Blog do Bruno Voloch

30/10/2010

Domingo é dia de Brasil x Manon Flier

Brasil e Holanda que nada.

Domingo vamos enfrentar Manon Flier, melhor jogadora do campeonato mundial após a realização de duas rodadas.

Não estaria o blogueiro exagerando na dose ?

Não, responderia o mesmo blogueiro.

A Holanda, leia-se Manon Flier, fez uma boa partida contra a Itália e somente sobreviveu até o quinto set por causa justamente do ótimo desempenho em quadra dessa craque chamada Manon Flier.

Portanto não existe exagero nenhum.

Jogam 6 jogadoras, ou melhor, entram em quadra 5 e mais a líbero, mas a única jogadora que efetivamente pode desequilibrar a partida a favor delas, é Manon Flier. 

Se for bem marcada, a seleção não perde o jogo. Se Manon tiver a capacidade de virar as bolas que virou cotra a Itália, o jogo pode ser duro e nesse caso a seleção passa a correr riscos.

Manon Flier fez 35 pontos, isso mesmo, na derrota para a Itália. 4 pontos de saque, 4 de bloqueio e 27 pontos de ataque. Falar o que ?

Em duas rodadas, Manon é a maior pontuadora do mundial com 56 pontos.

A Holanda sente muito a falta da habilidosa levantadora Kim Staelens, mas conta com a boa ponteira Grothues e Wensick sabe bloquear no meio.

Mas a Holanda depende exclusivamente de Manon Flier. Todas as nossas jogadoras e em especial o treinador Zé Roberto, conhecem bem as virtudes de Manon Flier. 

Essa é a jogadora que pode definir o jogo a favor delas. Essa é a jogadora que precisa ser marcada. Manon Flier é a jogadora ...

 

 

Por Bruno Voloch às 10h45

Sheilla, sempre ela, fez a diferença contra a República Tcheca

A seleção jogou mal ?

Sim.

Falhou demais na recepção e abusou dos erros na defesa. Fabi não lembra nem de longe a líbero de 2008 e sua atuação contra a República Tcheca é  para ser esquecida. 

A seleção atuou com uma apatia fora do comum para uma seleção campeã olímpica.

Discordo daqueles que acham que a ansiedade é o único motivo do desempenho ruim da seleção até agora no mundial. Me parece sinceramente uma desculpa pelo mal voleibol apresentado nos dois primeiros jogos. Não vejo tanta pressão assim em cima da seleção.

A seleção é a atual campeã olímpica e temos, ou já deveríamos ter, maturidade suficiente para jogar e entrar em quadra com esse status. É bem verdade que no atual time titular estão Dani Lins e Natália, jogadoras que não estiveram em Pequim e por um motivo ou outro podem sentir a pressão de jogar e ganhar um mundial.

Mas Thaísa e Jaqueline, reservas em Pequim, são mais experientes. Fabiana e Sheilla são as mais rodadas dessa seleção. Então qual o motivo da seleção estar 'presa' em quadra ?

Nenhum. Vamos admitir somente que estamos jogando mal. 

Os desfalques de Mari e Paula deveriam tirar um pouco da pressão em cima dessa seleção, afinal perdemos duas campeãs olímpicas. Mari era titular absoluta e Paula uma opção razoável no banco. 

Afirmo categoricamente que sem Sheilla, a seleção teria perdido seu primeiro jogo no mundial.

Sheilla joga sozinha ?

Claro que não. Mas fez e faz constantemente a diferença quando joga. Foi assim novamente.

Sheilla teve uma ótima atuação especialmente no quarto e quinto sets. 27 pontos e dizem que ela não está inteira. Bom para nós quando estiver então 100%.

Natália errou.

Você minha cara Natália jogou mais do que pensa. Merecia nota 8 pelo menos e não o 6 que você se deu. Não se cobre tanto, Natália. Você é a mais jovem jogadora dessa seleção e fez 19 pontos numa partida de estreia em mundial. Foi muito bom.

Sem passe, Dani Lins fez o que podia. Fabíola entrou bem ( falei que a chance iria aparecer ) e aparentemente deu conta do recado. Mas as duas sofreram com a recepção e jogaram poucas vezes com o passe na mão.

Enfim.

As cobranças vão sempre existir. Acho errado comparar a seleção masculina com a feminina. Eles tinha obrigação de ganhar pela enorme superioridade técnica.

É mais uma pressão absurda que se coloca em cima dessa seleção feminina. Sem Mari, perdemos muito e não somos tão superiores assim como muitos imaginam.

Mas não podemos fugir da realidade. Jogamos mal e ganhamos na camisa, na tradição e por causa do ótimo aproveitamento de Sheilla em quadra. Não acho justo citar somente uma jogadora e esquecer das demais, afinal são 6 e mais a líbero em quadra, mas Sheilla salvou a seleção contra a República Tcheca. 

     

         

 

 

Por Bruno Voloch às 10h02

29/10/2010

Croácia, sensação da primeira rodada, não deve ir longe no mundial

A primeira rodada do mundial terminou com os resultados esperados e uma 'zebra'.

A Croácia protagonizou o resultado mais surpreendente da competição ao derrotar Cuba por 3 a 0. Tudo bem que Cuba não tem mais a força de anos anteriores, mas perder de 3 a 0 para as croatas não passava pela cabeça das cubanas. Até se esperava um jogo equilibrado, duro, disputado, mas que no final prevalecesse a tradição cubana. Mas isso não aconteceu.

A Croácia ganhou apertado os dois primeiros sets com parciais de 25/23 e 34/32. Abalada emocionalmente, Cuba não resisitiu e acabou perdendo por 25/21. Um 3 a 0 amargo para as cubanas.

Ainda é cedo para fazer previsões. Cuba, embora tenha perdido por 3 a 0, pode ainda dar o que falar nesse mundial. Cuba nunca pode ser descartada, mas hoje sofre com uma linha de recepção inconstante e vive somente dos ataques da boa Palácios. Muito pouco para quem sonha em estar nas semifinais.

E a Croácia ?

Bem a Croácia, não deve ir longe apesar da vitória. Recentemente participou de um quadrangular com Sérvia, Itália e Rússia e perdeu os 3 jogos. Acompanhei via internet toda a partida e a Croácia tem jogadoras interessantes como Senna Usic, Popovic e Maja Poljak. É uma seleção alta e que lembra muito o estilo de jogo da Rússia com bolas altas nas pontas. Apesar da vitória, duvido muito que a Croácia chegue longe nesse mundial.

Japão e Polônia fizeram a melhor partida da primeira rodada. Jogo emocionante, com ginásio lotado e com uma virada espetacular das japonesas. A paralisação após o segunto set, foi determinante para a vitória do Japão. Kimura foi o destaque do time com 25 pontos e teve participação fundamental no quinto set.

Rússia e Estados Unidos, como já era de se esperar, deixaram escapar um set, mas ganharam com tranquilidade seus jogos diante de República Dominicana e Tailândia. 

E a China ?

Estreou perdendo de 3 a 1 para a Turquia. Zebra ?

Nem tanto. Pelo time que tem e pelo vôlei que vem apresentando nos últimos dois anos, a China não lembra nem de longe a equipe medalha de bronze em Pequim nos jogos de 2008. A Turquia não tem qualidade suficiente para pensar em algo que não seja estar na segunda fase. A seleção é limitada, mas me chamou a atenção a jogadora Neslihan Darnel que fez 26 pontos.

Turquia e Croácia venceram com méritos, mas não assustarão nesse mundial. 

   

Por Bruno Voloch às 13h54

Comissão técnica agiu corretamente, inclusive na escalação de Dani Lins

Em termos técnicos é complicado e até certo ponto injusto falar da vitória brasileira sobre o Quênia. Cumprimos nosso papel que era fazer 3 a 0. 

Tinha absoluta convicção que Zé Roberto não escalaria Natália e nem usaria Adenízia durante nossa estreia. Não havia a menor necessidade de 'arriscar' e colocar essas duas jogadoras em quadra, principalmente Natália. A surpresa ficou por conta da ausência de Sheilla.

Segundo a comissão técnica, a jogadora sentiu dores nas costas ainda no aquecimento e por isso foi poupada. É evidente que se fosse um jogo valendo classificação e de vida ou morte, Sheilla entraria em quadra e atuaria normalmente.

Fora a alegria da quenianas a cada ponto conquistado, deu para perceber uma seleção 'presa' em quadra nos dois primeiros sets e mais relaxada no terceiro. Mas diria que foi tudo dentro de um cenário de primeiro jogo de mundial.

Zé agiu bem escalando Sassá na vaga de Natália. Sassá é mais antiga no grupo, tem mais bagagem que Garay e seria desprestigiada caso não fosse escalada. Claro que Garay pode ser usada, mas para uma estreia em mundial, Zé fez bem em optar por Sassá.   

Diante da fragilidade do adversário, não deu para destacar nenhuma jogadora individualmente.

Se foi coerente não escalando Natália e Adenízia e poupando Sheilla, Zé acertou também escalando Dani Lins. Fabíola jogou um Grand Prix razoável, correspondeu em algumas situações, pode ter futuro, mas Dani é a verdadeira dona da posição.

Mas Fabíola não pode e nem deve se acomodar. A jogadora precisa estar preparada para entrar e certamente não faltarão oportunidades.   

Tinha gente que esperava ver Fabíola atuando como titular, mas Zé sabe que mundial não é hora para fazer experiências. Estava mais do que na hora de decidir quem seria a titular e a opção foi a mais correta possível. 

     

 

Por Bruno Voloch às 09h04

28/10/2010

Dos 12 jogos da primeira rodada do mundial, apenas 3 são interessantes

12 partidas serão disputadas na primeira rodada do mundial feminino.

Pelo grupo A, podemos destacar Japão e Polônia. Será o duelo mais equilibrado da rodada inicial da competição. Jogando em casa e com o apoio da torcida, o Japão terá um teste duríssimo pela frente. Tomara que vença, para o bem do mundial.

O Peru deve ganhar com facilidade da Argélia, o mesmo acontecendo com a Sérvia diante da Costa Rica 

No grupo B, o Brasil é obrigado a fazer 3 a 0 na seleção do Quênia. A Itália, apesar da evolução de Porto Rico, é outra que tem obrigação de começar com um 3 a 0 convincente. A Holanda tem o jogo mais complicado, porém não acredito que deixe de fazer também 3 a 0 na República Tcheca.

A boa e perigosa Alemanha estreia diante da frágil seleção do Cazaquistão. Outro 3 a 0. Os Estados Unidos enfrentam a Tailândia como favoritos destacados, mas precisam jogar concentrados e com muita aplicação. O time da Tailândia é fraco, mas defende bem e como trata-se do primeiro jogo, algumas jogadoras norte-americanas podem sentir a pressão de um mundial.

Fecham a rodada Croácia e Cuba. Jogo interessante de duas escolas completamente diferentes. Vejo Cuba com mais força e especialmente tradição em mundiais. A Croácia tem uma seleção alta, porém lenta. Cuba deve levar.

Chegamos ao grupo D, onde a toda poderosa Rússia encara a não menos perigosa seleção da República Dominicana. Não deve ser um jogo fácil para a Rússia e se tivesse que escolher o adversário, seria sem dúvida melhor começar diante do Canadá, por exemplo. A Rússia deve encontrar pela frente um time muito aplicado taticamente e bem orientado pelo brasileiro Marcos Kwiek. Não ficarei surpreso se a Rússia deixar escapar um set logo de cara, mas deve vencer.

Canadá e Coreia são apenas coadjuvantes no mundial e devem lutar pela quarta vaga no grupo D. Por isso, a partida de estreia é tão importante. Pouco conheço do Canadá e a Coreia tem bem mais tradição. 

A China encara a Turquia fechando a rodada. Jogo bom, mas a China tem mais time que a Turquia. Assim como a Rússia, a China não pode se descuidar e deve tomar as devidas precauções.     

Dos 12 jogos da primeira rodada, os mais interessantes são Rússia x República Domincana, Croácia x Cuba e Japão x Polônia. Nas 9 partidas restantes, nenhuma surpresa deve acontecer.    

 

   

Por Bruno Voloch às 08h09

O bom senso manda poupar e não escalar Natália e Adenízia

As notícias que chegam do Japão não são nada animadoras.

Antes de começar a caminhada rumo ao título inédito, a seleção começa a sofrer com problemas físicos e de contusão. Lamentável e temeroso poder ver novamente o filme que assistimos no mês passado com a seleção masculina na Itália.

Tomara que realmente seja apenas uma terrível coincidência. Natália e Adenízia apresentaram leves contusões na véspera da partida contra o Quênia e tiveram que ser poupadas do treinamento. Lógico que a tendinite, caso de Natália, precisa ser tratada e não acho que sinceramente que seja motivo de tanta preocupação.

O caso de Adenízia é mais sério. Adenízia é reserva, mas uma jogadora de extrema utilidade no banco. Ela machucou o cotovelo e preocupa. Nenhuma seleção, nem mesmo o Brasil, pode ganhar o mundial com 6 jogadoras somente. As reservas serão de extrema utilidade.

O mais coerente seria deixar Natália e Adenízia de fora do jogo contra o Quênia. Imagino o filme que deve passar na cabeça do treinador Zé Roberto quando antes de uma estreia em mundial, duas jogadoras aparecem com problemas e são poupadas do treinamento.

Zé não pode e nem deve arriscar. Zé respeita a seleção do Quênia, pede humildade, mas não precisa usar Natália nesse jogo. Em relação a Adenízia nem se fala. Como não é titular, a jogadora deve ser preservada para os próximos jogos e as fases seguintes da competição.      

O bom senso manda poupar e não escalar Natália e Adenízia

Por Bruno Voloch às 07h33

Título mundial será disputado entre Rússia, Brasil, EUA e Itália

Finalmente chegou a hora delas.

Começa nesta sexta-feira o mundial feminino no Japão. 24 seleções participarão da competição, mas apenas 4 podem realmente sonhar com o título.

Rússia, Brasil, Estados Unidos e Itália. Uma dessas 4 seleções ficará com o título. As demais podem surpreender em uma ou outra partida, mas a maioria é coadjuvante.

Entre as seleções que podem ir além do esperado, coloco o Japão, a tradicional seleção cubana e com muita boa vontade, a Holanda. A Sérvia é uma seleção jovem, de potencial e que não pode ser esquecida.

Ausente do Grand Prix desse ano, a Rússia chega muito forte para esse mundial. Ninguém ganhou mais títulos mundiais do que as russas e para 2010 o grande reforço foi o retorno da ótima Sokolova. A jogadora Gamova é outro ponto forte do time russo. A ponteira Kosheleva atravessa uma fase espetacular e deve ser observada de perto.

Os Estados Unidos também chegam credenciados. As norte-americanas são equilibradas e ganharam muita confiança após a inesperada conquista do Grand Prix. O treinador McCutcheon conseguiu em pouco tempo dar padrão de jogo e equilíbrio ao time, especialmente na relação bloqueio com defesa. Logan Tom e Hooker são atacantes perigosas, habilidosas e muito técnicas. A central Akinradewo chega com status de estrela do time e se repetir o desempenho da fase final do Grand Prix, é uma das favoritas para levar o prêmio de MVP da competição.

Assim como o Brasil, a Itália se apresenta cheia de desfalques. Mas apesar de algumas ausências importantes, a Itália merece respeito, tem crédito e precisa ser respeitada. O time é maduro, acostumado com pressão e pode sim ser considerado um dos favoritos. Gosto demais da levantaora Lo Bianco, disparada a melhor das 4 seleções favoritas, e destaco ainda Piccinini, Ortolani, Del Core e Gioli. A líbero Cadullo, recuperada de um porblema no pé, está confirmada e sua presença em quadra dá ao time o equilíbrio necessário no fundo de quadra. Trata-se de uma excelente jogadora, uma das melhores do mundo na atualidade ao lado de Sykora dos Estados Unidos.

De Japão e China não podemos deixar de citar, Kimura e Wang, duas atacantes promissoras e que devem se destacar nos números nesse mundial. Cuba finalmente abandonará o sistema 4/2, duas levantadoras e jogará no sistema 5/1. Cuba pela tradição nunca deve ser menosprezada.

Mas não tenho dúvidas em afirmar que o título mundial não escapa das mãos de Brasil, Itália, Estados Unidos e Rússia.  

    

 

Por Bruno Voloch às 07h17

26/10/2010

Itália confirma presença da líbero Paola Cardullo no mundial

Há 3 dias da abertura do mundial, enfim uma boa notícia para a Itália.

A líbero Paola Cardullo, uma das melhores do mundo na posição, foi liberada pelo departamento médico e está confirmadíssima para a disputa do mundial.

A jogadora está treinando normalmente, participou dos últimos amistosos e não sente mais dores no pé operado.

O treinador Massimo Barbolini cortou a jovem Imma Sirressi e as líberos italianas serão Paola Cardullo e Chiara Arcangelli. Apesar de ter sido cortada, Sirressi fica no Japão com o grupo.

A Itália faz seu primeiro jogo no mundial na próxima sexta-feira diante de Porto Rico.  

Por Bruno Voloch às 13h21

25/10/2010

Sorteio põe Fenerbahce de José Roberto Guimarães no caminho de Osasco

Representante do Brasil no mundial feminino de clubes, Osasco já conhece seus dois adversários na primeira fase.

Osasco caiu na mesma chave do Fenerbahce da Turquia e do Federbrau da Tailândia. O outro grupo será composto pelo Bergamo da Itália, Mirador da República Dominicana e Kenya Prisons do Quênia.

O Fenerbahce contratou o treinador da seleção brasileira, José Roberto Guimarães e conta com a campeã olímpica Fofão no elenco.

O torneio feminino será disputado entre os dias 14 e 21 de dezembro em Doha no Catar.

Por Bruno Voloch às 13h19

A verdadeira face de Murilo Endres

Absolutamente coerente a entrevista de Murilo ao UOL.

Incrível como esse rapaz amadureceu e cresceu em todos os sentidos. Além da sinceridade habitual, Murilo mostrou uma humildade fora do comum, especialmente para quem acaba de ser escolhido o melhor jogador do mundo.

Destaco alguns pontos da entrevista que assisti. Murilo disse que não sabe se vai poder estar em quadra na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Faz todo sentido. Murilo vai ter 35 anos, não é um jogador alto e depende muito do condicionamente físico para sobreviver até lá. Tomara que tenha bola para estar em 2016, mas do jeito que a renovação acontece no masculino, também acho improvável.

Perguntado se a seleção se manteria no topo sem a presença de Bernardinho, Murilo foi taxativo. Para ele Bernardinho tem talento e é um dos responsáveis pelo sucesso da seleção masculina. Corajoso, Murilo elogiou vários treinadores brasileiros e afirmou que a seleção se manteria entre os primeiros com ou sem Bernardinho. Raciocínio perfeito e real.

Gostei de ver Murilo se referindo ao irmão e companheiro Gustavo com imenso respeito e gratidão.

O jogador não fugiu do favoritismo do Sesi na superliga, mas fez questão de elogiar Pinheiros, Cimed, Minas e Vôlei Futuro. Deixou claro que aconteceram alguns erros no planejamento da equipe do Pinheiros na temporada passada e rasgou elogios ao companheiro de seleção Giba.

Evidente que o tal 'dia da vergonha', derrota para a Bulpária, foi citado na entrevista. Visivelmente constrangido, Murilo ainda 'resiste' ao fato da seleção ter entregue o jogo e prefere sair pela tangente. Sobre a declaração infeliz de Mário Jr, o jogador disse que só ficou sabendo no hotel horas depois. Acredito.

Mas dúvido que Mário Jr não tenha levado uma chamada dos líderes da seleção.

Envergonhado, Murilo foi sincero ao admitir que jamais esperava passar por uma situação de ver os torcedores virarem de costas para a quadra no 'dia da vergonha'.

Sobre o 'caso Ricardinho', Murilo não admitiu abertamente, mas deixou transparecer que não havia clima para o retorno do atleta. Negou que a crise tivesse sido por causa de premiação e aproveitou para alfinetar o COB.

Parabéns ao UOL e principalmente para você Murilo, pela simplicidade e honestidade nas palavras. 

 

Por Bruno Voloch às 10h25

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

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