Blog do Bruno Voloch

06/11/2010

Brasil nunca foi tão favorito diante de Cuba

De uma lado estará uma seleção invicta com 6 vitórias no mundial e apenas dois sets perdidos.

Do outro, uma seleção sem chances de disputar as semifinais e que sofreu 4 derrotas em 6 partidas.

Assim será o Brasil e Cuba desse domingo.

O Brasil muito perto das semifinais e Cuba lutando no máximo para brigar pelo quinto lugar.

Na história recente do vôlei mundial, a diferença entre as duas seleções nunca foi tão grande. Diferença essa que nos permite dizer que a seleção é de longe a favorita para vencer a partida. Se caprichar um pouco e entrar concentrada, faz 3 a 0 rapidinho. 

O que pode se esperar de uma seleção que apanhou da Croácia e da Alemanha de 3 a 0 e suou para vencer o Cazaquistão por 3 a 2 ?

Efetivamente nada.

Cuba mudou o sistema conhecido de jogar com duas levantadoras pelo tradicional 5/1. No time atual, só dá para livrar a cara das atacantes Carcaces e com muita boa vontade de Palacios. A linha de recepção de Cuba é horrorosa e contra a Holanda, Cuba levou 15 pontos de saque. Repito, 15 pontos. 

O resto do time, esse é realmente o termo mais apropriado, não é digno das tradições cubanas.

Essa história de rivalidade é passado, ainda mais com nosso time atual tão forte e preparado emocionalmente como vimos contra a Itália. Não tem essa de provocação na rede. Passou.

Ganhando de Cuba, a seleção brasileira vai dar um passo enorme para se garantir nas semifinais da competição.

É mais um jogo para Natália ganhar confiança e Fabiola entrosamento. Nossas centrais, quinta e sexta colocadas nas estatísticas, devem ganhar posições.   

Ganhar de Cuba na atual conjuntura é obrigação.

Definitivamente, embora exija respeito com o adversário, o Brasil não tem como perder para Cuba.

Por Bruno Voloch às 14h14

Superliga começa com os problemas de sempre e ofuscada pelo mundial feminino

A CBV se precipitou.

Não custava nada esperar mais uma semana e iniciar a superliga masculina. Não entendi.

Todas as atenções da mídia estão voltadas e com inteira razão para o mundial feminino que está sendo jogado no Japão. Como se não bastasse, o começo da superliga bate de frente com as finais do campeonato paulista. Nesse caso, me parece algo proposital.  

Uma semana a mais ou uma semana a menos não iria fazer a menor diferença para os 'gênios' que fizeram o calendário e optaram em dar início a competição neste sábado.

Os patrocinadores sempre reclamam, pedem mais exposição de suas marcas e os dirigentes me saem com essa agora. O Presidente Ary Graça, nos deve essa explicação.

Pensando bem, Ary deve estar mais preocupado e com toda razão, em apoiar a seleção feminina no Japão na luta pelo titulo inédito. Deixamos portanto as explicações de Ary para quando ele voltar de Tóquio.

Dois jogos, sem atrativos algum, abrem hoje a competição.

Montes Claros recebe o Santo André e deve vencer sem maiores dificuldades. A temporada de 2010/11 não deve ser diferente para o Santo André. Com elenco limitado, o time paulista não tem chances de ficar entre os 8 primeiros.  

Em Blumenau, o time da casa pega o Volta Redonda. São duas equipes que também serão apenas coadjuvantes na competição e sem a menor possibilidade de classificação. Para piorar, o time carioca perdeu seu principal jogador. Ezinho deixou Volta Redonda e deve acertar o retorno ao Minas. Pelo que fez no esporte, Ezinho realmente merece coisa melhor.

A tabela marca a estreia da Cimed para a próxima segunda-feira. 

Fico pensando. O campeão não deveria abrir o torneio em casa como principal protagonista ?

Não. Devo estar errado.

A superliga começa numa data inapropriada e sem o apelo que pode e merece ter da mídia. A competição começa desorganizada com apenas 3 jogos na primeira rodada e 4 partidas já adiadas para dezembro. Seria muito mais simples esperar o final do paulista e deixar as equipes com os mesmos números de jogos desde a primeira rodada.

Na temporada passada foram mais de 40 mudanças de datas e horários num autêntico desrespeito ao torcedor.

Mas para que facilitar se a gente pode complicar ?

A superliga de fato tinha tudo para ser a melhor do mundo. Não é. Craques e estrelas temos de sobra, mas a superliga perde ainda para o campeonato italiano, sobretudo em termos de organização.

A tabela é mal feita e os jogadores sofrem com os jogos sucessivos e num curto espaço de tempo.

Aliás, os verdadeiros artistas do espetáculo cansaram de reclamar e fizeram críticas abertas aos dirigentes sobre o calendário da superliga. Mas esses mesmos jogadores também são culpados. Deveriam ter um representante na hora que a tabela é elaborada e exigir um calendário decente e mais humano. 

Cada um tem o que merece.  

 

Por Bruno Voloch às 10h06

Jaqueline é a nossa verdadeira líbero

Foi de fato uma barbada como se previa.

A seleção ganhou com sobras do fraco time da Tailândia e manteve a liderança do grupo F. A seleção mostrou seriedade e concentração para vencer por 3 a 0.

Mas quem roubou a cena foi Jaqueline.

Sheilla fez uma boa partida, terminou como a maior pontuadora do jogo, mas Jaqueline foi o destaque da seleção em quadra.

A jogadora teve ótimo rendimento no passe e fez defesas incríveis. Quem não conhecesse as jogadoras da seleção seria capaz de dizer que a líbero atuou com a camisa errada.  

Jaqueline só se precipitou quando disse que é uma espécie de segunda líbero da seleção. Errado. Jaqueline, não é de hoje, é a nossa principal passadora e vem defendendo muito mais que Fabi. Pelo desempenho que vem apresentando, Jaqueline é a autêntica líbero da seleção.

A atleta é a única líbero do mundo que consegue 'burlar as regras do jogo' e também atacar. Realmente trata-se de uma jogadora diferenciada.

Jaqueline assumiu o fundo de quadra de tal forma que as vezes encosta e empurra a verdadeira líbero de lado. Humilde como poucas e visivelmente sem graça, Jaqueline foi ainda generosa e elogiou a companheira de 'posição' Fabi.      

Jaqueline está com 26 anos e joga de ponta. Evidente que com o passar dos anos as dificuldades aumentarão, algo natural. Mas Jaqueline não precisa se preocupar. A jogadora pode jogar tranquilamente de líbero quando 'abandonar' o ataque e garantir mais uns 4 ou 5 aninhos de vôlei.

Jaqueline não tem prazo de validade. 

   

   

Por Bruno Voloch às 09h27

05/11/2010

Brasil e Rússia são meros coadjuvantes na abertura da segunda fase do mundial

A segunda fase do mundial começa neste sábado com 8 jogos.

Brasil e Rússia enfrentam verdadeiras barbadas e devem fazer com facilidade 3 a 0 em cima de Tailândia e Peru. Sendo assim, Brasil e Rússia continuariam na liderança de seus respectivos grupos com 8 pontos e ainda invictas.

Trazendo duas derrotas da fase inicial, Cuba e Holanda fazem de cara um jogo de vida ou morte. Quem perder, fica sem chances de se classificar para as semifinais. Que ganhar, segue sonhando com uma das duas vagas do grupo F. A tendência é de um jogo muito equilibrado. A Holanda fez alguns bons jogos na primeira fase e Cuba só realmente se encontrou na derrota para os Estados Unidos por 3 a 1. Para o Brasil, melhor seria a Holanda vencer. Será basicamente um duelo entre Palacios e Carcaces contra Manon Flier.

Ainda em Nagoya, os Estados Unidos terão um ótimo teste diante da imprevisível seleção da República Tcheca. As norte-americanas são favoritas, mas não podem se descuidar da marcação em cima da atacante Havlickova. Óbvio que para nós seria excelente uma derrota norte-americana. Se jogar concentrada e com a seriedade habitual, acho pouco provável que aconteça. Mas todo cuidado é pouco com as tchecas.

Itália e Alemanha jogam uma autêntica decisão. A Alemanha depende exclusivamente de seus resultados para conseguir a classificação. A Itália vem abalada emocionalmente e muito pressionada após a humilhante derrota para o Brasil. Na teoria a Itália leva vantagem, mas o momento é melhor para a Alemanha de Kozuch. Jogo igual.

Sérvia e Turquia abrem a rodada em Tóquio. A Turquia sobrevive no mundial em função do talento da oposta Darnel. Ela decidiu vários jogos e é uma das melhores jogadoras da competição. A Sérvia tem um time alto e lento. Pelos últimos jogos, diria que a Turquia pode vencer a Sérvia.

A Polônia encara a Coreia. As polonesas demoraram a engrenar no mundial, mas deram uma respirada no fim da fase inicial. A Coreia foi mais consistente e equilibrada nos 5 jogos que realizou. São duas escolas distintas, mas a Coreia de Kim Yeon, parece mais forte nesse momento.

Fecham a rodada em Tóquio, Japão e China. O clássico é cercado de muita rivalidade e as vezes não só a técnica é suficiente para determinar o ganhador. O Japão é muito favorito. Joga em casa, conta com o apoio da torcida e tem mais time que a China. Ganhando, o Japão fica muito perto de se classificar e poder novamente jogar uma semifinal de mundial. Além disso, eliminaria logo de cara a tradicional seleção da China do campeonato. O Japão conta ainda com a ótima fase da jogadora Kimura, responsável pelos principais ataques do time.

Moleza mesmo nessa abertura de segunda fase, só para Brasil e Rússia.       

Por Bruno Voloch às 15h08

Ricardinho achava mesmo que conhecia Bernardinho ?

Belo material que acabo de ler no UOL.

Ricardinho, novamente de peito aberto, fala de seleção, do passado, do futuro e de Bernardinho.

Fico feliz em saber que Ricardinho não mudou sua personalidade e chegou a conclusão que a imprensa não foi a culpada pela sua saída da seleção e muito menos a responsável pelo não retorno dele.

Ricardinho, bem orientado, deve ter percebido que o maior prejudicado com o silêncio era ele próprio. Se não teve culpa, como de fato diz não ter, não existe motivo para se esconder e evitar dar declarações.

Agora fez o certo. Falou o que pensa e quase tudo que deveria. Digo quase, porque no íntimo, ele mesmo sabe que existem mais coisas por trás do episódio do Pan em 2007.

Mas um dia ele deve sim falar. Não há o que temer. A questão financeira foi sim um dos motivos do corte do jogador.  

Ricardinho, como ele mesmo disse, perdeu a oportunidade de jogar mais uma olimpíada, um mundial, algumas edições da liga e está certíssimo em priorizar o clube a a família.

Ricardinho foi corajoso, como nunca deveria deixar de ter sido, quando disse em tom irônico que 'não conhece Bernardinho como pensava'. Talvez esse tenha sido o maior pecado de Ricardinho.

O jogador claramente foi iludido quando foi chamado para conversar sobre um possível retorno antes da Liga Mundial. Ricardinho não é mais nenhum menino e sabia que Giba ainda não havia sido consultado e dado o aval para sua volta. Ricardinho sabia que o simples sim de Bernardinho não seria suficiente para a situação voltar ao normal.

Disse isso na ocasião. Bernardinho está posando de bom moço e vai deixar transparecer que não é ele o obstáculo para Ricardinho voltar. Ele mesmo, Bernardinho, confidenciou mais tarde, dizendo que não dependia só dele e sim de todo o grupo de jogadores.

Mas então não seria mais fácil e coerente falar primeiro com os jogadores e não iludir Ricardinho ?

Evidente que não. O artista principal não pode deixar de aparecer.

O que Ricardinho fez tomando a decisão de esquecer seleção, foi apenas criar vergonha na cara, não ser mais usado e explorado no mal sentido. Verdade dura e crua.

Bernardinho já deve ter lido e lógico que não vai responder ao deboche de Ricardinho.  

Essa história é cansativa e está longe, muito longe de um final. 

Ricardinho vai jogar a superliga pelo Vôlei Futuro, mas antes disso pode conquistar o estadual paulista. Já eliminou o Pinheiros de Giba e terá pela frente o Sesi de Muirlo e Serginho.

Sempre que estiver em quadra e jogar contra seus ex-companheiros de seleção, as comparações e perguntas serão inevitáveis.

Essa história ainda terá muitos capítulos. Teremos ainda as finais do paulista, a superliga, e o confronto com Bruno quando jogarem Vôlei Futuro e Cimed.

Por sinal, discordo de uma colocação. Bruno pode não ainda não ser um 'Ricardinho' e talvez não tenha as mesmas qualidades como jogador, mas bruno tem provado seu valor apesar de ser o filho do treinador.

Dizer ou colocar em dúvida a capacidade dele só por ser filho de Bernardinho não acho coerente. 

Jogar nessas condições atrapalha ?

A 'tal' condição de Bruno será sempre questionada ?

Sim.

Bruno jogará muito mais à vontade quando se 'livrar' de Bernardinho na seleção. Isso sim é fato.   

Bernardinho tem ainda o costume de prestigiar os jogos da superliga masculina, ainda mais na fase final. Portanto, é bem provável que veja Ricardinho e o Vôlei Futuro de perto muito em breve.

O que acontecerá ?

A mídia em geral vai apontar seus flashes e câmeras para os dois. O resultado do jogo passará a ser secundário e as declarações dos envolvidos ficará em primeiro plano.    

A seguir, cenas do próximo capítulo.      

 

     

Por Bruno Voloch às 10h43

Federação Carioca se supera e estadual feminino será jogado por 3 times

Uma vergonha.

O campeonato carioca feminino adulto começa hoje com a participação de 3 times. Isso mesmo. 3 times.

Como seria complicado organizar uma tabela com 3 equipes, a federação decidiu 'convidar' a seleção carioca juvenil e fazer a competição com 4 equipes. Ou seja, participarão do campeonato carioca de 2010, o Rio de Janeiro, Macaé, Universo e a tal seleção carioca juvenil.

Definitivamente não dá para entender a cabeça desses dirigentes.

Chega a ser vergonhoso e humilhante para o time do Rio de Janeiro participar de uma competição tão medíocre. Porém, como está filiado, o time de Bernardinho se vê obrigado a passar por esse vexame.

O Rio é um dos mais tradicionais times do vôlei brasileiro e não poderia passar por uma situação tão constrangedora.

Os ''entendidos' vão dizer que o campeonato carioca serve para dar ritmo de jogo as jogadoras visando a participação na superliga. Verdade. Jogar sempre é bom, mas seria bem mais fácil arrumar 4 ou 5 amistosos e botar o time em ação.

A Federação Carioca se superou dessa vez. Fazer um torneio com 3 times e colocar a seleção juvenil para completar a tabela é absolutamente humilhante.

Onde estão os 4 grandes do Rio que se recusam a jogar o estadual adulto ?

Não jogam e nem jogarão enquanto essa administração retrógrada reinar no vôlei carioca.

Esse é o tipo do campeontado que poderia começar de trás para frente. O Rio já sabe que será campeão e o Macaé sabe que será o vice. Dia 25, data da 'grande' decisão, lá estarão Rio e Macaé. O Rio conquistará seu sétimo título carioca consecutivo e com direito a comemoração.

Comemorar o que ?

O enterro do vôlei carioca ?

Só se for.

As jogadoras assinam contrato de um ano e são obrigadas a jogar as competições determinadas pelo patrocinador. Dizem até que vão esperar Sheilla voltar da seleção e que a jogadora também vai participar da fase final.

Não façam isso com a Sheilla, por favor. Com ela não. 

Dani Lins, Carol e Fabi, coitadas, já conhecem o estadual carioca e devem estar todas 'orgulhosas' pelos títulos conquistados no estado.

Há muitos anos a gente bate nessa tecla.

O único campeonato estadual de verdade é o paulista. O mineiro se esforça, tem lá seus atrativos e está muito anos na frente do carioca.

Uma pena.

Coincidência ou não, o Presidente da Federação Carioca está no poder desde 1992. Em 2012 completará 20 anos no cargo.

A Federação Carioca é o retrato da maneira como é administrada.

Uma pergunta fica no ar e confesso que gostaria muito de poder responder.

Quantos times jogarão o estadual de 2011 ?

    

   

 

Por Bruno Voloch às 09h44

04/11/2010

Entrada gratuita para assistir Pinheiros e Vôlei Futuro ?

Não acreditei quando fui informado. Fiz questão de checar as informações e apurar se as mesmas eram verídicas.

De fato eram verdadeiras.

A entrada para o jogo entre Pinheiros e Vôlei Futuro válido pelas semifinais do campeonto paulista será gratuita. Isso mesmo. Não será cobrado um tostão sequer para ver em ação craques como Giba, Ricardinho, Rodrigão, Gustavo, Vissoto, entre tantos outros bons jogadores.

Será mesmo que é necessário abrir os portões para lotar um ginásio diante de tantos atrativos ?

Que vergonha. Lógico que não.

Essa coisa de transformar o jogo em evento não cola e não convence ninguém.

Onde fica o profissionalismo, se é que de fato ele existe na cabeça de alguns dirigentes.

E o investimento do patrocinador ?

Apesar do ginásio ser acanhado e desfavorável para jogos desse porte, não seria uma boa maneira de captar recursos ?

Chega a ser humilhante uma semifinal de campeonato paulista ter que abrir os portões para lotar o ginásio.

Brindes serão distribuídos, como se a própria presença desses craques que citei não fosse suficiente para atrair os torcedores.

Me poupem.

O Pinheiros se superou dessa vez.   

Por Bruno Voloch às 08h11

Seleção muda discurso, 'tira onda' das italianas e se mostra pronta no aspecto emocional

Quem diria.

Sinais dos novos tempos na seleção feminina.

O lado emocional tão questionado, abalado e motivos de derrotas no passado, ficou literalmente para trás. 

Foi isso que provamos e mostramos na vitória contra a Itália. Menos mal. Chego a conclusão que agora mais do que nunca somos os favoritos para ganhar o mundial. Na técnica não perdemos para ninguém e só poderíamos cair se nos vencessem na base do emocional.

Esse problema parece ser passado e as próprias jogadoras provaram que a cabeça está devidamente no lugar com as declarações depois dos 3 a 0 contundentes sobre a Itália.

Fico feliz e aliviado. Sinal de que o trabalho psicológico também rendeu frutos ao nosso grupo de jogadoras. É bom saber que podem nos provocar, porque jamais perderemos uma partida por esse aspecto.

Fabiana, capitã da seleção, admitiu abertamente que sacaneou Piccinini da Itália durante e após os 3 a 0. Maravilha. Eu sinceramente não gosto desses deboches e provocações, mas se Fabiana gosta, se sente bem e cresce, bom para ela e para a seleção. Se ela 'atura', que siga jogando dessa forma.

Jaqueline também entrou na 'onda' e disse ter sido ótimo poder sacar em Piccinini. Pelo que entendi, estava divertido sacar na musa italiana. Maravilha.

Thaísa confessou que bateu boca com Gioli e que devolveu os gritos disparados pela italiana após bloquear Gioli. Repito. Maravilha.

Essa seleção está mostrando uma cara que definitivamente não conhecia. É uma seleção brasileira diferente daquela que estávamos acostumados a assistir.

Esse grupo atual de jogadoras gosta e sabe jogar na base da provocação, cresce nesse tipo de situação, não foge da briga e encara qualquer tipo de adversidade.

Maravilha.   

 

      

 

Por Bruno Voloch às 07h30

Apesar da melhor campanha na primeira fase, Brasil não aparece nas estatísticas

Curioso.

Terminada a primeira fase do mundial feminino, a seleção brasileira ganhou os 5 jogos que disputou, perdeu apenas dois sets e terminou fazendo a melhor campanha entre as 24 seleções participantes.

Mesmo assim, nas estatísticas oficias da competição, nenhuma jogadora brasileira aparece entre as melhores.

Darnel da Turquia segue sendo a maior pontuadora do mundial com 132 pontos. Kosheleva da Rússia, Palácios de Cuba e Manon Flier da Holanda foram as melhores atacantes da primeira fase. Plchotova da surpreendente República Tcheca lidera no fundamento bloqueio e a cubana Carcaces possui o melhor saque do mundial. A ótima Sykora, líbero dos Estados Unidos, tem a melhor defesa do mundial e sua companheira de seleção Alisha Glass acabou a fase inicial como a levantadora mais efetiva. Wilavan da Tailândia lidera na recepção e Kryuchkova da Rússia se destaca como líbero.   

Mas a seleção não deve se prender aos números. Pode até ser um bom sinal. A ausência de alguma representante da lista das melhores do campeonato, pode significar que a seleção brasileira seja a mais homogênea. 

De qualquer maneira, acho que todas as jogadoras trocariam o prêmio individual pelo título inédito. É dessa forma coletiva que o grupo deve continuar pensando.

Por Bruno Voloch às 07h11

03/11/2010

Após vexame e derrota vergonhosa, Barbolini deveria entregar o cargo

Se fosse no futebol, o resultado derrubaria qualquer treinador.

Mas o vôlei já não está tão distante assim. A maneira vergonhosa e apática como a Itália se apresentou diante do Brasil, deveria determinar a saída do treinador Massimo Barbolini.

Aliás, se Barbolini tivesse o mínimo de hombridade, entregaria o cargo.

Não pode uma seleção que tem no elenco jogadoras consagradas e técnicas como Lo Bianco, Piccinini, Gioli e Del Core, jogar sem compromisso e atuar de forma tão bisonha.

A parcial de 25 a 7 não retrara a realidade e a distância que separam Brasil e Itália. Algo de muito estranho está acontecendo com a seleção italiana.

Será que essas jogadoras resolveram responder em quadra alguma possível insatisfação com Barbolini ?

Não duvido, sinceramente.

Entregar um jogo em pleno mundial para detonar o técnico ?

Improvável, ainda mais da maneira explícita que as coisas foram feitas. Seria burrice.

A terceira parcial, 25 a 7, é considerada 'goleada' no vôlei.

25 a 7 foi o placar do segundo set da vitória dessa mesmo Itália sobre o Quênia. Convenhamos que isso não é normal.  

A Itália fez 3 míseros pontos de bloqueio em todo o jogo. Sabe o que signifca isso ?

Desinteresse pelo jogo. 

O cansaço alegado por Lo Bianco não cola e não serve como desculpa.

Barbolini na coletiva reconheceu a superioridade do Brasil e disse que a seleção brasileira é melhor do que a italiana. E daí ?

Qual novidade ?

Mas isso justifica tamanha passividade, a falta de padrão tático e espírirto de luta ?

Negativo, Barbolini. 

Será que a convocação de Costagrande tem relação direta com a péssima participação da Itália no mundial ?

Pode ser. As jogadoras sempre foram contrárias à presença de estrangeiras no elenco. Costagrande passou pela seleção e 1 mes depois foi cortada.

Normal ?

Nunca, ainda mais para uma jogadora de potencial e que certamente ajudaria a Itália nesse mundial. Costagrande ao menos se livrou do vexame que foi a derrota para o Brasil.

Com que moral a Itália segue no mundial ?

Sem moral nenhuma.

Se Barbolini tiver vergonha na cara, assim que desembarcar um Roma, deveria pedir as contas e deixar o comando da seleção italiana.

Não acho que ele seja o único culpado, mas tem suas responsabilidades. Porém é muito mais fácil trocar uma peça do que mudar o guarda-roupa inteiro. 

Exigente e profissional ao extremo, a Federação Italiana já deve estar tomando suas providências.

 

Por Bruno Voloch às 09h41

Natália e Thaísa arrebentaram contra a Itália

25 pontos. Um set inteiro. E tinha gente que ousava duvidar da capacidade de Natália.

Como pode ?

Contra a 'toda poderosa' Itália, Natália talvez tenha feito sua melhor partida com a camisa da seleção brasileira adulta. Seu desempenho foi espetacular e Natália parecia uma veterana em quadra.

Pedia bola, virava com extrema facilidade, seja na força, no jeito, mas Natália derrubava uma bola atrás da outra.

Mas Natália não se limitou apenas atacar. Marcou pontos de bloqueio e de saque também.

Que personalidade tem essa menina. Em pleno mundial, diante de um adversário tradicional, de camisa, embora 'morto' em quadra, Natália começa a escrever seu nome na história da seleção.

Exagero ?

Que nada. Natália merece todos os elogios e os incentivos. Assumiu a condição de titular e não tremeu. Se a vitória de 3 a 0 fez bem para alguma jogadora, essa atleta se chama Natália.

Seria injusto deixar de citar também a central Thaísa. Ótimo jogo também. Sempre atenta, Thaísa foi um paredão na rede e parou os raros ataques da Itália no jogo.

E Jaqueline ?

Deu a segurança enfim desejada no fundo de quadra e além de dar conta do recado no ataque fez o papel de líbero.  

Aliás, devo ressaltar o trabalho da comissão técnica. Foram 16 pontos de bloqueio no jogo, quase 6 vez mais do que a Itália conseguiu nos 3 sets. Nosso ataque, diante de uma seleção sem bloqueio, deitou e rolou e fez quase 50 pontos. Sacamos com inteligência e nos aproveitamos de uma linha de recepção absolutamente horrorosa da Itália.

A Itália além de ter se mostrado fraca e inoperante nesse mundial, estava marcada em todas as passagens de rede.

As horas de sono perdido e o estudo foram recompensados em uma horinha de jogo. As jogadoras tiveram todas as informações 'mastigadas' e apenas cumpriram o que foi pedido pela comissão.

Me desculpem as demais jogadoras. Hoje foi dia de Natália e Thaísa.            

Por Bruno Voloch às 08h31

Ganhar da Itália foi como tirar pirulito da boca de criança

Não era preciso ter bola de cristal ou algo do gênero para prever o que aconteceria na partida entre Brasil e Itália.

Bastava olhar os jogos anteriores, ver com isenção o desempenho das duas seleções e cravar Brasil, sem sustos. Foi o que aconteceu.

Ganhamos com tranquilidade por 3 a 0. Me arrisco a dizer que o jogo contra Porto Rico, por incrível que pareça, foi mais complicado do que o de hoje contra a Itália.

Mérito todo da nossa seleção. Não importa se do outro lado encontramos uma seleção apática, mal treinada, péssima fisicamente e sem vibração. A derrota no dia anterior pesou mais do que deveria nos ombros das italianas. 

Jogamos com a autoridade de uma seleção que deseja ser campeã do mundo pela primeira vez nesse mundial. 

É uma vitória para dar moral, segurança e confiança para as jogadoras da seleção brasileira. Não importa se batemos uma Itália 'morta' em quadra, o que importa são os dois pontos, a invencibilidade mantida e a postura que tivemos nos 3 sets, em especial no terceiro.

A tal 'sindrome' do terceiro set não aconteceu e o Brasil, como a gente previa no dia anterior, não foi em nenhum momento ameaçado pela Itália.

No vôlei, diferente do futebol, é difícil dar zebra. Normalmente ganha o melhor, o time mais técnico e foi o que aconteceu.

Estamos no caminho certo, mas essa vitória não pode nos iludir de forma alguma. A Itália tem boas jogadoras, mas simplesmente não entrou em quadra.

Nenhuma jogadora ou membro da comissão iria admitir antes do jogo que a partida seria fácil para nós. Primeiro por respeito e segundo pela maneira como Zé Roberto conduz as coisas dentro da seleção. Cantar vitória antes do tempo geralmente não dá certo. Mas bem no íntimo, tenho certeza que as jogadoras sabiam que iriam atropelar as italianas. Foi justamente o que aconteceu.

A Itália durou tanto ou menos que o Quênia. Ganhar de Porto Rico foi mais complicado do que vencer a Itália. Triste, mas dura realidade desse mundial.  

   

Por Bruno Voloch às 08h16

02/11/2010

Cuba agoniza e luta contra humilhação diante dos Estados Unidos

A última rodada da primeira fase do mundial marca o confronto entre Brasil e Itália. O clássico é aguardado com muita expectativa e em quadra estarão grandes jogadoras como Sheilla, Fabiana, Natália, Gioli, Lo Bianco e Piccinini.   

Mas as duas seleções jogarão já classificadas para a segunda fase, ou seja, com chances de brigar por uma vaga nas semifinais. Se perder entretanto, a Itália não dependerá mais de suas forças para disputar o título.      

Por isso, com as duas seleções já classificadas para a segunda fase, as atenções se voltam para a cidade de Matsumoto onde jogarão Cuba e Estados Unidos.

Invictas, as norte-americanas certamente terminarão na primeira colocação do grupo e vão cruzar com o Brasil na segunda fase. Como os resultados conquistados nessa fase são levados para a segunda fase, os Estados Unidos precisam derrotar Cuba e entrar em igualdade de condições que o Brasil, caso esse vença, na próxima etapa do torneio.

O drama da rodada está sendo será vivido por Cuba. 3 vezes campeã do mundo, Cuba pode amargar o maior fracasso de todos os tempos se perder para os Estados Unidos.

A seleção cubana pode ser eliminada ainda na primeira fase e se isso acontecer, terá feito a pior campanha da história do vôlei cubano em todos os tempos. Seria humilhante para as cubanas voltarem para casa tão cedo.  

Os Estados Unidos lideram o grupo com 8 pontos e já estão classificados ao lado da Alemanha. Tailândia, Cuba e Croácia brigam por duas vagas. No momento, Tailândia e Cuba estão com 6 pontos e a Croácia com 5.

Na última rodada, a Croácia enfrenta o Cazaquistão e chegará aos 7 pontos. Perdendo para a Alemanha, a Tailândia chegaria aos mesmos 7 pontos e Cuba se perder para os Estados Unidos, também terminaria com 7.

A vantagem de Cuba é saber o que vai precisar quando entrar em quadra, pois Estados Unidos e Cuba fecham a rodada. Se as 3 seleções terminarem empatadas, a decisão das vagas será no point average, divisão do número de pontos marcados pelos pontos perdidos nas partidas.

Para não depender do critério, Cuba é obrigada a vencer os Estados Unidos. Se fizer seu papel, alcança 8 pontos e se classifica.

Seria profundamente triste, lamentável e decepcionante ver Cuba eliminada na primeira fase de um mundial. Os amantes do esporte, aqueles que conseguem deixar a paixão e a rivalidade de lado, sabem do que estou falando.

Cuba faz bem ao mundial, mesmo que esteja com uma equipe fraca, longe de poder ser campeã. Mas perder Cuba logo de cara, é ruim para o evento.

É como se Argentina, Itália, Alemanha ou Brasil fossem eliminados na primeira fase de uma copa do mundo. Aconteceu, a Itália caiu em 2010, mas foi bom para o mundial ?

Claro que não.

Portanto, enquanto os olhos dos torcedores brasileiros estarão todos voltados para o jogo contra a Itália, Cuba estará decidindo seu destino no mundial.

Com a tecnologia avançadíssima, vou me virar e não deixarei de acompanhar ao mesmo tempo de Brasil e Itália, o drama delas diante dos Estados Unidos.  

Sem mágoas ou decepções do passado, desejo muito boa sorte as cubanas.

   

      

Por Bruno Voloch às 18h44

Brasil é favorito contra Itália e deve vencer com tranquilidade

A Itália que vai enfrentar o Brasil nesta quarta-feira é a mesma que perdeu de 3 a 2 para a República Tcheca ?

Tomara. Se for, maravilha.

É essa seleção que nos assusta tanto e é considerada por tanta gente uma das favoritas ao título ?

Não pode ser.

Aliás, não fujo do que escrevi e assumi dias atrás. Disse que também achava a Itália uma das candidatas ao título mundial. Mas depois do que assisti contra a República Tcheca e Holanda, me permito retirar as italianas da lista.

Tudo bem que trata-se de um grande clássico e cercado de muita rivalidade, mas a seleção brasileira tem muito mais time que a Itália e é a grande favorita da partida.

Outra coisa. A Itália costuma 'tremer' diante do Brasil e a história nos mostra isso em números.

É evidente que depois de perder para a República Tcheca, as italianas jogarão pressionadas e são obrigadas a vencer. Uma nova derrota, a segunda ainda na primeira fase, deixaria a Itália muito distante das semifinais. Brasil e Estados Unidos ficariam à vontade.

Sheilla afirmou que Brasil e Itália é uma espécie de final antecipada de mundial. Discordo. As italianas não estarão nem entre as semifinalistas. O que Sheilla deve convencer suas companheiras, é de que uma vitória contra a Itália nos coloca nas semifinais. Por isso o jogo terá sabor de final para nós.  

A rivalidade é gostosa, sadia, faz parte do esporte e a seleção brasileira deve mesmo se aproveitar desse momento de absoluta superioridade.

O único fator que pode prejudicar a seleção é a ansiedade. Foi fácil notar nas declarações após a partida contra Porto Rico que as jogadoras esperam e aguardam com grande ansiedade esse jogo contra a Itália. Isso é ruim. 

Para as italianas, o jogo contra o Brasil parece ser apenas mais um entre tantos outros. 

O aspecto emocional pode equilibrar o jogo entre Brasil e Itália. Como disse, acho que a única chance que a Itália tem de vencer o jogo, é nesse aspecto.

Na bola e na parte técnica, a seleção brasileira vence e com tranquilidade.

A Itália não é esse 'bicho-papão'.   

Por Bruno Voloch às 16h00

Vitória contra Porto Rico foi importante para Fabíola e Natália

Como bem disse o treinador José Roberto Guimarães, o jogo contra Porto Rico foi muito fraco.

A seleção jogou para o gasto, fez apenas o trivial e mesmo assim ganhou com sobras. Estava na cara que a seleção não jogaria da mesma forma que atuou contra a Holanda.

A postura foi diferente do início ao final, mas acho plenamente natural. Seria difícil e complicado exigir concentração nos 3 sets diante de um adversário tão ruim.

Acho que preocupante mesmo foram os excessos de erros. 22 no total. Contra um adversário do nível de Porto Rico, os números podem ser considerados acima da média.

O mais positivo na vitória do Brasil foi ver o bom desempenho de Natália, cada dia mais solta e em franca evolução no mundial. A partida também serviu para entrosar Fabíola com as atacantes e dar confiança para a atual levantadora titular da seleção.

O treinador da Rússia, Vladimir Kuzyutkin, disse após os 3 a 1 contra a Coreia que existem duas maneiras de jogar. Uma delas é jogar bonito e perder, a outra é não dar espetáculo, mas vencer.

O jogo do Brasil contra Porto Rico se encaixa na segunda opção.

 

Por Bruno Voloch às 15h36

01/11/2010

Cimed 'consegue' perder título Sul-Americano e está fora do mundial de clubes

Por essa nem mesmo o mais pessimista torcedor catarinense esperava.

O time da Cimed, quatro vezes campeão brasileiro, perdeu a decisão do sul-americano de clubes na Argentina e está fora da disputa do mundial de clubes.

Na final, o time dirigido por Marcos Pacheco caiu diante do Bolívar e perdeu por 3 sets a 2. 

O jogo foi extremamente equilibrado e a Cimed venceu a primeira parcial com 25/23. O troco argentino veio com 25/19 e 26/24 nos sets seguintes abrindo vantagem de 2 a 1. Com autoridade, a Cimed fez 25/19 no quarto set e levou a decisão para o quinto set. No tie-break, a equipe brasileira chegou a estar vencendo por 14 a 13, mas acabou sofrendo a virada e perdendo o set e o título com a derrota por 16/14.

Como somente o campeão de cada continente se classifica para o mundial de clubes, a Cimed ficou de fora da competição. O Bolivar, comandado por Javier Weber e do atacante brasileiro Badá, será o representante da América do Sul no mundial.

A Cimed poderia ter a oportunidade de jogar novamente o mundial e tentar se reabilitar da participação ruim em 2009 quando foi eliminada ainda na primeira fase do torneio.

Como consolo, o central Éder recebeu o prêmio de melhor bloqueador do campeonato.

 

Por Bruno Voloch às 07h00

31/10/2010

Lo Bianco entra para a história do vôlei italiano

A data de 31 de outubro de 2010 jamais será esquecida pela levantadora Eleonora Lo Bianco da Itália.

A jogadora completou a incrível marca de 475 partidas com a camisa da seleção. O antigo recorde pertencia ao craque Andrea Giani.

Lo Bianco está com 31 anos, joga pelo Bergamo e fez seu primeiro jogo pela seleção em 1998 diante do Brasil pela Copa Montreux. Lo Bianco disputou 3 olimpíadas, participou de 4 mundiais e jogou 6 vezes o campeonato europeu, ganhando em 2007 e 2009.

Lo Bianco é considerada uma das melhores do mundo na posição e estava no elenco italiano que conquistou o título mundial em 2002 na Alemanha após vencer os Estados Unidos na decisão.

Curiosamente, na vitória de 3 a 0 sobre o Quênia, Lo Bianco não foi utilizada, mas foi ovacionada pelas companheiras após a partida.   

 

 

Por Bruno Voloch às 20h02

Fabi solta mais uma 'pérola' e continua devendo

A líbero Fabi soltou mais uma de suas brilhantes pérolas ao afirmar que a seleção tinha finalmente 'chegado' ao mundial e feito sua 'estreia'.

Que besteira.

A seleção chegou faz tempo, jogou dois jogos ruins e fez uma bela apresentação contra a Holanda.

Que tal pensar dessa maneira ?

Não gosto de jogadores que fingem não enxergar os defeitos do time e só aparecem na hora da vitória. Negativo.

Aliás, Fabi está devendo faz tempo. Reconheço os serviços prestados ao vôlei brasileiro, seu lugar cativo no Rio de Janeiro, mas bola que é bom, Fabi não joga faz tempo.

Desde as finais do Grand Prix, Fabi não faz uma boa partida. Há muito tempo não consegue reeditar as atuações de Pequim em 2008. Lá de fato, há dois anos atrás, estava bem. Hoje não.

Ela pode ser experiente, ter grande influência dentro do grupo, poder de decisão com a comissão técnica, mas não está convencendo. Não acho, sinceramente, que Fabi seja uma unanimidade.

Reconheço também que em pleno mundial, não é hora de testar Camila Brait. Mas essa menina é o nosso futuro em termos de líbero. Vamos de Fabi até o fim do mundial e tomara que Zé Roberto dê finalmente uma oportunidade e coloque Camila Brait para jogar.

Ninguém gosta de ser criticado, ainda mais esses atletas chamados de ponta. Pouco me importa e também não estou preocupado com o que Fabi vai achar. Bom senso é o mínimo. 

Me lembrei de uma boa, que li recentemente e se encaixa perfeitamente nessa situação vivida por Fabi.

Desde quando o que um jogador fez no passado garante seu sucesso no presente ?

Por Bruno Voloch às 18h21

Quer dizer que Dani Lins era a culpada ?

Acompanhei atentamente as declarações da comissão técnica e das jogadoras após os 3 a 0 diante da Holanda.

As entrevistas após a partida mostram claramente que Dani Lins, aparentemente, era a culpada pela má fase da seleção. Foi isso que entendi.

Jogamos contra o Quênia, fomos mal, mas fizemos 3 a 0 com Dani. Na partida contra a República Tcheca, a seleção perdia a partida e Fabíola entrou e mudou o panorama do jogo. Resultado ?

3 a 2 para o Brasil. Fabíola termina como titular e Dani como reserva.

Chega o jogo contra a Holanda e Dani Lins assiste do banco a vitória brasileira por 3 a 0.

Fabíola jogou bem ?

Sim, fez uma boa partida, distribuiu bem as bolas e soube 'dividir' as atacantes. Os números após a vitória, mostram um equilíbrio maior na distribuição da pontuação e todas as atacantes foram usadas na mesma dose.

O que me desagrada não é ver Fabíola jogando e sim a indefinição quanto a jogadora titular. Contra Porto Rico, Zé Roberto já deixou claro que começará com Fabíola. Mas contra Porto Rico, até Joycinha pode ser nossa levantadora que vamos ganhar de 3 a 0. Nada contra a ótima Joycinha. 

O ideal seria que a seleção chegasse ao mundial com a levantadora titular definida e isso não aconteceu. Novamente. 

Fabíola, segundo Zé Roberto, ganhou a posição na bola e na quadra. Acho justo e coerente, joga quem estiver melhor. Na avaliação de quem decide, Fabíola é e está melhor que Dani Lins.

Segundo o próprio Zé Roberto, Fabíola cadenciou mais o jogo e deixou as meninas mais relaxadas. Dani estava jogando com muita velocidade e não colaborava nesse sentido. 

Mas o que será que Dani fez de errado que deixava as companheiras tão tensas ?

Não sei.

Fabiana, nossa grande central, também concorda. Diz ela, que Fabíola entrou mais tranquila, fez o que tinha que ser feito e jogou com alegria.

Novamente a alegria. Meninas, alegria não ganha jogo. Ajuda. O que de fato ganha jogo é jogar bola.

Até Fabíola foi 'contagiada' pela tal alegria. A levantadora da seleção confessou ao ser entrevistada que entrou contente e sua vibração fez a diferença.

Dani Lins então não joga com 'alegria' ? Trata-se de uma jogadora triste, sem espírito de luta e vibração ?      

Lógico que não.

Minha cara Fabíola, a diferença é que você jogou melhor que Dani Lins, bloqueou mais e foi objetiva na distribuição das jogadas de ataque.

 

Por Bruno Voloch às 17h54

Alegria não ganha jogo. Jogar bola ganha jogo

O Brasil fez sem dúvida diante da Holanda a melhor partida no mundial.

Ganhou com méritos, sobrando em quadra por 3 a 0.

Engraçado. Antes do jogo contra a Holanda, o que mais a gente ouvia nas entrevistas era que a seleção estava tensa e ansiosa. E a tensão e a ansiedade simplesmente sumiram de uma hora para outra ?

Não. Evidente que não.

Como escrevi anteriormente, bastava apenas admitir a má fase e que a seleção não estava jogando bem.

Algum problema nisso ? Nenhum, penso eu.

Uma hora o jogo iria aparecer normalmente, mas sem essa cobrança absurda.

Olha, jogar com alegria é importante, ajuda, mas não ganha jogo. Desculpe, meninas. 

O que ganha jogo é jogar bola, cumprir taticamente o que foi combinado com o treinador e atuar com determinação, lutando por todas as bolas. Isso ganha jogo. 

Foi exatamente o que a seleção fez diante da Holanda.

Jogamos muito bem taticamente, anulamos as principais jogadas delas, Manon Flier estava marcada e fisicamente fomos superiores. A Holanda se desgastou fiscamente e veio abalada emocionalmente após a derrota para a Itália.

E nós também não tivemos um jogo de 5 sets ?

Sim. Mas não tão desgastante em termos emocionais como o jogo da Holanda. E outra coisa. Nossa seleção fisicamente é muito mais bem preparada do que a Holanda. Nesse ponto, ganhamos a partida.

Mas por favor, sem essa de ganhamos porque jogamos com alegria. Jogamos bola.

       

 

Por Bruno Voloch às 17h26

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

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