claro que não.

Escrevi isso mesmo antes da nossa tranquila vitória sobre os poloneses. Se o tão comentado regulamento, que para muitos favoreceu a Itália, permite escolher os adversários da fase seguinte, porque não usar esse direito. É nosso.

Qual é a malandragem de enfrentar Cuba e Rússia ao invés de República Tcheca e Alemanha?

Alguém me explica ?

Só que para atingir esse objetivo e fugir de Cuba e Rússia, a seleção teria que perder para a Bulgária na partida deste sábado.

Seria o caso da comissão técnica da seleção rever seus conceitos, porque estaria infringindo a ética e moral do esporte. A decisão teria o 'aval' de Bernardinho, profissional tido como intocável e que não abre mão da ética, sendo contra radicalmente a esse tipo de postura.

Que dilema.

Mas existe uma saída e alternativa veio de dentro do grupo, portanto Bernardinho não precisa se preocuar. Nosso levantador Bruno, disse que a seleção precisa descansar e chegar inteira para a disputa da terceira fase. Isso não seria 'entregar' e sim descansar. Ótimo, que assim seja.

Ninguém terá o direito de falar mal da seleção ou de Bernardinho, afinal estamos mesmo com alguns jogadores 'baleados' e precisamos dar ritmo de jogo aos reservas. Afinal, não se ganha um mundial com 6 jogadores somente e sim com um grupo de atletas.

Discurso afinado, basta apenas esperar o desfecho de Polônia e Bulgária e definir a estratégia que será usada contra a Bulgária.

Sinceramente, desde que Bernardinho assumiu o comando do time masculino, não me lembro da seleção sequer cogitar uma hipótese dessas. Agora, abertamente, os jogadores deixam claro, que se for o caso, podem sim 'entregar' o jogo para a Bulgária.

Entregar não, poupar o time. Desculpe.    

Por Bruno Voloch às 06h58

Felizmente, Bernardinho estava errado

Como não respeitar a opinião de um treinador campeão olímpico, mundial e um dos mais consagarados técnicos do esporte mundial.

Impossível. Seria ir contra as evidências.

Mas felizmente, Bernardinho estava errado. Antes de começar o mundial, o treinador da seleção afirmou categoricamente que existiam pelo 7 seleções em condições de ganhar o mundial, entre elas, Polônia e Bulgária. Nunca.

O bom desempenho na primeira fase deixou Bernardinho e seus seguidores ainda mais preocupados com a campanha da Polônia. 3 jogos, 3 vitórias. Bernardinho chegou a dizer que a Polônia estava jogando o melhor vôlei do mundial, ou seja, o Brasil fatalmente teria muitas dificuldades para vencer os poloneses na abertura da segunda fase.

Leve engano.

Sempre tive a mesma convicção. Alías, idéia compartilhada pelo jogador mais experiente da seleção, o atacante Giba.    

A Polônia nunca foi e nunca será um adversário capaz de meter medo na seleção. Os poloneses 'tremem' quando enfrentam a seleção e não conseguem jogar. Giba deu a dica na véspera indo de encontro com o 'fantasma' criado por Bernardinho, avisando que a Polônia tinha motivos para se preocupar e não o Brasil.    

Perfeita análise.

O 'monstro' nunca foi tão feio assim como Bernardinho pintou e criou. É evidente que Bernardinho faz questão de respeitar qualquer adversário, mas ele sabe que a Polônia não podia assustar a seleção. Ótimo, valorizou nossa vitória.

Vitória essa que veio com tranquilidade, como era de se esperar, na melhor partida da seleção no mundial.

O que a seleção fez de diferente ?

Nada, apenas se impôs e jogou como Brasil. Simples assim. Ganhamos fácil, com tranquilidade e em nenhum momento da partida fomos ameaçados pelos poloneses.

A seleção 'atropelou' a Polônia com destaque para Leandro Vissoto. Atuamos em ritmo de treino e sem direito a trocas durante a partida. O time que começou, foi o mesmo que terminou a partida.  

Méritos também do criador do 'monstro' que preparou bem o time brasileiro e soube neutralizar os pontos mais fortes da 'perigosa' Polônia. 

Felizmente, Bernardinho estava errado. 

 

Por Bruno Voloch às 06h20

30/09/2010

Giba está correto e vale a pena ser o primeiro colocado ?

Os técnicos de uma maneira geral defendem a tese de que não dá para escolher adversário quando se trata de um campeonato mundial.

Será mesmo ?

Na tese a declaração soa bonito e parece ser extremamente profissional, mas na prática ...

Me refiro especificamente a seleção masculina que logo mais enfrenta a Polônia abrindo a segunda fase do mundial. Já vi milhares de vezes no esporte, seleções entregarem partidas para evitarem cruzamentos mais forte nas fases seguintes.

É bonito ? Não. Mas alguns regulamentos acabam dando margem para esse tipo de situação e cabe ao treinador e ao grupo de jogadores definirem seus destinos na competição.

Para que cruzar com o mais forte se vc pode pegar o mais fraco ?

Nenhum treinador vai admitir isso abertamente, ainda mais tratando-se de Bernardinho. Mas a derrota para Cuba colocou nossa seleção numa situação curiosa e não me parece nada inteligente não raciocinar em cima de resultados e hipóteses.

Vejamos aqui.

O segundo colocado do grupo de Brasil, Polônia e Bulgária, enfrentará na terceira fase, provavelmente as seleções da Alemanha e Estados Unidos ou República Tcheca.

Se classificando em primeiro lugar, a seleção brasileira teria pela frente Rússia e Cuba ou Sérvia. Que tal ?

Qual caminho você escolheria ? É importante lembrar que na terceira fase, apenas uma seleção de um grupo de 3, se classifica e segue na competição.

É bem verdade que no atual estágio, a seleção não pode ficar escolhendo adversários e precisa primeiro assegurar a vaga para depois saber o que futuro reserva.

Mas o panorama não é dos piores caso a seleção perca hoje para a Polônia. Vamos seguir obrigados a vencer a Bulgária na partida seguinte, porém aparentemente, nosso caminho será mais fácil. Não existe essa demagogia de dizer que ninguém pensa nisso agora. Mentira.

Claro que a comissão faz as contas e sabe quais são os possíveis adversários na terceira fase. Claro que ninguém pode garantir que a Rússia será primeira do outro lado, ou que não pode acontecer um tríplice empate entre Brasil, Bulgária e Polônia em primeiro lugar, com cada seleção ganhando um jogo.    

Sem Marlon ainda, com Bruno no limite e com vários jogadores 'pendurados' fisicamente, a seleção encara a Polônia logo mais. Acho que o 'monstro' não é tão feio como Bernardinho pintou. Criou-se um 'fantasma' de que a Polônia é um timaço ou algo do gênero. Discordo. Eu e muita gente, inclusive Giba.

Concordo plenamente com Giba. Coerente, o jogador tratou logo de exorcizar o 'fantasma' criado pelo treinador. Sem cerimônia e com a personalidade que lhe é peculiar, Giba disse que eles é que precisam se preocupar com o Brasil. Giba disse tudo, só faltou dizer que a Polônia treme contra o Brasil.

Poderia até ter dito, outra verdade absoluta, mas seria deselegante e essa postura não combina com Giba.      

            

Por Bruno Voloch às 07h42

Dúvidas e incertezas na seleção feminina

Os 4 jogos contra os Estados Unidos, ao que tudo indica, não foram suficientes para Zé Roberto definir o time que será titular no mundial do Japão.

A dúvida ainda é em relação a posição de levantadora. Se para muitos Fabíola deixou o Grand Prix como titular, os amistosos contra os Estados Unidos disseram justamento o contrário. Dani Lins jogou 3 das 4 partidas e teve mais oprtunidades.

Isso não quer dizer necessariamente que Dani seja novamente a titular, mas deixa claro que nem Zé Roberto sabe quem vai escalar no primeiro jogo do campeonato mundial.

A verdade é que as duas se equivalem tecnicamente, mas a maior experiência de Dani pode e deve prevalacer na hora de decidir quem será a titular. Penso que Zé Roberto deveria definir o quanto antes a titular, até para que a jogadora escolhida se sinta segura e confiante para exercer tal condição. A indefinição poder criar uma certa instabilidade emocional nas duas jogadoras, especialmente em Fabíola.

Mas o pior, é que talvez nem mesmo Zé Roberto saiba quem será a titular e precise desse última etapa de treinamentos em Saquarema para definir essa questão. Não dúvido, sinceramente. Os jogos podem ter ajudado, mas ao mesmo tempo, ter colocado mais dúvidas na cabeça de Zé Roberto.

É claro que jogar sempre é importante e como no futebol, jogador prefere muito mais jogar do que treinar. Os amistosos contra os Estados Unidos serviram para Zé Roberto dar um pouco de ritmo de jogo para jogadoras como Adenízia, Carol, Sassá e a líbero Camila.

Mas as 4 vitórias em 4 jogos não me iludem. Temos muito ainda que melhorar e especialmente sermos mais regulares. Vi uma seleção instável demais e tomando pontos em sequência em quase todos os jogos. Nosso bloqueio melhorou e relação ao Grand Prix e a defesa também subiu de produção.   

Gostei demais de ver Joycinha e Natália em ação. Para mim, não existe nenhuma dúvida de que Natália será titular na ponta e vai atuar como passadora. Joycinha correspondeu plenamente quando foi chamada e se garantiu entre as 14. Grasta surpresa, embora muitos desconfiem de Joycinha.

Eu não. Gosto do seu estilo de jogo e Joycinha atuou com grande personalidade.

A comissão técnica foi inteligente ao poupar Sheilla e Jaqueline quando foi preciso. De nada adianta 'arrebentar' o time agora e chegar no mundial com a equipe 'quebrada' como está acontecendo com a seleção masculina.

Fernanda Garay foi mais aproveitada nos primeiros jogos e pelo que desempenhou em quadra, tem ótimas chances de seguir no grupo. Vai depender do que fizer nos treinamentos nessa reta final e também dos resultados do exame que Paula vai realizar na semana que vem.

Repito o que escrevi essa semana. A comissão técnica do Brasil não vai levar nenhuma jogadora que não esteja 100% fisicamente e nesse caso Paula dificilmente irá ao mundial. Zé Roberto precisa ser coerente e manter o discurso afinado após o Grand Prix.

Não podemos também achar que vencendo 4 vezes seguidas a seleção campeã do Grand Prix estamos prontos para o mundial. Não. A seleção norte-americana veio desfalcada e também usou os jogos para fazer testes na equipe. Mas evidente que vencer é sempre importante.

Há menos de um mês do mundial, Zé terá cerca de duas semanas no Brasil para definir o grupo que vai ao mundial. As dúvidas e incertezas ainda pairam sobre a seleção.             

Por Bruno Voloch às 07h17

28/09/2010

Agora é torcer para que Bernardinho esteja errado

Duas vitórias e uma derrota. Essa foi a campanha da seleção na primeira fase do mundial.

Nas duas vitórias, a seleção não convenceu e curiosamente só foi jogou bem quando perdeu de Cuba por 3 a 2.

Coisas do esporte ?

Pode ser.

Contra Cuba de fato fizemos nosso melhor jogo no mundial, mas sabemos que podemos render bem mais. É isso que nos deixa mais aliviados e até confiantes para a segunda fase.

E na segunda fase teremos que enfrentar Polônia e Bulgária. Segundo o treinador brasileiro, duas das favoritas ao título.

Será mesmo ?

Torço sinceramente que Bernardinho tenha errado no palpite. 

Será mesmo que a Bulgária após duas derrotas e atuações tão ruins na primeira fase pode ser campeã ?

Ganhar do Brasil ?

Não creio. Os búlgaros costumam tremer nessa hora e respeitam demais nossa camisa. Não vejo honestamente tantos motivos para preocupação.

A Bulgária sobrevive graças ao trio formado por Vladimir Nikolov, Nicolay Nikolov e Kaziyski.

Evidente que jogar contra o México seria fácil e Bernardinho poderia até poupar alguns titulares, mas como perdemos para Cuba, nos restou mesmo encarar Bulgária e a Polônia.

E a Polônia ?

No início do mês fizemos 3 jogos amistosos e ganhamos os 3, sem sustos. Essa é a Polônia invicta no mundial com 3 vitórias ?

É a mesma Polônia que esteve por aqui no começo de setembro, ou seja, outro adversário que estamos acostumados a vencer e eles acostumados a tremer diante de nós.

Kurek segue sendo o grande nome da seleção da Polônia e ?

Paramos por aí.

Com boa vontade poderia citar o camisa 2, Winiarski.  

Sendo assim e com o devido respeito as previsões de Bernardinho, que tal mudar a linha de raciocínio e pensar que se passarmos por eles chegaremos mais confiantes para a terceira fase e com ótimo ritmo de jogo, afinal teoricamente vamos ter enfrentado 'dois candidatos ao título'.

Outra coisa. Perder na fase de classificação do mundial não chega a ser nenhuma novidade. Foi assim em 2002 contra os Estados Unidos e em 2006 diante da França.

Mas nos dois mundiais citados, verdade seja dita, a seleção era mais forte e tinha dois levantadores. Hoje a realidade é diferente.       

    

Por Bruno Voloch às 09h45

Cuba teve equilíbrio emocional e Hernandez foi decisivo

Brasil e Cuba apresentaram um voleibol de alto nível.

A expectativa e talvez até o desejo dos brasileiros, era de que os cubanos apresentassem os famosos altos e baixos durante a partida, mas isso não aconteceu. O time cubano conseguiu manter a consistência no ataque do começo ao fim do jogo. Já o Brasil, segundo declarações de Bernardinho, fez o melhor jogo do ano, apesar da derrota. Discordo.

Já vi nossa seleção jogar muita mais e vencer.

Apesar da situação incômoda, Bruno jogou um boa partida. Arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Errou algumas bolas, mas isso é normal. No geral e para a situação atual, se saiu muito bem. 

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome e sobrou enquanto teve pernas. Além da habitual regularidade no ataque, Murilo comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Uma pena que teve que sair no quarto set com cãimbras, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. É mais um na lista.

Giba entrou, até ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Leandro Vissotto reagiu e foi peça importante na vitória no terceiro set. Leandro esteve seguro na maior parte do tempo, mas ainda precisa manter o ritmo durante toda a partida. 

Não gostei novamente de Mário Jr. Nosso líbero está deixando a desejar e algumas bolas perfeitamente defensáveis seguem caindo. A idéia de usar Allan não seria ruim.  

Hernandez tem apenas 21 anos, está no primeiro Mundial e vive ótima fase. Atuou como um veterano, incrível personalidade, pdeiu bola, assumiu a responsabilidade, encarou os brasileiros e não se intimidou com nosso bloqueio. 

Cuba arrebentou no ataque com direito a bolas cravadas em nossa quadra. Leon já é uma realidade e Simon tem sido um gigante no meio.

Curiosamente o saque tático funcionou para o Brasil e ficou claro que nossa melhor rede é quando Bruno está no saque e temos Vissoto, Rodrigão e Murilo na rede.

A seleção cubana sai fortalecida em termos emocionais e como disse no início do mundial, segue sendo uma das favoritas ao título. Não é fácil vencer a seleção brasileira e como 'prêmio' pela vitória, Cuba terá um caminho mais tranquilo para a terceira fase.

 

Por Bruno Voloch às 08h48

27/09/2010

Já classificada e se vencer Cuba, seleção pode reencontrar Alemanha

Hoje é dia de decisão. Brasil e Cuba jogam em Verona e quem vencer fica com o primeiro lugar do grupo B.

Ganhando a partida contra os cubanos, a seleção pode reencontrar a Alemanha. Há menos de 10 dias, as duas seleções se enfrentaram em amistosos que serviram de preparação para o mundial. Os alemães venceram dois jogos e perderam um.

Se for primeiro, o Brasil vai enfrentar o segundo colocado do grupo F e o terceiro do D. Com duas derrotas no mundial, a Alemanha precisa derrotar o Canadá para se classificar. Dependendo da combinação de resultados, até a Sérvia poderia ser adversária do Brasil já na segunda fase.

Certo mesmo é que se ficar em primeiro, o Brasil terá México ou Venezuela também na próxima fase completando o grupo. As duas seleções se enfrentam e o ganhador segue no mundial.

Em caso de derrota, a seleção brasileira vai para a cidade de Ancona e terá possivelmente como adversários as seleções da República Tcheca ou Bulgária e a Polônia.

       

Por Bruno Voloch às 08h17

Itália é a única 100%. Sérvia pode ser eliminada na primeira fase

Com duas rodadas realizadas, a seleção da Itália é a única com 100% de aproveitamento no mundial.

O time italiano ainda não perdeu nenhum set e enfrenta logo mais a seleção do Irã. Todas as outras seleções perderam pelo menos um set, casos de Brasil, Cuba e Rússia.

A França tem sido uma grata surpresa e com vitórias diante de Bulgária e República Tcheca, pode terminar a primeira fase na liderança do grupo E superando as expectativas. Basta derrotar a frágil China logo mais. Destaque para o bom atacante Rouzier.

A Bulgária, tão elogiada e temida por Bernardinho, está decepcionando e provando que não tem mesmo uma equipe confiável.

O que falar então da Sérvia ?

A derrota por 3 a 1 para o Canadá, outra boa surpresa ao lado da Argentina, deixou a Sérvia em uma situação perigosa. Se não derrotar a Polônia, a Servia pode até ser eliminada na primeira fase do mundial. Canadá e Alemanha se enfrentam e se o Canadá perder por 3 a 2, a Sérvia terá que pelo menos ganhar um set da Polônia para não deixar o mundial ainda na primeira fase. Uma vergonha.

Comandada por Conte e Pereyra, a Argentina está fazendo bonito no grupo D. A partida de logo mais contra os Estados Unidos será interessante e poderá mostrar até onde esse time argentino pode sonhar nesse mundial.

A rodada de hoje servirá para a definição dos 18 classificados para a segunda fase.        

Por Bruno Voloch às 08h02

Paula Pequeno não deve disputar o mundial do Japão

A seleção feminina segue fazendo os amistosos contra os Estados Unidos. Evidente que os resultados são importantes e nos dão moral, duas vitórias, mas na verdade os jogos mesmo estão servindo para Zé Roberto definir as 14 jogadoras que vão ao Japão.

Tendo como exemplo o masculino, arrebentado fisicamente, Zé fez bem em poupar nossa melhor jogadora. Sheilla está com uma luxação no dedo e ficou de fora nas duas partidas.

Mas Zé está de olho mesmo é na recuperação de Paula Pequeno. Se o treinador mantiver a coerência e a linha de raciocínio, Paula deverá ficar fora do mundial.

As notícias não são nada animadoras. Exames feitos na semana passada, mostraram que a lesão ainda está longe de ser cicatrizada e Paula vai passar por uma nova avaliação em breve. Sem poder treinar com bola, embora esteja mantendo a forma física, Paula dificilmente estará 100% para jogar o mundial.

Paula tem a seu favor o fato de ter historicamente se recuperado bem das contusões, superando os médicos e os prazos estabelecidos. Mas nesse caso, a situação é mais complicada e Zé Roberto já foi alertado pelos médicos que Paula não deverá estar 100% até a data limite do mundial.       

Fora isso, o tempo é curto demais e Zé Roberto não quer correr o risco de levar uma jogadora nessas condições. Os recentes exemplos do masculino servem de alerta para Zé Roberto.

Repito, se o treinador mantiver a coerência e a linha de raciocínio de levar apenas as jogadoras que estiveram 100% fisicamente, Paula deverá ficar fora do mundial.

Com isso são grandes as chances de Fernanda Garay estar no mundial. Zé Roberto levará 14 jogadoras, com duas líberos, duas levantadoras e '10 atacantes'.

Fernanda está se saindo bem nos amistosos e vem se destacando nos treinamentos. Ela está sendo observada de perto pela comissão e tem grandes chances de estar entre as 14.

Natália virou definitivamente titular e se alguém tinha dúvidas sobre o aproveitamento de Joycinha, as dúvidas terminaram nesses dois primeiros amistosos. É outra atleta que estará no Japão.

Voltando aos amistosos, volto a dizer que os resultados são importantes apenas no aspecto emocional. Zé precisa mesmo usar os jogos como teste e avaliar as jogadoras individualmente.

Está claro que o treinador ainda não definou a levantadora titular e que Fabíola e Dani Lins se encontram no mesmo estágio. Garantidas mesmo estão Thaísa e Fabiana no meio e Jaqueline e Natália nas pontas. Sheilla, poupada, é intocável.

Pelo que vi nos jogos contra as norte-americanas, a seleção me parece ainda estar distante do que pretende a comissão. O time tem errado demais e não está aproveitando boa parte dos contra-ataques. A seleção precisa ter mais regularidade durante a partida, ser mais estável. O primeiro e quarto sets do jogo de domingo foram decepcionantes e servem como exemplo desta instabilidade da seleção.       

Por Bruno Voloch às 07h37

Ainda longe do ideal, Brasil teve como destaques Bruno, Rodrigão e Dante

A Espanha foi o primeiro teste da seleção nesse mundial, mas a vitória se 3 a 1 mostrou uma seleção inconstante e ainda bem longe do ideal.

A quantidade de saques errados e as falhas na defesa chamaram atenção e Bernardinho tem toda razão. Contra os chamados 'grandes', uma atuação como essa pode ser fatal. O mundial não perdoa.

A virada no set inicial ainda mostrou que a camisa da seleção tem um peso enorme diante de adversários sem tradição. Mas no set seguinte, voltamos a jogar mal e perdemos nosso primeiro set no mundial.

Falando dos jogadores, Mário Jr está devendo e muito nessas duas partidas. Saudades de Serginho. A defesa do Brasil não funcionou e bolas que normalmente não caíam na quadra brasileira, foram facilmente derrubadas pelos espanhóis. Murilo assumiu a recepção em algumas bolas e Mário me parece estar fisicamente abaixo dos demais. Ter um líbero regular é tão fundamental quanto ter um levantador seguro.

Por falar nisso, Bruno voltou a jogar bem e segue suportando a pressão de ser o único na posição. Não é fácil jogar os 4 sets concentrado e sem poder errar.

Para tentar aumentar a rede no bloqueio, Bernardinho até improvisou na inversão do 5-1 com Vissotto na rede e João Paulo Bravo no fundo. A formação ajuda, mas apenas no saque. Quando a bola muda de lado, Bruno é obrigado a voltar para levantar e segue sendo muito complicado se virar com um levantador. A Espanha quando mudou o levantador nos complicou um pouco.  

Dante foi bem no ataque e Rodrigão no bloqueio com números impressionantes. Aliás, o bloqueio foi nosso melhor fundamento na partida contra a Espanha e nos salvou no primeiro set.

Contra Cuba, a seleção vai precisar ser mais regular no saque, errar menos contra-ataques e de um oposto mais efetivo. Vissoto precisa render mais e ser de fato o jogador de segurança na saída de rede. Jogar sem um oposto será complicado. 

     

Por Bruno Voloch às 07h01

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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