Blog do Bruno Voloch

10/12/2010

FIVB muda regra e abre caminho para Camila Brait na seleção brasileira

A semente foi plantada faz tempo e os frutos serão colhidos em breve.

Camila Brait vem sendo convocada com frequência pelo treinador José Roberto Guimarães e fez parte do grupo que conquistou a medalha de prata no mundial do Japão.

Chances efetivas de mostrar suas qualidades, Camila não teve. Mas a história em 2001 já seria diferente e ganhou ainda mais força após a mudança de regra divulgada pela FIVB.

A partir de janeiro de 2011, está liberada a substituição entre líberos durante a partida quantas vezes o treinador achar necessário. Na antiga regra, embora poucos técnicos fizessem uso, a líbero poderia ser substituída mas não poderia voltar ao jogo. Agora não. 

Camila Brait é apontada como uma das grandes revelações na posição.

A atual líbero da seleção, Fabi do Rio de Janeiro, rendeu abaixo do esperado no mundial e desde a olimpíada de 2008 não consegue manter a regularidade exigida para a posição.

Já era idéia da comissão técnica da seleção observar Camila mais de perto e dar oportunidades para a jogadora do Osasco atuar como titular. Em 2011 Camila será novamente chamada e com a mudança deve ganhar finalmente seu espaço merecido na seleção brasileira.

    

Por Bruno Voloch às 14h03

Direção do Vôlei Futuro se complica nas declarações, expõe William e sobra para Stephany

O ambiente no Vôlei Futuro de Araçatuba segue ruim na véspera da estreia na superliga.

A conclusão que chego é que a emenda saiu pior que o soneto.

Quer dizer então que após a derrota no primeiro jogo, a diretoria do clube fez 'apenas' uma cobrança em relação ao comportamento das jogadoras em quadra ?

Tá bom. Essa não cola.

Então curiosamente o treinador William muda a escalação no jogo seguinte e coloca para jogar justamente as duas estrangeiras. Alisha e Sykora barram Ana Cristina e Stephany e passam a ser titulares do time.

Deve mesmo ter sido apenas uma 'coincidência'. Quem eles pensam que enganam ?

Discussão não houve após a derrota na primeira partida. O que aconteceu foi que determinaram a escalação das duas jogadoras a partir daquele momento. O treinador William sem alternativas, acatou a exigência e mexeu na equipe.

Ao contrário do que possa parecer, a mágoa de William não foi pela interferência na escalação. William soube que foi xingado por diretores do clube ainda no Pinheiros após a primeira partida. Ele pode e não vai admitir abertamente, mas não engoliu essa situação.

O blog apurou e pessoas que estavam sentadas perto dos diretores do Vôlei Futuro, garantem que William foi muito ofendido. 

Não existe mágica nesse caso. Um bom ambiente não se constrói da noite para o dia. As atitudes acabam refletindo nos treinamentos e no convívio com as atletas.

Mas como disseram, 'não existe crise' e tudo não passa de boatos. 

Mas eles se entregam nas declarações. William deu a mesma versão escrita dias atrás no blog, informação essa vinda de dentro do grupo. Segundo o treinador, as norte-americanas pediram para não jogar porque ainda não estavam adaptadas a bola. 

William vai além e garante que não era intenção escalar as jogadoras nas finais do paulista. Estranho. Após uma conversa 'normal' depois da derrota, mudou radicalmente de idéia e confirmou Alisha e Stacy na segunda partida.

O discurso foi mal ensaiado, me desculpem.

William estava certo, não deveria ter alterado a equipe e muito menos cedido à pressão da direção. Errou ao ceder e tirar Ana Cristina e Stephany. Se elas estavam jogando, deveriam ter continuado e a mídia não tem culpa nessa história, sinto muito.

As jogadoras estão abaladas não por causa da imprensa e sim pela forma arbitrária que foram barradas. Uma coisa não se discute. As norte-americanas são melhores tecnicamente, vieram para jogar, mas entraram na base da pressão. Existem várias maneiras de se mudar a escalação de um time e faltou muita habilidade ao Vôlei Futuro.

Os próprios dirigentes 'mataram' Ana Cristina e Stephany injustamente.

William errou. Ninguém bateu nas meninas. O papel da mídia é analisar tecnicamente o desempenho das jogadoras, dos treinadores e dar as informações do que realmente está acontecendo sem querer agradar a, b ou c.

Quem tem o dever de recuperar a cabeça delas é o próprio treinador que 'confessou' em outras palavras ter aceitado a pressão para mudar o time. Se não concordava, não deveria ter alterado. Se mexeu sem concordar é porque foi obrigado a fazer.

Lamentável. Abre-se um precedente muito perigoso a partir desse momento. William foi um grande atleta e já demonstrou toda sua capacidade como treinador. Não precisava ter passado por esse episódio constrangedor e vergonhoso.

A direção segue errando e dando declarações precipitadas. 

Se não existe cobranças em cima de resultados é melhor fechar as portas. A cobrança sempre tem que existir, mas dentro de uma hierarquia e respeito profissional. Todo clube vive de vitórias e títulos.

A comparação da situação vivida por Stephany e Bruninho é descabivel. Bruno aprendeu na 'marra' a situação, é jogador de seleção e já foi 'aprovado'. Stephany é uma jogadora esforçada, mas ainda precisa evoluir tecnicamente. Estar sob comando de William é indiferente. Se ele mesmo sugeriu a contratação de Stacy, sabe o potencial de sua filha.

Não é justo sobrar para Stephany. Seria covarde da direção do clube e do treinador, deixar a 'bomba' estourar nas mãos dela. 

                    

   

Por Bruno Voloch às 11h50

09/12/2010

Seleções masculina e feminina da Rússia se unem em prol de Safranova

A Rússia segue comovida com o drama vivido pela jogadora Safranova.

Como se não bastasse o apoio das jogadoras da seleção, alguns atletas como o líbero Verbov e o craque Mikhailov decidiram entram de cabeça na luta para arrecadar fundos no tratamento de Safranova.

Os dois jogadores vão doar camisas autografadas para um leilão que será realizado no dia 10. Uma bola oficial da Mikasa autografada por todas as campeãs mundiais também sera leiloada.

Assim como Verbov e Mikhailov, as jogadoras Gamova, Sokolova, Goncharova e Kosheleva decidiram doar camisas oficias para o leilão.

No total são mais de 30 blusas oficiais e mais a bola autografada que serão leiloadas. 

O drama de Natália Safranova começou exatamente em 3 de dezembro de 2009. Safranova sofreu um derrame cerebral e desmaiou quando treinava pelo Dínamo de Moscou. A atleta de 22 anos, ficou 18 dias em coma e passou por um processo de recuperação na cidade de Colônia na Alemanha, sendo mais tarde transferida para a Rússia. 

Após a conquista do bicampeonato mundial ainda no Japão, a jogadora Gamova lembrou de Safranova e disse que a atleta jamais será esquecida pelas companheiras.  

Por Bruno Voloch às 10h32

Araçatuba deve ter aprendido a diferença entre teoria e prática

No papel o time é muito forte. Na prática não foi bem assim.

A derrota do Vôlei Futuro na decisão do paulista feminino traz de volta um velha e saborosa discussão.

A equipe de Araçatuba formou uma grande equipe, com ótimas jogadoras, mais da metade do time joga em seleção e tem uma torcida das mais fanáticas. 

Mas o resultado não foi o desejado. Na prática se esperava um resultado, aliás o resultado. Na teoria porém, as coisas não saíram como planejadas. 

Um dos favoritos ao título estadual fracassou diante de um time inferior tecnicamente e que investiu menos de 50%, caso do Pinheiros. 

Fabiana, Paula Pequeno, Joycinha, Alisha Glass, Stacy Sycora e Tandara. Timaço no papel, mas que (ainda) não andou na prática. Estamos cheios de exemplos no esporte de times que foram montados para ser campeão e que não renderam o esperado.

Pode ser cedo ainda, mas o panorama não me parece nada animador para o Vôlei Futuro.

A falta de entrosamento não serve como desculpa. Ponto.

Esse time já tinha que estar apresentando resultados e no mínimo um vôlei de melhor qualidade.

Mas é dura, muito dura, a diferença entre teoria e prática.

É louvável o comprometimento dos diretores do clube, mas o profissionalismo não tem preço. Não se compra. Não de pode admitir que diretores interfiram ou palpitem na escalação de jogadoras.

Vir a público desmentir a possível demissão do treinador William Carvalho mostra total despreparo para o cargo. O dirigente que xingou William nas arquibancadas do Pinheiros na primeira partida é o mesmo que garante sua permanência como técnico.

Belo ambiente criado.

O dirigente que cobra resultados e profissionalismo do time é o mesmo que esquece o cargo que exerce e como torcedor sai correndo atrás de um árbitro nas ruas de São Paulo após perder uma partida  

Belo exemplo. Que tipo de credibilidade pode ter um dirigente como esse ?

Na premiação, o 'tal' dirigente deixou a capitã do time numa situação constrangedora. Ao receber a taça do vice-campeonato, simplesmente ignorou a presença da mesma e fez questão de levantar primeiro. Depois, passou para a capitã. Humilhante.  

Como deve se sentir o patrocinador ?

Bem, afinal é o próprio dirigente que paga as contas.  

Essas atitudes, certamente estão influenciando no dia a dia do clube. Por mais experientes que sejam as jogadoras, nenhuma delas gosta de trabalhar nesse ambiente.

Aporte financeiro não pode e nem deve ser confundido com poder. Investir mais que o adversário não significa ser favorito. O preço da soberba saiu caro para o Vôlei Futuro.

O aprendizado não pode prescindir da teoria e da prática. Aprender significa estar apto a fazer. Para isso é necessário que se conheça os fundamentos (teoria), mas que se desenvolva as habilidades necessárias à transformação desses fundamentos em ações, através da prática, desenvolvendo aptidões.

Isso é verdade para qualquer campo do conhecimento ou da prática humana, inclusive no campo da ética e da moral.  

    

  

Por Bruno Voloch às 09h29

Vôlei Futuro amarga primeiro fracasso. Pressionado, time foi mal escalado e está sem rumo

Após a eliminação do Osasco ainda nas semifinais, o Vôlei Futuro de Araçatuba dava como certa a conquista do campeonato paulista. O raciocínio tinha até algum sentido, afinal estava caindo o grande time do campeonato, recheado de jogadoras da seleção.  

Mas a história não foi bem assim e o desfecho é do conhecimento de todos.

O Vôlei Futuro amarga seu primeiro fracasso e logo na competição que julgava mais fácil vencer. Diferente da segunda partida quando ganhou no entusiasmo da torcida e pelas mãos de Alisha Glass, o Vôlei Futuro foi presa fácil para o Pinheiros.

Com todo respeito que a jogadora Neneca merece, não dá para ver Joycinha no banco. Efetivamente não. É demais ver uma jogadora de tantas qualidades ser reserva nessa equipe. Acho que Neneca passa diretinho, dá volume de jogo ao time, mas Joycinha não pode ser banco. Neneca tem suas virtudes e é uma boa opção no banco.  

O time foi mal escalado contra o Pinheiros. William sabe que respeito seu trabalho, seu passado, mas dessa vez errou. Joycinha tem bola para ser titular dessa e de quaquer equipe do Brasil.

A pressão pela escalação das norte-americanas também pode ter sido determinante para o fracasso do Vôlei Futuro. É inegável que as duas jogadoras serão titulares e vieram para isso.

Mas foi justo sacar Ana Cristina e Stephany do time ?

Alisha e Stacy são melhores tecnicamente, mas será que estavam à vontade, entrosadas e prontas ?   

Só quem trabalha diariamente no clube deve responder. De fora, me parece discutível a decisão. As duas jogaram bem o paulista e levaram o Vôlei Futuro para a decsião. Foi com elas em quadra que o time conseguiu os melhores resultados e as principais vitórias na competição.

Volto a repetir. Alisha e Stacy são titulares, mas a pressão vinda de fora pela escalação delas pesou na escolha de William.  

É claro que se o time tivesse ganho o campeonato ninguém estaria tocando nesse assunto. Mas não ganhou.

Tandara de ponta não rendeu o que pode e Paula segue ainda muito longe de suas condições normais. Mas nesse caso não dá para colocar na conta de William.

A pressão de fora para dentro foi muito grande pela escalação das norte-americanas. A pressão em cima de William pelo título era maior ainda e o Vôlei Futuro não resistiu.

O time precisa ser comandado pelo treinador e não por alguns dirigentes que pagam a conta e se sentem no direito de influenciar na escalação. O ambiente fica ruim, as pessoas se questionam internamente e discutem autoridade.

O Vôlei Futuro está sem rumo e vejo que William pretende poupar algumas jogadoras nas primeiras partidas da superliga. Poupar de que ?

Isso não existe. As principais jogadoras precisam aparecer e assumir a responsabilidade nesse momento. Poupar ?

Deixar de fora as estrangeiras, Fabiana e Paula Pequeno no primeiro jogo da superliga ? Quais são os motivos ?

Essas sim deveriam estar na linha de frente nesse momento adverso. Poupar ?

Com o perdão da redundância, me poupe William.

O Vôlei Futuro deveria juntar os cacos, ver os erros que são gritantes e deixar o clube funcionar como manda o figurino.

Treinador escala e jogadora joga. Os papéis foram perigosamente invertidos no Vôlei Futuro e o esporte não perdoa.

Sem rumo, pressionado e mal escalado, o time amargou o primeiro fracasso.

Culpar exclusivamente o treinador é covardia, embora ele tenha grande parcela de responsabilidade.

Por Bruno Voloch às 08h07

Palmas para o Pinheiros que venceu com sobras.

Foi mais fácil do que muitos esperavam.

O Pinheiros conquistou o bicampeonato paulista com inteira justiça e sobrou na terceira partida.

O responsável pelo título tem nome e se chama Paulo Coco. Há muito tempo bato nessa tecla e afirmo que Paulo é um dos melhores treinadores do Brasil em atividade.

Dispensado injustamente do antigo Finasa/Osasco anos atrás, Paulinho deu a volta por cima e faz um belo trabalho no Pinheiros. O clube não investe pesado como Osasco, Rio de Janeiro e Vôlei Futuro, mas o técnico sempre monta um elenco bastante homogêneo e faz da coletividade a principal arma de suas equipes.

Dessa vez não foi diferente.

Paulo Coco arrumou a equipe após a derrota em Araçatuba e o Pinheiros esteve muito equilibrado na terceira partida. Mesmo saindo atrás em praticamente todos os sets, o Pinheiros manteve os nervos no lugar e foi virando naturalmente os 3 sets.

Difícil destacar uma jogadora somente após a final. Gostei de Fabíola, da líbero Michele, Jú Costa e principalmente Soninha.

Conheço Soninha desde quando ela ainda jogava nas categorias de base do extinto Osasco. Soninha amadureceu, está mais experiente e foi fundamental nessa conquista. 19 pontos na terceira partida e coragem de sobra para definir os pontos. 

Paulo Coco acertou ao pedir a contratação dessa jogadora. No título do ano passado, Cibele, outra repatriada, roubava a cena. Após 4 anos na Itália, Soninha retorna ao vôlei brasileiro com o título de campeã paulista.

Jú Costa também foi brilhante na decisão. Ela foi uma gigante com 18 pontos e teve um ótimo aproveitamento no ataque. 

O campeonato de 2010 está em boas mãos. Palmas para o Pinheiros que venceu com sobras.

   

 

Por Bruno Voloch às 07h26

07/12/2010

Derrota na final pode determinar saída de William do Vôlei Futuro

O vôlei cada vez mais se assemelha ao futebol.

A partida desta quarta-feira entre Pinheiros e Vôlei Futuro pode ser decisiva para o futuro do treinador William Carvalho.

Muito pressionado, William pode não resistir e cair se o time perder o título para o Pinheiros.

Segundo o blog apurou, Basílio Torres Neto, um dos diretores do Vôlei Futuro, está insatisfeito e não aprova a maneira como William está dirigindo a equipe. Basílio teria ainda exigido do treinador a escalação da líbero Sykora já na primeira partida da decisão. Stephany, filha de William, jogou como titular.

Uma das jogadoras do time que preferiu não se identificar, defende William e disse ao blog que a própria Sykora pediu para não atuar. Segundo a atleta, Sykora ainda não estaria acostumada com a bola. 

William está muito magoado com algumas atitudes de dirigentes do clube de Araçatuba. O treinador teria sido xingado no primeiro jogo na capital pelos próprios diretores do Vôlei Futuro após a derrota de 3 a 0.

Inconformado e como represália, William não deu entrevistas após a vitória de 3 a 1 na segunda partida.

 

    

 

 

Por Bruno Voloch às 15h31

Federação paulista afasta árbitro e deixa clima tenso para a decisão do campeonato

O jogo entre Pinheiros e Vôlei Futuro nesta quarta-feira decide o campeonato paulista de 2010. A série está empatada em 1 a 1 e quem vencer conquista o título. 

A arbitragem deverá entrar em quadra muito pressionada. Jediel de Carvalho e Plínio Alberto Jr serão os árbitros da terceira partida entre Pinheiros e Vôlei Futuro.

Numa atitude estranha e no mínimo suspeita, um dos árbitros do primeiro jogo foi afastado do quadro da federação. Marco Sérgio Camargo Braga foi expulso pelo presidente da federação Renato Pera.

O Pinheiros ganhou a partida na ocasião por 3 a 0 no último dia 3. 

Informações dão conta de que um dos responsáveis pelo time de Araçatuba, conhecido como Basílio, tentou agredir Marco Braga na rua após o encerramento do jogo. Basílio teria sido contido por pessoas ligadas ao Vôlei Futuro que evitaram o pior.

A resposta da federação foi imediata. Sem explicação, Marcos Braga foi expulso do quadro de arbitragem pelo presidente Pera.

O segundo jogo em Araçatuba foi vencido pelo Vôlei Futuro por 3 a 1 de virada. 

Nos bastidores, o comentário é de que o clima é muito ruim entre os árbitros e a federação. A maioria não engoliu a atitude do presidente Renato Pera.  

Por Bruno Voloch às 14h59

06/12/2010

Vôlei Futuro 'derruba' Rio de Janeiro de tradicional torneio na Suíça

Envolvidas na decisão do campeonato paulista, as jogadoras do Vôlei Futuro de Araçatuba devem ir se preparando para um fim de ano dos mais agitados.

O time foi convidado para jogar o "Top Womens Volley Internacional" que será disputado entre os dias 27 e 29 de dezembro na Basiléia, Suíça.

No ano passado o Rio de Janeiro foi o representante brasileiro e ficou com o título.

Para os organizadores do evento, o Vôlei Futuro deverá ser a sensação do vôlei brasileiro na temporada. O alto investimento teve influência direta no convite e ainda segundo os organizadores, pesou muito o fato do Vôlei Futuro contar com Fabiana, Joycinha e Paula, todas da seleção e Stacy Sykora e Alisha Glass, duas titulares dos Estados Unidos.

Além do Vôlei Futuro, participarão do torneio as equipes do Perugia da Itália, Trefl Sopot da Polônia, TVC Amstelveen da Holanda e o Volero Zurich da Suíça. 

Normalmente a competição conta com 6 times, mas o Cannes da França desistiu do torneio em função da disputa da Champions League.    

Por Bruno Voloch às 13h48

Levantadora Fernandinha brilha e Modena é líder na Itália

Mesmo jogando fora de casa e contra um dos favoritos ao títulos, o Modena conseguiu a segunda vitória no campeonato italiano.

Liderado pela levantadora Fernandinha, o time derrotou o Bergamo por 3 sets a 0 e chegou aos 6 pontos na classificação. Em pouco mais de uma hora, o Modena fez 3 a 0 com parciais de 25/16, 25/18 e 25/21.

Sem poder contar ainda com Lo Bianco que se recupera de uma cirurgia, o Bergamo jogou quase completo e mesmo com as presenças de Piccinini, Ortolani, Arrighetti e Bosetti, foi presa fácil para o Modena.

O Pesaro, atual campeão, venceu a segunda seguida. O time derrotou o Busto Arsizio por 3 a 0 com destaque para a croata Usic que marcou 21 pontos.

A porto-riquenha Aurea Cruz e a cubana naturalizada italiana Aguero fizeram 38 pontos na vitória de 3 a 1 do Villa Cortese em cima do Piacenza. O Villa também ganhou o segundo jogo no campeonato. 

Nos demais resultados da segunda rodada, o Urbino fez 3 a 2 no Novara, o Pavia perdeu em casa para o Conegliano por 3 a 1 e o Perugia derrotou o Castellana Grotte por 3 a 0.

        

Por Bruno Voloch às 07h39

Fenerbahce segue 100% no campeonato turco

O Feberbahce de José Roberto Guimarães e Fofão segue 100% na temporada 2010/2011.

Pela terceira rodada do campeonato turco, o time derrotou Karsiyaka Iskra por 3 a 0 e chegou aos 9 pontos.

Para enfrentar o lanterna da competição, Zé Roberto escalou Sokolova, Skowronska e a alemã Fürst. Fofão foi poupada e preservada para o clássico contra o Dínamo de Moscou essa semana pela Champions League.

Sokolova completou 33 anos no último sábado e marcou 16 pontos no jogo.

Além do Fenerbahce, Eczacibasi e V.Gunes também chegaram aos 9 pontos e 3 vitórias no campeonato.   

 

Por Bruno Voloch às 07h21

05/12/2010

Lo Bianco, melhor do mundo na posição, vive drama pessoal na Itália

Os amantes do vôlei estavam de fato preocupados com a ausência de Lo Bianco.

A levantadora italiana, considerada a melhor do mundo na poisção, não atuou pelo Bergamo no campeonato italiano e também não esteve em quadra nos jogos válidos pela Champions League.

Boatos davam conta de que Lo Bianco estaria fora por causa de dores nas costas e por cansaço. Nada disso.

A própria atleta em seu site oficial fez questão de desmentir os boatos e explicou os motivos de seu afastamente temporário das quadras:

"Na semana passada fui submetida a uma cirurgia devido a um pequeno nódulo que me apareceu no seio. Foram dias de muito medo, uma descoberta feita há algumas semanas e esses acontecimentos me desestabilizaram. Infelizmente foi uma experiência nova. A angústia dos primeiros dias está se afastando e diante do êxito da cirurgia parece que tudo será resolvido".

Lo Bianco não esconde que ficou muito triste com as notícias de que teria sido afastada por causa de dores nas costas ou cansaço:

"São notícias mentirosas e diante do que passei, seria interessante que fossem verdadeiras. Mas não são. Li que havia sido barrada e como disse preferia mesmo ter sido barrada do que lutar contra esse novo adversário. Mas estou lutando como nunca fiz antes na vida e precisava reagir o quanto antes. É uma jornada diferente, mas que já comecei a vencer".

Lo Bianco afirmou que não jogará mais em 2010 e só volta a atuar em 2011:

"Devo retornar em janeiro. É necessário esperar a cicatrização, ficar de repouso alguns dias e não posso ainda levar bolada no local. Mas em janeiro volto com força total e inteira. Garanto".

 

Por Bruno Voloch às 10h32

Audácia de William e desempenho de Alisha foram determinantes para o Vôlei Futuro

O Vôlei Futuro ganhou merecidamente a segunda partida das finais do paulista.

A vitória passou literalmente pelas mãos do treinador William e da levantadora Alisha Glass.

Ainda no primeiro set o treinador já mostrava seu descontentamento com o desempenho do time. Numa atitude rara, mas extremamente corajosa, William não pediu tempo e muito menos esperou a parada técnica para modificar a equipe. Tirou a central Andressa e colocou Fernanda.

Não acho que a entrada de Fernanda tenha decidido o jogo, longe disso. Mas a atitude de William mostrou que o Vôlei Futuro poderia até perder, mas não com a atitude passiva da primeira partida.

Neneca foi outro boa supresa. Reconheço suas deficiências técnicas, mas Neneca supera a baixa estatura com disposição. Se essa disposição será sempre suficiente não sei.

Pensando em superliga, Joycinha é ainda a melhor alternativa jogando ao lado de Tandara e Paula. Neneca é uma boa opção de banco, nada além disso. No paulista, quebra bem o galho.

Por falar em Tandara, ela foi a melhor atacante do Vôlei Futuro. Corajosa e vibrante, Tandara fez uma ótima partida e foi a referência do Vôlei Futuro no ataque.

Mas a vitória não aconteceria se Alisha Glass não estivesse em quadra. Visivelmente desentrosada, Alisha se soltou a partir do segundo set e 'matou' Fabíola. Devo ressaltar que Fabíola jogou bem a primeira partida, mas assim como suas companheiras, parou a partir do segundo set.

Alisha foi ganhando confiança durante o jogo, deu velocidade ao time, jogou simples, mas com extrema eficácia. Quando estiver entrosada, será ainda mais prazeroso vê-la atuando.      

Stacy Sykora foi outra peça importante. Deu segurança e equilíbrio ao passe do time. A recepção melhorou a partir do segundo e também ajudou Alisha a se transformar no nome da partida. Incrível a personalidade que tem essa líbero norte-americana.   

O Pinheiros ainda pode e tem potencial para ser campeão. Jú Costa rendeu abaixo do que poderia, Soninha parou no segundo set e Lia foi pouco acionada. A líbero Michele e a central Marina foram bem.

O Pinheiros sempre se baseou no jogo coletivo e deve voltar a jogar dessa forma se realmente pretende ser campeão. A pressão saiu do Vôlei Futuro e voltou para o Pinheiros.      

Por Bruno Voloch às 10h03

Sobre o autor

Carioca, tem mais de 20 anos de profissão. Iniciou a carreira na extinta TV Manchete em 1988. Foram 6 anos até ser contrato pela Band Rio em 1994. No ano seguinte estava no Sportv/Globo onde foi idealizador e apresentador do programa Supervolley. Atuou como repórter de 1995 até 2003, e participou da cobertura dos campeonatos brasileiros de 1995 a 2003 em jogos ao vivo. Em 2004 se transferiu para o Bandsports, onde criou e comandou os programas "Roda de vôlei "e Linha de 3". Foi apresentador e comentarista de vôlei e basquete do canal. Em 2008 acumulou a função de diretor de jornalismo até setembro de 2009. De 2007 até 2009 foi colunista da rádio Bandnews FM do Rio e trabalhou nos jornais Lance e Jornal dos Sports. Participou da cobertura de 3 Copas do Mundo, 3 Olimpíadas e das últimas 3 últimas edições do Pan. Hoje é colunista do Jornal do Brasil e comenta futebol para a Bandnews FM/Rio de Janeiro e rádio Terê FM/Rio de Janeiro. É especialista em vôlei.

Sobre o blog

Opinião e informação sobre o que de mais relevante ocorre no vôlei no Brasil e no mundo.

Histórico

© 1996-2009 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados.